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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Jaguarão Recantos e Encantos - TVE 1983 - Parte IV


Programa da TVE do RS sobre a Cidade de Jaguarão, sua Memória, sua Cultura, sua Política. Participação de Valdo Nunes e Jorge Garcia, mentores do Projeto Jaguar. 

Neste segmento, enfoca-se primeiramente a residencia do Presidente da Província, Dr Carlos Barbosa, e que depois seria o atual museu. Vista do interior do Museu ao som de um sarau com Professora Verdina Raffo Soares ao piano, tenor Jarbas Taurino e encenando no papel de Doquinha, Carmem Azevedo.

A seguir, imagens do Theatro Esperança apresentando peças ao violino com o Professor Stefano Roncato.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Theatro Esperança de Jaguarão



Reportagem do Diário Popular mostra o andamento das obras de restauro do Theatro Esperança já em seu estágio de finalização.

O bater dos martelos e o barulho de uma serra elétrica ainda ecoam na famosa caixa acústica do Teatro Esperança. Mas, a sinfonia claramente dissonante alegra quem a ouve, de perto ou de longe. Os sons desagradáveis são sublimados por prenunciarem a volta triunfante deste querido e precioso templo da arte jaguarense, e também do país, que em breve estará pronto para receber espetáculos e voltar a reverberar o som harmônico da cultura pulsante.

imagens: Michel Farias - DP

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Quem diria: esta gente andou por aqui


Carlos José Azevedo Machado, o Professor Maninho, está preparando uma tese de mestrado na UFPEL sobre Memória Social e Patrimônio Cultural e me solicita um depoimento acerca daquilo que vivenciei no Cine Teatro Esperança, de Jaguarão.

Para início de conversa, devo relatar a indignação do amigo João Campelo Costa, o “Ceará”, falando da entrevista do ator Paulo Autran com a apresentadora Cristina Ranzolin, na qual ele citava os diferentes teatros do mundo inteiro, onde representara a sua arte, incluindo aqui no Estado nossa terra. E não é que Cristina não conseguiu se conter para lhe perguntar como é que ele, já sendo aplaudido em grandes metrópoles da América e da Europa, sentiu-se pisando o palco de uma cidadezinha inexpressiva como Jaguarão. Em verdade, criei-me na mentalidade do “já teve” de tanto ouvir falar daquelas companhias líricas que faziam ponto de parada em Jaguarão em seus deslocamentos de São Paulo e Rio de Janeiro para as repúblicas do Prata, privilegiando nossa cidade com memoráveis temporadas. A acústica do Teatro Esperança sempre foi destacada pela sua clareza para se ouvir perfeitamente os diálogos encenados a partir da ribalta, encantando todos os artistas que ali se apresentavam. Entre aqueles que chegaram a meu tempo, era useira e vezeira em se hospedar no Gerundo Hotel a pianista Luzia Felix, sempre acompanhada do marido, o humorista Sérgio Felix, os quais nunca deixavam de marcar sua presença no vetusto Esperança, antes de seguirem para Montevidéu.

Outra das inesquecíveis atrações que ali tive oportunidade de presenciar, recordo da veterana cantora Dircinha Batista, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Muito simpática, ela falou da sua vinda a Jaguarão como uma viagem sentimental que trazia a lembrança daquelas excursões que fazia com seu pai, o cantor Batista Júnior, e sua irmã Linda, inclusive já tendo estado nesta região sul do Estado. Era de se ver como ela cativou naquele momento a plateia do nosso Teatro que a deixava entusiasmada e feliz com a receptividade jaguarense, a ponto de manifestar seu desejo de um breve regresso e sua promessa de vir acompanhada da outra irmã, também famosa, Linda Batista. Azar o nosso que não chegou a se concretizar essa expectativa.

