domingo, 9 de março de 2014

Fotos del Carnaval de Rio Branco 2014

Los Piratas del Lago invadieron la pasarela 

Comparsa Caritas Pintadas

Tronar de Tambores con Julio Cesar Kanela fué la gran
atracción

Murga La Operária, renacimiento para maravillar el Carnaval

sexta-feira, 7 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO DO CARNAVAL DE RÍO BRANCO


En conferencia de prensa brindada hoy, 6 de marzo, se realizó el lanzamiento del Carnaval 2014 de Río
Branco, con la presencia de Julio "Kanela" Sosa, quien estará presente junto a Tronar de Tambores en el carnaval local el próximo sábado (8).
En la oportunidad se aprovechó para brindar la programación de los desfiles y actuaciones en el tablado ubicado en la Plaza Gral. Artigas.

Viernes 7 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Grupo de Lubolos Asociación Nuestro Hogar
  • Barco pirata del carnaval del Lago Merín
  • Caritas Pintadas
  • Murga La Operaria
  • Murga Hijos de Momo, de Melo
Escenario
  • Caritas Pintadas
  • Grupo Identidades
  • Inauguración del carnaval
  • Murga La Operaria
  • Murga Hijos de Momo

Sábado 8 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Barco pirata del carnaval del Lago Merín
  • Murga La Operaria
  • Tronar de Tambores
Escenario
  • Caritas Pintadas
  • Reina Identidades
  • Tronar de Tambores
  • Murga La Operaria

Domingo 9 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Grupo Glamurosas, de Vergara
  • Batucada El Rancho, de Vergara
  • Nación de Luz Vergarense, de Vergara
  • Escuela de samba y reinas del Carnaval de Yaguarón
  • Comparsa Camundá, de Melo
  • Banda Tamiflú
  • Escenario
  • Reinas de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Premiación
  • Banda Tamiflú
Texto y foto: Portal del Lago Merín.-

quarta-feira, 5 de março de 2014

Jaguarão - Fotos Carnaval 2014

Aguenta se Puder na #Copadascopas 

Naiara, madrinha de Bateria da Aguenta

Close nos foliões do Trem Bala

Maracatu pelos Ares - Palestina

Atrás do Trio Elétrico com muita alegria

Destaque da Estrela Dálva

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Abram Alas para a Paz


Aproximam-se os dias em que Rei Momo volta a imperar. Em Jaguarão, assim como em todo o país, os foliões tomam conta das ruas numa das manifestações populares mais tradicionais do Brasil. Mais que uma simples festa, o Carnaval gera grande movimentação na economia com o turismo e serviços. Somos um povo internacionalmente reconhecido por sua hospitalidade, pacífico e cordial. Temos conquistado, depois de muita luta e aprendizado, mesmo com percalços e dificuldades, um país com democracia plena. Entretanto, o acirramento na esfera da política, com o sentimento de raiva e violência a florescer em manifestações nas ruas e nas redes sociais, não se justifica . A democracia pressupõe que possamos divergir, debater, confrontar, em num ambiente de respeito às instituições democráticas e também de respeito à pessoa do adversário. Porém, muitas vezes, nos deixamos levar por sentimentos de raiva e descontrole quando nos encontramos com ações desqualificadas que buscam criminalizar a política, dizendo barbaridades como as de que “ninguém presta”, “tudo está mal”, “só podia ser no Brasil” e outras cositas más, que não retratam a verdade e que cansa quem trabalha um por país cada vez melhor. Não podemos deixar que isto contamine o Carnaval. E também, por que não, a Copa do Mundo.

Há algum tempo, fui agraciado e tenho na minha mesa de trabalho, um folheto com conselhos sábios do Chico Xavier, denominado Em seu Benefício, e que gostaria de compartilhar com você, caro leitor. Muitos já o conhecem, sem dúvida, mas tenho certeza de que lhes será de muita serventia para enfrentar essas prováveis atribulações. Ei-los:

-Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.
-Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
-Não se perturbe com o malcriado; O irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.
-Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.
-Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.
-Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
-Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.
-Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.
-Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.
-Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.
Diria também: espere sua vez de entrar na avenida, curta seu trio, sua escola, seu bloco.
Brinque o Carnaval com alegria, paz e muita festa!

Jorge Passos

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 26/02/2014


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“PEGA NA COLA QUE O RESTO NÃO AMOLA!”

Eram os anos cinquenta, em Jaguarão predominavam como assuntos ora o futebol, ora as carreiras de cancha reta que deslocavam a política para uma abordagem secundária e as cores partidárias se trocavam conforme o livre arbítrio de cada um. No Café do Comércio, andava-se de uma mesa para outra e se constatava essa predileção entre os diversos clientes, não se tinha muito a escolher. Agora os carreiristas eram mais chegados à barbearia do Márcio Tissot, outro aficionado que atraía e dava linha para os clientes, demorando-se em suas conjeturas turfísticas que enervavam aqueles que não estavam a fim de papo.

