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sábado, 5 de maio de 2012

A história do Clube 24 de Agosto


Programa 12 horas da TV Nativa de Pelotas, dia 02 de maio de 2012. A reportagem conta um pouco da história do clube 24 de Agosto, tombado recentemente como patrimônio histórico pelo IPHAE. Depoimentos da diretoria e de pessoas que se engajaram  no reerguimento da instituição.  Um clube tradicional da cidade de Jaguarão e que aos poucos ganha força para buscar uma melhor estrutura para a comunidade. Uma associação que sempre acolheu a comunidade negra do município. 



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ato Solene de Entrega da Documentação para o Tombamento Estadual do Clube 24 de Agosto

Diretor de proteção patrimonial do IPHAE recebe documentação do Presidente do 24


No último dia 6 de dezembro o Clube 24 de Agosto viveu um momento de grande emoção e esperança para a comunidade.

Contando com a presença de diversas autoridades locais, professores, pesquisadores, vereadores, secretários municipais e o representante do prefeito municipal, o Clube 24 fez a entrega da documentação exigida no processo de tombamento estadual, junto ao IPHAE, ao diretor do órgão de proteção patrimonial, Eduardo Hahn.

Bem emocionado, Eduardo afirmou aos presentes que esse processo é irreversível e que o tombamento se dará.

O pedido feito pelo próprio Clube, em maio deste ano, teve o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo do Município e de colaboradores agregados à causa.

Entendemos que esse processo de tombamento abrirá caminho para uma resolução da situação judicial da instituição, bem como incentivará que outros clubes negros façam esse pedido de tombamento, contribuindo, assim, para a valorização do patrimônio afro-riograndense e brasileiro.




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Clube 24 de Agosto Entregará Documentação ao Presidente do IPHAE


Nesta terça-feira, dia 6 de dezembro, o Clube 24 de Agosto receberá novamente a visita do presidente do IPHAE, Eduardo Hahn, para a entrega da documentação do processo de tombamento da nossa querida instituição.

Contamos com a presença de todos nesse dia especial.

O ato solene de entrega da documentação acontecerá às 14:00 horas na sede do Clube que fica na Rua Augusto Leivas, 217.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conselho do IPHAN confirma Jaguarão como cidade histórica e a Ponte Mauá é o primeiro bem Binacional tombado


Ponte Mauá é o 1º bem binacional tombado

Via une Jaguarão a Rio Branco, no Uruguai

Em reunião realizada do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, a Ponte Internacional Mauá, em Jaguarão, no Sul do Estado, é o primeiro bem binacional tombado pelo órgão. Construída no início do século 20, a via une a cidade brasileira a Rio Branco, no Uruguai.



Segundo comunicado de hoje do Iphan, os conselheiros aprovaram também o tombamento do conjunto histórico e paisagístico da cidade gaúcha de Jaguarão como patrimônio cultural do País, "uma área urbana que guarda um acervo considerável de bens culturais, com edificações coloniais, ecléticas, art déco e modernistas".

Na mesma reunião foi decidido que o acervo do Museu do Trem, no Rio de Janeiro, uma das maiores referências da memória ferroviária brasileira, e dois bairros de Belém do Pará (Cidade Velha e Campina) são patrimônio cultural.

Com mais de mil itens considerados de valor histórico, o acervo abrange equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e até locomotivas como a Baroneza, construída na Inglaterra, movida a vapor e a primeira a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis. Outros destaques do acervo são um vagão usado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro em que viajou o Rei Alberto, da Bélgica, quando esteve no Brasil em visita oficial, em 1922.

O bairros da capital paraense são "um dos maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do País, dando à cidade de Belém configuração peculiar", segundo o Iphan. O conjunto arquitetônico, que compreende cerca de três mil edificações, mistura "traços básicos da arquitetura europeia com a cultura local, arquitetura neoclássica, exemplos arquitetônicos expressivos do período eclético, com grande concentração de exemplares de arquitetura azulejar, e arquitetura de ferro".

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br

Lástima que esse tombamento não tenha vindo há quarenta anos. Teria evitado crimes como a retirada das antigas luminárias da Ponte e a construção dos mostrengos do Banco do Brasil, CEF e Banrisul no lugar onde havia prédios históricos admiráveis.  

domingo, 1 de maio de 2011

Conselho avalia proposta de tombamento de Jaguarão (RS) como patrimônio cultural do país


