quarta-feira, 7 de agosto de 2013

4º Sarau Poético Literário destaca a obra de Gilberto Isquierdo


Na noite de quinta-feira, 08 de Agosto, a partir das 19h, na Biblioteca Pública acontecerá o 4º Sarau Poético Literário, que contará com a participação do artista Gilberto Isquierdo. Natural de Jaguarão e residente na cidade de Pelotas, Isquierdo é artista visual, músico e compositor, tendo participado desde os anos 80 de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Em 2004, lançou o CD “Campurbano”, um experimento discográfico limitado a 50 unidades, elaborado artesanalmente, com cópias assinadas e numeradas individualmente pelo próprio artista, trabalho este que marca sua reverência pelos fazeres artesanais e as culturas populares. Em 2007, Isquierdo gravou de forma independente o trabalho intitulado Sons do Silêncio, por ser fruto de duas décadas de composições intimistas que são leituras, reflexões e olhares do artista sobre sua própria realidade. Este trabalho é norteado por uma sonoridade introspectiva e intuitiva, alicerçado na musicalidade brasileira e na sonoridade do universo do "Grande Pampa". Em 2009 lançou o livro “Linha do Tempo” e, entre 2011 e 2012, a partir da união com o músico Paulo Timm eo letrista Maurício Raupp Martins, foram realizadas gravações que resultaram no projeto artístico-musical “Singular”, álbum que contém 12 faixas assinadas pelos três integrantes, que conta também com parcerias especiais de Martim César e Alessandro Gonçalves, nas composições.

O Sarau Literário é aberto ao público e marcado por blocos voltados para a apresentação de poemas e canções do artista convidado, com espaços intercalados, abertos ao recital de poesias dos participantes. A atividade é organizada a partir de uma parceria entre as Secretarias de Cultura e Turismo e Educação e Desporto e o Curso de Licenciatura em Letras, da Universidade Federal do Pampa. 

Andrea Lima - Secult 





terça-feira, 6 de agosto de 2013

Novo livro de Aldyr Schlee

EVENTO NA BPP MARCA LANÇAMENTO NACIONAL DE CONTOS DA VIDA DIFICIL 


Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) e Editora ArdoTEmpo assinam a realização do encontro que, no próximo 23 , marca a apresentação do novo livro de Aldyr Garcia Schlee. CONTOS DA VIDA DIFICIL é o oitavo titulo de contos da obra de ficção do escritor jaguarense, autor também do romance Don Frutos, lançado em 2010.. Com inicio às 19 horas , no salão nobre da BPP , o evento assinala o lançamento nacional do livro e também a reedição de vários titulos esgotados do autor.Na abertura do evento, o editor Alfredo Aquino formaliza a doação à Bibliotheca Pública Pelotense de cinco exemplares de cada uma das obras de Aldyr Schlee editadas pela ArdoTEmpo.

A apresentação da inédita obra de contos ocorre no ano em que Schlee completa três décadas de caminhada literária - desde a publicação de Contos de Sempre ,em 1983. Ganhador de prêmios nacionais e estaduais de literatura, o jaguarense radicado em Pelotas tem larga trajetória também como tradutor , em especial de autores argentinos e uruguaios. Também versou para o espanhol obras de João Simões Lopes Neto e Cyro Martins.





Votação de Prioridades do Orçamento do RS acontece dia 06 e 07 de agosto


Governador Tarso Genro:  " Este ano, 90 mil pessoas participaram das plenárias municipais do orçamento participativo. Vamos agora nas cédulas votar as prioridades. Mas, este ano tem uma novidade. Nós estaremos fazendo uma consulta também, nesta cédula, sobre a Reforma Política. Dê a sua opinião sobre a Reforma Política. Nós precisamos reformar a democracia brasileira, melhorar o nosso sistema representativo e qualificar a vida partidária. Vamos votar nas prioridades e nas questões da Reforma Política." 


Para votar acesse o link    http://vpr.rs.gov.br/   

Além de votar pela  internet também estão disponibilizados os seguintes locais de votação em Jaguarão :

Localização da urna
Município
Banrisul
Jaguarão
Câmara de Vereadores
Jaguarão
E.M. Castelo Branco
Jaguarão
E.M. Dr. Fernado Ribas
Jaguarão
Escola Ceni Dias
Jaguarão
Escola Manoel Pereira Vargas
Jaguarão
Escola Mario Jr
Jaguarão
Escola Sampaio
Jaguarão
Exército Brasileiro. 12º RC Mec.
Jaguarão
Hermes Pinto Afonso
Jaguarão
Itinerante
Jaguarão
Itinerante
Jaguarão
Itinerante - Área Rural
Jaguarão
Itinerante - Zona Rural
Jaguarão
Santa Casa
Jaguarão
Secretária de Saúde
Jaguarão
Supermercado Paraíso
Jaguarão
Unipampa
Jaguarão
Participe!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Identidade ( final)

