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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Jaguarão: Asfaltamento das Ruas Santos Dumont e Gustavo Guimarães é concluído

Principal via de acesso ao Cemitério Municipal, a Santos Dumont recebeu pavimentação
e passeio público

Os moradores das Ruas Santos Dumont e Gustavo Guimarães terão muito que celebrar neste final de ano, pois foi concluído o asfaltamento das vias que levam ao Cemitério Municipal e que liga os bairros Germano e Kennedy, um total de 2 km, que recebe, além do asfalto, passeio público e macrodrenagem.
 
De acordo com o Secretário Adjunto de Serviços Urbanos, Paulo Khader, esta obra faz parte de um total de R$ 4 milhões de reais de investimentos captados junto ao Governo Federal, sendo que R$ 1 milhão é contrapartida da Prefeitura Municipal. Neste montante também estão incluídos o asfaltamento das Ruas Demétrio Ribeiro, Joaquim Caetano, Liberdade e Curupaity.

O Prefeito Cláudio Martins faz questão de ressaltar a importância do Deputado federal Henrique Fontana (PT) na articulação destes recursos junto ao Chefe de Gabinete da Presidenta Dilma, Giles Azevedo. “O Deputado Henrique Fontana tem sido incansável na articulação de recursos para a cidade, com certeza é o Deputado que mais trabalha por Jaguarão”, garante.

Cláudio também lembra que não é somente a comunidade residente no entorno das ruas asfaltadas que será beneficiada, pois a Rua Santos Dumont é a principal via de acesso ao Cemitério Municipal, onde é sepultada a maioria da população da cidade. “Tenho dito que esta obra é um símbolo da valorização dos nossos ancestrais e um ato de respeito a todos os cidadãos que visitam os seus entes queridos”, destaca.

Gustavo Guimarães liga a Germano com a Kennedy
Outro fator a ser destacado no projeto é que a Rua Gustavo Guimarães liga os bairros Germano e Kennedy. De acordo com Cláudio este tem sido o foco dos projetos de pavimentação. “ Esta é a lógica que temos utilizado para a elaboração dos projetos, focando na melhoria e qualidade de vida do povo trabalhador”.

As obras de asfaltamento da cidade tem gerado, além de qualidade de vida, uma grande frente de trabalho, garantindo renda e cidadania a muitos jaguarenses. Todos os projetos de pavimentação têm sido elaborados pelo quadro de servidores técnicos do município, como arquitetos e engenheiros, ligados à Secretaria de Planejamento e Urbanismo.


A inauguração da obra das duas ruas está prevista para hoje (23) a partir das 20 h no cruzamento da Gustavo Guimarães com Santos Dumont. Na ocasião também será entregue um caminhão de luz, adquirido com recursos próprios do município. “Esta foi uma grande aquisição, agora a Prefeitura terá mais agilidade e autonomia para realizar os reparos e trocas de lâmpadas da iluminação pública da cidade”, finaliza o Prefeito Cláudio Martins. 

Já era noite de 23 quando se cortou a fita de inauguração do asfaltamento
com a presença da comunidade e autoridades

Na ocasião, também ocorreu a entrega de um caminhão para a iluminação pública

Matéria publicada no Jornal Meridional, edição de 23/12/2014

sábado, 7 de setembro de 2013

Audiência Pública para "Criação do Sistema Municipal de Cultura"


Nesta segunda-feira, dia 09 de setembro, as 19 horas, acontece na Câmara Municipal de Jaguarão, Audiência Pública tendo como tema a Criação do Sistema Municipal de Cultura.

Compareça, a Cultura é fator fundamental da cidadania.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Projeto CECAR acontece neste domingo na Praça do Regente


O Projeto C: Cecar, Cultura, Comunidade é uma atividade artístico-cultural de iniciativa dos alunos de 2° ano do ensino Médio diurno do Colégio Estadual Carlos Alberto Ribas e pretende trazer à comunidade de Jaguarão várias opções de cultura e lazer.

