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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jaguarão terá uma escola técnica do Instituto Federal Sul-rio-grandense


Dos cerca de 40 novos polos aprovados pelo Governo Federal, este será o único criado no Estado


O Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, autorizou, em Brasília, a criação de um polo presencial do IFSul em Jaguarão. Dos cerca de 40 novos polos aprovados pelo Governo Federal, este será o único criado no Estado.


Com a decisão, a escola passará a ser a segunda do instituto na região de fronteira com o Uruguai. De acordo com o reitor Antônio Carlos Barum Brod, a aprovação é resultado de um trabalho que vem sendo realizado nos últimos anos, fruto da política de relações internacionais desenvolvida pela instituição.  "Mais uma vez o IFSul está sendo reconhecido pelo seu trabalho", observa o reitor, recordando que o instituto inovou  e teve sucesso ao implantar há dois anos o campus avançado de Santana do Livramento - primeiro da América Latina a oferecer cursos binacionais, fato que pesou a favor da instituição.

"Essa inovação se deu através da execução de projetos de qualificação profissional desenvolvidos em parceria entre o IFSul e o Conselho de Educação Técnico Profissional da Universidade do Trabalho do Uruguai (CETP-UTU)", observa a titular da Assessoria de Assuntos Internacionais, Lia Pachalski, referindo-se aos primeiros cursos binacionais.

Jaguarão está localizado numa microrregião ainda não atendida pela Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. É um município estratégico para o programa de escolas binacionais e para articulação entre os ministérios da Educação e da Integração Nacional. De acordo com Brod, esses foram os argumentos defendidos junto ao Ministério da Educação e determinantes para a decisão da implantação do polo.

"Autoestima elevada, carreira promissora e perspectivas de um futuro melhor através da educação. Com essa escola em Jaguarão, os ganhos são imensuráveis e vão fazer a diferença no desenvolvimento desta importante região de fronteira, a exemplo de Santana do Livramento", destaca o dirigente.

O polo presencial funciona como um campus, porém com características diferenciadas. São escolas de menor porte, planejadas para receber dez docentes e seis técnico-administrativos. A unidade em Jaguarão vai atender áreas prioritárias, oferecendo cursos técnicos de nível médio.

O próximo passo agora é avaliar quais cursos serão ofertados, o que acontecerá após análise detalhada das principais demandas da região, levando em consideração os projetos já desenvolvidos pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), nas áreas de Mecânica Industrial e Restauro do Patrimônio Edificado.

Os recursos a serem investidos serão definidos a partir das necessidades decorrentes da implantação.

O espaço

Em relação à infraestrutura, em acordos anteriores ficou acertado que a prefeitura de Jaguarão oferecerá o espaço para o funcionamento da escola. Várias áreas já foram disponibilizadas para que possam ser avaliadas pelo instituto. A previsão é de que a implantação ocorra até o fim deste ano.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Reunião no Consulado Brasileiro debate intercambio na educação



El 31/07/2012 se llevó a cabo una reunión en la sede del Vice Consulado de Brasil en Río Branco, con el fin incrementar el intercambio de puntos de vista en lo que hace al direccionar la oferta educativa a nivel terciario de acuerdo a la realidad y necesidades de la zona fronteriza.

Entre otros temas se comparó los ciclos básicos de enseñanza secundaria de ambos países para el ingreso al nivel terciario y técnico, la implementación de nuevos cursos de idioma español y portugués para propender a una mejor inserción en los centros educativos, etc.