          Somos o resultado dessa matriz. Mescla de três raças. Ainda quando aparentamos ser uma apenas. Não há um cavalo no alpendre nos esperando agora. Não necessariamente. Ainda que alguns de nós alardeiem tal feito como se fosse imprescindível. Os soldados-peões não herdaram a terra. Os filhos deles não herdaram a terra. Alguns trabalham em chão alheio. Outros andam por aí, cercados entre muros e alambrados. Outros - a maioria - vieram para as cidades. Trouxeram junto o sangue que os justifica, bem mais do que a posse das estâncias ou os aperos no galpão. Não é mais gaúcho – nem menos – aquele que está em cima do seu mouro, demonstrando suas pilchas novas em alguma data festiva, do que aquele que está agora em alguma vila tentando sobreviver à luta diária por um prato de comida. Nenhum deles é mais, nem menos. O que vale é o sentimento que carregam como símbolo do tempo que passou. Da história que representam.

E o tempo, esse deus soberbo e indiferente, realmente passou.  Sobrevieram as regras e a diferenciação se fez sentir. Aqui a última flor do Lácio na língua de Camões. Ali - não mais que ali - a língua daquele cavaleiro que enfrentava moinhos nas sendas da Andaluzia. Porém, de uma forma misteriosa, ainda nos soam naturais tantas palavras e costumes antigos. Por essa razão, a seiva índia de um mate nos aquece tanto o espírito. Rastros invisíveis que as legislações não foram capazes de extinguir. Por essa razão, talvez, uma milonga ou um tango parece ter um eco dentro da nossa alma, assim como se houvéssemos já escutado a melodia em outra ocasião, ainda que seja a primeira vez que a ouvimos. E, talvez, a tenhamos escutado (porque não?), em algum cerco a um fortim de fronteira; em alguma noite de ronda nos varzedos sulinos; em alguma charla sob a sombra de uma figueira centenária.

As fronteiras políticas não coincidem com as fronteiras geográficas ou sociais. Para o resto do planeta somos gaúchos, ou gauchos; esse tipo único no mundo, nascido nas correrias de três séculos. Mestiços somos. Três raças vivem em nós. E essa é a nossa identidade; não a da roupa que vestimos, mas sim a que se encontra sob a pele. E por essa e tantas outras razões, é que não precisamos que outros entendam porque gostamos de ritmos tão nostálgicos ou de uma bebida tão amarga. Somos assim. Nem melhores, nem piores. Apenas assim. Essa é a nossa identidade.
                                                                            
 Martim César Gonçalves


Publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 24/07/13

CLIQUE AQUI  para ler a primeira parte.

Vídeo esclarece Projeto de Lei que regulamenta a Maconha no Uruguay



Este vídeo animação, da campanha Regulación Responsable, explica em detalhes como funcionará o mercado legal de cannabis, que será controlado pelo Estado uruguaio.

A lei que regulamenta toda a cadeia produtiva da maconha, aprovada esta semana na Câmara dos Deputados do Uruguai, agora segue para o Senado, onde deve passar sem dificuldades, e depois para a sanção presidencial do presidente Jose Mujica.

A expectativa é que a nova lei entre em vigor antes do final deste ano.  

Fonte: http://www.aldeiagaulesa.net/

Sul21: O interessante patrimônio de Jaguarão


Por Nubia Silveira do Sul21

Depois de passar por cinco pedágios e pagar mais de R$ 40,00, chega-se a Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. Cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com povoamento datado do início do século XIX, é um ótimo destino de fim de semana ou ponto de passagem para quem pretende ir até Montevidéu. Jaguarão fica equidistante das capitais gaúcha e uruguaia, a exatos 380 quilômetros de cada uma. E é o caminho mais curto entre elas.

Pequena, simpática, acolhedora, banhada pelo rio que lhe dá o nome, Jaguarão conquista o visitante. É com prazer que se caminha por suas ruas de paralelepípedos, admirando o casario construído no século XIX e início do XX. A maioria das casas é baixa, com fachadas trabalhadas, janelas recortadas e, no alto, a reprodução de alguma figura. A rua 15 de Novembro é famosa pelas casas e pelo Museu Dr. Carlos Barbosa, que por si só justifica uma ida a Jaguarão.

Quem passa para o país vizinho conhece outra obra de arte da cidade: a ponte internacional Barão de Mauá, que liga Jaguarão à uruguaia Rio Branco. Construída entre 1927 e 1930, é reconhecida como patrimônio cultural do Mercosul, tendo sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A ponte de 2.113 metros (340m sobre o rio Jaguarão) tem 12 metros de largura. Sobre ela ainda estão os trilhos que ligariam Brasil e Uruguai por via férrea.

