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quarta-feira, 29 de março de 2017

Casa dos Viajantes de Martim Cesar e Zebeto Correa premiada em Mogi das Cruzes - SP


Casa dos Viajantes de Martim César e
Zebeto Correa ficou em 2º lugar
O 4º Festival da Canção de Mogi das Cruzes lotou as dependências do Theatro Vasques. O evento é um concurso de composições autorais promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e foi realizado neste último final de semana. Segundo a organização do evento a qualidade das canções apresentadas, mais a estrutura montada para o evento e ainda as presenças ilustres de Paulinho Pedra Azul, Murilo Antunes e Renato Braz, foram “elementos-chave para o triunfo de mais esta realização”.

Os concorrentes foram avaliados por um corpo de jurados. Após a apreciação, foi anunciado como grande vencedor do Festival, na noite do último domingo, o compositor Ramon Gonçalves, de Coronel Fabriciano (Minas Gerais), com a canção “Oscilação”. Em segundo lugar ficaram Zebeto Corrêa e Martim Cesar, de Belo Horizonte, com a composição “Casa dos Viajantes”



Casa dos viajantes


A música é a minha casa
Onde a minha alma descansa
Onde o meu sonho tem asas
Onde ainda guardo a esperança
De ver um mundo mais justo
E de mesmo já sendo adulto
Continuar sendo criança
É o alimento... é o trigo
Que ao florescer desde o chão
Depois se transforma em pão
Pra repartir com os amigos
Pois pouco vale a canção
Se não for compartilhada!...
Essa é a razão mais sagrada
De cada verso que digo                        Ao cantar, acho o sentido
De haver vindo a este mundo
Esse é o dom mais profundo
Que pude haver recebido
A música é a minha casa
É o meu lugar, o meu chão...
Nela o meu sonho tem asas
E sou menino... na canção.
A música é o meu destino,
A chama que existe em mim
É a razão... é o desatino!...
É o meu princípio e é o fim
Do meu andar peregrino!...
Com ela... eu sou menino
A descobrir por que eu vim.
Esse é o caminho seguido
Por meus passos vacilantes
Que ainda assim, inconstantes,
Jamais caminham perdidos
A música é a minha casa
É o meu lugar, o meu chão...
Nela o meu sonho tem asas
E sou menino... na canção.
 Martim César/Zebeto Correa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Calhandra de Ouro da 38ª Califórnia da Canção Nativa do RS vem para Jaguarão com Martim César


38ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, de Uruguaiana, encerrou a sua programação na noite deste domingo, (7), no Teatro Rosalina Pandolfo Lisboa. A grande vencedora do maior festival de música nativista do Estado, que recebeu o Troféu Calhandra de Ouro, foi a canção O Homem Dentro do Espelho. A letra é de Martim César. Música Pedro Guerra.

 

A interpretação foi de Guerra Pimental e Cassiano Mendes. A vencedora também recebeu as premiações como melhor arranjo, melhor melodia, melhor letra, canção inédita e melhor música linha livre.

Das 18 composições que participaram do evento, 12 foram escolhidas pela Comissão Julgadora para participarem da final, dividida em três linhas: Campeira, Manifestação Riograndense e Livre. O vencedor da Calhandra de Ouro é responsável pela integridade do troféu até o momento do próximo concurso, onde fará a sua entrega e, simultaneamente, receberá uma réplica do troféu Calhandra de Ouro.

O presidente da 38ª Califórnia da Canção Nativa, Luis Carlos Stabile, declarou emocionado “estamos com o coração satisfeito, com um acolhimento muito grande dos participantes. Podemos dizer muito obrigada Uruguaiana, com muita gente nova, um conjunto de gerações fazendo a nova história, neste palco é sedutor, o fato de ter sido pioneiro continua dando qualidade.”

