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quinta-feira, 26 de junho de 2014

La Celeste entrará mordida

La Casa Embrujada



El Uruguay tiene un fantasma: 1950. El Uruguay tiene un zombi: Álvaro Pereira, desmayado, despertado y reenganchado contra Inglaterra. El Uruguay tiene un vampiro: Luis Suárez, mordedor en serie, de caninos vivos contra Itália. El Uruguai es, además de un conjunto brillante de improbabilidades, una Casa Embrujada.

No lean en esta exaltación al Uruguay-Levanta-te-y-Anda un elogio a lo que hizo Suárez, no: Suárez debe ser punido. Si una mordida, filmada y captada con precisión odonto y criminologica, no representa conduta antideportiva, nada más significará – e inversores se apresurarán a inaugurar un buffet de fêmures.


Aún así, y por eso mismo, que absurdo es este Uruguay. En las orígenes de este equipo, en su fortalecimiento, repito, improbable deste Uruguay, hay algo que desafia cualquier cartelera estatistica. En la proyección de un frío analista de imperios y civilizaciones, el Uruguay talvez ni existiera más, quizás tendría una seleción fuerte. Y con todo ahí está: el Uruguay de 2014 es un poema de Benedetti con banda sonora de death metal.

Pisa los campos Uruguay para vencer? A morir – pero, para mi, hay algo más allá : ningun cuadro recuerda más del porque a mi me gusta el futbol. La tragedia y la vuelta de tuerca, la gloria chueca de los héroes que erran y de los que se sacrificam errando, el reconocimiento de los límites y el manejo de las parcas fuerzas: el Uruguay monta su tablado sobre el abismo – y no hay nada más humano.

Un país vazio. Campos abiertos al viento que susurra. Un equipo de muertos e vivos. El Uruguay tendría que ser esta Casa Embrujada.


Y cuanto a Suárez? Que Lars Von Trier dirija su cinebiografia.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Tradução ao Espanhol : Confraria dos Poetas de Jaguarão

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Por que não se "tomba" o Mackinley Rosa?

Palco de grandes espetáculos, o Mackinley Rosa
em imagem do curta Gaúchos Canarinhos, com Aldyr Schlee e José Orcelli

Acerca da matéria que postei em meu blog “Duas equipes jaguarenses no Gauchão?”, em 04/10/12, escreve-me um leitor anônimo, a quem solicito para que se identifique: “Eu não entendo como Jaguarão com um estádio como o Mackinley Rosa e com um passado bonito no futebol amador da região e no estado deixou o futebol de campo morrer por completo. Hoje não se tem um campeonato varzeano forte com equipes tradicionais como Andradas, Florestal, Pindorama, Imperial, Mauá, Vila Kennedy e outros. Entendo que a fase áurea do futebol de salão do Navegantes contribuiu para o fim de participações estaduais do Cruzeiro, mas o fundo do poço que chegamos ao nosso futebol nunca pensei que aconteceria.”

Inclusive já ouvi falar que a Associação Cruzeiro Jaguarense estaria loteando o seu estádio a fim de pagar dívidas acumuladas, mesmo depois de se desfazer da sua área de piscinas, lá pelos lados da “rua do cordão”. Custo a acreditar que ali perto da antiga Estação da Viação Férrea, permanece abandonado um patrimônio que foi erguido com o grande esforço dos associados do Esporte Clube Cruzeiro do Sul que o nosso Clube Jaguarense recebeu de mão beijada através de uma fusão infeliz. Perguntar não ofende: porque não se recupera aquela área como Estádio Municipal?

Meu amigo José Nunes Orcelli tem desfraldado a ideia de formar uma seleção de futebol com jogadores que se tem destacado no campeonato varzeano local para disputar um dos certames estaduais da Federação Gaúcha, o que me faz lembrar o Jaguarão Esporte Clube, quando entrava em campo nas partidas do Estadual de Amadores com aquelas camisas brancas com letras vermelhas estampadas no peito – JAGUARÃO – que muito me enchia de orgulho, apesar de cruzeirista declarado. A nossa comunidade precisa se unir em torno dessa bandeira, deixando de lado antigas preferências clubísticas para retomar o seu lugar no cenário esportivo do Estado. Creio que basta vontade política para instalação de uma sede desportiva já existente - Estádio Municipal Mackinley Rosa.

Fui testemunha de como foi construído o antigo Estádio Minervina Corrêa, tijolo a tijolo, com o labor voluntário de atletas e torcedores que se juntavam nos fins de tarde e à noite, sacrificando preciosas horas de descanso para cercarem a sua área de competições. E o que hoje resta da praça de desportes do Jaguarão Esporte Clube, o primeiro a ter seu patrimônio dilapidado com esses malfadados “casamentos”? Um esplêndido pavilhão social dando vistas para um minguado campo de “futebol sete” destinado a práticas recreativas, afora a ampliação da sede das piscinas da Sociedade Harmonia Jaguarão. Mais trágico ainda o desfecho da união entre Clube Caixeiral e Navegantes Futebol Clube por demais sabido de qualquer jaguarense que se preze.

Sou do tempo em que os atletas do meu saudoso Esporte Clube Cruzeiro do Sul tinha o seu campo no terreno em que atualmente se encontra estabelecido o Asilo de Meninas “Felisbina Leivas” e sua sede social, também utilizada como residência para os jogadores mais necessitados, funcionava no prédio que era da extinta Sociedade Italiana. Naqueles idos, nem Jaguarão nem Navegantes possuíam os seus campos próprios e mandavam seus jogos ali no “arrabalde” do IPA, onde hoje se situa a Praça Comendador Azevedo. Pois daquela sede na Rua 15 de Novembro, próxima dali, os atletas marchavam uniformizados em direção à antiga praça de desportes do Harmonia. Tradições como essa precisam ser preservadas na memória esportiva da cidade, tão evidente no símbolo que hoje representa o velho Estádio Mackinley Rosa como baluarte da alma cruzeirista.