Participaron de la referida reunión el Director de la UNIPAMPA, Lic. Mauricio Aires; la Coordinadora de Cursos de la UNIPAMPA , Prof. Carmen Nogueira; la Secretaria de Educación de la Prefeitura de Yaguarón, Prof. Maria da Graça; la profesora de cursos de español brindados por el Consulado de Uruguay en la UNIPAMPA, Prof. Miriam Chafado; el profesor de cursos de portugués del Vice Consulado de Brasil, Prof. Alejandro Olivera; Cónsul de Uruguay en Yaguarón, Daniel Botta y Cónsul de Brasil en Río Branco, Sergio Ribeiro.



quinta-feira, 29 de março de 2012

Tarso instala Fórum Gaúcho Oriental de Educação, Cultura, Tecnologia e Inovação em Jaguarão

Prefeito fez homenagens ao governador Tarso Genro e à ex Reitora da Unipampa, Mª Beatriz Luce
Fotografia Caco Argemi . Palácio Piratini

O Governador Tarso Genro esteve em Jaguarão, na manhã de hoje (28 março), na cerimônia de abertura do I Fórum Gaúcho Oriental de Educação, Cultura e Inovação Tecnológica. Antes ele participou de um breve encontro no Gabinete do Prefeito Cláudio Martins, onde foi recepcionado por autoridades do município e representantes de entidades. Na sequência Tarso Genro foi para o Auditório da Unipampa, onde palestrou sobre o tema “Integração Regional e Cultura”, defendendo o ensino bilíngue nas escolas da região da fronteira e o fortalecimento de iniciativas conjuntas com o Uruguai.

Definido em reuniões técnicas com o presidente uruguaio José Mujica, no ano passado, na Capital, o Fórum serviu para debater a implementação do ensino bilíngue nas escolas da região. Ao destacar a integração das fronteiras, o governador disse que a união entre os países fortalece as economias. "Também valoriza a base produtiva local instalada, para que ela se modernize, agregue valor, gere empregos e distribua rendas".
O encontro debateu medidas para a alfabetização digital. O objetivo é área de tecnologia, Brasil e Uruguai estabeleceram acordo de cooperação no desenvolvimento de parques tecnológicos e incubadoras e na organização de um programa de coincumbação RS/Uruguai. "Esse seminário tem a finalidade de aproximar povos e governos que têm a mesma visão crítica da globalização, liderada pelo capital financeiro internacional que influi sobre a vida pública e dos estados",afirmou.

A Diretora do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai, Andrea Vignolo considerou o encontro positivo. "Esperamos que todas essas ações que estão sendo discutidas possam realmente ser efetivadas, tendo impacto real no cotidiano das populações".

O Prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, que  na oportunidade fez a entrega da medalha Mérito Cidade de Jaguarão a Tarso Genro e à ex-reitora da Universidade Federal do Pampa, Maria Beatriz Luce, ressaltou que o RS é o Estado que tem o maior número de cidades de fronteira. "Essas ações de integração de fronteira precisam ser transversalizadas numa perspectiva de desenvolvimento do Brasil e do Uruguai. O governador Tarso tem preconizado isso nas suas ações."
Na área cultural, os governos definiram um intercâmbio que prevê a apresentação de uma mostra do RS em Montevidéu. A exposição deve ser realizada em maio. A ideia do Fórum é constituir um espaço institucional de cooperação entre o Ministério de Educação e Cultura do Uruguai e as secretarias de governo do RS (Seduc, Sedac e Ciência, Tecnologia e Inovação).

Texto : Sec. de Comunicação /Governo do Estado , editado  pelo DeCom-PMJ .

terça-feira, 27 de março de 2012

Audiência Pública discute implantação de Escola Técnica Binacional em Jaguarão


Prof. Ricardo P. Costa- futuro diretor do IF-Sul Jaguarão - Foto Fernanda Cassel


A Prefeitura Municipal de Jaguarão tem intensificado a mobilização em torno de uma ação que vai transformar para melhor a vida de muitas pessoas na fronteira: a implantação da escola técnica binacional em Jaguarão.

Na quarta-feira (21), no Auditório da Unipampa, foi realizada mais uma audiência pública para discutir o tema. A atividade contou com a participação especial do Professor Ricardo Pereira Costa, atual diretor do Campus IF-Sul Camaquã e futuro diretor do Campus Jaguarão, conforme anúncio oficial do Reitor Antônio Brod.

