Mostrando postagens com marcador IPHAN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IPHAN. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Theatro Esperança de Jaguarão



Reportagem do Diário Popular mostra o andamento das obras de restauro do Theatro Esperança já em seu estágio de finalização.

O bater dos martelos e o barulho de uma serra elétrica ainda ecoam na famosa caixa acústica do Teatro Esperança. Mas, a sinfonia claramente dissonante alegra quem a ouve, de perto ou de longe. Os sons desagradáveis são sublimados por prenunciarem a volta triunfante deste querido e precioso templo da arte jaguarense, e também do país, que em breve estará pronto para receber espetáculos e voltar a reverberar o som harmônico da cultura pulsante.

imagens: Michel Farias - DP

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"De como o Fórum do Patrimônio Histórico e Cultural de Jaguarão (2009) levou ao que chamo Renascer Jaguarense"


Prof. Carlos José de Azevedo Machado (Maninho)
Mestrando em Memória Social e Patrimônio Cultural/ICH/UFPEL


Em abril de 2009, quarto mês da gestão da Secretaria de Cultura, onde tive o privilégio de estar no comando de uma excelente equipe por 19 meses, organizou-se o Fórum do Patrimônio Histórico e Cultural de Jaguarão que aconteceu de 01 a 04 de abril daquele ano. A ideia surgiu nos primeiros dias de janeiro, quando nos fizemos a seguinte pergunta: E agora "cara pálidas"? pergunta feita em relação ao quê fazer com o Patrimônio histórico cultural desta cidade, o qual tem um significado enorme, e encontrava-se em processo de deteriorização e/ou um aparente esquecimento de sua importância. Antes, levantávamos as bandeiras como ativistas ou professores, mas não havia um sinal firme e afirmativo por parte dos poderes públicos da cidade em partir para uma prática mais consistente. Mas agora a coisa era conosco. Então, fomos à obra. Em contato com o Iphan1, através da presidente da regional Sul, Arquiteta Ana Lúcia Meira, fizemos as primeiras conversas. Sentimos a vontade e o desejo por parte daquele órgão, e em especial da Ana Meira, em trabalhar com esta cidade. Então construímos este Fórum com participação de gestores da região e integrantes do Iphan de Brasília e da região sul. Até chegarmos ao evento, já havíamos construído uma parceria com a Unipampa-campus Jaguarão, através da então diretora Profª Maria de Fátima Bento Ribeiro, a qual teve uma grande importância nesta caminhada.

Construído esta etapa, descobrimos de antemão da necessidade do Iphan em escolher um local para sediar o chamado Centro de Interpretação do Pampa. Assim o Fórum, além de colocar Jaguarão no mapa deste órgão, serviu para consolidar a cidade, em especial, as ruínas da Enfermaria Militar, no alto do cerro da Pólvora, como o local ideal para o Centro. Além disto, garantiu a vontade política do Iphan de abraçar a primeira fase do Teatro Esperança, hoje já no processo final da segunda fase.

Fórum
O Fórum consistiu em vários painéis com experiências de outras cidades como Bagé e Rio Grande. Apresentou-se o projeto de Restauro do Teatro Esperança, através do Arquiteto William Pavão além de vários painéis com professores e especialistas da área2. A mim foi solicitado a apresentação dos Projetos Jaguar (inicio da década de 80) e Jaguararte (Projeto da SIC3, colocado em prática no início dos anos 90). 

Com presença de alunos de uma escola municipal além das autoridades e convidados, aproveitei para colocar o desafio de envolver toda a comunidade com este tema, uma vez que sem isto, não haverá compromisso nem paixão para proteger seu patrimônio histórico e cultural, até porque muitos não o enxergarão como seu.
Dos resultados do encontro, talvez um dos mais visíveis, aconteceu em uma reunião fora da programação, numa pequena sala do histórico prédio da Casa de Cultura. Nele estavam presentes além de mim e o prof. Alan de Mello4, (pela Secult5), Maria de Fátima B. Ribeiro (diretora da Unipampa), Profª Maria Beatriz Luce (então reitora da Unipampa), Ana Lucia Meira (Iphan) e, se a memória não me falha, Beatriz Muniz Freire (historiadora do Minc). Na ocasião selamos a ideia do Centro de Interpretação do Pampa no local onde se encontravam as ruínas da Enfermaria Militar de Jaguarão. Mais do que isto, garantimos que a gestão seria feita pela Unipampa. Esta ideia já vinha sendo amadurecida, partindo de uma premissa básica: As Administrações Municipais tem uma rotina de mudanças mais rápidas, onde muitos projetos não gozam de continuidade por falta de vontade política entre uma gestão e outra. Já nas universidades, apesar de possibilidades de mudanças políticas no governo central, elas gozam de uma estabilidade muito maior. Isto garantiria que o CIP6 seguisse seus passos independente do "humor" das gestões do município. Além do próprio custo de manutenção que seria quase impossível para um município com pouco mais de 30 mil habitantes.

