quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ponto de mutação

Foto Alencar Coelho



Em nebulosas ruas siderais, sedentos de luz
Expectavas tu, estrela fria da manhã.
Um Olho de touro, vigilante sinaliza, Aldebarã,
Eu, constelar, espelho no céu a minha cruz

Que força cósmica nos colocou nesta distância?
Sonhados Deuses humanos dormem sob as marquises,
Outros caminham na exata ciência da inconstância,
Nas escuras galerias, luminosa procissão dos infelizes.

Quem nos dirá a rota dos signos, mutante ponto,
Encontro final, espaço-tempo, Borgiano conto?
Teleféricos carros transportam poesia, Dantesco canto,

Pelas esquinas jaz a eternidade morta
E, no infindo labirinto, descobrimos com espanto:
Temos a chave..., Mas onde estará a porta?


Jorge Passos ( 2003)
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