A cerimônia de abertura da audiência contou com as presenças do Prefeito Cláudio Martins, da Secretária de Educação, Maria da Graça Souza, do Presidente do Legislativo, Ênio Rigatti, do Diretor da Unipampa Jaguarão, Maurício Vieira, da Presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Maria Túlia Arence e da Presidente do Conselho Municipal de Educação, Ana Helena de Ávila.

A Secretária Maria da Graça falou sobre o trabalho que a Secretaria de Educação vem realizando na parceria deste projeto e enfatizou os benefícios que Jaguarão terá com a implantação da escola. “Nossos jovens não precisarão mais colocar a mochila nas costas e ter que buscar qualificação em outras cidades. Eles irão encontrar essa oportunidade de educação profissionalizante aqui, irão garantir seu futuro, contribuirão com a vida de suas famílias e certamente com o desenvolvimento do município”, colocou Maria da Graça lembrando também que hoje Jaguarão comemora o crescimento da Universidade Federal do Pampa e possui um pólo da Universidade Aberta do Brasil.

Para o Prefeito Cláudio Martins é uma grande alegria poder ver o crescimento deste projeto que a cada dia vem se fortalecendo ainda mais. “ É uma satisfação saber que o Ricardo será o futuro diretor do Campus Jaguarão. Ele é uma pessoa de extrema dedicação no que faz, tem uma trajetória de sucesso  e sabemos que ele está comprometido e trabalhando firme neste processo de implantação da escola técnica binacional em Jaguarão”, afirmou.

Cláudio Martins ainda salientou o importante envolvimento das instituições uruguaias e dos dirigentes do IF-Sul, assim como a mobilização da sociedade que é fundamental neste processo. “Nós vamos continuar com um ritmo forte de trabalho sobre esse tema, pois acreditamos que esse projeto é de fundamental importância para o desenvolvimento da nossa fronteira”.

Após o encerramento da cerimônia de abertura o Professor Ricardo Costa fez uma breve apresentação do IF-Sul e mostrou um vídeo em que o público visualizou a consolidação do campus Camaquã e a qualidade dos projetos desenvolvidos, que têm ganhado destaque nacional e internacional.

Sobre o campus Jaguarão ele afirmou que o mesmo faz parte de um plano de ação do Instituto e possui um cronograma de ações. O trabalho das equipes, que está em andamento, já resultou em uma pesquisa prévia sobre o perfil local e dentro de duas semanas já deve estar com uma prévia do levantamento feito no Uruguai.

Hoje Jaguarão faz parte da terceira fase de expansão, junto com outros três municípios que já estão confirmados para receber as escolas técnicas federais.

Também prestigiaram a audiência o Juiz Dr. Cleber Fernando Pires, os vereadores Ariom Moreno e Oberte Paiva, a Diretora da Escola Técnica de Rio Branco, Sandra Garati, os Secretários Municipais, Paulo Vieira (Desenvolvimento Econômico), Alencar Porto (Cultura e Turismo), Lisandro Lenz (Desenvolvimento Rural), Patrícia Cunha (Fazenda) e Marcelo Victória (Ciadania), representantes de diversas instituições de ensino do município, entre outros.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Audiência Pública discute implantação de Escola Técnica Binacional em Jaguarão nesta quarta-feira


A Prefeitura Municipal de Jaguarão convida a comunidade da fronteira Jaguarão-Rio Branco para participar da Audiência Pública que irá discutir a implantação da Escola Técnica Binacional no município.

A atividade que está marcada para quarta-feira (21), às 19h, no Auditório da Unipampa, vai contar com a presença do futuro diretor do Campus Jaguarão, Professor Ricardo Pereira Costa.

Entre os assuntos em destaque estão a apresentação do IF-Sul, a consolidação do Campus Camaquã, que atualmente é dirigido pelo Professor Ricardo Costa e o processo do futuro campus Jaguarão.