As apresentações de hoje à noite, (7), foi com o uruguaianense Felipe Azevedo & Trio com o show “Tamburilhando Canções” e do cantor, compositor e acordeonista, Luiz Carlos Borges.
Resultado da 38ª Califórnia da Canção Nativa do RS

A Comissão Organizadora enquadrou as composições em três linhas distintas:
MELHOR MÚSICA DA LINHA CAMPEIRA: FLORZITA DE CAMPO ABERTO
MELHOR MÚSICA LINHA DE MANIFESTAÇÃO RIO-GRANDENSE: Piratas da Chalana
MELHOR MÚSICA DA LINHA LIVRE: O Homem Dentro do Espelho.

Os prêmios instituídos em forma de troféus são:
CALHANDRA DE OURO (troféu máximo do evento, trabalho do artista Paulo Ruschel doado pela Ordem dos Musicos do Brasil, aos autores da canção vencedora): O Homem Dentro do Espelho.

PAULO RUSCHEL (criado pelo artista e doado por sua família ao vencedor do Festival): O Homem Dentro do Espelho.

JOÃO DA CUNHA VARGAS (criado por Glênio Fagundes, destinado ao vencedor da Linha Campeira): FLORZITA DE CAMPO ABERTO

VITÓRIA (criado por Vasco Prado e oferecido ao vencedor da Linha Manifestação Riograndense): Piratas da Chalana

OSMAR MELETTI (oferecido ao vencedor da Linha Livre): O Homem Dentro do Espelho.
CÉSAR PASSARINHO (criação do artista plástico Ubirajara Constant, oferecido pela Prefeitura de Uruguaiana ao melhor intérprete): Kiko Goulart

APPARÍCIO SILVA RILLO (criação de Rossini Rodrigues, oferecido pela família Rillo ao autor da melhor letra): O Homem Dentro do Espelho.

QUERO-QUERO (música vencedora pelo voto popular): NAS MUNHECAS DA CATALA

TELA DO ARTISTA BEREGA (oferecido pela família Crespo Beheregaray para o autor da Melhor Melodia):O Homem Dentro do Espelho.

A Comissão Julgadora também escolhe:
MELHOR INTÉRPRETE: Kiko Goulart
MELHOR INSTRUMENTISTA: Rodrigo Maia
MELHOR ARRANJO: O Homem Dentro do Espelho.
MELHOR ARRANJO VOCAL: Xote do Tempo Perdido

MELHOR CONJUNTO INSTRUMENTAL: Pepe Caravana
MELHOR LETRA: O Homem Dentro do Espelho.
MELHOR MELODIA: O Homem Dentro do Espelho.
CANÇÃO INÉDITA: O Homem Dentro do Espelho.
POPULAR: NAS MUNHECAS DA CATALA

PROGRAMA GALPÃO CRIOULO ENTREGA O TROFÉU ORIGENS PARA HOMENAGEAR O DESTAQUE DO FESTIVAL

A RBS TV e o programa Galpão Crioulo entregam na 38ª Califórnia da Canção Nativa o Troféu Origens -Destaque dos Festivais Nativistas. Essa premiação surge a partir do desejo do Programa Galpão Crioulo de estar perto da produção da música regional e valorizar os festivais Nativistas que há mais de quatro décadas realizam esse circuito artistico-musical do Rio Grande do Sul. A escolha do vencedor foi feita pela Comissão de Jurados do Festival. O vencedor do Troféu Destaque foi Piratas de Chalana.

           http://jaguarao.net


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

4º EXPOCANTO de Arroio Grande tem inicio hoje


A quarta edição do Expocanto acontece na cidade de Arroio Grande nos dias 19, 20 e 21 de Outubro. O evento, já tradicional na região, ocorrerá no Parque de Exposições Guilhermino Dutra, durante a realização da 74ª EXPOFEIRA.

No dia 19 apresentam-se as composições participantes da FASE LOCAL, total de 10 obras, e no dia 20 as 12 composições da fase geral.