Jaguarão será patrimônio cultural do Brasil 


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia no próximo dia 3 de maio, em Brasília, a proposta de tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão como patrimônio cultural do país. A área urbana sobre a qual recairá a proteção proposta guarda um acervo considerável de bens culturais, com edificações coloniais, ecléticas, art-déco e modernistas, que variam em tipologias, formas de implantação e acabamentos, e constituem um conjunto ainda extremamente bem preservado e íntegro. O traçado viário da cidade, demasiadamente retilíneo se comparado ao das cidades coloniais brasileiras, decorre possivelmente da forte influência espanhola em seu desenvolvimento.
Desde 2009, Jaguarão recebe investimentos do PAC Cidades Históricas, programa interministerial e federativo elaborado para articular ações de preservação do patrimônio cultural em 173 municípios do país. Cerca de R$ 1,3 milhão já foram destinados para obras na cidade gaúcha, com destaque para a restauração do Teatro Esperança.
A pauta da reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural abrange ainda a possibilidade de tombamento do acervo Museu do Trem, na cidade do Rio de Janeiro, do centro histórico de Belém, no Pará, de 13 bens relacionados à imigração em sete municípios de Santa Catarina e do terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, em Cachoeira, na Bahia.
História de Jaguarão: disputas territoriais e economia pecuarista
A formação do Conjunto Histórico e Paisagístico de Jaguarão, agora proposto para tombamento como Patrimônio Histórico Nacional, está intrinsecamente ligada aos processos de expansão das ocupações portuguesa e espanhola no território americano e às respectivas estratégias para garantir a posse de seus territórios.
Durante o período conhecido como União Ibérica (1580-1640), estiveram suspensas as disputas territoriais. Nesse período foram descobertas as primeiras minas de prata na região andina e os primeiros caminhos de acesso a elas, a partir da navegação pelos rios afluentes do Rio da Prata. Mas com a restauração do reino de Portugal, a coroa lusitana partiu para a ocupação das terras ao sul do seu último ponto estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas — a Capitania de São Vicente – com a fundação de portos e povoações nas baías de Paranaguá e da Babitonga, na Ilha de Santa Catarina, em Laguna, Rio Grande e no próprio Estuário do Prata, com a Colônia de Sacramento.
O início da povoação da região de Jaguarão descende justamente desse contexto. Às margens do Rio Jaguarão, no local conhecido como Cerro da Pólvora (hoje dentro da área urbana da cidade) foi estabelecida inicialmente uma guarnição militar espanhola, mais tarde tomada pelos portugueses, no entorno da qual se desenvolveu a povoação do Espírito Santo do Cerrito de Jaguarão.
Ao longo de sua história a cidade foi palco de disputas e batalhas entre as duas coroas e, mais tarde, após a independência e quando as fronteiras já estavam relativamente bem definidas, entre a elite pecuarista regional e o Governo Central. Portanto, a cidade cresceu envolta em uma atmosfera militar, e apesar de as fortificações originais não existirem mais, outros elementos marcam essa presença, como as ruínas da antiga Enfermaria Militar e um novo quartel do exército, construído já no século XX.
Ainda hoje situada na fronteira, a povoação se formou e desenvolveu voltada para o Uruguai, apesar de separada pelo Rio Jaguarão, que nesse trecho delimita a divisão política entre os dois países. A despeito das disputas políticas, a população sempre transitou entre os dois lados de maneira irrestrita, e o comércio de fronteira – em grande parte informal e estabelecido nos laços de parentesco entre os habitantes e nas propriedades rurais que os pecuaristas mantinham nos dois lados da fronteira – garantia a manutenção dos laços culturais que as longínquas coroas tentavam separar politicamente.
A Ponte Internacional Mauá, financiada pelo Uruguai em decorrência de uma dívida de guerra com o Brasil e executada no início do século XX por uma firma carioca, veio unir fisicamente o que já era indissociável culturalmente. E como em outros pontos da fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, Jaguarão e Rio Branco estabeleceram definitivamente sua interdependência, que se estendia a toda a região sul do Brasil e ao Uruguai com a implantação da linha férrea que conectou a malha gaúcha ao porto de Montevidéu. Por ela eram transportados os produtos oriundos da pecuária, principal atividade econômica da região.
Assim, a construção da ponte representa ainda a resistência das elites pecuaristas gaúchas, em constante disputa inicialmente com a coroa portuguesa e, mais tarde, com a administração centralizada no Rio de Janeiro e dominada pelos cafeicultores. A pecuária (principal produto da região até os dias de hoje), juntamente com o processamento da carne de gado para a produção de charque, permitiu o estabelecimento de uma classe social economicamente fortalecida no sul do país, mas cujos interesses muitas vezes eram preteridos pelo Governo Central, em favorecimento de interesses econômicos mais bem representados como a cafeicultura. A tensão entre os pecuaristas no sul e o governo acabou chegou a deflagrar conflitos armados, como as revoluções Farroupilha e Federalista, até hoje de grande importância para a cultura gaúcha.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
A reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural será no dia 3 de maio, na sala de reunião da CNIC, Edifício Park Cidade, que fica na quadra 09, Torre B, 12º andar, Setor Comercial Sul em Brasília. O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.
Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data: 3 de maio de 2011, de 9h às 19h
Local: Sala de reunião da CNIC. Setor Comercial Sul, quadra 09, Edifício Park Cidade, Torre B, 12º andar, Brasília – DF

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Diário Popular - Jaguarão - A singularidade que levou ao tombamento


Segunda parte da reportagem de Michelle Ferreira sobre o tombamento pelo IPHAN da cidade de Jaguarão, publicada na edição impressa do Diário Popular do dia 24/01/2010.