O Projeto C será realizado nos segundos domingos de cada mês em uma área livre da cidade e terá apresentações de música, dança, teatro, capoeira, hora do conto, espaço lúdico para crianças, oficina de artes, artesanato, sebos e muito mais.

Com este Projeto, estamos propiciando benefícios a todos os envolvidos, ao estimular o trabalho coletivo, o senso de responsabilidade e organização, a valorização do trabalho artístico e cultural das pessoas da comunidade e uma opção de lazer a todos os habitantes de Jaguarão.

Traga sua cadeira e seu mate e venha se divertir com a gente!    

domingo, 3 de março de 2013

Associação Conexão Sociocultural é fundada em Jaguarão

foto:  Fernanda Cassel
Na tarde de sábado (23) no Auditório da Universidade Federal do Pampa foi realizada a assembleia geral de fundação da Associação Conexão Sociocultural, momento onde o grupo deliberou sobre diversas questões relacionadas a associação, entre elas, o estatuto. Após os debates, foram aprovadas as pautas e fundada oficialmente a nova entidade que chega com o objetivo de movimentar a cena cultural e utilizar as ações da cultura como ferramentas de transformação social.

De acordo com o coordenador geral, Bruno Marcelino, a ideia surgiu após ele visualizar exemplos de associações em um evento em que participou no final do ano passado em São Paulo. “Vi o contexto cultural da cidade e percebi que a área da cultura ainda está andando em passos lentos. Então a partir dessa visão e com as experiências que conheci , reunimos um grupo e conversamos sobre esse cenário e foi assim que se fortaleceu e nasceu a ideia da nossa associação”, conta.

A Associação Conexão Sociocultural não tem fins lucrativos e tem a finalidade de elaboração e execução de projetos socioculturais junto aos órgãos e setores de fomento, objetivando, entre outras ações, a inclusão das camadas menos favorecidas com programas que melhorem a qualidade de vida, a promoção da cultura, defesa e preservação do patrimônio histórico e artístico, o resgate de identidades culturais perdidas, o fomento de gêneros menos divulgados e o estímulo para o desenvolvimento de novas linguagens artísticas.

Sobre os próximos passos da associação o coordenador geral conta que alguns projetos já estão sendo trabalhados. “Vamos estar atentos aos editais para inscrever e trazer projetos para o município e entre os eventos, temos a ideia de realizar a Virada Cultural”, adianta. Os interessados em buscar mais informações  sobre a nova associação podem entrar em contato pelos telefones (53)8456.7959 (Bruno Marcelino) ou (53) 8428.2641 (Rodrigo Segóvia).

Conheça os cargos definidos na assembleia

Coordenadoria Executiva

Coordenador Geral: Bruno César Alves Marcelino

Coordenador Geral Adjunto: Rodrigo da Costa Segovia

Coordenadora Administrativa: Fernanda Limão Brites

Conselho Administrativo

Presidente: Leandro Vieira de Amorim

Vice Presidente: Luma Reis Ferreira

Outros: Kênya Jéssyca Martins de Paiva e Lucas Arguilar Kist.

Conselho Fiscal:
André Machado Costa, Raniere Dourado e Isac Moraes Lages.


fonte: http://www.jornaltradicao.com.br

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Marta Suplicy - O "soft power" brasileiro


Londres conseguiu, no período da Olimpíada, construir uma imagem bastante positiva da Inglaterra. Trabalha agora para manter e ampliar esta conquista. Foca nas parcerias e presença cultural que possam gerar este tipo de dividendo no mundo.

Assim como as pessoas desenvolvem -às vezes com muito esforço- uma forma de expressão e conexão com o mundo, os países também constroem imagem e cara.

Podem provocar simpatia, implicância, admiração, desinteresse ou repulsa. No caso de países, esses sentimentos são formados pela atratividade de sua cultura, ideais e práticas políticas externas e internas. Quando essas políticas aparecem como legítimas aos olhos dos outros, o "soft power" daquele país cresce.