Já que Professor Maninho me provocou para pisar nestas brasas de uma fogueira mental, nem precisei esconder a primeira ideia que me ocorreu. Veio-me à mente certa peça encenada no antigo “politeama”, cujo título me parecia “Helena abriu...” que procurei conferir com o "expert" Luiz Carlos Dutra Monteiro e ele prontamente me corrigiu: “Helena fechou a porta”, apesar de desconhecer o ator principal da cena. Martelava-me o cérebro um tal de Luiz, do Teatro do Estudante. Em contato com a Coordenação de Artes Cênicas (SMC/P. Alegre), Breno Ketzer Saul gentilmente me envia mensagem com o artigo “Teatro do Estudante do Rio Grande do Sul” e eis que me “aparece a margarida” LUÍS TITO na direção daqueles espetáculos.

Das minhas andanças internáuticas  fico sabendo que a peça “Helena fechou a porta”, autoria de Accioly Neto, teve sua estreia no Teatro Copacabana do Rio de Janeiro, em 1950, estrelada por Tônia Carrero e Paulo Autran. Também consigo algumas informações sobre o ator e diretor teatral Luís Tito, que chegou a trabalhar com Cacilda Becker, Walmor Chagas, Célia Helena e Raul Cortez em “Santa Maria Fabril SA” (1958), de Abílio Pereira de Almeida, além de “Os Perigos da Pureza” (1959), ambas as montagens da Cia. de Teatro Cacilda Becker. E no cinema, encontro sua participação em “Caçula do Barulho”, contracenando com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte e Gianna Maria Canale. Acredito que se possa ter uma ideia da importância daquela viagem do Teatro do Estudante, em 1954, pelo interior gaúcho.

Ainda me ocorrem outras passagens a serem reveladas para ilustrar a história de uma das mais tradicionais casas de espetáculos do nosso Estado, que se ombreia com o Teatro São Pedro, de Porto Alegre, mais o Sete de Abril e o Guarani, de Pelotas. Fica para uma próxima Coluna.

José Alberto de Souza

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 23/07/2014




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CULTURA NÃO É DESCARTE


Não é coisa de românticos!


Não é coisa de elite intelectualizada!



Não é coisa de loucos!


Não é moeda de troca! 



É política pública de desenvolvimento!





sexta-feira, 29 de junho de 2012

Theatro Esperança começa a ganhar cara nova



Desde o dia 18 deste mês uma equipe de operários trabalha 
em ritmo acelerado no prédio. Foto Carlos Queiroz
Por: Luciara Schneid
luciara@diariopopular.com.br
  
Em um mês, as obras de recuperação do Theatro Esperança, localizado no centro de Jaguarão, entram na fase de execução da obra propriamente dita. Desde o dia 18 deste mês, equipe da Marsou Engenharia Ltda, formada por dois arquitetos, um engenheiro e mais oito operários, trabalha em ritmo acelerado no prédio, na realização dos serviços iniciais de limpeza, proteção dos pisos, assoalhos e elementos artísticos, essenciais para que o trabalho de restauração possa ser efetivamente iniciado. 

Na quarta-feira (27), as arquitetas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ana Beltrame e da Marsou, Simone Delanoy, discutiram a programação visual do tapume, que irá isolar a calçada da frente do teatro, na avenida 27 de Janeiro, durante os 18 meses de execução da obra. A proposta é mostrar imagens e textos que contem a história do teatro à população e aos visitantes. As obras integram a segunda e última etapa de restauro da casa de espetáculos, para que ela possa ser devolvida novamente à população jaguarense, pois está fechada desde 2010. 

A arquiteta da Marsou explica que nesta segunda e última etapa de obras, serão recuperados o palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, foyer, piso, forro, lustre, urdimento, construção de banheiros, luminotécnica e sonorização. O investimento é de R$ 3.913.753,54, recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, com contrapartida da prefeitura. Em breve, será feita a troca do assoalho dos camarotes e, na parte de instalação cênica, que fica acima do palco, uma escada de madeira será substituída por estrutura metálica. O teatro também receberá instalações elétrica e sanitária novas, diz. No foyer, atrás  das bilheterias, o espaço será destinado à instalação de duas lojas.