Este pequeno artigo tem dois intuitos: Um é ajudar a entender um pouco de como se chegou a escolha do local do CIP na cidade de Jaguarão, haja vista que poderia ser em qualquer outra cidade do pampa. E outro é o de ajudar a entender o como é importante pensar e planejar o lugar onde queremos chegar, buscando parcerias positivas para que as coisas aconteçam. Este Fórum é um bom exemplo, mas obviamente que foi um processo que não se resumiu aos 4 dias que ele ocorreu. Por fim, o Seminário Internacional do Bioma Pampa em setembro de 2009, também discutido no Fórum, a criação da Associação das Cidades Histórica do Rio Grande do Sul (2009), o tombamento nacional do Centro Histórico em 2011, a escolha de 11 projetos de restauro no PAC das Cidades Históricas em 2013, possibilitando 40 milhões para estas obras, são exemplos de que quando pessoas interessadas na formação de uma amanhã melhor, se encontram nos lugares certos, com certeza vão pensar e elaborar projetos que abrirão novos horizontes, no caso do município de Jaguarão, talvez a abertura de um processo maior o qual chamo de Renascer Jaguarense.

1 Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
2 Entre outros podemos citar: Professores Fábio Vergara Cerqueira, Ester Judite Bendjouva Gutierrez e Ana Lucia Costa de Oliveira (UFPEL), Roséli Safons (então Secretária de Cultura de Bagé), Robsom Almeida (na época, pelo Projeto Monumenta), Aldyr Garcia Schlee (escritor) e Prof. Andrey Rosenthal Schelle (Universidade de Brasília).
3 Sociedade Independente Cultural, fundada em 16 de fevereiro de 1987.
Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel), na época Diretor do Patrimônio Histórico, e parceiro fundamental na idealização deste evento. Atualmente é Professor da Unipampa.
5 Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Jaguarão.
6  Centro de Interpretação do Pampa
 





quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cidades Históricas - Jaguarão


Para preservar o valor histórico do local, o governo do estado e a Prefeitura Municipal de Jaguarão firmaram parceria com o governo federal e incluíram Jaguarão no PAC Cidades Históricas. Uma das quatro cidades gaúchas a receber parte do montante de R$ 1,6 bilhão da União, a cidade fronteiriça já está com 11 projetos de restauro em andamento. Os investimentos são de R$ 40 milhões, ao longo dos próximos três anos.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CULTURA NÃO É DESCARTE


Não é coisa de românticos!


Não é coisa de elite intelectualizada!



Não é coisa de loucos!


Não é moeda de troca! 



É política pública de desenvolvimento!





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Jaguarão: novos tempos para a Enfermaria

Prédio símbolo da cidade passa por processo de restauração

Por: Luciara Schneid
luciara@diariopopular.com.br 



Com seis meses de obras, as ruínas da antiga Enfermaria Militar, em Jaguarão, já perderam o aspecto de abandono e começam a ganhar o status de grande obra. A movimentação no Cerro da Pólvora, zona mais alta da cidade da fronteira com o Uruguai é intensa, onde trabalham 20 funcionários da Marsou Engenharia, empresa contratada para execução do projeto do Centro de Interpretação do Pampa (CIP), parceria entre a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A expectativa é de que sejam contratados outros dez, para dar início à intervenção na ruína.