Ao final da segunda noite, no sábado, serão divulgadas as 12 classificadas (de no mínimo 2 obras oriundas da fase local e até 10 obras da fase geral) que farão parte do CD oficial do Festival. Estas 12 músicas serão reapresentadas na terceira noite, dia 21, ao final da qual serão divulgadas as vencedoras e demais premiadas do 4º EXPOCANTO.

De Jaguarão, Martim César Gonçalves e Alessandro Gonçalves concorrem com a música Costeando um Rio de Fronteira e Rodrigo Jacques com El Alunado. 

Uma das atrações deste ano é o show de Kleiton e Kledir que ocorre no domingo (21), após a apresentação das 12 classificadas.



                                                    CONCORRENTES  FASE ESTADUAL
1) Cuidando o Campo
Letra : Adriano Alves
Música: Vitor Amorin

2)Margeando a sina
Letra: Diego Muller
Música: Robledo Martins

3) Quando a terra só tem o céu por limite
Letra: Miguel Borba
Música: Tony Marques

4) Manotaço
Letra: Marcio Nunes Correa
Música: Joca Martins

5) El Alunado
Letra e música: Rodrigo Jacques

6) De Cerve Puro
Letra: Hique Barbosa e Daniel Leff
Música: Gabriel Selvage

7) Reticências
Letra: Jaime Brum Carlos
Música: Adão Quevedo

8)Vida Adiante
Letra: Leonardo Borges
Música: Alex Har Oliveira

9) Dom chamamecero
Letra: Wilson Vargas
Música: Eduardo Lopes

10) Palmeando
Letra:Marcelo Paz Carvalho e Jose Renato Daudt
Música: Rainéri Spohr

11) Um Zaino Negro
Letra: Adriano Silva Alves
Música: Vitor Amorin

12) Costeando um Rio de Fronteira
Letra: Martim César Gonçalves
Música: Alessandro Gonçalves          


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Jaguarão\Rio Branco participam da Semana do Audiovisual (SEDA)


A atividade será integrada com a cidade de Pelotas e Montevidéu


A SEDA - Semana do Audiovisual é um festival integrado de cinema, realizado pelo Circuito Fora do Eixo em mais de 50 cidades do Brasil. As cidades de Pelotas, Jaguarão\Rio Branco e Montevidéu resolveram realizar a SEDA de forma integrada. Iniciando em Pelotas (05 à 09 de junho), passando por Jaguarão\Rio Branco (12 à 17 de junho) culminando na cidade de Montevidéu no mês de julho.

A ideia é ocupar vários locais da cidade com projeções, bate-papos e oficinas. Outro ponto alto do evento é integrar as mais diversas expressões artísticas como poesia, dança, música e teatro. O projeto não prevê fins lucrativos, possibilitando assim o acesso da população em geral e proporcionando acesso à cultura a todas as classes sociais.

Em Jaguarão, o evento conta com o apoio do Cineclube Jaguarão, Secretaria de Cultura e Turismo e Secretaria de Cultura de Rio Branco, e a realização fica por conta do Coletivo de alunos do Curso de Produção e Política Cultural (UNIPAMPA) em parceria com o Coletivo cultural de Pelotas, Sotaque Coletivo.



domingo, 4 de março de 2012

Capão de Leão: Lyber Bermúdez conquista dois prêmios no 4º Levante


Representando Pelotas, Jaguarão e o Uruguai, Lyber Bermúdez, intérprete, compositor e instrumentista uruguaio, conquistou o segundo lugar e o melhor arranjo, no 4º Levante da Canção Gaúcha de Capão do Leão, com a obra de sua autoria (música) em parceria com Martim César Ramires Gonçalves(letra) Trás La Huella Del Berá. A premiação foi entregue em solenidade oficial, realizada na madrugada deste domingo(04), no palco principal da 9ª Festa da Melancia, a cargo do presidente do evento, Hugo Alexandre Albuquerque e do prefeito João Quevedo, entre outros, contando com a participação de grande público.