Na primeira fase, concluída em 2010, com investimentos do governo federal, foram recuperados o telhado original e a cobertura do edifício como um todo, a pintura decorativa mural e as galerias, estruturas que estavam em estado avançado de comprometimento. O prédio é tombado pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade, tombado pela União.

História

O Theatro Politheama Esperança foi construído entre os anos de 1887 e 1897, sob o comando português Martinho de Oliveira Braga. O edifício original possuía depósito de carbureto, combustível de iluminação, e uma cocheira, situada junto à frontaria dos fundos do prédio. A casa de espetáculos movimenta a fronteira desde fins do século 19. 


terça-feira, 26 de junho de 2012

Jaguarão: efervescência cultural


Prefeito Cláudio Martins na assinatura do Contrato de Restauração do Teatro Esperança

Um rico laboratório de experiências alquímicas. Palavras emocionadas do “Poeta de los Churros”, Darío Garcia, após participar na última sexta-feira do Poesia no Bar no Clube 24 de Agosto e que reuniu estudantes da Unipampa, professores, poetas, músicos, Vídeoamadores, coral, orquestra, maestros, gente da comunidade, inclusive com o Mestre Vado na tela. O evento fazia parte da Semana do Audiovisual que agitou nossa fronteira Jaguarão- Rio Branco de 12 a 17 de junho. Alquimia, busca da pedra filosofal, transformação de pedras em ouro, metáfora da transformação dos elementos em busca da sabedoria.

Na mesma noite de sexta, um pouco antes, outro ato de significado profundo acontecia no foyer do Teatro Esperança. A assinatura do contrato por parte da prefeitura e do Iphan com a Empresa Marsou Engenharia para a segunda e última etapa de restauro do prédio histórico que abrigou e abrigará variada manifestação cultural. Aos nossos leitores, que não puderam estar presentes, registramos um pouco do que foi dito nos importantes pronunciamentos que se realizaram.


Deputado Henrique Fontana ao lado do Prefeito Cláudio Martins, equipe da Secult e
escritor Eduardo Alvares de Souza do IHGJ
O Deputado Federal Henrique Fontana, que não é desta região, mas com ela está compromissado, haja vista os vários projetos favorecendo nossa cidade em que atuou como articulador em Brasília, disse que devíamos o momento, à força e determinação do povo brasileiro , que vem construindo ao longo de gerações um país rico e pujante e que isto tornou possível a recuperação de um pedaço fundamental da história de Jaguarão. Segundo ele, o Teatro Esperança, será sem dúvida um atrativo para que muitos gaúchos e brasileiros conheçam e se afeiçoem a este chão. Falou ainda sobre a política como exercício da virtude, espaço de dedicação ao bem comum, representação efetiva da vontade popular.


Ao centro, arquiteta Ana Meira, Superintendente do IPHAN com equipe da Secult
A arquiteta Ana Lúcia Meira, superintendente do IPHAN no Rio Grande do Sul, começou seu pronunciamento agradecendo o povo de Jaguarão por preservar esse fabuloso legado, com o esforço que há muitas décadas vem fazendo para manter aqui o maior centro histórico do Sul do Brasil. Testemunhou ainda, depoimentos de várias pessoas que vieram de Brasília, notando como a cidade está bem cuidada, de como os jaguarenses falam com orgulho do patrimônio que aqui tem. Adiantou que o Dnit já finalizou o projeto de restauração da Ponte Mauá, o qual deve ser licitado proximamente. Assinalou também que manteve tratativas com o Setor de Patrimônio do Uruguay na possibilidade de reativar a ferrovia, mesmo que simbolicamente, com uma locomotiva fazendo a ligação entre os dois países num passeio turístico. Sobre o Teatro Esperança, disse que não se confunda reforma com restauração. Esta é mais séria, exige maior cuidado, mais mão de obra especializada. Exige a recomposição, onde possível, tal qual o original. Os recursos investidos na obra se justificam pelo valor incalculável do teatro.