Além de suas capacidades militares e técnicas mesuráveis e visíveis, os países, cada vez mais, se esforçam para mostrar qualidades imateriais -veja a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) premiando o frevo como patrimônio imaterial.

Isso se chama "soft power". Se for suficientemente atraente, funcionará como uma luz que conquistará visitantes, investidores e sonhadores. Quando o conjunto é de tal monta consistente, pode exercer extraordinário poder (soft power) como Hollywood em relação aos EUA, a moda e a gastronomia na França, os monumentos históricos da humanidade na Itália e na Grécia...

Trata-se, porém, muito mais que cinema, comida ou monumentos. São valores, posições históricas, políticas externas e autoridade moral que, no conjunto, geram admirações e sonhos.

Com a projeção internacional do Brasil como nova potência econômica agregada ao já admirados futebol e Carnaval mais o interesse despertado por um país que diminuiu a desigualdade social ao eleger um operário para presidente e logo após uma mulher, temos a oportunidade única de fortalecer nosso "soft power" no cenário internacional.

Esse conceito foi criado por Joseph Nye, professor da Universidade Harvard, que define a capacidade de um país influenciar relações internacionais, exercer um papel de encantamento e sedução através de qualidades "softs", em especial manifestações culturais fortes e diversas. O termo se contrapõe ao poder militar chamado "hard power".

Países que já entenderam este "poder" investiram na transmissão de sua língua e presença cultural no exterior. A Inglaterra com o British Council, Alemanha com o Instituto Goethe, a França com a Aliança Francesa, Portugal com o Instituto Camões, a China com mais de mil institutos Confucio. Instituições que vão muito além do ensinamento do idioma.

Esses investimentos (o que temos de bom, o que produzimos para o mundo como cultura) ocorreram quando a maioria desses países começaram a perder suas colônias e precisavam aumentar seu comércio. Nós somos um país emergente, o único sem poderio bélico, mas que está descobrindo outra forma de inserção.

Essa é, acredito, a grande oportunidade de consolidação e ampliação de nossa força como potência atraente para comércio, investimentos e turismo. Temos, portanto, o desafio de somar e coordenar esforços numa articulação estruturada que tenha a capacidade de envolver agentes públicos e privados.

Com o mundo em transformação tão rápida, o desejo de desvendar o diferente, a procura do lazer pelos povos mais afluentes, a mobilidade e fome por conhecimento, sobretudo pela juventude, vislumbramos a condição de exercermos importante e decisiva atração no mundo. 

O Ministério da Cultura estuda os melhores instrumentos para a potencialização desta oportunidade, agora acentuada pelas janelas que serão a Copa e a Olimpíada.

MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012)


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br


domingo, 27 de janeiro de 2013

Unipampa está cada vez mais povoada


De 200 alunos em 2009, Campus no município saltou para mil estudantes em 2013, matriculados em cinco cursos de graduação, quatro de especialização e um de mestrado

Carlos Queiroz - DP
Por: Roberto Witter

Cinco mil seiscentos e vinte e seis metros quadrados de concreto movimentam o saber e a economia de Jaguarão. Erguido no bairro Kennedy, o Campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) cresce em velocidade assombrosa. 

Dos 200 alunos que tinha em 2009, pulou para mil estudantes em 2012. Reflexo sentido na economia da cidade. Os forasteiros que chegam alugam casas, comem em restaurantes e se divertem à noite. Mais dinheiro no caixa dos comércios. Mais cultura nas ruas.

Os primeiros cursos universitários chegaram à cidade em 2006. Juntas, as graduações de letras e pedagogia abrigavam 100 estudantes. O Campus ficava sob comando da Universidade Federal dePelotas (UFPel), assim como outros quatro campi, em Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito e Santana do Livramento.