Trás La Huella Del Berá foi defendida por Lyber(voz e percussão); Délia Louzada(piano); Hélio Mandeco(contrabaixo e vocal); e Nuno Moura(violão), representando Pelotas e Uruguai.

O festival, apresentado por Francisco Adilson, contou com a análise dos jurados Maria Conceição, Mauro Moraes e João Chagas Leite. Foram inscritos mais de 400 trabalhos, oriundos de diversos localidades, ficando apenas 14 composições finalistas.

Nuno Moura, Hélio Mandeco, Délia Louzada, Lyber Bermúdez e Martim César

A primeira colocação apontou a obra O homem e o rio , com letra de Zeca Alves, defendida pelo autor da letra, Volmir Coelho (melhor intérprete) e escolhida , ainda, como a melhor poesia. A composição Cortador, ferro e corte recebeu as premiações de terceiro lugar, música mais popular e melhor tema sobre a terra. O acordeonista Mano Júnior conquistou o troféu de melhor instrumentista . No cinamomo da frente ,de Mario Lucas e Diego Vivian, com Anderson Marques, recebeu a premiação de melhor tema campeiro e Devastação, de Alan Otto Redu e Andriego Von Laer, com Chico Saratt, melhor tema social.

Texto: Mara Braga Bermúdez
Fotos: Camila Garcia



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

3º ExpoCANTO - Martim César e Paulo Timm - Repartidos - Chico Saratt.wmv




Música Repartidos, de Martim César e Paulo Timm, interpretada por Chico Saratt, premiada com o segundo lugar no Festival   ExpoCAnto de Arroio Grande 2011.

Repartidos

Eu li na manhã de hoje
Na notícia de um jornal
A morte buscando um nome
Nomeou fulano de tal

Mas eu sabia a história
Malgrado tempo e distância
E recorri na memória
O mundo velho da infância

Deixou atrás o seu rancho
O galpão e o pingo...
Que encilhava nos domingos
Nas pencas na Cinacina

Mas veio como não vindo
Partido pela metade
Por fora, cinza e silêncio
Por dentro, a verde saudade

É o mesmo final de tantos
Herdeiros da mesma cruz
Que presos do urbano encanto
Perecem cegos de luz

Eu li na manhã de hoje
Se foi... partiu... nunca mais!
Mas eu sabia o seu nome
Adeus!...Que descanse em paz!

Músicos:

Paulo Timm - Violão base
Aluísio Rochemback - Acordeon
Luciano Fagundes - Violão solo
Fabrício 'Pardal' Moura - Baixo
Roberto Borges - Violão solo



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

3º ExpoCANTO de Arroio Grande tem inicio nesta sexta feira



Entre as músicas classificadas nesta 3ª edição do Expocanto, Festival de Música Gaúcha de Arroio Grande, fazendo parte da programação da 73ª Expofeira, há duas composições do poeta Martim César Gonçalves. 

Milonga de habitar taperas em parceria com o Sandro Campello de Arroio Grande será apresentada na primeira noite do Festival, nesta sexta-feira, dia 04. Na segunda etapa classificatória, sábado, a música concorrente é Repartidos, parceria já consagrada  de Martim César e Paulo Timm, com a interpretação do músico Chico Saratt.

Abrilhantando o Festival que vai se firmando como evento tradicional na região , shows após as etapas classificatórias com Marcello Caminha no dia 04, Fabiano Bachieri no sábado, dia 05 e Sonido Del Alma Gaucha no domingo, dia 06, após a etapa final e premiações.

O Festival acontece no Sindicato Rural de Arroio Grande e é Organizado pelo Sindicato Rural e Prefeitura Municipal de Arroio Grande.  

Maiores Informações no http://expocanto.blogspot.com/

Marcello Caminha é atração nesta primeira noite do Festival 

sábado, 6 de agosto de 2011

III Canto do Jaguar - José Carbajal - La Muerte




Primeira e, infelizmente, única apresentação de José Carbajal no Brasil. Março de 2010 no III Canto do Jaguar, Festival realizado em Jaguarão- RS. Fantástica atuação de El sabalero y sus músicos.