Foyer do teatro Esperança ficou lotado para presenciar o Ato
Dificilmente se encontrará em um município pequeno, de 28 mil habitantes, em proporção a seu orçamento, tantos recursos de investimento por parte do Iphan. Assim iniciou sua fala o Prefeito Cláudio Martins, agradecendo a arquiteta Ana Meira e sua equipe, que tanto tem feito pela história de Jaguarão. Ressaltou a alegria em ver presente ao ato, absoluta pluralidade partidária, pessoas que compreenderam o momento histórico e a contribuição, que tantos deram antes, para que o objetivo fosse atingido. Citou o ex Prefeito Henrique Knorr e sua secretária de Cultura Carmem Lúcia Passos que coordenaram o processo de municipalização do Teatro, a presidente do CDL, Maria Emma Lipollis pela parceria na discussão do patrimônio cultural como vetor de desenvolvimento na região, pioneirismo quase quixotesco do Valdo Nunes com o Projeto Jaguar, equipe de governo pela elaboração e acompanhamento de projetos, a sociedade em sua pluralidade, que vem acreditando e pavimentando a construção deste sonho, gestando um futuro seguro para a cidade de Jaguarão. 

Informou ainda, que nos próximos dias o Correio lançará uma série de selos comemorativos aos 200 anos da cidade, com estampas dos prédios tombados, divulgando nosso patrimônio por todo o Brasil. Expressou a importância de valorizar o patrimônio da Comunidade quilombola, do braço negro e escravo que ajudou a construir e a manter a riqueza, das obras de infraestrutura que contemplem os mais necessitados. Finalizou dizendo que, mais que um contrato a assinar, aquele era um ato de compartilhamento com toda a sociedade de um compromisso selado pela valorização do patrimônio cultural na história de Jaguarão e região.


Don Quijote de La Mancha, Peça encenada em 2001 e 2002 no Esperança

A restauração do Teatro Esperança nos colocará um desafio. Encher aquele corpo renovado de alma, de fazer teatro, de incentivar a formação de grupos amadores. A Unipampa, seus alunos, o Curso de Produção Cultural, os agentes culturais, terão parte importante nisso. Volto ao poeta para encerrar com suas palavras: interessantíssimo amalgama cultural está a gestar-se nesta cidade!

Jorge Passos

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 20/06/2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Restauração do Teatro Esperança - Ana Meira - IPHAN.wmv




Pronunciamento da Superintendente do IPHAN , Ana Lúcia Meira, durante o Ato de Inicio da Segunda Etapa de Restauração do Teatro Esperança em Jaguarão, dia 15 de junho de 2012.

Foram abordados importantes assuntos referentes ao Patrimônio Histórico e Cultural em Jaguarão; restauração da Ponte Mauá, reativação da ferrovia ligando os dois países num passeio turístico, atuação emergencial no socorro ao Clube Jaguarense preservando um ponto vital do Conjunto do Centro Histórico, Centro de Interpretação do Pampa, legado patrimonial que os jaguarenses com todo o esforço mantiveram conservado por tantas décadas, entre outros.   


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Teatro Esperança. Início da segunda etapa de restauração

A primeira etapa recuperou o telhado , os mezaninos

pintura decorativa foi restaurada nos mínimos detalhes
Comunidade prestigiou o evento
Assinatura do contrato com a empresa Marsou engenharia pelo prefeito Cláudio Martins.  
Arquiteta Ana Meira, Superintendente do IPHAN, na assinatura do contrato 

Dep Henrique Fontana, grande articulador dos projetos para Jaguarão
 Pref. Cláudio Martins e Rodrigo Machado junto ao pessoal do hiphop e dança de rua 
Escritor Eduardo Alvares de Souza, Henrique Fontana, Prefeito Cláudio, Maria Fernanda Passos,
Andréa da Gama Lima e Secretário Alencar Porto