A reestruturação do Ensino Superior no país foi responsável pela criação da Unipampa, em 2008. O ano seguinte foi de reorganização. Nomeações de servidores e professores saíram do papel e um projeto institucional criou metas para o crescimento da universidade. A maior parte delas foi cumprida, garante o professor e doutor em Educação Maurício Vieira, diretor do campus. “Em 2010 começamos a ampliar o atendimento, ofertando os cursos de gestão do turismo e licenciatura em história. Em 2012 criamos o bacharelado em política e produção cultural”, conta.

Projetos ambiciosos para o futuro

O futuro próximo reserva projetos ambiciosos para a universidade. Uma cantina já está em processo final de construção, e deve entrar em funcionamento ainda este ano. Também em 2013, a ideia é iniciar a construção de um segundo prédio, com cerca de 2 mil metros quadrados, e de uma sede para a biblioteca, que hoje possui 20 mil livros (o segundo maior acervo de todos os campi da Unipampa). 

O curso de geografia já está em fase de aprovação no Conselho Universitário da Unipampa, que é o último estágio dentro da universidade. Se aprovada nos próximos meses, a graduação poderá ser oferecida em 2014. Nas comissões internas, tramita ainda a criação das graduações de licenciatura em computação, filosofia e biblioteconomia. “Pela estrutura que temos hoje, poderíamos abrigar, pelo menos, mais mil alunos”, afirma o diretor.

O campus de Jaguarão foi também o primeiro a ter aprovado um curso na modalidade de ensino a distância. Em, no máximo, 18 meses (o curso pode também estar apto a funcionar dentro de seis meses), a graduação de Letras poderá ser ofertada. A partir de então, Jaguarão gerenciaria a oferta de mais 50 vagas através do campus de Livramento e outras 50 vagas pelo campus de Alegrete.

Impulso na cultura

Além de ofertar Ensino Superior, a Unipampa atua diretamente em processos culturais e de qualificação profissional no município. Segundo o diretor do campus, a universidade auxiliou na criação do Plano Municipal de Educação. Projetos de extensão e pesquisa também são direcionados para a comunidade, como a oferta de cursos de qualificação para quem atua em restaurantes e hotéis.

A cidade vizinha de Arroio Grande também se beneficia. No final de 2012, uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação garantiu a qualificação de 60 professores do ensino básico do município na área de educação ambiental.

“Já se planeja levar um curso de graduação para Arroio Grande. Conversamos com a antiga administração e realizamos uma audiência pública. A ideia é saber que curso eles gostariam de receber e a viabilidade para a Unipampa instalar na cidade”, adianta o professor.

Preocupação com patrimônio histórico modifica linhas de estudo

Professor de história, Cláudio Martins (PT) honrou as origens. Nos últimos quatro anos do primeiro mandato, passou a trabalhar a valorização do patrimônio histórico da cidade. O trabalho da prefeitura refletiu-se em maior preocupação da universidade com o assunto, garante o prefeito.

“Veio o curso de história e algumas linhas de estudo no curso de produção cultural e turismo também passaram a contemplar esta área”, conta Martins.

O Centro de Interpretação do Pampa, espaço que irá revitalizar as ruínas da Enfermaria Militar, já está sendo construído. O orçamento inicial prevê um investimento de R$ 6 milhões na obra. A maior parte dos recursos vem do governo federal, mas a prefeitura entra com uma contrapartida financeira.

“Assim que inaugurado, o Centro será a maior ferramenta de educação patrimonial e da área da museologia da América Latina”, garante o diretor da Unipampa. Segundo ele, a universidade será responsável pela gestão do Centro. 

O Centro será dedicado à pesquisa e à experiência sensorial e estética sobre o bioma do Pampa.

O Campus da Unipampa em números

42.943,50 m de terreno

5.626,53 m² de área construída

6 laboratórios

74 professores

21 servidores concursados

26 servidores terceirizados

1.000 alunos

5 cursos de graduação

4 cursos de especialização

1 curso de mestrado

R$ 2 milhões é o valor aproximado do orçamento anual

Chegada de alunos movimenta economia

Os mil alunos, muitos deles de fora da cidade, movimentam a economia do município e amenizam as perdas sofridas pelos comerciantes desde a implantação dos free shops, na cidade vizinha de Rio Branco.