Outras informações podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Educação ou pelo telefone 3261.2003.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

IF-Sul confirma campus binacional em Jaguarão

Foto Divulgação-Prédio da antiga Sec. de Obras foi cedido pela Prefeitura Municipal

O prefeito Cláudio Martins recebeu ofício do reitor do Instituto Federal Sul-rio-grandense (If-Sul), Antônio Carlos Brod, confirmando a implantação de um campus binacional no município e apresentando o professor Ricardo Pereira Costa como futuro diretor do campus de Jaguarão.

Esse documento é a consolidação do processo e demonstra a força deste projeto. Com essa indicação do futuro diretor já temos alguém que irá cuidar dos cursos e também das obras de adaptação do prédio que a prefeitura cedeu para instalar o campus”, disse o prefeito. De acordo com a assessora de Assuntos Internacionais do IF-Sul, Lia Pachalski, a implantação do campus em Jaguarão vem sendo trabalhada em um esforço conjunto com foco na integração. “Jaguarão faz parte desta missão e queremos trazer pra cá educação de qualidade e profissional na área tecnológica”, destacou.

A assessora entregou ao prefeito o material gráfico produzido pelas instituições do Brasil e Uruguai, mostrando os resultados concretos obtidos no campus de Santana do Livramento, onde foi implementado um projeto pioneiro na América Latina, que permite a estudantes brasileiros e uruguaios dividirem a mesma sala de aula e conquistarem um certificado binacional.

Desenvolvimento da fronteira
Para Cláudio Martins o início dos cursos profissionais em Jaguarão vai, sem dúvida, contribuir significativamente não apenas com a vida dos futuros profissionais, mas também com o desenvolvimento da fronteira Jaguarão-Rio Branco. Uma das propostas de curso em estudo para o campus Jaguarão é na área de restauro. 

Sobre essa proposta a ideia inicial é capacitar docentes na área de restauro e trabalhar também com a capacitação da mão de obra civil, para que esses profissionais tenham conhecimento e entendimento sobre patrimônio de forma diferenciada das novas construções. Em maio de 2011 o Conjunto Histórico e Paisagístico de Jaguarão foi tombado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Participações
Participaram do encontro em que foi repassado o ofício representantes do If-Sul, Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Universidade do Trabalho do Uruguai, Escola Técnica de Rio Branco, Unipampa, Secretaria Municipal de Educação e Instituto Federal de Minas Gerais.

Prédio
O antigo prédio onde funcionava as secretarias de Obras e de Desenvolvimento Rural será o futuro campus da Escola Técnica de Jaguarão. O local, que será cedido pela prefeitura municipal, receberá obras de adaptação com recursos do governo federal.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Rotary Club entrega Título de "Melhor companheiro" na Feira do Livro

Rotariano Dr. Vinicius entrega título Melhor companheiro a Guilherme Soares, CECAR 

Na tarde desta segunda-feira, dia 05, no espaço da Feira Binacional do Livro de Jaguarão, o Rotary Club    entregou os títulos de Melhor Companheiro a alunos das escolas da cidade. A escolha foi feita pelos próprios colegas  e o premio visa incentivar os valores de amizade e companheirismo.  

Rotarianos e alunos agraciados com o título de companheirismo exemplar
CLIQUE AQUI  para ver mais fotos no álbum da Feira do Livro 2011 no Facebook

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Coluna do Juremir: Reflexões sobre o Enem


Reproduzimos a Coluna do Juremir Machado no Correio do Povo, edição do dia 26/10/2011 

