sábado, 20 de agosto de 2011

Filme de Ettore Scola encerra ciclo anos 60/70 no Cineclube Jaguarão


Neste mês de agosto o Cineclube Jaguarão, em parceria com a Confraria dos Poetas de Jaguarão, está promovendo o ciclo de filmes clássicos anos 60/70. Encerrando a Mostra, neste dia 25, quinta feira, 19h:30, será apresentado o filme Nós que nos amávamos tanto do diretor italiano Ettore Scola.

Nós que nos Amávamos Tanto é uma das obras-primas de Ettore Scola (Um Dia Muito Especial). Trinta anos de história da Itália (1945 - 1975) e na vida de três grandes amigos: Gianni, Antonio e Nicola. Da resistência à ocupação nazista e ao engajamento político dos anos 60, acompanhamos as aventuras, desventuras e desilusões amorosas de uma geração que sonhava em mudar o mundo. Com uma linda homenagem a Federico Fellini, Nós que nos Amávamos Tanto tem como destaque as atuações memoráveis de Vittorio Gassman, Nini Manfredi e Stefania Sandrelli. Um filme para ver e rever muitas vezes.

"Nós que nos amávamos tanto" é fascinante!


Quando : quinta feira - dia 25 de agosto. 19:30
Local:  Casa de Cultura de Jaguarão
Censura Livre
Entrada franca


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O QUE FAZER EM TEMPOS DE CHUVA



Esse tempo chuvoso aqui na fronteira convida a ficar em casa e botar a leitura em dia, foi o que fiz. Estou lendo “Olhares sobre Jaguarão”, de Eduardo Souza Soares e Sérgio da Costa Franco. Cheguei à metade, a cada novo olhar não posso evitar fazer comparações com os dias de hoje. A cidade cresceu, o cemitério agora não fica tão afastado da cidade, os casarões ainda circundam a praça, a matriz continua de costas para o rio, temos mais escolas, uma universidade pública, a enfermaria militar vai virar museu, Jaguarão é patrimônio histórico, mas, e as pessoas?


Podemos ver que tivemos alguns avanços em termos materiais, mas ainda temos ruas sem calçar, esgoto a céu aberto, isso pode e vai ser resolvido no devido tempo. Com o advento dos free shops (não sei se é assim que se escreve, nunca fui muito boa em inglês) a cidade recebe muitos turistas, fazendo com que sua economia cresça, pelo menos na área de hotelaria e restaurantes. Nossas portas são famosas no Brasil inteiro, temos o primeiro patrimônio binacional, a ponte Mauá. Possuímos muitas belezas naturais, a começar pelo rio Jaguarão cercado de matas nativas e com variedade de animais silvestres e aves. Continuo a perguntar, e as pessoas?

A narrativa contida no livro é extremamente rica, principalmente as cartas do cônego Thomas Aquinas Schoenaers, dando uma idéia de como se vivia e como eram os habitantes desta cidade fronteiriça. Nas cartas em que fala dos hábitos e costumes há uma passagem interessante:

“Deveis saber que o povo de Jaguarão não trabalha, pelo menos foi o que ontem, ao regressar a casa, Cônego Paulo me disse:“ Observa, Thomas. Se tu encontrares uma pessoa trabalhando podes ter certeza que é estrangeira.” Donde se deduz que nossos cidadãos, para matar o tempo, se debruçam nas janelas escancaradas ou passeiam pelas ruas. ”(SOARES& FRANCO, 2010, p. 73)

Outro aspecto que gostaria de salientar é a relação entre negros e brancos, relação essa descrita em uma das cartas enviadas pelo Cônego Thomas a seu superior na Bélgica e que estão transcritas no livro Olhares sobre Jaguarão:

“[...] nosso fervoroso vigário organizou o Apostolado da Oração. Quatro senhores e senhoras formavam o núcleo central. [...] os  pretos, cujas almas são muito menos negras que as dos brancos  demonstraram interesse em ingressar... [...] vetaram aqueles: negros, fora! [...] e obrigaram o Reverendíssimo Vigário a retroceder que, outra coisa não pode fazer que rejeitar os negros. Assim ocorre em suas sociedades onde o negro é mantido à margem.” (SOARES & FRANCO, 2010, p. 77)

As minhas perguntas anteriores são feitas justamente a partir das reflexões em torno desses e de outros trechos dos olhares dos forasteiros. A cidade mudou fisicamente, mas e as pessoas? Essas também mudaram? Ou continuam com os mesmos hábitos do inicio do século passado? Termino recomendando a leitura do livro dos nossos conterrâneos e que reflitam sobre cada olhar.
 Ana Rullmann
Acadêmica do 6º semestre de Letras - UNIPAMPA



Texto publicado no jornal Fronteira Meridional, edição de 17/08/2011 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A un pobre caballo viejo



¡Cuánto dolor en los ojos,
sobre su cara alargada,
muestra esa triste mirada
desde un cuerpo hecho despojos!
¿Soñaría con rastrojos,
agua fresca y buena sombra...?
Me mira y ya no le asombra
si entre iguales no relincha:
preso a un carro, por la cincha,
y a un amo cruel, que lo nombra.

