quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os do Quanto Pior

Transponha essas previsões para a pavimentação e você entenderá o porque desta charge

“Não se faz saúde sem médicos” . Se você , caro leitor pensa que esta afirmativa foi feita pela presidenta Dilma Roussef, está enganado. Esta frase é repetida diariamente nos meios de comunicação em propaganda do CREMERS, Associação dos Médicos do RS. Portanto, apesar  de alguns protestos à contratação de médicos estrangeiros para sanar deficiências de atendimento nas periferias das grandes cidades, nos municípios do interior e àqueles mais distantes, principalmente do Norte e do Nordeste, o governo Federal acerta na medida que está sendo lançada nesta segunda – feira, dia 08 de julho. Aqui mesmo em Jaguarão , nesta fronteira, já vivemos a experiencia bem sucedida com os profissionais uruguaios que prestam atendimento no plantão da Santa Casa.

Falando em saúde, não se pode deixar de abordar o assunto principal da semana passada. O Projeto de Financiamento disponibilizado pelo Programa PAC II para o setor de transporte oferece recursos com grande vantagem para os municípios. Carência de 4 anos, juros fixos, e 20 anos para pagamento. O empréstimo passou pelo crivo da Caixa Econômica Federal que classificou Jaguarão com duplo A, que corresponde ao melhor índice do Brasil, avalizando o Projeto apresentado pelo Governo Municipal. Além disso, o pagamento compromete apenas 2% do orçamento anual. Em suma, um negócio de Pai pra filho, que qualquer pessoa, física ou jurídica, em sã consciência, não hesitaria em abraçar na hora.

Mas por que falei em saúde?  Ora, porque já não dá para suportar mais a demagogia de argumentar-se que essas obras tirariam recursos da saúde. Afinal, quem não melhora sua qualidade de vida e assim sua saúde, quando as ruas estão pavimentadas, o esgoto tratado, a polvadeira que infesta as casas neutralizada? Segundo estudos médicos, cada real investido em saneamento significam 4 reais investidos em saúde. Portanto, esses 15 milhões aplicados na urbanização de nossos bairros em quanto redundará em benefícios para a população?

Até as pedras brancas e pretas do Largo das Bandeiras sabem a motivação dos que são contrários ao financiamento. Os argumentos falaciosos de endividamento não convencem  nem o mais crente e ingenuo dos ouvintes. Os do Contra, movidos pelos interesses eleitoreiros avaliam que uma obra de tal porte, que duplicará a área calçada do município, diminuindo drasticamente os problemas viários urbanos, cacifaria decisivamente qualquer candidatura apoiada pela atual gestão para o próximo pleito. É a velha prática política, tão criticada, daqueles que para vencer,  só esperam o quanto pior melhor.

Esta coluna foi escrita antes do veredito da Câmara de Vereadores. Acreditamos que os representantes do povo foram responsáveis em sua decisão do dia 09 de julho para que  possamos comemorar mais esta conquista para o desenvolvimento de Jaguarão.


Jorge Passos

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 10/07/2013


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