sábado, 7 de janeiro de 2012

SOBRAM-TE HORAS



Mas te sobram horas e horas ... horas não ainda soçobradas .

Lá, lá no fio de agulha do instante do teu horizonte ...
Lá , naquele espetáculo do sobrado do teu futuro engatilhado ...
Lá , onde te espiam , de lá para cá ... tuas horas que te sobram .
Por ti choram , porque , daquele sobrado do teu futuro engatilhado , elas pensam que aqui nunca mais chegarás ...
Elas torcem por ti , elas esperam que não mates os filhotes delas , belas donzelas , filhotes de instantes e segundos de minaretes de observações ...
São teus senões , tuas lições , de tuas horas que te espiam enquanto por ti confiam .


Ele aqui se nos chegará ? Será que não soçobrará ... mas , já te disse, sobram- te horas, aquelas mesmas , esses minutos estas meias das torres das tuas meadas ensarilhadas e, em momentos de torcidas , aplaudem-te e te estimulam para que aqui chegues , para que lá chegues , porque ... sobram-te horas .


Horas e horas , todas tuas horas , a desoras com o nada - nunca impregnado do teu pequenino instante .
Mata-me-embora diz a tua relva onde a pisas , para que consigas impulso que te diga a teu relógio do teu pulso ... sobram-te horas .


Nunca te permitas ufas , bravos , bravatas , elas por ti torcem enquanto te contorces e a elas miras , que te admiram e que te remiram em meneios de chamamentos .
Agarra estes teus bons momentos , cavalga no dorso aéreo de plumas brancas de Aurora-Branca, tua nave Caroneira e Bagageira dos destinos do teu amor ... porque , sobram-te horas .

Mazelas , mazelaste porque sofreste quando não mais as olhaste ? Mas , elas , daquele longínquo sobrado no fio da agulha do teu horizonte , elas te atiçam avante , porque te sobram horas .


Não deixa que o corvo triste do nunca mais , ao pousar na lanterna preta do teu farol de luz negra , não deixes que ele lá/ali se instale como rosa preta de luz das trevas e das neblinas que te matam teus olhares de tuas belas colinas .
“ Never more ” ou nunca mais diz a alguém aos pés dos precipícios dos teus comícios , mas este alguém pode ser tu também , mas agora , nesta hora sobram-te horas .


Não desanimes , não deixes que “ tingido preto” , teu abutre ou teu urubu das partituras das partículas das horas que te sobram , não deixes que luz do corisco de terror em tua flor , não permitas que tuas conquistas sejam deglutidas pela abelha negra do tumor da flor do sem amor , porque ... “ sobram-te horas ” ... !

Antonio Carlos Marques

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