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domingo, 16 de dezembro de 2012

Recortes de Viagem: Um museu exemplar em Jaguarão. Não deixe de ir!


Por Rosane Tremea

Posso dizer que conheço alguns museus por aí...

Não é coisa de pessoa "entrada em anos"... Quando me mudei para PORTO ALEGRE, com 20 anos, vivia rodando pelos museus da cidade... E olhe que as opções eram bem restritas. Meus preferidos eram o MARGS e o Julio de Castilhos. Conhecia o acervo de cor. E aí passei a montar as estratégias para minhas viagens fora da cidade: segunda-feira, quando os museus em geral fecham, é dia de bater perna... nos outros dias, museus... dia de sol, é dia de bater perna... dia de chuva, museus... A alguns, dos quais gosto muito, se volto à cidade, volto também a eles...

Tudo isso pra dizer que não por falta de referências fiquei impressionada com o acervo e o cuidado do MUSEU DR. CARLOS BARBOSA Gonçalves, em Jaguarão, lá onde o Rio Grande do Sul faz a curva e se encontra com o Uruguai.

                              Começa pelo prédio, lindo, em estilo eclético, do século 19 (1896).

Naquela época, a região vivia seu auge, e as construções refletiam o poder econômico dos produtores de charque.
Foi nesse contexto que foi erguida a construção da Rua XV de Novembro, também conhecida como a "rua das portas". Ela abrigou o médico e político e sua família.


Um pouco sobre CARLOS BARBOSA:

"Nascido numa tradicional família estancieira republicana de Jaguarão, filho de Antônio Gonçalves da Silva e de Maria da Conceição Rodrigues Barbosa, era sobrinho-neto de Bento Gonçalves. Passou sua infância e a adolescência em Jaguarão, onde a família tinha grandes propriedades. Com 15 anos foi estudar no Colégio Pedro II, no Rio, colégio da elite do Brasil Império, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1875 graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, viajando, em seguida, para Paris, onde fez residência e, também, como republicano, buscou os ares de uma democracia. Além de cirurgia geral, fez especializações em oftalmologia, medicina interna e obstetrícia. Em 1879, voltou para Jaguarão, onde exerceu a medicina, envolveu-se na política e casou-se com Carolina Cardoso de Brum, com quem teve oito filhos. Ajudou a fundar o Partido Republicano Rio-grandense em Jaguarão, elegeu-se para a câmara municipal, depois como deputado e chegou a presidir o congresso constituinte. Foi nomeado por Júlio de Castilhos como o primeiro vice-presidente do Estado. O mandato como deputado seria renovado até 1907. Elegeu-se depois governador e dirigiu o Estado até 1913, com obras marcantes em sua gestão: o prédio da Faculdade de Medicina, o cais do porto de Porto Alegre e de Rio Grande, o início da construção do Palácio Piratini e o monumento a Júlio de Castilhos... Ainda elegeu-se senador, mas abandonou a política, aos 78 anos, e voltou a Jaguarão, onde morreu aos 82 anos."




Da biografia de Carlos Barbosa dá para entender melhor o bom gosto da construção, dos móveis e objetos do casarão da Rua XV de Novembro.

Para preservar sua memória, a última herdeira, Eudóxia Barbosa de Iara Palmeiro, teve a ideia de deixar tudo como está. E, desde 1978, sob o comando de uma fundação, ele abre as portas para visitação.

A minha visita foi muito, muito rápida. Para dizer a verdade, implorei para conhecê-lo quando já não era horário. Não tinha data para voltar à cidade e queria muito conhecer o lugar.

Nesse sobrevoo, muitas coisas me chamaram a atenção: o primeiro telefone residencial do Estado, a banheira de mármore com as alças de um caixão porque o responsável por instalá-la acreditava que banho fazia mal à saúde (e ter banheiro dentro de casa, o que não era nada comum na época), os minúsculos sapatos de uma das filhas, uma das primeiras lâmpadas instaladas em território gaúcho ainda em funcionamento (com 112 anos de vida!) e muito mais...

São 23 cômodos e 600 metros quadrados. Mas o que me impressionou mais foi o cuidado com a casa e com o acervo. E a qualidade das informações da pessoa que me guiou, com conhecimento de causa e gosto.

Inclua o museu na sua visita à cidade. Ainda mais nessa época do ano, quando muita gente viaja pra ali para fazer compras no outro lado, o uruguaio, em Rio Branco.

Ah, não tenho fotos internas porque elas não são permitidas.

SERVIÇO
Rua 15 de Novembro, 642
Fone:  (53) 3261-1746
Visitas de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h
Ingresso a R$ 5

Fonte: Blog Recortes de Viagem de Rosane Tremeahttp://wp.clicrbs.com.br



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Clic RBS anuncia saída de Vitor do Gremio


Está na manchete do Portal Clic RBS: "Mesmo de saída, Victor elogia o desempenho de Roth na preparação do clássico."



CLIQUE AQUI e confira a matéria que não confirma a manchete. 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Do blog do Nauro Júnior: Que lindo es ser uruguayo!