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Teatro Esperança. Segunda etapa de restauração tem início nesta sexta-feira

O Teatro Politheama Esperança foi construído entre os anos 
de 1887 e 1897. Foto Infocenter DP Paulo Rossi

A prefeitura de Jaguarão realiza na sexta-feira (15) às 18h, solenidade para marcar o início das obras da segunda e última etapa de restauro do Teatro Esperança. A cerimônia ocorre no próprio teatro, na avenida 27 de Janeiro, 533. O cronograma do trabalho que será executado pela empresa Marsou Engenharia prevê prazo de 18 meses para conclusão. 

Nesta etapa, estão incluídas a recuperação do palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, foyer, piso, forro, lustre, urdimento, construção de banheiros, luminotécnica e sonorização. O investimento é de R$ 3.913.753,54, recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, com contrapartida da prefeitura.

Na primeira fase de restauração do prédio, concluída em 2010, com investimentos do governo federal, foram recuperados o telhado original e a cobertura do edifício como um todo, a pintura decorativa do mural e as galerias, estruturas que estavam em estado avançado de comprometimento. O prédio é tombado pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade, tombado pela União.

O Teatro Politheama Esperança foi construído entre os anos de 1887 e 1897, sob o comando português Martinho de Oliveira Braga. O edifício original possuía depósito de carbureto, combustível de iluminação, e uma cocheira, situada junto à frontaria dos fundos do prédio. A casa de espetáculos movimenta a fronteira desde fins do século 19. 

De acordo com a coordenadora de Patrimônio da Secretaria de Cultura do município, Andrea Lima, a posição estratégica de Jaguarão permitiu que a cidade tivesse grande efervescência no campo cultural, contando com a passagem das companhias que se deslocavam dos grandes centros do país em direção à Argentina e Uruguai e se apresentavam na cidade e também ocorreu o caminho inverso, em que grupos de artistas da região do Prata chegaram ao município em busca de novos públicos, com espetáculos musicais, de dança e de dramaturgia. 


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esperança:Última fase de obras no teatro de 115 anos

Na primeira etapa do restauro, os trabalhadores encontraram 
uma série de objetos ligados à história do prédio.
 Crédito: arquivo da smct / cp

Palco do Esperança é importante espaço cultural para a região desde 1897

O Teatro Esperança, inaugurado em Jaguarão em 1897, passará pela segunda e última etapa de restauro. O edital de licitação foi publicado pela prefeitura neste mês. A edificação é tombada pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade. A fase final terá investimento de R$ 4 milhões, oriundos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e contrapartida municipal de R$ 156 mil. Segundo a diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura e Turismo, Andréa da Gama Lima, estão previstos 18 meses de trabalho. Serão recuperados palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, recepção, piso, forro e lustre. O plano inclui os sistemas de iluminação e sonorização, além de novos banheiros

A primeira parte do restauro foi concluída em 2010, na qual o Iphan investiu R$ 1,1 milhão e a prefeitura, R$ 75 mil. Andréa diz que nessa etapa foram recuperados o telhado, a pintura decorativa de mural e as galerias. Também houve a reforma da estrutura de madeira, dos camarotes e do piso principal. Segundo ela, com a remoção do chão, os trabalhadores encontraram uma série de objetos ligados à história do prédio, como antigos folhetos de espetáculos, moedas e louças. "Esses fatos apontam para a necessidade de se realizar um projeto de prospecção e escavação arqueológica no local, a partir de um convênio entre a prefeitura e a Universidade Federal do Pampa, por meio de parceria no campo patrimonial", explica.

O teatro é um importante espaço cultural para a região Sul desde o fim do século XIX. Conforme Andréa, devido à posição estratégica de Jaguarão, a casa recebeu companhias dos grandes centros do país, que seguiam para Argentina e Uruguai. Também funcionou como cinema e palco de apresentações circenses e bailes. 

