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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Juca Ferreira defende política cultural para as fronteiras

Uma política cultural para as fronteiras e medidas para lançar um edital específico para pontos de cultura de fronteira. Estas foram algumas propostas anunciadas no último sábado (30) pelo ministro Juca Ferreira, em Jaguarão (RS), na divisa do Brasil com o Uruguai, onde participou de uma roda de conversa chamada Diálogo da Fronteira, com artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura locais. A ministra da Educação e Cultura do Uruguai, Maria Julia Muñoz, também participou do debate.

Ministros Juca Ferreira e Maria Julia Muñoz ressaltaram
                importância de políticas culturais para a fronteira -Foto Lia de Paula    
       

O ministro defendeu a construção, na fronteira, de um território de "amizade, parceria, vivência cultural e integração com países irmãos". O anúncio do possível lançamento do edital para pontos de cultura nas divisas já em 2016 arrancou aplausos dos participantes da roda de conversa.

"Pretendo construir uma política cultural para fronteira e Jaguarão é um ícone, um ponto de partida para isso", afirmou. "É preciso ser uma política que dê conta da diversidade presente nessas regiões e que, ao mesmo tempo, estimule a integração e as parcerias. Pensem no Ministério como um parceiro para apoiar esse processo que vocês já vivem", destacou.

A proposta recebeu apoio da ministra da Educação e Cultura do Uruguai. "Vamos estar sempre atentos a fomentar a cultura de fronteira. Ela nos une entranhavelmente. Nossos povos têm sonhos em comum", afirmou Maria Julia Muñoz.

Pontos de Cultura


Pontos de Cultura são entidades culturais ou coletivos culturais que, por desenvolver ações de impacto sociocultural em suas comunidades, são certificados pelo Ministério da Cultura, recebendo dele apoio institucional e financeiro. O Plano Nacional de Cultura - PNC (Lei 12.343/2010) estabelece em seu Plano de Metas o fomento de 15 mil Pontos de Cultura até 2020.

Em Jaguarão, o ministro ressaltou a importância dos Pontos de Cultura para o fomento da cultura de base comunitária no país. "Historicamente, as comunidades acharam uma forma de qualificar seu ambiente e superar a ausência do Estado. Muitas vezes, em um ambiente degradado e submetido à violência, as pessoas produzem um ambiente mágico que só a arte e a cultura são capazes de fazer", comentou.

Ferreira enfatizou, ainda, que os Pontos de Cultura são "parte insubstituível" da Cultura brasileira, presentes em todo o país, desde a periferia até as comunidades indígenas. "É preciso reconhecer o direito do povo brasileiro de ter apoio do Estado para que se desenvolva. Nós vamos trabalhar para ampliar essa experiência", frisou.

Outras demandas


Ao longo do evento, participantes puderam expor seus pontos de vista e fazer demandas. Luta contra a intolerância religiosa, maior acesso à cultura, investimentos para o setor do audiovisual da região e a cultura vista como vetor de integração e de desenvolvimento regional foram alguns dos temas tratados.

Outro pedido de destaque foi a necessidade de descentralização na distribuição de recursos para a área cultural. Em relação a esse aspecto, mais uma vez, o ministro foi enfático ao defender a reforma da Lei Rouanet.

"A lei Rouanet representa 80% do dinheiro que o governo tem para aplicar na cultura. É mal aplicado porque, em última instância, quem define o uso é o departamento de marketing da empresa. E a empresa se associa a quem pode dar retorno de imagem a ela, então, a restrição é imensa", lamentou.

Além de Juca Ferreira e da ministra da Educação e da Cultura do Uruguai, estiveram presentes à roda de conversa o prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e o diretor do departamento de Relações internacionais do MinC, Gustavo Pacheco, entre outros.

O Diálogos da Fronteira foi um dos compromissos cumpridos pela comitiva do Ministério da Cultural em Jaguarão ao longo do último sábado (30). Ao longo do dia, o ministro visitou espaços culturais e participou de cerimônia de celebração do reconhecimento da Ponte Barão de Mauá como primeiro bem binacional reconhecido como Patrimônio Cultural pelos países do Mercosul.

Fonte: Cecília CoelhoMinC

Ministro Juca Ferreira caminhou pela Ponte Mauá
Cerimônia de descerramento de Placa na Ponte Mauá, Patrimônio Cultural do Mercosul


 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Jaguarão Recantos e Encantos - TVE 1983 - Parte IV


Programa da TVE do RS sobre a Cidade de Jaguarão, sua Memória, sua Cultura, sua Política. Participação de Valdo Nunes e Jorge Garcia, mentores do Projeto Jaguar. 

Neste segmento, enfoca-se primeiramente a residencia do Presidente da Província, Dr Carlos Barbosa, e que depois seria o atual museu. Vista do interior do Museu ao som de um sarau com Professora Verdina Raffo Soares ao piano, tenor Jarbas Taurino e encenando no papel de Doquinha, Carmem Azevedo.