La Muerte

Me enrosco en tus ancas fuertes
Y en tus ternuras mi negra
Me gusta vivir la vida
Entregándome a la suerte
Pa no tener tanto miedo
Cuando me abrace la muerte

Será porque tengo el cuerpo
Llenito de madrugadas
Que busco una muerte viva
Jamás una muerte mansa
O será que no se eligen
Estos barullos del alma

Atrás de la enamorada A
anda el que esta enamorando
Detrás de mi vida negra corren
los que van matando

Con chorros de mariposas
Enamoramos la vida
Entre sábanas calientes
Promesas y despedidas
Y bajo de cada retaso
Anda la muerte escondida

Angelitos de bosteco
Ventanita de un verano
Me enseñaste la tristeza
Cuando soltaste mi mano

Quedarás con los mariachis
Cantarás en las trompetas
Y yo me marcho solito
Llorando por que me cuesta

La muerte no tiene manos
La vida se las quito
Pero le dejó la boca
Y le dice ven mi amor

Muerte que anda de amargura
Como si se lo pidiera
Déjeme un ratito solo
Pa arreglarme con mis penas

Le juro que si se ensaña muerte
Con mi corazón
El día que me caliente
Entro a perseguirla yo

Con quien,
Con quien se moja la muerte
Que nunca,
Que nunca chupa con migo
Y amigo de buena vida
No le importa ni un comino

A donde se va la muerte
Que salio en punta de pie
No me interesa compadre
Ya lo sabremos después

La muerte andaba rondando
Quien sabe donde andará
No me dejes alegría
No te vayas vida mía
Que esta puta, vieja y fría
Nos tumba sin avisar

( Letra y cifra : http://lacuerda.net/tabs/j/jose_carbajal/la_muerte.shtml)




terça-feira, 2 de agosto de 2011

III Canto do Jaguar - Nei Lisboa - Relógios de Sol -.wmv


Enquanto aguardamos a realização do IV Canto do Jaguar, vamos curtindo e rememorando os melhores momentos do Festival  de 2010 .


Relógios de Sol (Nei Lisboa)

Troco teu leite e mel
Por meu suor e algumas rugas
Me ajudas a sonhar
Te salvo de dragões
Troco um lugar no céu
Por vadiar nas tuas grutas
Me pregas uns botões
Eu trato de vender

Relógios de sol
E copos de chuva
Punhados de azul
Receitas de ajuda
Uns quadros de Deus
Fatias de fruta-pão

Troco caçar leões
Por remendares meia
Me inventas um troféu
Eu trato de vencer
Solto meu barco ao léu
Das tuas velas prenhas
Me diz onde chegar
Eu vivo de aceitar

Retalhos de sol
Caminhos de seda
Tecidos no chão
Das fibras da tua mão

Troco um desejo teu
Por um silêncio à luz da lua
Me enfeitas vendavais
Eu quero iluminar
Um par de lampiões
Em troca de aventura
Me dizes que será
Eu faço o que puder

Relógios de sol
Receitas de chuva
Uns versos de Deus
Uns quadros de frutas
Pedaços de chão 
Das linhas da tua mão 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Festival Nativista proíbe participação de terceiro sexo


A 17ª edição da Seara da Canção Gaúcha que é realizado anualmente em Carazinho e movimenta a música  nativista , desta vez, tem uma característica no mínimo inusitada. O Regulamento do Festival no seu Artigo 14, Parágrafo 3º determina: 

Parágrafo 3º: Poderão participar da fase municipal somente autores masculinos e femininos, nascidos e/ou residentes em Carazinho, podendo comprovar esta condição, caso seja solicitada;   


