sexta-feira, 6 de maio de 2011

Caçador de esmeraldas

Foto do Piquenique cultural da Baronesa- poesia publicada no Blog SEJA

Preciso de um conceito, idéia, imagem, som
Novo, não gasto, pasto verde, brilho de Potosi
Algo que penetre agora pela janela da sala
Quebrando a gangorra da dialética hegeliana
Desmascarando terceiras vias colonizadas

Algo assim como um canto-grito de gaivotas
Sei lá, uma estética de Baleiro, ou uma  filosofia
De boteco, tango rasgado, fonema atrapado
Que se liberte, rompa a lingüística estamentada

Talvez brincando com a dor, corda ferindo
Os dedos do violinista, fio de luz na porta
Rompendo a hora estagnada, seio despontando
Na trama tecida em fios de chuva, espirro
De acordes, bandolim, violão inflamado
Infectando o ambiente, aspergindo gotas
Pinga-pinga no balde caldo da linguagem
Experimentando o clicar dos ratões sobre o visor
No creio descreio da tecnologia digital
Pesquisa de um sistema não acessado
Colhendo senhas ausentes da memória!

Isto, uma escatologia que prenuncie,
Profetizando o nosso encontro afinal!

                       Jorge Passos

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