<br /><b>Crédito: </b> ARTE PEDRO LOBO SCALETSKY

Crédito: ARTE PEDRO LOBO SCALETSKY
Todo ano, na época do Enem, reflito sobre o vestibular. É o sistema mais cruel já aplicado por um país contra os seus jovens. Está baseado na falsa justiça da meritocracia. Um país sério estabelece o escore mínimo a ser alcançado por um estudante para entrar na universidade e banca vagas para todos os aprovados. Esse conhecimento mínimo é exigido em nome do bom acompanhamento das atividades universitárias. Já o vestibular cria uma competição entre os adolescentes, isenta o Estado de abrir vagas para todos e gera a ideia de que só os "melhores" devem chegar à universidade. O primeiro erro é pensar que os vencedores são, de fato, os melhores. Fazer a mesma prova no mesmo horário não estabelece igualdade na competição. As condições de preparação são profundamente desiguais. Salvo exceção, vence o que teve mais tempo e melhores condições de preparação. O vestibular reproduz a desigualdade social.

A segunda falácia do vestibular diz respeito à ideia de que só os melhores devem entrar na universidade. Por quê? É uma concepção elitista, discriminatória e oportunista. Permite a um extrato social manter a ocupação dos melhores espaços da sociedade. A universidade deve receber todo mundo e "melhorar" os menos bons ou os piores. Cada jovem deve ter o direito de ser "melhorado" nos bancos do ensino superior. Deve ser fácil entrar na universidade. Difícil tem de ser a saída. A justificativa para a utilização do vestibular sempre foi a de que não haveria recursos para bancar todo mundo na universidade. É conversa fiada. Por trás dessa racionalização esconde-se a mentalidade meritocrática de reprodução do modelo social dominante. Aos ricos, a universidade. Aos pobres, o ensino técnico. Salvo, obviamente, as exceções que confirmam as regras. O Brasil ficará muito mais decente quando o vestibular acabar.

Volta e meia alguém deixa escapar seu elitismo com um "agora qualquer um entra na universidade" ou "o ensino superior já não é mais o mesmo, pois recebe todo mundo". É isso aí. A universidade precisa receber qualquer um. Exames de saída do ensino médio também são seletivos. Podem ser feitos por fileiras (científica, literária, ciências humanas). Para vencer em cada fileira é adequado fixar um rendimento mínimo em certas matérias. Todos que atingem a meta passam a ter direito a uma vaga. Claro que é mais fácil jogar os jovens numa luta fratricida e lavar as mãos. Chama-se isso de seleção dos melhores. O governo economiza e a sociedade atualiza o mecanismo, denunciado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, da distinção social reproduzida pela educação classificatória. O Chile escolheu um modelo ainda mais perverso: a privatização total da educação. Só estuda quem pode pagar caro. É o mesmo que muitos desejam para a saúde. Um tiro no pé.

O Enem precisa transformar-se no exame único de saída do antigo segundo grau e de entrada no mundo do ensino superior. As resistências são óbvias. É muito mais simples organizar tudo como se fosse um campeonato com troféus para quem faz mais gols. Só que é injusto. A época do vestibular passou. Já é tempo de um novo tempo.
Juremir Machado da Silva 
 juremir@correiodopovo.com.br

domingo, 23 de outubro de 2011

PIBID Jaguarão- Patrimônio em Foco



O projeto PIBID/2011 – (PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA.), ligado a CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior,  tem por finalidade o incentivo à formação de docentes para a atuação na educação básica. Em Jaguarão se dá  por meio da Universidade Federal do Pampa - Pró-Reitoria de Graduação - atuando na Escola Espírito Santo. O subprojeto PIBID – Historia, que tem como tema a educação patrimonial,  busca desenvolver no ensino médio a conscientização da importância do patrimônio como parte integrante da realidade local.   Este projeto acontece na cidade de Jaguarão-RS, no Instituto Estadual de Educação Espírito Santo. 

A cidade de   Jaguarão,   está prestes a comemorar 200 anos da Freguesia e 210 anos de história.  É um município  ao sul do Rio Grande do Sul, na fronteira do Brasil com o Uruguai e, que em maio deste ano comemorou o tombamento nacional do conjunto histórico e paisagístico do centro urbano, sendo o maior tombamento em número de exemplares protegidos do Estado, bem como o primeiro tombamento Binacional: a Ponte Internacional Mauá.