Na época, recém se fundara o Jockey Club de Jaguarão, modismo que provocou algum esvaziamento nos estádios de futebol existentes na cidade, prejudicados pela concorrência com os páreos de longa distância, aos domingos, no Prado local. Disputavam a corrida principal o parelheiro Lord, pertencente a meu primo Anysio de Souza Resem, e a potranca Princesa, de propriedade do Dr. Ernesto Marques da Rocha, ex-prefeito do Município, em infindáveis tira-teimas consequentes das discussões que se sucediam na barbearia do Márcio, nenhum deles querendo dar o braço a torcer.

O Lord não tinha lá o seu pedigree, pois era descendente duma eguinha zaina e mansa que tio Cantalício tinha em sua chácara, após o passo dos Correias. Resultara do cruzamento com o tordilho Nico, este sim um excelente troteador e puxador do carrinho que conduzia Anysio para visitar a noiva na estância do futuro sogro, no Cerrito. Mas aquele era um animal diferenciado que logo revelou seus pendores para o galope nas pistas de corrida, vindo a tornar-se alegria de muitos apostadores na fase inicial quando pagava generosas “poules”, as quais em seguida deixaram de ser compensadoras...Porém, havia um complicador nessa história toda. Era o jóquei Matraca, um mestre nas rédeas apesar de muito chegado a um trago amigo que, às vezes, sumia na véspera e só aparecia todo borracho pouco antes de correr – e dê-lhe banho frio para se compor. Assim meu primo se viu obrigado a construir uma casinha de alvenaria na chácara do seu pai Cantalício, com um quarto para alojar Matraca e o tratador “seu” Benício, encarregado de vigiar os passos daquele, tendo ao lado a baia que abrigava Lord. E de madrugada, todo dia, saiam os dois para varear e cronometrar os tempos do parelheiro.

Anysio me falava que se dedicaria a viajar por todo Estado caso dispusesse de um capital maior, possibilitando-lhe a corrida do Lord em localidades onde não fosse conhecido para obter melhores ren­dimentos. Até que o doutor Ernesto se dando conta do melhor desempenho deste em relação à Princesa, terminou comprando-o. E o primo, acreditando nas melhores condições financeiras do seu rival para explorar o potencial do seu cavalinho, não relutou em se desfazer deste. Acontece que Marques da Rocha se enfezou com a aquisição e terminou “queimando” suas fichas em canchas de baixo retorno...

Quando chegava à chácara de tio Cantalício, sempre procurava tomar meus mates com “seu” Benício e Matraca, levando alguns livros para que eles se distraíssem durante a semana. Numa dessas ocasiões, “seu” Benício Tissot, que também era pai do barbeiro Márcio e de uma filharada imensa dessas de campanha, convidou-me para ir até sua casa situada “logo ali” quem vai para a capela de São Luiz. E lá fui eu, roçando fundilhos em cima dos pelegos da sela de um petiço, a visitar o humilde rancho desse tratador. Foi uma festa a nossa chegada. Na porteira, a filha mais moça do velho, toda sorridente, e ele me larga uma pérola:
-“Que tal, te agrada essa prenda?”


José Alberto de Souza 


Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 19/02/2014

                            Cronica retirada do Livro Digital    O VELHO “CHATEAU” DAQUELES RAPAZES DE ANTIGAMENTE
                                                                                Acesse o Livro completo clicando AQUI

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carlos Careqa: desarrumando a ordem, por Aquiles Reis

Tem disco novo de Carlos Careqa na praça. Coisa meiga nunca será. Careqa tem um pé no absurdo. Há até quem ouse dizer que sua música nem música é – mas ela é música, sim senhor; música para mexer com a gente, trazendo-nos para o oco do seu turbilhão criativo. Careqa é desestruturador por natureza.

Compositor e cantor, ele é um eterno buscador de estranhezas poéticas. Assim, escutamos as suas músicas sem conseguir enquadrá-las em nenhuma categoria da música popular, muito menos em nenhuma vertente político-partidária-musical. Dir-se-ia, com razão, que ele é um maluco beleza redivivo.

Sua música é profana, meio circense, assim como seus versos e suas ideias. Assim ele vai, sem dogmas nem certezas absolutas... Apenas vai. E nós o acompanhamos, às vezes sem entender direito o que diz o poeta Carlos, às vezes sem sacar inteiramente a concepção sonora das músicas do compositor Careqa, mas sempre instados por ele a remexer em preceitos que entendemos como imutáveis desde que nos entendemos por gente.

O novo CD (belíssima capa) de Carlos Careqa, produzido por ele, Marcio Nigro e Mario Manga, é Palavrão – música infantil para adultos (Barbearia Espiritual Discos). Nele, treze composições suas, nas quais o adulto submerge no universo infantil, valendo-se da experiência adquirida e do imaginário da criança que mantém dentro de si. Para tanto, ele não mede palavras. Vale tudo, escatologia e termos chulos. O resultado é um sorriso grudado nos lábios e uma permanente tensão no ouvinte: “Até onde irá esse absoluto desprendimento do compositor, para expressar-se de uma forma que não estamos acostumados a ouvir num disco musical?”.