De acordo com a arquiteta da Marsou Engenharia, Simone Delanoy, estão em andamento as escavações do auditório subterrâneo, 50% feitas na rocha, e de movimento de terra para implantação da recepção da ruína. Foram realizadas, até agora, a consolidação e a estabilização da ruína, toda a limpeza inicial, que durou em torno de uma semana, marcação da rampa de ligação e execução dos pilares dos dois prédios que integram o projeto. Em paralelo, são executadas as obras de infraestrutura urbana como as ligações de água e luz.

A ruína também deve passar por limpeza externa, mas de forma que não perca as características do tempo. Para a consolidação da ruína, precisaram ser feitos embrechamentos de pedra, seguindo as técnicas de restauro recomendadas pelo Iphan. O prazo de execução da obra é de dois anos. Segundo a arquiteta, esta obra tem um significado muito especial para os jaguarenses, por se tratar de um prédio que é símbolo da cidade, além de inseri-la nos novos tempos, pelo seu reconhecimento como patrimônio nacional e pela consolidação de um espaço que irá unir a comunidade.



Fonte: http://www.diariopopular.com.br  - fotos Carlos Queiroz

terça-feira, 26 de junho de 2012

Jaguarão: efervescência cultural


Prefeito Cláudio Martins na assinatura do Contrato de Restauração do Teatro Esperança

Um rico laboratório de experiências alquímicas. Palavras emocionadas do “Poeta de los Churros”, Darío Garcia, após participar na última sexta-feira do Poesia no Bar no Clube 24 de Agosto e que reuniu estudantes da Unipampa, professores, poetas, músicos, Vídeoamadores, coral, orquestra, maestros, gente da comunidade, inclusive com o Mestre Vado na tela. O evento fazia parte da Semana do Audiovisual que agitou nossa fronteira Jaguarão- Rio Branco de 12 a 17 de junho. Alquimia, busca da pedra filosofal, transformação de pedras em ouro, metáfora da transformação dos elementos em busca da sabedoria.

Na mesma noite de sexta, um pouco antes, outro ato de significado profundo acontecia no foyer do Teatro Esperança. A assinatura do contrato por parte da prefeitura e do Iphan com a Empresa Marsou Engenharia para a segunda e última etapa de restauro do prédio histórico que abrigou e abrigará variada manifestação cultural. Aos nossos leitores, que não puderam estar presentes, registramos um pouco do que foi dito nos importantes pronunciamentos que se realizaram.


Deputado Henrique Fontana ao lado do Prefeito Cláudio Martins, equipe da Secult e
escritor Eduardo Alvares de Souza do IHGJ
O Deputado Federal Henrique Fontana, que não é desta região, mas com ela está compromissado, haja vista os vários projetos favorecendo nossa cidade em que atuou como articulador em Brasília, disse que devíamos o momento, à força e determinação do povo brasileiro , que vem construindo ao longo de gerações um país rico e pujante e que isto tornou possível a recuperação de um pedaço fundamental da história de Jaguarão. Segundo ele, o Teatro Esperança, será sem dúvida um atrativo para que muitos gaúchos e brasileiros conheçam e se afeiçoem a este chão. Falou ainda sobre a política como exercício da virtude, espaço de dedicação ao bem comum, representação efetiva da vontade popular.


Ao centro, arquiteta Ana Meira, Superintendente do IPHAN com equipe da Secult
A arquiteta Ana Lúcia Meira, superintendente do IPHAN no Rio Grande do Sul, começou seu pronunciamento agradecendo o povo de Jaguarão por preservar esse fabuloso legado, com o esforço que há muitas décadas vem fazendo para manter aqui o maior centro histórico do Sul do Brasil. Testemunhou ainda, depoimentos de várias pessoas que vieram de Brasília, notando como a cidade está bem cuidada, de como os jaguarenses falam com orgulho do patrimônio que aqui tem. Adiantou que o Dnit já finalizou o projeto de restauração da Ponte Mauá, o qual deve ser licitado proximamente. Assinalou também que manteve tratativas com o Setor de Patrimônio do Uruguay na possibilidade de reativar a ferrovia, mesmo que simbolicamente, com uma locomotiva fazendo a ligação entre os dois países num passeio turístico. Sobre o Teatro Esperança, disse que não se confunda reforma com restauração. Esta é mais séria, exige maior cuidado, mais mão de obra especializada. Exige a recomposição, onde possível, tal qual o original. Os recursos investidos na obra se justificam pelo valor incalculável do teatro.