A escola, hoje Instituto Estadual de Educação Espirito Santo, foi fundada formalmente, em 11 de maio de 1942, em um prédio construído no início do século XX, por iniciativa de uma ordem de padres Belgas (Premonstratenses) que estiveram na cidade por cerca de 20 anos.   Em 1942 tinha como mantenedora o IPA (Instituto Porto Alegre) onde era conhecida por IPINHA. Em 1952 foi encampada pelo Estado, e em 1957 foi agregado o nome Espírito Santo, em referência à antiga escola fundada pelos padres belgas na primeira década do século passado. Em 1970 mudou-se para o atual prédio, na rua Duque de Caxias,   conservando um acervo histórico muito interessante.

                 Carlos José de Azevedo Machado



Música Incidental do vídeo: Ritmos do Brasil
Com Eduardo Nadruz Nascimento  (Edu da Gaita)
* 13/10/1916 - Jaguarão ( R)S
+ 23/8/1982 - Rio de Janeiro (RJ)
Gaitista / Compositor

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uruguaios fronteiriços e indígenas aldeados têm oportunidade de ingresso específico na UNIPAMPA


A Universidade Federal do Pampa está oferecendo oportunidades diferenciadas de ingresso para estudantes uruguaios fronteiriços e indígenas aldeados, em dois processos seletivos específicos a estes públicos. As inscrições para ambos os editais iniciam na próxima segunda-feira, 24, e vão até o dia 20 de novembro pelo portal www.unipampa.edu.br. A seleção será realizada, em ambos os casos, por meio de uma prova de redação em Língua Portuguesa a ser realizada no dia 27 de novembro. As inscrições são gratuitas. Para o ingresso de indígenas aldeados, são ofertadas ao total 11 vagas, distribuídas nos cursos de Engenharia Civil (01) e Engenharia de Software (02) no Campus Alegrete; Agronomia (02) e Nutrição (02) no Campus Itaqui; Serviço Social (02) no Campus São Borja; Enfermagem (02) no Campus Uruguaiana. O processo seletivo específico e os cursos escolhidos surgiram de uma manifestação da comunidade indígena, e o atendimento a esta demanda com a oferta de vagas suplementares no processo seletivo específico fortalece as ações afirmativas praticadas pela Instituição. “Esta é uma oportunidade desafiadora para a UNIPAMPA, que mais uma vez inova no seu processo seletivo”, avalia o coordenador de Processo Seletivo, Carlos Dilli.

O processo seletivo para uruguaios fronteiriços é específico aos residentes nas cidades de Rio Branco e Rivera, no Uruguai, vizinhas das cidades de Jaguarão e Santana do Livramento, respectivamente. Para os candidatos de Rio Branco, são ofertadas vagas em todos os cursos do Campus Jaguarão: Gestão do Turismo (5 vagas); História (05); Letras – habilitação em Língua Portuguesa e Língua Espanhola – Integral (05); Letras – habilitação em Língua Portuguesa e Língua Espanhola – Noturno (05); Pedagogia (05). No Campus Santana do Livramento, os candidatos de Rivera podem concorrer a vagas nos cursos de Relações Internacionais (02), Administração – Noturno (02) e Administração – Matutino (02). A oferta de vagas nesta modalidade atende ao Decreto 5.105/2004, um acordo sobre a permissão de residência, estudo e trabalho a nacionais fronteiriços brasileiros e uruguaios.Os candidatos precisarão comprovar a residência nessas cidades, e serão aceitos para fim de inscrição e identificação a cédula de identidade ou o passaporte.“O ingresso de fronteiriços favorece o intercâmbio entre os países e fortalece os laços da cultura e a troca de conhecimentos da comunidade discente”, comenta o coordenador acadêmico do Campus Jaguarão, Maurício Aires Vieira. Na avaliação do professor, a oportunidade de ofertar um curso aos uruguaios que vivem tão próximo aos campus da UNIPAMPA gera grande expectativa, assim como as ricas trocas culturais possíveis dessa convivência entre fronteiriços e estudantes de todo o Brasil que ingressam na UNIPAMPA pelo Enem.“Com as novas formas de ingresso que a UNIPAMPA oferece poderemos abrir ainda mais espaço a todas as culturas e etnias”, afirma Carlos Dilli. O coordenador de Processo Seletivo explica que as vagas ofertadas nestes processos seletivos não concorrem com as demais vagas ofertadas para ingresso pelo Enem, por se tratarem de vagas suplementares destinadas a este ingresso em especial.