Caderno Cidades - Correio do Povo, edição de 29/04/2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Publicado no DOU licitação para 2ª Fase da Restauração do Teatro Esperança


 Teatro Esperança, patrimônio da Cultura Nacional, será completamente restaurado

PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARÃO

AVISO DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA Nº 2/2012

A Prefeitura de Jaguarão, conf. Lei 8.666/93 e alterações, torna público a abertura da Licitação em epígrafe. Objeto: Contratação de empresa para execução dos serviços necessários à obra de restauração do Teatro Esperança, em Jaguarão/RS. Abertura: 21/05/12, às 10h. Maiores informações pelo telefone (53) 3261- 1321.



JOSÉ CLÁUDIO FERREIRA MARTINS
Prefeito

Para visualizar diretamente na página do DOU, Clique AQUI



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mogno apreendido restaura teatro Esperança


Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebe madeira nobre para restaurar prédio tombado

Diante de uma carga de 6,675 m³ de Mogno (Swietenia macrophylla) serrado, não há mais o que fazer quanto à proteção da árvore. Virou madeira. Mas ela, ao menos, pode ganhar um uso tão nobre quanto a existência do exemplar em si: virar arte.

Nesta semana, o Ibama do Rio Grande do Sul fez exatamente isso com este volume de madeira. Entregou o material ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para que ela seja usada no restauro do Teatro Esperança, prédio tombado que data de 13 de janeiro de 1897, sendo considerado um dos mais antigos do Estado. Fica na cidade de Jaguarão, a 365 quilômetros de Porto Alegre.
Segundo João Pessoa Riograndense Moreira Junior, superintendente do Ibama/ RS, o próprio Iphan reconheceu que este tipo de doação é de fundamental importância para um tipo de obra dessas. Primeiro por tratar-se de madeira nobre não disponível no mercado para venda. Segundo, que mesmo que ela fosse encontrada, o valor para essa aquisição tornaria o restauro economicamente inviável.
Só para situar, o Teatro Esperança chamava-se originalmente Teatro Politeama Esperança. Construído sob a influência do estilo neoclássico, a edificação original contava com um depósito de carbureto (combustível usado para iluminação) e uma cocheira, situada junto à fachada dos fundos do teatro. Possuía acomodações para cerca de mil pessoas, tipo arquibancadas, com conformação típica de teatro politeama (teatro que oferece grande variedade de espetáculos, como peças teatrais, cinema e circos).
Está localizado na Avenida 27 de Janeiro, no centro da cidade de Jaguarão e constitui importante acervo cultural da Região Sul da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Em tempo: a madeira doada será empregada na segunda fase do projeto que encontra-se em andamento.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Investimento em Cultura é desenvolvimento




Prefeito comemora mais de sete milhões de reais pra a área da cultura em Jaguarão


A viagem do Prefeito Cláudio Martins à Brasília marcou um importante momento de garantia de investimentos em diversas áreas, especialmente na cultura. Foram anunciados esta semana, mais de sete milhões de reais para a conclusão da segunda etapa do restauro do Teatro Esperança e para início das obras do Centro de Interpretação do Pampa.

Articular a liberação destas verbas tem sido uma das prioridades do Prefeito. “Lutamos muito para reconhecer o potencial histórico, turístico e cultural de nossa cidade. Tenho certeza de que esses recursos potencializarão o desenvolvimento e novos investimentos em Jaguarão, pois nos tornamos uma das principais referências culturais e arquitetônicas do Brasil”, afirma Cláudio Martins.

O município de Jaguarão tem chamado a atenção pela qualidade e aprofundamento dos projetos que tem apresentado na área da cultura. Exemplo deste reconhecimento, foi o convite feito ao Prefeito Cláudio, pelo Ministério do Turismo, para palestrar em Belém do Pará, sobre políticas públicas para a cultura.

Fonte : http://www.jaguarao.rs.gov.br/

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...