Foyer do teatro Esperança ficou lotado para presenciar o Ato
Dificilmente se encontrará em um município pequeno, de 28 mil habitantes, em proporção a seu orçamento, tantos recursos de investimento por parte do Iphan. Assim iniciou sua fala o Prefeito Cláudio Martins, agradecendo a arquiteta Ana Meira e sua equipe, que tanto tem feito pela história de Jaguarão. Ressaltou a alegria em ver presente ao ato, absoluta pluralidade partidária, pessoas que compreenderam o momento histórico e a contribuição, que tantos deram antes, para que o objetivo fosse atingido. Citou o ex Prefeito Henrique Knorr e sua secretária de Cultura Carmem Lúcia Passos que coordenaram o processo de municipalização do Teatro, a presidente do CDL, Maria Emma Lipollis pela parceria na discussão do patrimônio cultural como vetor de desenvolvimento na região, pioneirismo quase quixotesco do Valdo Nunes com o Projeto Jaguar, equipe de governo pela elaboração e acompanhamento de projetos, a sociedade em sua pluralidade, que vem acreditando e pavimentando a construção deste sonho, gestando um futuro seguro para a cidade de Jaguarão. 

Informou ainda, que nos próximos dias o Correio lançará uma série de selos comemorativos aos 200 anos da cidade, com estampas dos prédios tombados, divulgando nosso patrimônio por todo o Brasil. Expressou a importância de valorizar o patrimônio da Comunidade quilombola, do braço negro e escravo que ajudou a construir e a manter a riqueza, das obras de infraestrutura que contemplem os mais necessitados. Finalizou dizendo que, mais que um contrato a assinar, aquele era um ato de compartilhamento com toda a sociedade de um compromisso selado pela valorização do patrimônio cultural na história de Jaguarão e região.


Don Quijote de La Mancha, Peça encenada em 2001 e 2002 no Esperança

A restauração do Teatro Esperança nos colocará um desafio. Encher aquele corpo renovado de alma, de fazer teatro, de incentivar a formação de grupos amadores. A Unipampa, seus alunos, o Curso de Produção Cultural, os agentes culturais, terão parte importante nisso. Volto ao poeta para encerrar com suas palavras: interessantíssimo amalgama cultural está a gestar-se nesta cidade!

Jorge Passos

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 20/06/2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Restauração do Teatro Esperança - Ana Meira - IPHAN.wmv




Pronunciamento da Superintendente do IPHAN , Ana Lúcia Meira, durante o Ato de Inicio da Segunda Etapa de Restauração do Teatro Esperança em Jaguarão, dia 15 de junho de 2012.

Foram abordados importantes assuntos referentes ao Patrimônio Histórico e Cultural em Jaguarão; restauração da Ponte Mauá, reativação da ferrovia ligando os dois países num passeio turístico, atuação emergencial no socorro ao Clube Jaguarense preservando um ponto vital do Conjunto do Centro Histórico, Centro de Interpretação do Pampa, legado patrimonial que os jaguarenses com todo o esforço mantiveram conservado por tantas décadas, entre outros.   


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Teatro Esperança. Início da segunda etapa de restauração

A primeira etapa recuperou o telhado , os mezaninos

pintura decorativa foi restaurada nos mínimos detalhes
Comunidade prestigiou o evento
Assinatura do contrato com a empresa Marsou engenharia pelo prefeito Cláudio Martins.  
Arquiteta Ana Meira, Superintendente do IPHAN, na assinatura do contrato 

Dep Henrique Fontana, grande articulador dos projetos para Jaguarão
 Pref. Cláudio Martins e Rodrigo Machado junto ao pessoal do hiphop e dança de rua 
Escritor Eduardo Alvares de Souza, Henrique Fontana, Prefeito Cláudio, Maria Fernanda Passos,
Andréa da Gama Lima e Secretário Alencar Porto



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Teatro Esperança. Segunda etapa de restauração tem início nesta sexta-feira

O Teatro Politheama Esperança foi construído entre os anos 
de 1887 e 1897. Foto Infocenter DP Paulo Rossi

A prefeitura de Jaguarão realiza na sexta-feira (15) às 18h, solenidade para marcar o início das obras da segunda e última etapa de restauro do Teatro Esperança. A cerimônia ocorre no próprio teatro, na avenida 27 de Janeiro, 533. O cronograma do trabalho que será executado pela empresa Marsou Engenharia prevê prazo de 18 meses para conclusão. 

