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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ode a Jaguarão



Oh! Jaguarão. Cidade heróica, berço de resistência, jovem senhora de beleza incomparável, com seus lindos casarões de histórias incontadas, jóia da fronteira sul, com sua ponte majestosa que como diria o poeta: “une e separa dois povos”. Povos que em uma época foram separados de ti pela ganância dos que queriam impor seu domínio.
Quando, menina, jovem senhora, ainda que de idade avançada, irás te libertar do jugo de teus senhores? Quando, em tempos de emancipação feminina, passarás de sexo frágil, a senhora de teu destino de mulher, mãe zelosa com seus filhos?
Jaguarão, não te perdas em luxúrias turísticas, sem antes saberes a tua história, de patrões, peões e escravos. Quando Jaguarão serás forte e resistente àqueles que pensam mandar em ti só porque és mulher e como mulher, te vêem submissa.  Que pensam poder explorar-te sem nada dar-te em troca.
Quando Jaguarão, teus filhos mais humildes terão o direito de pensar, serem protagonistas do teu presente e te conduzirem ao teu futuro de Senhora gloriosa? Quando Jaguarão, quando será tua independência, tua emancipação?  

Nelson Luis Corrêa
Acadêmico de História - UNIPAMPA

Texto publicado no Jornal Fronteira Meridional no dia 20/07/2011



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jaguarão como patrimônio histórico e cultural – a importância de uma universidade



Há muito tempo esta cidade clamava por um reconhecimento de seu patrimônio arquitetônico e de sua cultura fronteiriça, o que hoje é uma realidade. Há aproximadamente seis anos temos instalado em solo jaguarense a Universidade Federal do Pampa, a qual tem contribuído para legitimar Jaguarão como patrimônio histórico cultural nacional. A UNIPAMPA não é só mais uma Universidade em nossa cidade como tantas outras já foram como extensões, ela é o caminho para nós, jaguarenses, estudarmos nosso passado, conhecermos nosso presente e projetarmos para o futuro a cidade que queremos.
Como moradores desta cidade, quer sejamos alunos ou tenhamos algum membro de nossa família freqüentando os bancos universitários, precisamos abrir nossas mentes e nossos corações para acolher os professores e os estudantes que escolheram o nosso chão para trabalhar e estudar, com a hospitalidade que é característica da nossa cidade fronteiriça. Chamo atenção para o fato de que nós ainda não nos demos conta da grande conquista que é ter uma Universidade Federal em nosso território, ter o privilégio de conhecer e interagir com outras culturas de diversos cantos do nosso Brasil, tão rico em diversidade. Essas pessoas, que agora vivem e convivem conosco no dia a dia, vem para contribuir para o conhecimento de nossa história, através de projetos de pesquisa ligados ao patrimônio cultural da cidade, pois um povo sem memória é um povo fadado à estagnação e, portanto, a desaparecer.
O nosso papel, como moradores conscientes desse apoio vindo de fora, é o de contribuir nessa busca pela nossa identidade cultural. Por isso temos que parar de pensar na Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA – como um freeshoping, que se instalou no nosso quintal para que alguns obtivessem lucro com a vinda dessas pessoas para cá. Como diria Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado...”, porque quantas oportunidades tivemos de mudar o futuro de nossa cidade para melhor e acabamos fazendo com que esse futuro nunca chegasse,  por sermos um povo arredio e avesso a mudanças.
A UNIPAMPA e seus professores têm uma tarefa muito maior do que simplesmente formar professores, gerenciadores de turismo e pedagogos que é de fazer com que nossa cidade continue a ser reconhecida por sua cultura material, conseqüência do trabalho de seu povo.

Nelson Luís Corrêa 
acadêmico do curso de História 

Texto publicado no jornal Fronteira Meridional , edição do dia 02/06/2011. 

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...