A seguir, imagens do Theatro Esperança apresentando peças ao violino com o Professor Stefano Roncato.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Theatro Esperança de Jaguarão



Reportagem do Diário Popular mostra o andamento das obras de restauro do Theatro Esperança já em seu estágio de finalização.

O bater dos martelos e o barulho de uma serra elétrica ainda ecoam na famosa caixa acústica do Teatro Esperança. Mas, a sinfonia claramente dissonante alegra quem a ouve, de perto ou de longe. Os sons desagradáveis são sublimados por prenunciarem a volta triunfante deste querido e precioso templo da arte jaguarense, e também do país, que em breve estará pronto para receber espetáculos e voltar a reverberar o som harmônico da cultura pulsante.

imagens: Michel Farias - DP

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Por que não se "tomba" o Mackinley Rosa?

Palco de grandes espetáculos, o Mackinley Rosa
em imagem do curta Gaúchos Canarinhos, com Aldyr Schlee e José Orcelli

Acerca da matéria que postei em meu blog “Duas equipes jaguarenses no Gauchão?”, em 04/10/12, escreve-me um leitor anônimo, a quem solicito para que se identifique: “Eu não entendo como Jaguarão com um estádio como o Mackinley Rosa e com um passado bonito no futebol amador da região e no estado deixou o futebol de campo morrer por completo. Hoje não se tem um campeonato varzeano forte com equipes tradicionais como Andradas, Florestal, Pindorama, Imperial, Mauá, Vila Kennedy e outros. Entendo que a fase áurea do futebol de salão do Navegantes contribuiu para o fim de participações estaduais do Cruzeiro, mas o fundo do poço que chegamos ao nosso futebol nunca pensei que aconteceria.”

Inclusive já ouvi falar que a Associação Cruzeiro Jaguarense estaria loteando o seu estádio a fim de pagar dívidas acumuladas, mesmo depois de se desfazer da sua área de piscinas, lá pelos lados da “rua do cordão”. Custo a acreditar que ali perto da antiga Estação da Viação Férrea, permanece abandonado um patrimônio que foi erguido com o grande esforço dos associados do Esporte Clube Cruzeiro do Sul que o nosso Clube Jaguarense recebeu de mão beijada através de uma fusão infeliz. Perguntar não ofende: porque não se recupera aquela área como Estádio Municipal?

Meu amigo José Nunes Orcelli tem desfraldado a ideia de formar uma seleção de futebol com jogadores que se tem destacado no campeonato varzeano local para disputar um dos certames estaduais da Federação Gaúcha, o que me faz lembrar o Jaguarão Esporte Clube, quando entrava em campo nas partidas do Estadual de Amadores com aquelas camisas brancas com letras vermelhas estampadas no peito – JAGUARÃO – que muito me enchia de orgulho, apesar de cruzeirista declarado. A nossa comunidade precisa se unir em torno dessa bandeira, deixando de lado antigas preferências clubísticas para retomar o seu lugar no cenário esportivo do Estado. Creio que basta vontade política para instalação de uma sede desportiva já existente - Estádio Municipal Mackinley Rosa.

Fui testemunha de como foi construído o antigo Estádio Minervina Corrêa, tijolo a tijolo, com o labor voluntário de atletas e torcedores que se juntavam nos fins de tarde e à noite, sacrificando preciosas horas de descanso para cercarem a sua área de competições. E o que hoje resta da praça de desportes do Jaguarão Esporte Clube, o primeiro a ter seu patrimônio dilapidado com esses malfadados “casamentos”? Um esplêndido pavilhão social dando vistas para um minguado campo de “futebol sete” destinado a práticas recreativas, afora a ampliação da sede das piscinas da Sociedade Harmonia Jaguarão. Mais trágico ainda o desfecho da união entre Clube Caixeiral e Navegantes Futebol Clube por demais sabido de qualquer jaguarense que se preze.

Sou do tempo em que os atletas do meu saudoso Esporte Clube Cruzeiro do Sul tinha o seu campo no terreno em que atualmente se encontra estabelecido o Asilo de Meninas “Felisbina Leivas” e sua sede social, também utilizada como residência para os jogadores mais necessitados, funcionava no prédio que era da extinta Sociedade Italiana. Naqueles idos, nem Jaguarão nem Navegantes possuíam os seus campos próprios e mandavam seus jogos ali no “arrabalde” do IPA, onde hoje se situa a Praça Comendador Azevedo. Pois daquela sede na Rua 15 de Novembro, próxima dali, os atletas marchavam uniformizados em direção à antiga praça de desportes do Harmonia. Tradições como essa precisam ser preservadas na memória esportiva da cidade, tão evidente no símbolo que hoje representa o velho Estádio Mackinley Rosa como baluarte da alma cruzeirista.