Nesta etapa, estão incluídas a recuperação do palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, foyer, piso, forro, lustre, urdimento, construção de banheiros, luminotécnica e sonorização. O investimento é de R$ 3.913.753,54, recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, com contrapartida da prefeitura.

Na primeira fase de restauração do prédio, concluída em 2010, com investimentos do governo federal, foram recuperados o telhado original e a cobertura do edifício como um todo, a pintura decorativa do mural e as galerias, estruturas que estavam em estado avançado de comprometimento. O prédio é tombado pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade, tombado pela União.

O Teatro Politheama Esperança foi construído entre os anos de 1887 e 1897, sob o comando português Martinho de Oliveira Braga. O edifício original possuía depósito de carbureto, combustível de iluminação, e uma cocheira, situada junto à frontaria dos fundos do prédio. A casa de espetáculos movimenta a fronteira desde fins do século 19. 

De acordo com a coordenadora de Patrimônio da Secretaria de Cultura do município, Andrea Lima, a posição estratégica de Jaguarão permitiu que a cidade tivesse grande efervescência no campo cultural, contando com a passagem das companhias que se deslocavam dos grandes centros do país em direção à Argentina e Uruguai e se apresentavam na cidade e também ocorreu o caminho inverso, em que grupos de artistas da região do Prata chegaram ao município em busca de novos públicos, com espetáculos musicais, de dança e de dramaturgia. 


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aspectos sobre o Tombamento Histórico de Jaguarão


Restauração do Teatro Esperança - fruto de parceria com IPHAN

Já há alguns anos a cidade de Jaguarão tem discutido questões referentes ao seu Patrimônio. Vamos retornar ao início dos anos 80 com o Projeto Jaguar que sacudiu as ideias da cidade e originou o Inventário do Patrimônio Arquitetônico e outras parcerias (UFPEL – Prefeitura em 1991) bem como serviu de base para o atual Plano Diretor aprovado no Legislativo em 2006. Durante os Seminários de Arquitetura da Costa Doce (2006-08) muitos debates foram desenvolvidos. 

Em 2009 assumiu um novo grupo dirigente na Administração Municipal, e nesta área, particularmente, pudemos participar ativamente, e, até aquele momento, apesar da boa vontade de alguns gestores, sobretudo à frente da cultura, infelizmente não havia nada de concreto além de debates e seminários, isto é, não aconteceu um trabalho mais ousado de aproximação aos órgãos estaduais e, sobretudo federais, os quais detém a maioria dos recursos para este fim. Ora, aquele momento era decisivo. Ou seguíamos no mesmo ritmo ou ousávamos. E no primeiro dia (segunda, 4 de janeiro de 2009) no comando na Cultura, entramos em contato com a responsável do IPHAN, região Sul, Ana Meira. Foi uma conversa que rendeu muitos frutos. Em seguida estivemos em POA onde articulamos para Jaguarão um evento em abril do mesmo ano. Neste encontro recebemos contribuições de várias cidades que estavam em estágio mais avançado nesta área. A comunidade foi convidada e as entidades representativas participaram ativamente. Vieram membros do Iphan de Brasília e de outros órgãos. Nele garantimos o Centro de Interpretação do Pampa, na Enfermaria Militar. 

Visita da Ministra da Cultura deu inicio às obras do Centro de Interpretação do Pampa

O resultado não é balela, convido a todos para verem as obras, com uma verba que jamais se imaginava chegar a Jaguarão. Lembro, inclusive, que alguns incrédulos, acostumados com o “Já Teve”, tentaram frear o processo, mas o abraço da Enfermaria manteve firme a vontade do “Jaguarão volta a ter”. Em seguida vários seminários, em especial o Seminário Internacional do Bioma Pampa (2009), no qual a comunidade, mais uma vez, foi convidada e participou ativamente, bem como no processo de construção do Orçamento municipal nas reuniões de bairros, onde foram levantadas muitas questões referentes ao Patrimônio. Hoje, o montante das verbas recebidas ou já orçadas, nesta área, deve chegar a cerca de 10 milhões. Dinheiro que jamais viria, caso não tomássemos a dianteira.

