terça-feira, 30 de junho de 2020

Adem - Ave do Paraiso

Foto cedida por Gilberto "Cabeça"

Hoje  estou  ouvindo  Creedence,  mas  poderia  ser  Nelson  Gonçalves ou  Claudia  Barroso. Aí  eu lembro que escutei  durante  toda  minha  infância  e  adolescência: “me  chama  de  gaveta  e  me  remexe  toda”  ... Uma  tirada  humorística,  com  conotação  sexual. Todo  carnaval  esperávamos  ansiosos  para  saber  das  novidades  dos personagens  tradicionais  da  folia  –  Fedegosa,  o  Índio,  o  Eli  e  os mascarados,  etc. Mas,  na  rua  do  Cordão,  expectávamos  para  ver  a  rainha,  a  diva,  a musa,  a  poderosa,  a  Deusa,  Logum  Edé:  a  Ave  do  Paraíso  –  Adem

Thadeu Gomes-jun 2020

Nota: O popular Adem na verdade tinha como nome artístico Adei, o inverso de Ieda. Sua figura foi tema do Bloco do Janjao no carnaval de Jaguarão ha alguns anos.

sábado, 6 de junho de 2020

JAGUARÃO – LENDAS, MITOS E PROFECIAS (PARTE II)


Ontem, yesterday 

O padre Luis C. disse: Por que não? Só porque ele é ateu? E nós reconhecemos a nossa ignorância naquele dia. 

Lutar contra o preconceito, racismo e outras arrogâncias, era a ordem do dia. Black Panther´s, Luther King, Malcom X, tudo ali, em Jaguarão. 

Não se podia entrar e dançar no Clube Caixeral, Harmonia, Jaguarense, Instrução e Recreio, nem no salão paroquial da Vila Kennedy, sem ter admoestado por um PM- “pessoa de cor (negro), aqui não pode se manifestar”. Ponto e vírgula! 

Eu vivi um Jaguarão racista e atrasado. Você lembra disso? Mas o passado não importa! Tudo continua mais ou menos do mesmo jeito! Voltemos ao tema: estudar, trabalhar e não se avexar.  

Acredite nos seus antepassados; estes sofreram mais do que você! Colégio Pio XII, Alberto Ribas e Espírito Santo- tenho amigos de todas as classes e cores. Autoestima, auto- afirmação. Renascendo desde as aulas da Margarida e da professora Ana Maria, irmã do Lica, filhos da dona Léa. E aí black is beautiful! 

Havia o Louco da Bita, o Jorge Arides, o Reinaldo, o Carlos Everton, o Lineu, o Carrara e outros bambas. Havia respeito. Depois da literatura latino- americana, Pasquins, Cadernos do Terceiro Mundo, Lennon e Jorge Cafrune, era hora de partir. Assim muitos se foram, levando Jaguarão consigo! Isso não é fácil, cara! Mas sempre voltamos como os Beatles e os Rolling Stones! 

Thadeu Gomes. 

Aos amigos- Gerson, sapateiro; professora Verdina, pelos saraus undergrounds, que só os eleitos frequentavam e dona Necha, que benevolente, sempre amava todos como seus filhos.

sábado, 9 de maio de 2020

JAGUARÃO – LENDAS, MITOS E PROFECIAS (PARTE I)




Hoje, today

Hoje não estou aqui, mas tenho a sensação de que o Hélio acabou de me emprestar Cem Anos de Solidão” para ler; que na casa do Luis Carlos estamos ouvindo Cosmos Factory, do Credence, “bolacha” quentinha, comprada naquele sábado de manhã, no Uruguai. À noite, um filme no Cine Rio Branco- Sacco e Vanzetti!

No pé do Cerro da Pólvora, na casa do Xavier estou escutando Carlos Santana arrebentando em Woodstock- “Soul Sacrifice”.

Hoje não estou em Jaguarão, mas chove.

Mais tarde, às 19:00 hrs, o mate será cevado pela Margarida, numa roda de chimarrão: eu, Zé Roberto, Clodoveu, Noca e quem mais chegar.

Estou a querer mais: ouvir ELP- Emerson, Lake & Palmer na garagem do Cebinho e do Nedilande. “Let It Be”, Beatles, cara, num velho disco da coleção do Eduardo Gatinha, com seus óculos fundo de garrafa.

Fiquei sabendo que o Christino ouve Yes e Joelho de Porco, nos bastidores e também
Genesis, mas isso ninguém pode saber...

Eu, Marcelo e o Tomate- too much, falávamos de eventos outros: Clube Suburbanos,
Clube Harmonia, Moody Blues, Ramones e Pink Floyd.

Maria Fernanda apresentou a obra literária do historiador Carlos Cardoso, que sugere
resenhas de Álbuns mitológicos do Rock- coisa de louco, especialista.

Jaguarão, onde tudo começa, onde tudo termina.

Na companhia do Calão, do Gilnei, do Dagoberto, do Airton, do Jader e do Dudu, comi peixes lá do Tango, do Fisco, das Palhinhas, das Figueirinhas da Lagoa, do centro da Esfera. Não importa mais, se você nunca fez o caminho desses templos espirituais.