Museu– Próximo do Museu Carlos Barbosa estão as casas que chamam a atenção por suas portas e janelas trabalhadas. Há construções em que a entrada tem de duas a três portas em sequência. O mais importante, porém, da rua 15 de Novembro é o Museu, que foi residência do ex-governador do Rio Grande do Sul. Um atestado de inteligência, consciência e responsabilidade da família. A viúva de Carlos Barbosa, dona Carolina Cardoso de Brum, determinou que a casa fosse preservada.  O desejo foi cumprido por sua filha Eudóxia Barbosa de Lara Palmeiro, que a transformou em museu, em 1975, e destinou os bens da família para uma Fundação, responsável pela conservação do local. O objetivo é manter o prédio como foi construído. O verbo restaurar não faz parte do vocabulário da fundação.


O casarão foi construído em 1886 por Martinho de Oliveira Braga, que presenteou a família com pinturas na entrada da residência representando os setores da economia gaúcha. No interior estão totalmente preservados os móveis, a louça, os lustres e os biscuits. 



É interessante ver funcionando as primeiras lâmpadas que chegaram a Jaguarão e foram instaladas na casa de Carlos Barbosa, filho de Pelotas, que governou o estado de 1908 a 1913. Foi ele que deu início à construção do Palácio Piratini.

Ali também está o primeiro telefone que a cidade conheceu. Ele foi colocado na casa do então presidente do Rio Grande do Sul para facilitar a sua comunicação.

Outra particularidade: a família foi uma das primeiras a ter banheiro dentro de casa. Ali está a banheira que mandaram construir. O autor – o nome se perdeu no tempo – acreditava que tomar banho todos os dias era prejudicial à saúde e poderia até matar. Por isso, esculpiu nas bordas alças usadas em caixões mortuários.


Passadiço – Construída em formato de U, a casa tem um passadiço largo, todo envidraçado, que separa a parte principal da residência do jardim. Esse passadiço ajuda a iluminar e ventilar a casa, dividindo-a em cômodos de inverno e de verão. Neste corredor estão as máquinas de costura usadas por dona Carolina e suas filhas.
No bem cuidado jardim, encontra-se uma cisterna, pronta para recolher a água da chuva e abastecer a casa.

Teatro – No centro de Jaguarão, a restauração do Teatro Esperança está chegando ao fim. De acordo com as explicações colocadas nos tapumes que rodeiam o teatro, as obras começaram em 2010 e deverão estar concluídas em 2014.
O prédio foi tombado pelo IPHAE em 1990 e pelo IPHAN em 2011. O Esperança que costumava receber companhias de teatro vindas dos países do Prata, se prepara para voltar a ser palco de grandes espetáculos.

Jaguarão recebe bem o visitante e tem o que mostrar. Aproveite um fim de semana, siga pela 116 até a entrada de Rio Grande. Não dobre à esquerda. Siga reto. E aproveite para conhecer um pouco da história rio-grandense.

Fonte: http://www.sul21.com.br





quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Legalização da Maconha - Mujica: "Que nadie piense que con esta ley va a ser un viva la pepa"

Projeto aprovado visa acabar com o monopólio dos mafiosos, disse o Presidente Uruguaio em entrevista ao El País

El presidente José Mujica dijo entender que la mayoría de los uruguayos no apoyen el proyecto porque "somos un país de viejos en el que cuesta entender a los jóvenes".


Después que en la noche de ayer la Cámara de Diputados aprobara el proyecto de ley para legalizar la marihuana, el presidente José Mujica volvió a defender la regulación "para darle batalla al narcotráfico" porque "arrasa con todo". 

“La ley intenta una regulación, no es que sea un viva la pepa. Regular algo que ya existe y está en nuestras narices. Se intenta terminar con la clandestinidad. Identificar y tener un mercado a la luz del día. Si el consumidor está identificado podemos influir en él cuándo se pase de la raya. Una cosa es que se fume un porro y la otra es que se hunda en el vicio y nadie le tire una soga”, dijo el presidente.

Volvió a reiterar que quería que la mayoría de la población entendiera "cual es la batalla para acompañar". "Pero como somos un país de viejos nos cuesta entender a los jóvenes y la gravedad del problema es realmente importante", comentó en relación a que las encuestas dieron que la mayoría de los uruguayo está en contra de la ley. 

"Nosotros nos vamos a decir que la maruja es buena. Lo que pasa es que los que consumen no dan bola a los consejos y no por ello hay que dejarlos en banda. Y están atrás de la aventura de comprarle al narcotraficante por aquí y por allá porque es clandestino. Y  aunque es clandestino el olor se siente por muchas partes", aseguró.

Mujica reconoció que ha tenido el vicio de fumar "y de algún trago también" pero aseguró que "nunca en su vida" probó un porro. "Pero tengo que rejuvenecer las neuronas y darme cuenta de cual es la vida de los muchachos. El consumo está ahí a la vuelta de la esquina. Hay un monopolio de mafiosos".

Recordó que hay cerca de 3.000 presos por narcotráfico, que se vive interceptando avionetas pero la droga "sigue estando allí porque la tasa de ganancia es enorme y siempre hay gente que se la juega por la ganancia rápida".

"Da mucha guita para corromper a troche y moche. El narcotráfico tiene la característica que termina arrasando con todo"

Fonte: http://www.elpais.com.uy


Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...