“Se olhar pelo lado material e financeiro houve, sem dúvida, uma explosão no setor imobiliário. Aumentou a procura por casas e apartamentos e também subiu o preço dos aluguéis”, explica o prefeito Cláudio Martins (PT).

Um hotel, a 250 metros da Unipampa está sendo erguido. O investimento é da iniciativa privada, mas a prefeitura doou o terreno como forma de incentivo. 

Embora não tenha dados concretos, a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaguarão, Maria Emma Lippolis cita um incremento no setor de serviços, principalmente no ramo hoteleiro.

“Até por necessidade, o setor de hotéis e pousadas precisou incrementar os serviços. A gastronomia, lojas de roupas e as festas também tiveram crescimento”, aponta a presidente.
Os ganhos são ofuscados pelo prejuízo gerado pelos free shops, segundo a dirigente lojista.

“Dezenas de lojistas fecharam as portas porque a concorrência com o comércio do Uruguai é desleal. Teve gente que foi embora da cidade para buscar o sustento”, afirma Maria Emma.
A esperança é o projeto de lei do deputado Marco Maia (PT - RS), que já foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

O texto final prevê que o pagamento pelos produtos poderá ser feito com moeda nacional ou estrangeira, como o dólar. Os estabelecimentos poderiam ser concedidos às chamadas “cidades gêmeas”, como Jaguarão, Chuí, Aceguá e Santana do Livramento.

A partir da publicação da lei, a Receita Federal ficou responsável pela colocação do projeto em prática. No entanto, os comerciantes reclamam de lentidão no processo de regulamentação.

“A situação está nas mãos da Receita, mas eles não sabem o que a gente está perdendo ao longo destes últimos anos. A solução precisava ser mais rápida. Assim, muitos de nós (comerciantes) poderíamos também migrar para o sistema de free shops”, afirma a presidente da CDL.

Segundo o superintendente adjunto da Receita Federal no Estado, Ademir Gomes de Oliveira, a instalação dos free shops no lado brasileiro trata-se de uma operação complexa. Uma comissão foi criada em Brasília para estudar o caso e ainda não há previsão de resposta. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CULTURA NÃO É DESCARTE


Não é coisa de românticos!


Não é coisa de elite intelectualizada!



Não é coisa de loucos!


Não é moeda de troca! 



É política pública de desenvolvimento!





quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Cultura como espelho do que somos

Pintura: Alunos CAPS Jaguarão - A arte em qualquer lugar


O que podem ter em comum Jaguarão, uma ilha perdida no meio da Oceania, uma cabana rústica isolada nos campos do sul da França e uma pequena vila nos arredores de París? Como é possível vincularmos Paul Gauguin, Paul Cézanne e Vincent van Gogh à nossa realidade?

Em interessante artigo intitulado O Centro e a Periferia da Arte”, Vladimir Safatle, Professor de Filosofia da USP, nos fala da importância “acidental” dessas geografias antes citadas e dos seus respectivos personagens, provando que a criação artística e as Musas, nem sempre moram nas grandes metrópoles, onde, supostamente, deveriam estar aquarteladas, como peças de um museu.

Essa análise do Professor Vladimir Safatle é muito oportuna e interessante. Oportuna, porque na nossa cidade e região está havendo um olhar mais atento sobre a Cultura em si, que tende a valorizar e projetar além do nosso município e fronteira o que aqui se tem, se faz, e o que se está gestando: Fundação Carlos Barbosa; Museus Histórico e Geográfico; construção do Memorial do Pampa; projeto do Parque Farroupilha; digitalização do acervo histórico e jornalístico da cidade; restauração do Teatro Esperança, o tombamento de Jaguarão, pelo IPHAN, como patrimônio arquitetônico e urbano brasileiro, etc.