José Alberto de Souza

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 17/10/2012




sábado, 4 de agosto de 2012

Jaguarão - Cidade inspira o amor



Viviane e Leandro, apesar de morarem há pouco tempo em Jaguarão sentiram-se seduzidos pela beleza da cidade e de seu patrimônio arquitetônico e a escolheram como cenário para seu álbum de casamento. Casa de Cultura, Centro histórico, Rio Jaguarão, Ruínas da Enfermaria, Ponte Internacional Mauá, Estação Rio Branco , do outro lado da fronteira, são algumas das maravilhas que você pode apreciar neste vídeo. As imagens finais são no Fortim de São Miguel no Chuí. Nós, jaguarenses, só podemos agradecer ao casal por divulgar de forma tão bela e romântica este chão.

Felicidades aos noivos e muito sucesso nas novas andanças pelo Rio Grande do Sul!



terça-feira, 19 de junho de 2012

Restauração do Teatro Esperança - Ana Meira - IPHAN.wmv




Pronunciamento da Superintendente do IPHAN , Ana Lúcia Meira, durante o Ato de Inicio da Segunda Etapa de Restauração do Teatro Esperança em Jaguarão, dia 15 de junho de 2012.

Foram abordados importantes assuntos referentes ao Patrimônio Histórico e Cultural em Jaguarão; restauração da Ponte Mauá, reativação da ferrovia ligando os dois países num passeio turístico, atuação emergencial no socorro ao Clube Jaguarense preservando um ponto vital do Conjunto do Centro Histórico, Centro de Interpretação do Pampa, legado patrimonial que os jaguarenses com todo o esforço mantiveram conservado por tantas décadas, entre outros.   


sábado, 5 de maio de 2012

A história do Clube 24 de Agosto


Programa 12 horas da TV Nativa de Pelotas, dia 02 de maio de 2012. A reportagem conta um pouco da história do clube 24 de Agosto, tombado recentemente como patrimônio histórico pelo IPHAE. Depoimentos da diretoria e de pessoas que se engajaram  no reerguimento da instituição.  Um clube tradicional da cidade de Jaguarão e que aos poucos ganha força para buscar uma melhor estrutura para a comunidade. Uma associação que sempre acolheu a comunidade negra do município. 



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esperança:Última fase de obras no teatro de 115 anos

Na primeira etapa do restauro, os trabalhadores encontraram 
uma série de objetos ligados à história do prédio.
 Crédito: arquivo da smct / cp

Palco do Esperança é importante espaço cultural para a região desde 1897

O Teatro Esperança, inaugurado em Jaguarão em 1897, passará pela segunda e última etapa de restauro. O edital de licitação foi publicado pela prefeitura neste mês. A edificação é tombada pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade. A fase final terá investimento de R$ 4 milhões, oriundos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e contrapartida municipal de R$ 156 mil. Segundo a diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura e Turismo, Andréa da Gama Lima, estão previstos 18 meses de trabalho. Serão recuperados palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, recepção, piso, forro e lustre. O plano inclui os sistemas de iluminação e sonorização, além de novos banheiros

A primeira parte do restauro foi concluída em 2010, na qual o Iphan investiu R$ 1,1 milhão e a prefeitura, R$ 75 mil. Andréa diz que nessa etapa foram recuperados o telhado, a pintura decorativa de mural e as galerias. Também houve a reforma da estrutura de madeira, dos camarotes e do piso principal. Segundo ela, com a remoção do chão, os trabalhadores encontraram uma série de objetos ligados à história do prédio, como antigos folhetos de espetáculos, moedas e louças. "Esses fatos apontam para a necessidade de se realizar um projeto de prospecção e escavação arqueológica no local, a partir de um convênio entre a prefeitura e a Universidade Federal do Pampa, por meio de parceria no campo patrimonial", explica.

O teatro é um importante espaço cultural para a região Sul desde o fim do século XIX. Conforme Andréa, devido à posição estratégica de Jaguarão, a casa recebeu companhias dos grandes centros do país, que seguiam para Argentina e Uruguai. Também funcionou como cinema e palco de apresentações circenses e bailes. 

Caderno Cidades - Correio do Povo, edição de 29/04/2012

sábado, 5 de novembro de 2011

A Rua do Amor Mudou de Sentido


Mudou de sentido a Rua do Amor
O namoro, o flerte
O mate curtido
O apenas olhar
O trottoir tão antigo
De todo domingo
Com o telhado caído
Tem inverso sentido
Na Rua do Amor
  
O contorno
Na frente da Igreja
Com o carro tão novo
Te benze meu povo
Não dá mais pra fazer


Mas, não há nada perdido 
Mesmo com toda a sina
De um telhado caído 
Pela lei não foi proibido
Em todo o sentido
Amar como for

Jorge Passos

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...