Pelos títulos, dá para sacar aonde a coisa vai: “Por Que a Vovó Tá Fria?”, “Exame de Fezes” (O exame é legal, mas tenho medo/ De segurar o potinho/ Vai que ele escapa do meu dedo/ E acabo me sujando todinho), “Rap do Peido”, “Eu e Reginaldo”, “O Menino e a Menina” (A menina é diferente do menino/ O menino tem uma torneirinha/ E a menina tem uma conchinha/ Que bonitinha a conchinha da menina), “O Diamante Azul do Vovô” (Vovô tomou o diamante azul/ Agora não pode ficar mais de pé/ Quando eu sento no colo dele/ Ele diz que é o celular), “A Tia da Escola”, “Meleca”, dentre outros.

Para acompanhar o cantor teatral que Careqa é, Manga e Nigro se valem de arranjos em que predominam programações de bateria e sampler, guitarras, baixo, teclados, vocais, violão, bandolim, percussão, cavaquinho, cellos e violinos. O repertório varia entre funk, rap, rock, marchinha, valsa e reggae, tudo com a inventividade levada às últimas consequências.

Careqa sente prazer no desfazimento do já estruturado, em abalar os aparentemente sólidos pilares de sustentação da ordem vigente, em buscar o caos na organização secularmente estabelecida, bagunçando conceitos, revendo certezas, ampliando visões, tratando o errado como certo, o feio como belo. Carlos Careqa cria para derrubar sentidos preexistentes.

Aquiles Rique Reis é músico e vocalista do MPB4

Fonte:  http://jornalggn.com.br 


No vídeo abaixo uma mostra do primeiro CD de Carlos Careqa, OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS, com participações de Arrigo Barnabé, Tetê Espindolla, Cida Moreira, Itamar Assumpção, Tangos e Tragédias.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fronteiras de uma vida plena

Acompanhando as inquietações de um amigo em sua crise pós 40 anos, percebi uma alma perspicaz, lutadora e vencedora diante da fronteira entre o que ele tinha realizado (com sucesso) e a falta de desafios para o resto de sua vida.

O colapso afetava a mente e o corpo. Tinha a sensação de estar desagregado de seu contexto e desconectado dos seus sonhos. Mantinha em curso um único projeto de vida que era vencer a rotina e adiar a morte, pelo menos física, pois a mente já lhe parecia moribunda, por não saber o que acontecia.

Os retumbantes sucessos na vida pessoal, financeira e emocional traziam um orgulho do passado, mas o sabor da vida se amargava na falta de propósito e tudo o que foi vivido vitoriosamente se tornava um peso para mudar e só restava viver o nada interior, regado pela falta de desafios.

Um nada assentado em toda a sua história, em seus percursos intelectuais, cheios das coisas já vividas, parecia o bastante para qualquer alma conformada. Formou-se um círculo pernicioso em que o pensamento, alimentado pelo conhecimento, se tornava uma arma arguta voltada para sua própria cabeça, criando labirintos recônditos cheios de desvios de sentido.

As perguntas, que sempre foram o alimento de seus pensamentos, passaram a machucar um espírito carente de soluções, respostas pragmáticas para sua angústia.

Era preciso sair do buraco que estava cavando em sua volta, e isolando-o das pessoas mais importantes de sua vida.

A busca, inicialmente inglória, o conduziu ao ato de defesa na persecução da lógica da preservação. Primeiro houve o empenho em eliminar o que, supostamente, acreditava que não queria, mas isso se tornou um processo limitante e claustrofóbico, que reforçou o ensimesmamento.

Os labirintos da alma lhe apresentavam caminhos de questionamentos sem sentido até que se deparou com o verdadeiro dilema de sua fronteira: manter-se no velho ou nascer no novo? Manter-se no velho significava continuar definhando em suas angústias, mantendo as lembranças vivas de sua história ritualizada na coisificação do dia a dia. Nascer de novo era o rompimento com o passado, levando apenas as experiências, sem saber a dimensão e o que se perderia nesse novo.

A angústia da encruzilhada era não poder seguir nos dois sentidos e escolher um caminho é certamente deixar outras infinitas possibilidades para trás. Do mesmo modo, não escolher é também uma escolha e nenhum caminho será percorrido. O mofo se formará no espírito desafiador e lutador do outrora eterno revolucionário. Seria a morte em vida o meio termo.

A nuvem negra já estava se dissipando, agora já não era mais uma busca por respostas no seu labirinto pessoal, mas um momento de decidir como seria a sua travessia, o caminho a ser escolhido, o compromisso de um encontro consigo mesmo no futuro.

A partir daquele ponto, depois da travessia, não poderia mais olhar para trás, viraria “estátua de sal” e as perdas seriam os alicerces da sua escolha por ser feliz.



Fábio Martins Oliveira

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 12/02/2014


Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...