Portanto , tome cuidado caro músico e compositor Carazinhense ou morador desta bela cidade do norte gaúcho, terra do nosso saudoso governador Leonel Brizola.   Você poderá ser intimado a comprovar sua masculinidade ou feminilidade. Não adianta disfarçar! 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

COMO UM TAMBOR CANDOMBERO de Martim César, Diego Muller e Robledo Martins vence Coxilha Negra em Butiá

Com duas linhas distintas, festival foi encerrado com a premiação na noite deste domingo

Nos dias 10 a 12 de junho, no Ginásio Municipal, foi realizado em Bútia, o Festival Coxilha Negra 2011. Composto pelas linhas nativista e popular, o evento teve como jurados Carlos Madruga, Clênio Bibiano da Rosa, Wilson Vargas, Joel de Freitas Paulo e Jorge Luiz Soares. Para encerrar, o público presente assistiu ao show de Luíz Marenco.


Resultados:


LINHA POPULAR

Shana Muller
Primeiro Lugar: COMO UM TAMBOR CANDOMBERO
L: Martim César e Diego Muller
M: Robledo Martins  
Int: Shana Muller
Segundo Lugar: PEÇAS
L: Raul Ferreira Freitas
M: Luiz Souza
Int: Darling

LINHA NATIVISTA REGIONAL:
Primeiro Lugar: A VOZ
L: Jorge Prado
M: Zulmar Benitez
Int: Flávio Hansen
L: Martim César e Diego Muller
M: Robledo Martins  
Int: Shana Muller
Segundo Lugar: PEÇAS
L: Raul Ferreira Freitas
M: Luiz Souza
Int: Darling

LINHA NATIVISTA REGIONAL:
Primeiro Lugar: A VOZ
L: Jorge Prado
M: Zulmar Benitez
Int: Flávio Hansen
Segundo  Lugar: REFÚGIO 
L: Noé César da Silva
M: Robledo Martins
Int:  Robledo Martins
Melhor intérprete: SHANA MULLER
Melhor Instrumentista: DOUGLAS MENDES
Melhor Tema Regional: DE PRECES E LIDES (Raul Avohá)
Música Mais Popular: A MAGIA DA PALAVRA (Francisco Luiz)

Fonte: http://radioterragaucha.blogspot.com

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A música "Os olhos sob o chapéu" de Vasco Velleda e Paulo Timm vence a 8ª Galponeira da Canção Nativa de Bagé

Foto: Leko Machado

De 15 a 17 de abril o Parque do Gaúcho em Bagé foi palco da 8ª Galponeira da Canção Nativa. Apesar da chuva que atingiu a cidade nos dias do evento, cerca de cinco mil pessoas circularam pelo parque. Ao todo 18 músicas se apresentaram no palco da Galponeira e os jurados Jaime Brum Carlos, Caine Teixeira Garcia, Jorge Nicola Prado, Shana Muller e José Armando Carreta tiveram a difícil tarefa de escolher as 12 finalistas que farão parte do CD da 8° Galponeira e premiar os destaques do evento. 

A grande vencedora do festival foi a música “Os olhos sob o chapéu” de Vasco Velleda e Paulo Timm, recebendo os prêmios de primeiro lugar, melhor arranjo instrumental e melhor letra. A música representou as cidades de Bagé e Jaguarão e foi apresentada no palco pelo intérprete Gustavo Teixeira acompanhado dos músicos Luciano Fagundes (Violão solo), Silvério Barcellos (Violão solo), Paulo Timm (Violão base), Ricardo Comassetto (gaita botoneira) e Natanael (Contrabaixo).

OS OLHOS SOB O CHAPÉU  (Vasco Velleda & Paulo Timm)

Transito leve entre estas lembranças
E me refaço pelos descaminhos
Tenho saudades e apesar de tudo
Já não me importo de seguir sozinho
É natural que com o passar do tempo
A gente entenda a força dos moinhos

Eu só não quero é esconder os olhos
Sob o chapéu num culposo silêncio
Quando as rodilhas da morte apertarem
Pra libertarem minh’alma dos tentos
Eu só não quero é esconder os olhos
Sob o chapéu num culposo silêncio

Teus olhos de tempestade
Viraram um mar de calmaria
Ternura mansa de mãe
Quieta guitarra, luz de poesia...