Contudo, há uma questão: se há bônus, tem que ter algum ônus. Só que o ônus, para o nosso caso, é tão pouco, que quase não sentimos. Por exemplo, até 2006 (Novo Plano Diretor), nossa cidade não gozava de uma legislação mais ampla que protegesse nosso Centro Histórico. Mesmo assim, os jaguarenses (e conheço muitos destes) que habitam estas residências, sempre buscaram cuidar, não modificar nada de forma substancial, preservando naturalmente estes bens. Em consonância com a Constituição Federal e do Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01) foi aprovado o novo Plano Diretor que já estabelecia diminuição e isenção em impostos (IPTU) para quem mantivesse os prédios conforme sua arquitetura original. Intervenções nestes imóveis passavam pelo Escritório Técnico da Prefeitura (a partir de 2007). Com o tombamento, estas mudanças continuam igualmente sendo discutidas em órgãos técnicos, e talvez ainda possamos contar com o escritório do IPHAN. Ora, isto vem para nos auxiliar. O “ônus” segue sendo praticamente o mesmo de antes do tombamento, apenas, há normas da legislação federal que precisam ser respeitadas.

Seguindo este raciocínio, poucos (se existem aqui, desconhecemos) gostariam de modificar/mexer em uma construção datada do início do Séc. XX, quando não anterior, sem consultar um especialista. E que bom se tivermos um grupo que possa fazer esta análise. Será que alguém arriscaria a estragar um bem seu, que talvez sua família tenha preservado com tanto afinco, e que, além disso, é um bem cultural que pode ser partilhado por todos? (o que, na minha ótica é um privilégio). A mentalidade de destruir o “velho” e colocar uma arquitetura “moderna” (o que não atrai visitantes) até foi normal nos anos 60, mas aqui, ainda bem, poucos desapareceram. Prédios onde hoje é o BB, o Banrisul, a Caixa, o Hotel Sinuelo e os postes de iluminação da Ponte Mauá, são as marcas dessa fase. 



DEMOLIDO para construção do Banrisul

Para os estudiosos, o fato de que 80% do patrimônio se manteve praticamente como foi concebido é uma grande vantagem da cidade, o que inclusive, levou ao seu tombamento Nacional e demonstrou que nossa comunidade sempre se orgulhou de seu Patrimônio Histórico. Isto é um indício de que Jaguarão convive com sua história. Agora é investir na ampliação dos conhecimentos na área do Patrimônio, tanto material como imaterial, para que possamos todos, ganhar com o Turismo histórico e paisagístico. Assim, exorcizaremos a ideia do “Já teve” para a do “Volta a ter e mais”. 



Carlos José de Azevedo Machado (Prof. Maninho)
Ex-Secretário de Cultura e Turismo (2009-2010)

Texto publicado no Jornal Fronteira Meridional, edição do dia 16/05/2012. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Publicado no DOU licitação para 2ª Fase da Restauração do Teatro Esperança


 Teatro Esperança, patrimônio da Cultura Nacional, será completamente restaurado

PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARÃO

AVISO DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA Nº 2/2012

A Prefeitura de Jaguarão, conf. Lei 8.666/93 e alterações, torna público a abertura da Licitação em epígrafe. Objeto: Contratação de empresa para execução dos serviços necessários à obra de restauração do Teatro Esperança, em Jaguarão/RS. Abertura: 21/05/12, às 10h. Maiores informações pelo telefone (53) 3261- 1321.



JOSÉ CLÁUDIO FERREIRA MARTINS
Prefeito

Para visualizar diretamente na página do DOU, Clique AQUI



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mogno apreendido restaura teatro Esperança


Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebe madeira nobre para restaurar prédio tombado

Diante de uma carga de 6,675 m³ de Mogno (Swietenia macrophylla) serrado, não há mais o que fazer quanto à proteção da árvore. Virou madeira. Mas ela, ao menos, pode ganhar um uso tão nobre quanto a existência do exemplar em si: virar arte.