Interessante, porque dessacraliza o centro, sempre considerado criador e modelador, formador de opiniões e gostos, e de uma estética a ser seguida ou rejeitada, cabendo à periferia somente o papel de consumir, assimilar, aceitar passivamente, ou não, o que possa haver, ser feito e dito, no terreno da Cultura, a partir dessa visão etnocentrista e monopolizadora, desempenhada pelas, e desde as grandes metrópoles.

Em Jaguarão há muito e bom trabalho a ser feito; trabalho esse que já começou e é fruto de inúmeros atores, tais como a nova gestão municipal e suas parcerias várias, com os governos Estadual e Federal, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas também com a iniciativa privada (Free Shops; Parque Eólico Minuano; construção do Hotel Porteiras do Sul, categoria 5 estrelas) e o invalorável aporte e aquilatamento na esfera cultural, profissional e social, oferecidos pela Unipampa-Jaguarão.

Em breve teremos uma primeira turma de Tecnólogos em Turismo, além de outras turmas, que já se formaram, ou estão se formando, nas áreas da Pedagogia, História e Letras, que darão uma maior qualidade ao município, cada um se desempenhando na sua específica área profissional, mas podendo interagir com os colegas de outras esferas.

Este ano começou o Bacharelado em Produção e Política Cultural, que aspira formar os primeiros profissionais nesse ramo tão prometedor da produção, gestão, promoção e atuação, na abrangente e multifacética área da Cultura.
Assim, há aqui uma “periferia” onde também se faz e se pensa a partir do que temos, do que queremos e do que podemos. 

Dario Garcia
Acadêmico de Produção e Política Cultural
Unipampa-Jaguarão.

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 14/11/2012


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cultura em debate no Campus Jaguarão da UNIPAMPA



O Curso de Bacharelado em Produção e Política Cultural do Campus Jaguarão da  UNIPAMPA convida os interessados a participarem da palestra “A Cultura, o Estado e o Mercado no Brasil atual”, que será proferida por Vítor Paulo Ortiz Bittencourt no dia 19 de novembro, às 19 horas e 30 min, na sala 311 do Campus Jaguarão.

Após passagem significativa pelo Ministério da Cultura, o palestrante atualmente está vinculado à Empresa Brasil de Comunicação e, valendo-se de tais experiências, abordará alguns temas emergentes frente ao campo cultural, entre eles: o investimento público em cultura, as lógicas operativas dos diferentes setores culturais (literatura, livro, audiovisual, música, artes cênicas, patrimônio cultural, museus, etc), economia da cultura e cidadania.

A palestra é uma promoção do Curso de Bacharelado em Produção e Política Cultural do Campus Jaguarão da UNIPAMPA, que inaugurou suas atividades no primeiro semestre de 2012 em resposta à crescente demanda por profissionais habilitados a atuar na gestão e na promoção de políticas culturais em diversos setores sociais.


sábado, 6 de outubro de 2012

Para Jaguarão seguir mudando

Centro de Interpretação  do Pampa

A cidade está mudando,
tendo muito pra crescer:
Começou a enaltecer
seu patrimônio e cultura,
e essa bela arquitetura
que fascina a quem vier!

Professor Cláudio tem feito,
com obras e honestidade,
muito mais que caridade
ou discursos de campanha,
pois quem promete façanha
nunca faz jus à verdade!

Foram postos de saúde,
moradias populares,
ajuda pros escolares...;
e aprimorando a sua estampa
Jaguarão tem a Unipampa,
acessível, pra estudares!

A enfermaria do cerro,
velha tapera esquecida,
na ruína esmorecida
de um passado colonial,
será o nosso Memorial
do Pampa, que ganha vida!

Meu amigo, muita coisa,
muita, mesmo, já foi feita,
só que ninguém se aproveite
do que resta por fazer:
De quem semeia hão de ser
os bons frutos da colheita!