O tempo mudou-te e quanto

Também mudou-me meu Deus do céu!!!
Não deixe que eu tope a morte
Com os olhos baixos sob o chapéu...

Sem um aceno te vais pra sempre
Tudo me ocorre não digo nada
Retorna à terra quem dela veio
E ao silêncio eu que ontem cantava
Eu só não quero é que Deus permita
Que a morte me ache longe de casa

E assim viúvo entre os meus matungos
Cachorros, vacas, ovelhas mansas
Vou arrastando o corpo cansado
Vivendo quase só de lembranças
Eu só não quero que a morte me ache
De mal com a vida e sem esperanças

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Festival Palavra no mundo

                                                   

A las y los poetas que también son personas de palabra, organización y acción;
a las maestras y maestros en la tarea de alumbrar futuros;
a las y los periodistas que no callan verdades;
a las trabajadoras y trabajadores de la cultura, aquellos que hacen florecer los sueños,
a quienes desde la promoción y la creación hacen la diferencia,
a las miles de personas que luchan por la paz y la justicia social.



En el umbral del quinto festival de poesía en todas partes, convocamos desde treinta países, desde más de quinientas ciudades, a ensanchar el mundo en poesía, en esta oportunidad alzando el símbolo de la paz para multiplicar encuentros y buenos sueños, el trabajo concreto desde la cultura de nuestros pueblos, celebrando las hermandades, abriendo espacios de integración, surco y semilla poética. Todo de forma horizontal y plural, amplia participación y libertad de acción.
 
Dijimos que se intentan realizar más lecturas de poesía que bases y centros militares hay en el mundo, lo reafirmamos hoy en la certeza que, con infinita paciencia, se entra en las ciudades de la luz y estas no son sino la expresión palpable de los mejores sueños humanos.


Démosle una oportunidad a la paz y en poesía y canto y arte y mucho más, comencemos la fiesta de la cultura dedicada a celebrar lo humano en armonía con la naturaleza. Queremos Paz Permanente para dedicar la mejor energía a las soluciones que la vida reclama, para desarrollar las potencialidades de creación y felicidad del género humano.

No son las noticias diarias de corrupciones, crímenes, tragedias, las que hacen el mundo, el mundo somos todos en la suma de nuestras vivencias pequeñas, gestos cotidianos, anónimos, proyectos, empeños y trabajos, vocaciones y encuentros y reencuentros, por más que los medios que forman el coro de los establecidos apetitos de lucro se empeñen en borrar las huellas de nuestro paso. Toda crisis puede ser la oportunidad para un nuevo comienzo, hagamos de la vida no lo que sucede en otra parte sino lo que queremos que sea realidad en nuestro palmo de planeta, démosle a la vida una nueva oportunidad sobre la tierra, ahora y para todos, siempre entre todos.

Las formas pueden ser múltiples, la pasión una sóla: organizar en escuelas, universidades, teatros, cafés, restaurantes, anfiteatros, playas, parques, plazas, calles, casas particulares, casas de cultura, estaciones de radio, estudios de televisión, salas de conferencia, centros comerciales o donde la imaginación lo aconseje, una o muchas lecturas de poesía, que unidas a otras en distintos lugares, serán el V Festival de Poesía: Palabra en el mundo, del 19 al 24 de mayo del 2011, en mil puntos del planeta tierra. Qué si son más, estaremos aún más cerca del lugar soñado en la fraternidad de la alegría.

Este llamado lo hace “Proyecto Cultural SUR Internacional”, “Revista Isla Negra” y el “Festival Internacional de Poesía de La Habana”, en cada lugar lo pueden asumir como suyo y trabajar en común acuerdo las más diversas entidades culturales. Lo dejamos en sus manos en la esperanza de que cada uno le agregue corazón, fuerza y razones para que la poesía sea algo más que palabras.