Nesta semana, o Ibama do Rio Grande do Sul fez exatamente isso com este volume de madeira. Entregou o material ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para que ela seja usada no restauro do Teatro Esperança, prédio tombado que data de 13 de janeiro de 1897, sendo considerado um dos mais antigos do Estado. Fica na cidade de Jaguarão, a 365 quilômetros de Porto Alegre.
Segundo João Pessoa Riograndense Moreira Junior, superintendente do Ibama/ RS, o próprio Iphan reconheceu que este tipo de doação é de fundamental importância para um tipo de obra dessas. Primeiro por tratar-se de madeira nobre não disponível no mercado para venda. Segundo, que mesmo que ela fosse encontrada, o valor para essa aquisição tornaria o restauro economicamente inviável.
Só para situar, o Teatro Esperança chamava-se originalmente Teatro Politeama Esperança. Construído sob a influência do estilo neoclássico, a edificação original contava com um depósito de carbureto (combustível usado para iluminação) e uma cocheira, situada junto à fachada dos fundos do teatro. Possuía acomodações para cerca de mil pessoas, tipo arquibancadas, com conformação típica de teatro politeama (teatro que oferece grande variedade de espetáculos, como peças teatrais, cinema e circos).
Está localizado na Avenida 27 de Janeiro, no centro da cidade de Jaguarão e constitui importante acervo cultural da Região Sul da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Em tempo: a madeira doada será empregada na segunda fase do projeto que encontra-se em andamento.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Centro de interpretação do Pampa


Uma ruína imponente, assentada no Cerro da Pólvora, “ponto mais alto da cidade“, continuará a guardar a fronteira e o pampa como sentinela avançada.
O edifício da antiga enfermaria será recuperado, mantendo seu aspecto de ruína, que já faz parte da paisagem de Jaguarão. Com novas instalações, deverá abrigar o Centro de Interpretação do Pampa. (Texto do Projeto Brasil Arquitetura)

Projeto de referencia em todo o Brasil e na América Latina, pelo resgate da memória de um povo e de uma região, o bioma pampa. O Centro de Interpretação do Pampa concretiza um sonho acalentado há mais de 30 anos pela população desta cidade, movimento que se inicia na década de 80 com o Projeto Jaguar.

A ousadia da prefeitura de uma pequena cidade de grande história,  de investir em cultura, o apoio da comunidade com o abraço à Enfermaria, a inclusão de Jaguarão no PAC das cidades históricas, a parceria fundamental  com o IPHAN e a Universidade Federal do Pampa, são frutos de um árduo trabalho que tornaram esta obra uma realidade, tendo como  marco a visita da Ministra da Cultura Ana de Hollanda a Jaguarão, demonstrando a importância dos recursos investidos e do lugar que a cidade heróica conquistou no espaço cultural do Brasil.

Quando da visita, foi entregue à ministra, o projeto que urbaniza o entorno do futuro Centro de Interpretação do Pampa, beneficiando 300 famílias moradoras do Cerro da Pólvora.

É a cultura como fator de desenvolvimento para toda a região. (Texto Jorge Passos)

Filme dedicado ao inicio das obras do Centro de Interpretação do Pampa na cidade de Jaguarão. Imagens retiradas do Projeto de Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, e fotos Fernanda Cassel (visita Ministra) e Jorge Passos (vista da enfermaria do lado uruguaio), Alencar Porto (vídeo operários) 
Música incidental, Acrata , do Maestro Juan Pablo Schllemberg.
Narração: Maria Fernanda Passos. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Imagens da visita da Ministra Ana de Hollanda em Jaguarão

Aguardando o começo dos trabalhos no cine Regente

Visita da ministra Ana de Hollanda acompanhada do Secretário de Cultura do estado, Antonio Assis Brasil, Presidente do IPHAN, Luiz Fernando Almeida e superintendente do IPHAN Regional Sul , Ana Meira que contou também com a presença de vários prefeitos de  13 cidades do RS, incluídos em obras do PAC das cidades históricas.

Jaguarão foi contemplada com a assinatura do convênio para conclusão das obras de restauração do Teatro Esperança; assinatura do contrato para as obras emergenciais do Clube Jaguarense. O Prefeito Cláudio Martins aproveitou a ocasião para entregar à Ministra Ana, o projeto para urbanização do entorno do Centro de Interpretação do Pampa que irá beneficiar cerca de 300 famílias no Cerro da Pólvora.