José Alberto de Souza

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 17/10/2012




domingo, 1 de julho de 2012

Gaúchos Canarinhos. Aldyr Schlee e a Camiseta mítica



Sinopse

Um homem que criou um país. O documentário “Gaúchos Canarinhos” conta a história de um criador e de sua maior criação. Uma criação que deu identidade a uma nação. Estamos falando da camisa amarela da seleção brasileira de futebol criada pelo jaguarense  Aldyr Schlee. O mundo onde Schlee começou a gostar de futebol, a fronteira de Jaguarão -Rio Branco, “Uma terra só”, a entrevista com seu amigo, José Nunes Orcelli, sobre os primórdios do futebol em Jaguarão.

A camiseta criada por Schlee, foi uma peça que ganhou seu significado, bem como sua força mítica, com as conquistas do futebol brasileiro mundo afora, principalmente após a Copa do Mundo de 1970. E ao mesmo tempo nossos heróis, os jogadores que vestiram essa camisa, fala sobre a construção desse mito e o significado dela em suas vidas. Carlos Alberto Torres, Falcão, Tafarel e Larry Passos de Faria, entre outros, são nossos entrevistados em “Gaúchos Canarinhos”.

Ficha Técnica
Empresa Produtora: Estação Elétrica Produção de Cinema e Vídeo LTDA
Diretor: Rene Goya Filho
Produção: Paula Gastaud
Tipo do Filme: Colorido
Formato de Captação: HD



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Torcedor de Jaguarão é noticia no Clic RBS


Reproduzimos matéria do repórter Diego Guichard da ZH - enviado especial a Montevidéu.

Fã de Figueroa, torcedor do Peñarol se rende ao Inter

Xará do ídolo chileno, Elias se mudou para Jaguarão nos anos 70
Elias (centro) vai torcer pelo Colorado no UruguaiFoto: Diego Guichard
Torcedor do Peñarol de nascimento, mas colorado por opção. Natural de Rio Branco, Elias Pereira viveu em solo uruguaio até os 20 anos. Na década de 70, se mudou para Jaguarão, quando conheceu o Inter e se virou fã de um atleta chileno do clube gaúcho: Elias Figueroa.
Desde então, se apaixonou pelo Inter e virou colorado.
— Me chamo Elias, como Figueroa. Cheguei ao Brasil no mesmo ano que ele foi contratado pelo Inter. Desde então, sou colorado por opção — relata.
Elias Pereira é pai de Eduardo Pereira, que já "nasceu colorado" em Jaguarão. Juntos, estarão no Centenário, torcendo pelo Inter.
— Sou Peñarol, mas sou mais colorado — acrescenta "don Elias" Pereira.
Diego Guichard - 

Fonte: 

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Além da paixão pelo futebol, o Jaguarense por adoção Elias Pereira, também é amante das artes, mais especialmente da escultura, com vários trabalhos realizados nesta fronteira. Uma das obras do Elias está exposta na frente do Liceu do Rio Branco. 


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PENALTI NA LAGOA


Nos verões do "La Mancha" na Lagoa Mirim, nos fins de tarde, depois que o sol dava uma trégua, costumávamos jogar um futebol no campinho do castelhano que tem uma tornearia ali na beira do Rio Jaguarão.
Geralmente eram (e ainda são) partidas acirradas entre a gurizada e os veteranos, entre uruguaios y brasileros, entre los de la frontera contra los de Melo.
Não havia, sinceramente, uma técnica muito apurada dos jogadores, apesar de alguns craques do passado, de vez enquando, realizarem alguns lances de efeito e algum guri atrevido sair driblando todo mundo.
Quando a coisa esquentava demais, o dono do campinho acabava com a brincadeira tirando as traves e íamos tomar aquela Patricia gelada e fazer um asadito de tira.
Pois o que aqui se conta em versos é, numa dessas jornadas, a epopéia de um veterano, na decisão por penaltis de um jogo encruado. Como voces sabem , a penalidade máxima sempre coloca o batedor entre a glória e o abismo. Vejam qual o seu destino:

A Epopéia de um Veterano


Teve uma vez na lagoa

Num jogo dito imperdível

Digo, 'perdível' parceiros

Que um grande companheiro

Talvez por sua qualidade

Foi bater penalidade

Contra um medroso goleiro


Como se fosse o Romário

Com classe, tarimba e jeito

E corre pro tiro fatal...

Vai ser gol... ele é letal...

E estava tudo perfeito

Não tinha um outro final

Mas um piá sem piedade

Sem compreender o paisano

Berra, assim, nesse momento

'Vai errar o veterano' !


A vida tem dessa, hermano

Quando seu pé deu na bola

Parece que tinha cola

No couro da sua chuteira

Pifou, pinchou, e a matreira

Quase nem chega na meta!


A platéia assim... pateta

Estancou toda a lagoa

E o goleiro rindo à toa

Com a pelota na mão

E o coitado do compadre

Que nem ajudá-lo pude

Gemendo: "alguém me acude

Que me deu uma distensão!"


Martim César Gonçalves


PS: Depois dessa abandonei a prática do esporte bretão e tenho me dedicado à navegação, natação, ao xadrez e alguma que outra atividade física menos invasiva!

J. Passos

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...