Bueno, tchê, já me despeço,
e te deixo matutando...
Eu quero seguir mudando
e vou de Cláudio de novo,
nosso prefeito do povo,
que o pago está melhorando!

Dario Garcia

sábado, 29 de setembro de 2012

A Cultura é a pièce de résistance das políticas públicas

Versos de Dario Garcia para Jaguarão seguir mudando

A expressão francesa pièce de résistance significa aquilo que é mais substancial. Inicialmente remetia à gastronomia referindo-se ao prato principal de um cardápio. Penso ser de bom tom o uso desta expressão para alinhar algumas memórias refletidas a partir das questões conjunturais que o momento eleitoral faz aparecerem.

O imaginário de cada um de nós é sempre circundado pelo conjunto de oportunidades vivenciadas. Tais vivências traçam um registro na memória individual daqueles que atravessam um determinado tempo histórico. No entanto, para além deste “cada um de nós”, há um caldo comum que resulta das experiências significativas, seja pela importância ou pela repetição, que traça uma geração inteira. A minha, por exemplo.

Criei-me na Rua dos Trilhos, em Jaguarão, ou seja, na Rua Uruguai, de hoje e de sempre, só que antes era dita dos trilhos. Trilhos que levavam e traziam mercadoria para o Uruguai. Dum lado e doutro da linha férrea estendiam-se duas sangas por onde se esgotavam as residências. Neste fluxo os água-pés floriam em branco na primavera. E, depois de alguma chuva, a criançada largava barquinhos de papel viajando mar afora. A poesia compensava a falta de políticas públicas de saneamento básico.

Desta época, duas lembranças assediam minhas reflexões. A estréia como leitor e o fato de eu morar perto da família que gerenciava a Rádio Cultura. Tendo me alfabetizado na escola primária, uma vizinha, costureira de renome, incumbiu-me de ler em voz alta enquanto ela fazia os acabamentos de mão nas peças que já costurara na máquina de costura. Os romances franceses do tipo capa-espada, publicados pela editora Vecchi, foram minhas primeiras leituras, o que permitia aos adultos vaticinarem: este menino será uma pessoa culta. Isto, e o destaque atribuído aos nossos vizinhos que trabalhavam na única rádio à época, levaram a que a palavra cultura passasse a ter um valor para minha história pessoal.
Depois, vieram os tempos de adolescência e somei-me à fraternidade que, por outros caminhos, também valorizavam a cultura, então já como forma de resistir à ausência de democracia própria dos “anos de chumbo”. Através da cultura, resistimos à massificação promovida pelo sistema, cuja modelização era voltada para nos tornar, toda a América Latina, no quintal das “multi”, como dizíamos. Na total ausência de vida civil, diante da supressão dos direitos políticos, éramos militantes culturais. Esta foi a nossa resistência.

Por isso, entendo o poder transformador da cultura. Esta via de acesso que permite transpor o adverso. Saúdo as plataformas que defendem a cultura como uma política pública. Creio na democratização da cultura e na conversão cidadã daqueles que a ela tem acesso. Quando a cultura é vista como gasto e não como investimento estamos diante da barbárie racional autoritária que permite a frase, por vezes atribuída a Goebbels - "quando me falam em Cultura saco logo da pistola."

Sérgio Batista Christino

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional , edição de 29/09/2012




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Editais de Pontos de Cultura têm prazo ampliado para 11 de outubro



A Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Diretoria de Cidadania Cultural, informa que o prazo para inscrições de projetos nos editais de seleção de Pontos de Cultura foi ampliado para 11 de outubro de 2012. A ampliação, que foi publicada no Diário Oficial do Estado em 10 de agosto, objetiva o aprofundamento do processo de democratização das informações acerca dos editais, com a realização de um maior número de oficinas de capacitação de grupos culturais. A meta é que, até o final do período de inscrições, sejam realizadas cerca de 75 oficinas, em todas as 28 regiões do estado definidas pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDEs). Até o momento, já foram realizadas 26 oficinas.

