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domingo, 4 de novembro de 2012

AULA MAGNA CURSO DE HISTÓRIA-LICENCIATURA UNIPAMPA



Secretário particular de Júlio de Castilhos, o jaguarense
Aurélio Viríssimo de Bittencourt será um dos temas abordados

A Comissão do Curso de História-Licenciatura  convida a todos para a Aula Magna do curso de História-Licenciatura do Campus Jaguarão da Universidade Federal do Pampa a ser realizada no dia 12 de novembro às 19 h no auditório da Universidade.

A Aula Magna contará com as presenças de dois historiadores que vem se destacando há algum tempo com suas trajetórias de pesquisa. Alguns trabalhos seus focaram a região sul do Rio Grande do Sul e serão sobre estes, que nossos dois conferencistas falarão na segunda-feira à noite.

Paulo Roberto Staudt Moreira, Coordenador do Pós-Graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, trará para a Aula Magna a pesquisa de seu pós-doutoramento, focando a trajetória de Aurélio Viríssimo de Bittencourt,   nascido em Jaguarão e que teve importante militância política junto ao Partido Republicano Riograndense, em Porto Alegre. 

José Iran Ribeiro, professor do Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria, irá abordar na Aula Magna, a sua pesquisa de doutorado, recentemente destacada com o Prêmio de Pesquisa do Arquivo Nacional. Dialogará a respeito da trajetória de Francisco Pedro de Abreu, o Moringue, traçando as mobilizações militares na região sul no século XIX.

Ambos os professores também ministrarão uma Oficina a ser realizada no dia 13 de novembro, às 09 hs,  no prédio da UNIPAMPA Campus Jaguarão.

A entrada para os dois eventos é gratuita.


Francisco Pedro de Abreu, de Moringue a barão do Jacuí: gênese do líder das Califórnias - José Iran Ribeiro – UFSM

Fragmentos de um negro enredo: Burocracia, devoção e identidade na trajetória de um indivíduo pardo (Aurélio Viríssimo de Bittencourt, Jaguarão / 1849, Porto Alegre / 1919)
Paulo Roberto Staudt Moreira - UNISINOS

Local: Auditório da UNIPAMPA / Campus Jaguarão
Dia 12 de novembro às 19hs
Entrada Gratuita

Oficina “Pensando e Construindo Pesquisa em História” – Dia 13 de novembro às 09hs no Campus Jaguarão UNIPAMPA – Entrada Gratuita


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Aurélio Virissimo de Bittencourt e “Uma casa, seus muitos lados, e os lados de seus lados”.

Prof. Paulo Moreira - Foto J. Passos

Registramos a palestra ocorrida ontem, no segundo dia da programação da Semana da Consciência negra no Clube 24 de Agosto: “Entre Irmandades e Palácios: a trajetória de um negro devoto e burocrata” sobre o fascinante personagem jaguarense e quase desconhecido para nós, Aurélio Virissimo Bittencourt, pesquisa que está sendo desenvolvida pelo Prof. Paulo Moreira da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Coordenador do Programa de Pós-graduação em História.
Braço direito dos Governadores Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, a vida de Virissimo deve ser editada em livro no ano que vem pelo pesquisador da Unisinos.
"Destacamos a intensa troca de cartas e bilhetes com seu secretário, Aurélio Virissimo de Bittencourt. A série “Aurélio Viríssimo de Bittencourt”, escolhida para inaugurar a publicação desse acervo, revela a atividade política no Rio Grande do Sul, entre o final do século XIX e o início do século XX, bem como a influência e liderança exercida por Castilhos, mesmo após a sua saída da Presidência do Estado, quando permaneceu como Presidente do Partido Republicano Rio-Grandense até sua morte, em 1903. O burocrata, devoto, abolicionista, literato, tipógrafo Aurélio Viríssimo de Bittencourt, era um indivíduo negro, ou pardo segundo seu atestado de óbito, ou preto segundo o artigo escrito por Borges de Medeiros nas comemorações realizadas pelos seus cem anos de batismo, em 1949. Aurélio nasceu em outubro de 1849, na cidade de Jaguarão, interior do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Filho de uma escrava liberta e de um Capitão da Armada, foi batizado na Matriz local como exposto, filho de pais incógnitos. No período republicano, a correspondência trocada entre Aurélio e Julio de Castilhos revela que, no dia a dia da vida palaciana, Aurélio foi fundamental na administração central, uma vez que permanecia a maior parte do tempo na secretaria da presidência, enquanto Castilhos mantinha-se mais afastado em sua chácara. A proeminência do burocrata também estava assentada na liderança que possuía sobre os pequenos empregados das secretarias, a sua aproximação com a vida religiosa na capital e a sua ascendência entre os populares. Em 1919, quando morreu, cego, na capital do Estado do Rio Grande do Sul, cercado por numerosa família e pelo carinho dos governantes, deixou um considerável patrimônio material (em imóveis, dinheiro e ações) e uma herança imaterial invejável, alicerçada em um currículo de extensos e preciosos serviços públicos prestados."
( Contribuição César Steimbruch)

Prof. Edgar Barbosa Neto - Foto J. Passos


O Prof. Edgar Barbosa Neto, da Universidade Federal de Pelotas, discorreu sobre a religião Afro e seus variados e múltiplos matizes com o tema “Uma casa, seus muitos lados, e os lados de seus lados”. Introdução sobre o estudo de alguns terreiros na Cidade de Pelotas em tese a ser defendida pelo pesquisador.

Um dado interessante que foi apresentado na palestra do Professor Edgar, é que o Rio Grande do Sul, pretensamente um estado “branqueado”, possui o maior número de casas de religião Afro no Brasil.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...