Prova de seleção

Para ambos os editais, os candidatos irão prestar uma prova de redação no dia 27 de novembro. A prova irá avaliar os conhecimentos adquiridos durante o Ensino Médio por meio dos aspectos leitura e interpretação textual; argumentação e dissertação; produção de textos. As provas tanto para fronteiriços quanto para indígenas iniciam às 14h, e o candidato deve apresentar-se com no mínimo 30 minutos de antecedência no local da prova portando o comprovante de inscrição, que deve ser impresso no ato da inscrição, e o documento de identidade utilizado na inscrição, que permita identificação por foto e conferência da assinatura.Para o processo seletivo específico a indígenas aldeados a prova será aplicada no Campus Passo Fundo do Instituto Federal Sul-rio-grandense (Estrada Perimetral Leste, 150). A cidade foi escolhida por ser a mais próxima e de melhor acesso para os índios aldeados da região norte do Estado. As provas para os uruguaios fronteiriços serão aplicadas no campus para o qual o candidato se inscreveu, no Campus Jaguarão (Conselheiro Diana, 650 – Bairro Kennedy) ou no Campus Santana do Livramento (Barão do Triunfo, 1048 – Centro).

Fonte : www.unipampa.edu.br



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Unipampa Jaguarão: XVII Jornada de Ensino de História e Educação




A XVII Jornada de Ensino de História e Educação que terá como tema geral o “Ensino de História no CONESUL: Patrimônio Cultural, Territórios e Fronteiras” propõe a discussão com acadêmicos, pesquisadores, docentes, discentes e comunidade em geral de temas relacionados ao ensino de história e perspectivas investigativas nesta área de conhecimento, tangenciados pela formação de docentes e o ensino no CONESUL, com ênfase nos territórios de fronteiras.
A programação conta com Conferencistas do Brasil e do Uruguai e painéis temáticos que debaterão sobre o Ensino de História no Cone Sul, Patrimônio Cultural e Identidades. Estão previstas também oficinas para professores, acadêmicos e público em geral e circuitos patrimoniais pela cidade em pequenos grupos com vistas a pontos históricos de Jaguarão. A Jornada conta com a parceira de várias instituições de ensino superior, GT de Ensino de História – ANPHU\RS, FAPERGS, CAPES e Prefeitura Municipal de Jaguarão, através da SECULT.

Primeiras 50 vagas gratuitas para docentes da rede municipal
Período: 22 a 24 de agosto de 2011
Carga horária: 30h
Local: UNIPAMPA - Campus Jaguarão
Certificado: certificação por participação

Local de inscrições:
No local do evento para ouvintes e online para apresentadores e ouvintes.


Período de inscrições:
Para ouvintes de 21/6/2011 até a data de abertura do evento.
Para apresentadores (pôsteres e comunicações) até 30/07.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Na fronteira o portunhol não é debilidade, é fortaleza.

Reproduzimos matéria do El País Digital - UY, caderno Ciudades,  sobre o aproveitamento do portunhol como aliado na aprendizagem.