Os editais são produto do convênio firmado com o Ministério da Cultura (MinC), a partir da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, dentro dos programas Cultura Viva e Mais Cultura. O total de recursos investidos neste convênio chega a R$ 18,13 milhões, contemplando grupos culturais da sociedade civil, sem fins lucrativos, com pelo menos 3 anos de atividades e 3 anos de CNPJ.

No total, serão selecionados 160 projetos culturais. Destes, 100 serão reservados para iniciativas de entidades oriundas de municípios com até 10 mil habitantes, que receberão R$ 60 mil para os próximos três anos (edital SEDAC nº 10 / 2012). Nas cidades com mais de 10 mil habitantes, serão selecionadas 60 propostas para receber R$ 180 mil, em três anos (edital SEDAC nº 11 / 2012). Os editais preveem a seleção de, pelo menos, 6 Pontos de Cultura em cidades de fronteira com Uruguai e Argentina, bem como 16 Pontos de Cultura em Territórios de Paz, no âmbito do programa RS na PAZ.

Ambos os editais estão disponíveis no link www.cultura.rs.gov.br/v2/2012/06/editais-do-rede-rs-de-pontos-de-cultura e no site do programa Cultura Viva / MinC


Com a ampliação do prazo, as inscrições poderão ser feitas até às 18h do dia 11 de outubro de 2012.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Cultura como eixo de transformação social



Feira Binacional do Livro: Interação da Comunidade em Festa Cultural
O que diferencia os homens dos demais animais? Expressar-se através da arte! O ser humano é o único animal que tem a capacidade de abstrair, de pintar sentimentos, de dançar alegrias, de contar histórias e de inventá-las.

É por isso que os direitos culturais são parte integrante dos Direitos Humanos. É por isso que hoje o acesso aos bens culturais e ao fazer cultural é tão importante quanto a saúde e a educação. Só através do acesso às mais diversas expressões, às mais diversas práticas e saberes culturais é que o ser humano consegue atingir sua essência.

Através da cultura nos conhecemos e nos reconhecemos, e todos sabem que só se ama aquilo que se conhece. Jaguarão é a prova viva desta experiência. Por meio da valorização da cultura e história de nosso município, alcançamos o título de Patrimônio Histórico Nacional. Descobrimo-nos como diversos. Hoje temos a clareza da importância da cultura Afro em nossa cidade. O tombamento do Clube 24 de Agosto, o primeiro clube negro a ser considerado patrimônio do estado e o reconhecimento da Comunidade Madeira como quilombola são alguns dos exemplos desta cidade que se descobre multicultural. A democratização dos espaços e o acesso a bens culturais também é resultado da garantia deste direito. Hoje a comunidade jaguarense, pensa, discute, propõe e em breve terá a oportunidade de criar através do Cineclube e do cineclubismo. Prática essa que nos torna cada vez mais cidadãos. Cidadãos conscientes do seu direito ao lazer e ampliação de conhecimentos.


Aos poucos o cineclube tem reconquistado o público para o cinema

Para além dessa transformação humana e, portanto social, o investimento em cultura gera desenvolvimento estrutural e econômico. Eventos como a Feira Binacional do Livro que projetam a cidade no cenário nacional e Internacional,  obras como o restauro do Teatro Esperança e o Centro de Interpretação do Pampa (Ruínas da Enfermaria) tem gerado centenas de empregos, e com certeza gerarão mais, pois precisaremos de pessoas dando vida a estes espaços.

Investir e apostar na cultura como eixo da transformação social, é investir e apostar em uma cidade que se desenvolve com bases sólidas, que pensa e planeja seu futuro. Que se olha no espelho, se questiona e caminha firme em direção a um lugar mais justo, com respeito às diferenças, com inclusão e com espaço para todos. Enfim, um lugar mais humano.


Maria Fernanda Passos
Sec. Adjunta da Secretaria de Cultura e Turismo 

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 10/05/2012

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...