A seguir, trechos da matéria.
Fotos, Carlos Queiroz.
O que pesou à decisão

A singularidade de Jaguarão pesou ao tombamento e há décadas desperta a atenção de órgãos de patrimônio e de universidades. "A arquitetura, predominantemente eclética, é rica. Destacam-se também, a predominancia de horizontalidade e o estado de conservação da cidade, praticamente íntegra", analisa a coordenadora da área técnica do Iphan no Rio Grande do Sul, a arquiteta Ana Maria Beltrami.

Em 2009, o Instituto contratou empresa para aplicação do sistema Integrado de Conhecimento e Gestão, ou seja, do inventário. As pesquisas, entretanto, vêm de longa data e já somam três décadas. Destaque para o projeto Jaguar, conduzido por professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em especial por Ana Lúcia Oliveira, que mais tarde editou o trabalho Programa de Revitalização Integrada de Jaguarão, lembra Alan Melo.

O diretor de Patrimônio histórico aproveita para enfatizar a importância de metodologias que permitem tombamentos mais rápidos. Em processos anteriores, os estudos podiam se arrastar por tantas décadas, que quando as equipes retornavam ao sítio histórico, muito havia sido alterado. Pior do que invalidar o estudo, era perder o patrimônio, enquanto o tombamento não era oficializado.


Debate de todos. O desafio é grande e é bom: "Queremos envolver a população nesse processo", afirma o prefeito Cláudio Martins (PT). O tema tombamento não será tratado em gabinetes - garante o chefe do executivo. É fundamental que os moradores se apropriem das discussões. "Jaguarão não está só passando por um processo de reidentificação histórica. A cidade precisa se apresentar, se assumir e se enxergar com vocação turística".


Clique aqui para ver
Galeria de fotos do Diário Popular no Facebook sobre Jaguarão
registradas por Carlos Queiroz


Observação deste Blog:
Ilustra a reportagem do Diário Popular, fotos da residência de minha irmã, Maria do Carmo Neves Passos, responsável por sua conservação. Reconhecimento também ao antigo proprietário, Dário Neves, o "Português", que manteve sempre as características originais do prédio mesmo com as reformas realizadas.

A singularidade que deu o tombamento a Jaguarão

IPHAN catalogou 800 imóveis
Foto Carlos Queiroz

Por: Michele Ferreira michele@diariopopular.com.br

O número é alto. O inventário realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para decidir pelo tombamento de Jaguarão, catalogou 800 imóveis. O mapeamento, minucioso, abrange aproximadamente 50% da zona urbana, seja como área tombada ou de entorno. Com o selo de qualidade, muitas regras precisarão ser respeitadas. A partir de agora, todas as obras que atinjam a arquitetura de prédios que integram o conjunto dependerão de aprovação do Iphan.

A possibilidade de o órgão instalar um escritório técnico em Jaguarão já é analisada, com o intuito de agilizar os procedimentos. Entusiasmo e receio ficam lado a lado, na comunidade. Para esvaziar as dúvidas, portanto, só há um caminho: debate aberto.

“A cidade não ficará congelada com o tombamento.” A declaração é do diretor de Patrimônio Histórico da prefeitura, Alan Dutra de Melo. “Entraremos, agora, no período de definição das diretrizes de cada setor em que a cidade foi dividida. Depois será feito um regramento.” Tudo em compatibilidade com o Plano Diretor, de 2007, também considerado pelo estudo do Iphan. E é esse detalhamento, a ser construído daqui para frente, que indicará a linha a ser adotada em cada situação, seja para o que já existe, seja para o que será erguido. Os prédios não serão vistos de forma isolada. O resguardo da paisagem, a face da quadra, a volumetria do entorno. Será preciso identificar as variáveis de cada caso, mas é o interesse público, coletivo, que deverá prevalecer. Não o privado ou de especulação imobiliária.


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Galeria de fotos do Diário Popular no Facebook sobre Jaguarão
registradas por Carlos Queiroz


Confira todos os detalhes sobre o tombamento de Jaguarão na reportagem completa nas páginas 2 e 3 da edição impressa do Diário Popular. (edição do dia 23 e 24/01/2011)

Fonte: http://www.diariopopular.com.br/

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