Noite histórica para Jaguarão e região sul.

Artesãs de Jaguarão entregam presente à ministra Ana
Assinatura para início de obras
Na comitiva da ministra, grandes nomes da cultura presentes em Jaguarão

Homenagem à Superintendente Regional do IPHAN, Ana Meira 

Sob as lentes do fotógrafo Nauro Júnior

Tarcísio Zimermann e outros prefeitos presentes 
No Caminhos de si, a presença mágica de Don Quijote

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Agenda da visita da Ministra da Cultura a Jaguarão



Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciará investimentos em visita a Jaguarão

A Ministra da Cultura Ana de Hollanda chega a Jaguarão amanhã (14), junto à uma comitiva composta pelo presidente do IPHAN Luiz Fernando Almeida, que virá acompanhado da Superintendente do IPHAN regional sul Ana Meira. Também está confirmada a presença do Secretário de Cultura do Estado, Assis Brasil.

A Ministra Ana de Hollanda além de apresentar projetos culturais do governo federal para Jaguarão, também realizará a assinatura do convênio para conclusão das obras de restauração do Teatro Esperança; assinatura do contrato para as obras emergenciais do Clube Jaguarense e assinatura dos Acordos de Preservação das 13 cidades históricas - PAC das Cidades Históricas. Outro destaque é a entrega ao embaixador do Brasil no Uruguai, do projeto de financiamento pela ABC do Inventário Cultural da região de Fronteira Brasil-Uruguai.

O anuncio destes investimentos e projetos será realizado às 19:30, no Cine Regente. Encerrando as atividades o Grupo poético-musical Caminhos de Si realizará apresentação.

Para o Prefeito Cláudio Martins, também presidente da Associação das Cidades Históricas do RS, este momento é de suma importância para o município, pois é o reconhecimento das ações que vem se desenvolvendo localmente. " A presença da Ministra da Cultura Ana de Hollanda em Jaguarão é a certeza de que estamos no caminho certo, apostando no desenvolvimento econômico e social através da cultura".

Confira a agenda da ministra Ana de Hollanda em Jaguarão:

Dia 14/12
15h45 – chegada a Jaguarão.
16h30 – cumprimentos de boas vindas no Gabinete do Prefeito de Jaguarão (Prefeitura Municipal).

19h30 – no Cine Regente:
Apresentação dos projetos culturais do Governo Federal em Jaguarão : Relato do projeto Cine Mais Cultura; Inventário do patrimônio arquitetônico e urbano de Jaguarão; Tombamento do núcleo urbano; Tombamento da Ponte Mauá, que liga as cidades de Jaguarão (Brasil) e Rio Branco (Uruguai); 1ª etapa das obras de restauração do Teatro Esperança; Apresentação do Inventário Cultural da Fronteira Brasil Uruguai; Projeto de restauração da Ponte Mauá (DNIT); Centro de Interpretação do Pampa (UniPampa).

Acordos: assinatura do convênio para conclusão das obras de restauração do Teatro Esperança; assinatura do contrato para as obras emergenciais do Clube Jaguarense; assinatura dos Acordos de Preservação das 13 cidades históricas - PAC das Cidades Históricas (com participação dos prefeitos municipais de: Antônio Prado, Bagé, Caçapava do Sul, General Câmara, Jaguarão, Novo Hamburgo, Pelotas, Piratini, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Tereza, São Miguel das Missões, São Nicolau); entrega ao Embaixador do Brasil no Uruguai do projeto de financiamento pela ABC do Inventário Cultural da Região de Fronteira Brasil-Uruguai.

20h30 – espetáculo do grupo Caminhos de Si (Cine Regente).

Dia 15/12

08h30 – visita às obras nas ruínas da antiga Enfermaria, futuro Centro de Interpretação do Pampa – obra do Pac das Cidades Históricas . Da negociação deste Centro participaram o IPHAN, SPU, UniPampa e Prefeitura Municipal de Jaguarão. Presença da reitora da Unipampa.

09h30 – visita ao Teatro Esperança – restauração realizada pelo IPHAN, com apoio da Prefeitura Municipal de Jaguarão.

10h30 – visita ao Museu Carlos Barbosa – museu pertencente à fundação Carlos Barbosa  de grande importância para a cultura da cidade e da região.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...