Chegamos ao Clube Union, em Rio Branco, no final do segundo tempo de jogo entre Uruguai e Paraguai. No telão, um locutor entusiasmado torcia tanto quanto as dezenas de uruguaios que se acotovelavam no salão anuviado de emoção. A bandeira da Celeste estava em todos os cantos, das paredes às cabeças dos torcedores, das mais diversas idades. Os minutos finais se aproximavam até que o chute certeiro de Forlán definiu a partida. O locutor enlouquecido gritava:
 - Que lindo és ser uruguayo!
Nós, brasileiros intrusos naquela alegria, fomos contaminados por aquela garra que nossa Seleção Brasileira não teve. Tivemos o privilégio de dividir aquele momento de êxtase com os uruguaios que tanto mereciam levar a Copa América. Em poucos momentos a avenida Virrey Arredondo, na Coxilha, foi invadida por buzinas, foguetes, bicicletas, carros, motonetas e todo tipo de manifestação que pudesse traduzir aquele momento tão especial. A verdade é que estou de férias, mas a máquina fotográfica obviamente é minha fiel escudeira nos momentos de lazer. Fui para o meio da torcida e fiz vídeos e fotos para eternizar aquele momento tão merecido. Em meio a um mar de bandeiras celestes e caras pintadas me dei conta: Que lindo realmente é ser uruguaio!



Blog do Nauro Júnior - Retratos da Vida

terça-feira, 19 de julho de 2011

ClicrbsPelotas: Público vibra com apresentação da Sociedade Pelotense Música Pela Música em Jaguarão

A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo ficou pequena para acomodar o público que foi prestigiar o espetáculo da Sociedade Pelotense Música Pela Música (SPMM), que se apresentou pela primeira vez em Jaguarão. Pessoas de todas as idades vibraram com um repertório composto basicamente de trechos de óperas consagradas de compositores, como Verdi, Mozart, Puccini e Bizet. Coro e orquestra filarmônica não conseguiram deixar o presbitério, antes de executar mais duas obras, no bis: o clássico Carinhoso, do mestre do choro Pixinguinha, e o hino Rio-Grandense. O concerto itinerante, aberto à comunidade, foi o primeiro desde a retomada do projeto Trilha Filarmônica, através da parceria firmada em abril, com a Fibria e o Instituto Votorantim.




As peças que contaram com a participação dos três solistas responderam pela maioria dos pontos altos do espetáculo. Na voz do tenor pelotense, Igor Schafer, La donna è móbile – popularizada na interpretação do italiano Luciano Pavarotti – arrancou aplausos acalorados da platéia. Com a soprano Rosimari Oliveira, de Porto Alegre, não foi diferente: mais uma composição de Verdi, desta vez a ária de ópera Sempre libera, arrancou novas exclamações de “Bravo”. Já o barítono, também da capital do Estado, Sérgio dos Santos, repetiu a performance de outras oportunidades em que tem acompanhado a SPMM e, de novo, o toque descontraído de Toreador (ária da ópera Carmem, de Bizet), encantou o público. 
O adolescente uruguaio Jose Dominguez, 13, que atravessou a fronteira para assistir ao concerto, deixou as letras de rock um pouco de lado e gostou do que viu. Ao falar do ponto preferido, não titubeou:
- O que mais gostei foi do cantante moreno – disse ao se referir ao barítono.
A jaguarense Leni Sória, 77, também deixou seu recado ao final:
- O pessoal tem que voltar para animar a gente. A música move a felicidade.
O padre Hamilton Centeno compartilhou do sentimento e agradeceu o fato de a Matriz ter se transformado em espaço à manifestação artística:
- Hoje ainda falávamos do poder e da beleza de Deus. A música é a expressão da beleza por excelência. E essa soma de talentos que recebemos aqui é de Deus.
Intercâmbio cultural - O maestro Juan Schellemberg destacou o momento de troca de experiências. Sob a batuta do uruguaio, jovens e adultos do coro municipal interpretaram Ponta de areia, de Milton Nascimento, e Água de beber, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e abriram a noite.
- A maioria dos nossos jovens não tinha visto muito desses instrumentos da orquestra. Em geral, eles não têm contato com a música sinfônica”, explica. E, ao falar nos reflexos da noite de domingo, Schellemberg mencionou dois aspectos importantes: “Esse tipo de espetáculo ajuda a motivá-los ao estudo da música e, acima de tudo, contribui à formação de público – afirmou, ao projetar novas parcerias com a Sociedade Pelotense Música Pela Música.
O segundo concerto itinerante pelo projeto Trilha Filarmônica será em novembro, em Bagé, em data ainda indefinida.

Por Paula Blaas


Fonte: http://wp.clicrbs.com.br

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Torcedor de Jaguarão é noticia no Clic RBS


Reproduzimos matéria do repórter Diego Guichard da ZH - enviado especial a Montevidéu.

Fã de Figueroa, torcedor do Peñarol se rende ao Inter

Xará do ídolo chileno, Elias se mudou para Jaguarão nos anos 70
Elias (centro) vai torcer pelo Colorado no UruguaiFoto: Diego Guichard
Torcedor do Peñarol de nascimento, mas colorado por opção. Natural de Rio Branco, Elias Pereira viveu em solo uruguaio até os 20 anos. Na década de 70, se mudou para Jaguarão, quando conheceu o Inter e se virou fã de um atleta chileno do clube gaúcho: Elias Figueroa.
Desde então, se apaixonou pelo Inter e virou colorado.
— Me chamo Elias, como Figueroa. Cheguei ao Brasil no mesmo ano que ele foi contratado pelo Inter. Desde então, sou colorado por opção — relata.
Elias Pereira é pai de Eduardo Pereira, que já "nasceu colorado" em Jaguarão. Juntos, estarão no Centenário, torcendo pelo Inter.
— Sou Peñarol, mas sou mais colorado — acrescenta "don Elias" Pereira.
Diego Guichard - 

Fonte: 

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Além da paixão pelo futebol, o Jaguarense por adoção Elias Pereira, também é amante das artes, mais especialmente da escultura, com vários trabalhos realizados nesta fronteira. Uma das obras do Elias está exposta na frente do Liceu do Rio Branco. 


Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...