¡Yo sé que serías feliz
si en paga de tu jornal
tuvieras el imbornal
con abundante maíz...!,
¡pero humillan tu cerviz
como si nada valieras,
gentes de vidas rastreras,
de alma chica y sucias manos,
que voraces, cual gusanos,
te usarán hasta que mueras!

¡Pobre compañero viejo!
El peso de tu cabeza
también carga mi tristeza,
y el desgarbado reflejo
de tu imagen, me hace espejo.
¡Quién cambiara tu destino,
pues sé que el cuerpo cansino
sobre el que trota tu alma,
añora un prado y su calma,
más que estos versos sin tino!

Darío García, Jaguarão, 13/08/2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Branca! Branca! Branca!



Qual se fosse Brancaleone, e a sua fabulosa armada
Rumo à terra prometida, lança em riste, sempre avante
A caminho de Aurocastro – a sua cidade tão sonhada -
Se assim permite Deus e não se empaca o Aquilante

Por princesa uma donzela, pura e casta e intocada
Bem, digamos, quase pura... e intocada... quem garante?
Vai adiante o nosso herói, que se engajou numa cruzada
Disparando de uma peste; mas isso, claro, é irrelevante

Volta em busca do seu feudo - o seu destino derradeiro -
Mas há sempre um desafiante que insiste em derrotá-lo
Desta feita é um bizantino: falso, esnobe e encrenqueiro!

E Branca!Branca! - a mente branca, feito sino sem badalo
Avança para entrar na história como o eterno cavaleiro
Que jamais venceu algum embate, mas por culpa... do cavalo!

                         Martim César Gonçalves

Nesta quinta feira é dia de cineclube com o espetacular Brancaleone e sua armada invencível!

50 ANOS DA LEGALIDADE / EVENTO 18 DE AGOSTO




Pelotas lembra os 50 anos da Legalidade
 
Os 50 anos da Campanha da Legalidade ( agosto/setembro de 1961) começam a ser lembrados em Pelotas nesta quinta (18) , com um evento que tem como parceiros  a 5ª Coordenadoria Regional de Educação ( organizadora) , o Instituto Mário Alves ( IMA), o Instituto Federal Sul-rio-grandendense ( IF-SUL) e a  Bibliotheca Pública Pelotense (BPP). Aberto ao público em geral , mas voltado prioritariamente aos professores das 126 escolas da área da 5ª C.R.E , o encontro se estende por todo o dia e contempla painéis, mostra visual , depoimentos e oficina. Abertura às 8:30 horas e encerramento às 17 horas. No salão nobre da Bibliotheca.

   Confira a programação
 
8 h - Credenciamento
8:30 h - Abertura
9 h - Painéis
11:30 h - Visita à Exposição O Movimento
da Legalidade
14 h - Mesa Redonda / Depoimentos
16:15 h - Oficina: A Legalidade na Sala
de Aula / Possibilidades para o ensino
17 h - Encerramento

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ruas que são Livros - Uma Terra Só


No sábado, 20 de agosto, a rua ao lado do Mercado Público será batizada com o nome de "Uma Terra Só" em homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee.
O evento tem inicio na Casa de Cultura as 15 horas com sessão de autógrafos das obras Contos de Verdades e Uma Terra Só do escritor jaguarense, seguido da Solenidade de denominação da rua.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Unipampa Jaguarão: XVII Jornada de Ensino de História e Educação




A XVII Jornada de Ensino de História e Educação que terá como tema geral o “Ensino de História no CONESUL: Patrimônio Cultural, Territórios e Fronteiras” propõe a discussão com acadêmicos, pesquisadores, docentes, discentes e comunidade em geral de temas relacionados ao ensino de história e perspectivas investigativas nesta área de conhecimento, tangenciados pela formação de docentes e o ensino no CONESUL, com ênfase nos territórios de fronteiras.
A programação conta com Conferencistas do Brasil e do Uruguai e painéis temáticos que debaterão sobre o Ensino de História no Cone Sul, Patrimônio Cultural e Identidades. Estão previstas também oficinas para professores, acadêmicos e público em geral e circuitos patrimoniais pela cidade em pequenos grupos com vistas a pontos históricos de Jaguarão. A Jornada conta com a parceira de várias instituições de ensino superior, GT de Ensino de História – ANPHU\RS, FAPERGS, CAPES e Prefeitura Municipal de Jaguarão, através da SECULT.

Primeiras 50 vagas gratuitas para docentes da rede municipal
Período: 22 a 24 de agosto de 2011
Carga horária: 30h
Local: UNIPAMPA - Campus Jaguarão
Certificado: certificação por participação

Local de inscrições:
No local do evento para ouvintes e online para apresentadores e ouvintes.


Período de inscrições:
Para ouvintes de 21/6/2011 até a data de abertura do evento.
Para apresentadores (pôsteres e comunicações) até 30/07.



Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...