Démosle una oportunidad a la paz haciendo florecer la vida. ¡Qué todos sepan las razones de nuestro canto! ¡Hagamos nuestro el mundo! ¡Seamos actores de nuestro destino!

                                                                     Gabriel Impaglione 
                                              (director Revista Isla Negra) poesia@argentina.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sentinela da Canção de Caçapava do Sul: Milonga de Martim César, Paulo Timm e Alessandro Ferreira foi a grande vencedora!


Foi realizado neste último final de semana, na cidade de Caçapava do Sul, nas dependências do seu principal clube, o festival Sentinela da Canção, tendo em suas três noites a presença de um público de aproximadamente 2.000 pessoas. 

Em consonância com os jurados do Festival, a imprensa, composta de mais de uma dezena de rádios e jornais da região e da capital do estado, além da transmissão via internet, aclamou como grande vencedora a música "soprando as brasas da ausência", de Martim César, Paulo Timm e Alessandro Ferreira, na interpretação de Robledo Martins. Esta canção também levou os prêmios de melhor melodia (Paulo Timm), melhor poema (Martim César) e melhor intérprete (Robledo Martins).


Soprando as brasas da ausência


Talvez, saudade, eu te encontre

No fim de todos meus dias
Rondando a casa vazia
Com os meus fantasmas de ontem
Na imensidão dessas noites
De solidão e invernia
Onde meus olhos já gastos
Não mais avistem os rastros
De uma distante alegria.

Palavra que ando cansado
Desse descaso da vida
De em vão buscar a saída
Sem nunca achar o seu lado
Canto sozinho, me calo
Pealo cismas compridas
Alargo o amargo das horas
E ando apertando as esporas
Pra ver sangrar as feridas...

Toda milonga é saudade
Que invade a alma da gente
Sorvendo a dor que se sente
Na água quente dos mates
Toda milonga é saudade
Que diz - no inverno das casas
Lembrando um amor ausente -
Pra o minuano: que entre...
Nos venha soprar as brasas!

Porém, milonga, tu sabes
Cada razão dos meus medos
E vais cansando os meus dedos
Até que as mágoas se acabem
Só em teus acordes é que cabe
A angústia dos meus segredos
Dilema – em chamas – que arde
A vida que diz que é tarde
E o coração que ainda é cedo!!! 


Os compositores Alessandro Ferreira, Martim César e Paulo Timm
                                                                              Foto: Elis Vasconcellos
As Vencedoras:  (http://www.jornalvs.com.br/)

1º Lugar: Soprando as brasas da ausência
(Martim César Gonçalves/Alessandro Ferreira e Paulo Timm)
Intérprete: Robledo Martins

2º Lugar: Consciência galponeira
(Joel de Freitas Paulo e Fábio Prates)
Intérprete: Jairo “Lambari” Fernandes

3º Lugar: A última recorrida
(Joel de F. Paulo e Othelo Caiaffo/Volmir Coelho e Adriano Gomes)
Intérprete: Volmir Coelho

4º Lugar: Por ser da terra
(Mauro Dias e Cleber Brito)
Intérprete: Glauber e Cleber Brito

Mais popular: Diferença entre gaúchos
(Felipe Xavier de Lima)

Melhor instrumentista: Maykell Paiva em “Por um fio”

Melhor intérprete:  Robledo Martins em “Soprando as brasas da ausência” e “Fundunço”

Melhor letra: Soprando as brasas da ausência (Martim César Gonçalves)

Melhor melodia: Soprando as brasas da ausência (Alessandro Ferreira e Paulo Timm)

Melhor tema campeiro: A última recorrida (Joel de F. Paulo e Othelo Caiaffo)

Melhor arranjo: Fudunço (Juka Moraes e Frutuoso Araujo)
Foto:  Aline Ribas

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...