Na companhia de George Gaiolinha, comendo tiras de costela nas noites encantadoras
da Coxilha, tenho certeza que existo!

Meu cachorro me desperta. Preciso cerrar estas conversas com o meu Eu. Até amanhã!

*Para meu amigo Luis Carlos, da Rua do Cordão, influencer de anos 60/70 e ainda hoje.

Abraço e Saúde.

Thadeu Gomes.



quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Quando os índios invadiram a Europa

Quando os índios invadiram a Europa.

Um libelo para os tempos atuais...


Quando os índios invadiram a Europa

“- Como ousavam?”- Se indagaram os brancos reis
Se não tinham mais que armas antiquadas
Se em seus barcos não cabiam mais que três
Se nem sabiam que o dinheiro era preciso
Se não se guiavam nem por regras, nem por leis
Se não exploravam nem o solo, nem os rios
Se não falavam nem o básico de inglês


Quando os índios invadiram a Europa
Todos riram... padres, nobres e plebeus
Se esses loucos não sabiam nem guerrear
E se o faziam, não lutavam por um Deus
Se só comiam o que a terra oferecia
Se não cercavam os domínios que eram seus                             
Se não sabiam transformar a natureza
Como podiam comparar-se aos Europeus?


Mas eles tinham seus poderes invisíveis
E foram, aos poucos, destruindo as cidades
Plantando árvores no lugar dos edifícios
Desnudando as pessoas, chocando a sociedade
Criando um novo mundo onde todos eram livres
E em cada voz só se escutava uma verdade
Onde não havia nem mais ricos, nem mais pobres
Onde se viu o que era, enfim, a igualdade


Sim, eles tinham seus poderes misteriosos
Seus espíritos da floresta,seus remédios naturais                                              
Os conselhos dos mais velhos,
                                  a coragem de seus bravos
E essa força sobre-humana de seus deuses ancestrais
E desde então já não se pôde destruir por destruir
Já não se pôde exterminar ou enjaular os animais
Já não se pôde livremente poluir o céu e as águas
E a terra fez-se pura como há muito tempo atrás
                       

Quando os índios invadiram a Europa
Já não mais se soube o que era lucro ou prejuízo
Pois a prata e o ouro só lhes serviam como enfeites
E o dinheiro, estranhamente,
                                    nunca mais se fez preciso
Agora, depois que os índios invadiram a Europa
Os senhores do mundo já não zombam com seus risos
E a vida passa, livre e bela, sem ter pressa
Pois desde então estamos aqui:
                                                           no paraíso!



Martim César

sábado, 9 de março de 2019

Conhecendo Don Frutos


Os segredos de Don Frutos revelados por Aldyr Garcia Schlee que nos fala sobre o romance, o processo de criação, os personagens, as fontes, as anedotas, o que foi real, o que foi ficção. . Este momento histórico para a literatura do rio Grande do Sul aconteceu após a Palestra "Conhecendo Don Frutos" por parte da Professora Maria Eunice Moreira, da PUC/RS, na III Feira Binacional do Livro de Jaguarão em dezembro de 2011 na qual Schlee foi o patrono.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Memória dos Trens - Jaguarão e Rio Branco


A todos os ferroviários
do Uruguay e do Brasil

Voz inicial: Santiago Passos
Texto: Jorge Passos Voz e texto de Fernando Soares
Voz: Jorge Passos
Voz: Miriam Chafado Texto: Miria Sosa Texto: Leonardo Spilman
Trenes de Afe
Voz: Mangela Britos Texto: Gabriela Duarte Rodríguez Imagens youtube
Daniel Techera
(video antiguo del sodre) Trenes de Uruguay "Carguero hacia afuera" Viaje a Rio Branco_02
Intérpretes: Alessandro Gonçalves
(Cortometraje CEFU) Fabian Iglesias Música Nos trilhos da Infância Alessandro Gonçalves e Maria da Conceição
Jaguarão Vídeos
Locomotiva Blues Engels Espíritos Reportagens e Edição
Jorge Passos

Martim César Lança Livro na Capital


O poeta e escritor Martim César Gonçalves estará em Porto Alegre para o lançamento de seu novo livro "Sangradouro". 

No próximo dia 2 de agosto, a sessão de autógrafos será realizada a partir das 18h, na Livraria Letras&Cia do Shopping Paseo, na zona sul da capital. O evento contará com a apresentação de artistas convidados como Chico Saratt, Marco Aurélio Vasconcellos, Marcello Caminha e Náufragos Urbanos.

O livro de contos, Sangradouro, da Editora Movimento, tem como pano de fundo a história do Rio Grande do Sul, o imaginário fronteiriço e o tempo das charqueadas. No livro, o autor busca retratar um pouco do lugar híbrido e mestiço em que habita; essa região de intersecção cultural, com suas singularidades e com seu pano de fundo mítico e histórico.


Martim César é natural de Jaguarão, divisa com o Uruguai. Também é escritor, poeta e músico, sendo vencedor de mais de 30 festivais de música do RS e de mais de 10 festivais nacionais. 


Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...