 

Buen impacto académico en escuelas con portugués

Frontera. Algunos niños de centros bilingües mejoraron sus textos en castellano
FREDDY FERNÁNDEZ Y MARÍA E. LIMA

En escuelas de la frontera con Brasil se corregía como incorrecto el portuñol, lo que provocaba baja actuación académica. En muchos casos hoy eso cambió. Hay 38 escuelas fronterizas en las que enseñan en portugués y proyectan que sean más.
Varias ciudades de departamentos del Norte del país son bilingües: se caracterizan por la presencia del español y del portugués. Además, en esas regiones se hablan otras variedades lingüísticas, denominadas comúnmente "Portuñol", "Fronterizo" o "Brasilero" y en trabajos científicos se les llama DPU (Dialectos Portugueses del Uruguay) o portugués uruguayo (ver infografía).
"La compleja situación sociolingüística de la zona fronteriza no ha sido tenida en cuenta en la educación en esa región. El rol tradicional de la escuela ha sido el de trabajar con el objetivo de reforzar y promover el uso del español y corregir las `hablas incorrectas` típicas de la zona. Como consecuencia, los resultados educativos han sido tradicionalmente muy magros en esta zona", indica el informe del Consejo de Educación Inicial y Primaria (CEIP) "Portugués del Uruguay y educación bilingüe", elaborado en 2007 por Nicolás Brian, Claudia Brovetto, Javier Geymonat, Ana María Carvalho y Luis Behares.
Sin embargo, hoy en día, en comparación con ese informe de 2007, la realidad ha cambiado, al menos en gran parte de las escuelas públicas fronterizas con Brasil. "Se fue la onda del desprestigio del portuñol", considera Lucía Rodríguez, maestra directora de la escuela 45 del barrio Progreso, ubicada en la periferia de la ciudad de Rivera, zona urbana donde es más común el uso del portuñol.
Rodríguez sostiene que "en algunos casos el uso de dialectos actúa como una debilidad. En muchos otros, como una fortaleza. Si se pretende enseñar en zonas de frontera como la nuestra y en contextos como el de nuestra escuela partiendo del español, puede producirse un corte ya que en muchos casos no es la lengua materna. Por ello, dificulta la comunicación (entre alumnos y maestros)". En cambio, "si se hace del dialecto un aliado y se enseña el español conjuntamente con el contenido, lo veo como una fortaleza", indica la maestra de la escuela 45 de Rivera.
Ese centro educativo público es bilingüe, allí se enseña en español (lengua oficial) y en portugués (brasileño).

domingo, 10 de abril de 2011

Caso Realengo. Em defesa da Educação, da Escola e dos Professores

Publicamos a seguir, carta da Professora de Letras da Unieuro de Brasília,  Ruth Ester Poitevin, sobre o caso Realengo e as repercussões na mídia.

Será mesmo que tudo é culpa da Educação, da Escola e dos Professores?
Qual é a minha parte como mãe, como pai,  como família no comportamento da criança, do adolescente, do jovem?
Será mesmo que os professores e as escolas deverão tomar para si uma responsabilidade que é dos pais - a de criar um filho emocionalmente saudável, preparado para viver em sociedade, que tenha respeito e dignidade?
Estou cansada de ouvir frases como estas que ouvi da imprensa nesta semana: "A educação, no Brasil, está falida" ; "As escolas, no Brasil estão atrasadas, são obsoletas!"; "Os professores brasileiros são despreparados; não sabem lidar com crianças, com os jovens muito menos".
Realmente, ninguém que seja professor está preparado para assumir responsabilidades que não são suas, muito menos criar e educar filhos de outros.; ser agredido, verbal ou fisicamente por crianças e jovens emocionalmente perturbados!
É fácil  responsabilizar os outros pelo nosso fracasso como pais, pela nossa omissão perante os atos de nossos filhos. É conveniente passar para os outros uma responsabilidade que é nossa, porque jamais seremos cobrados!
Professor, colega! Chega de sermos  chamados de irresponsáves, despreparados, atrasados, obsoletos, etc.
Está na hora de pensar e agir em relação a isso. Está na hora de cada instituição da sociedade assumir a sua função e com muita responsabilidade!

Professora  Ruth Ester Poitevin

terça-feira, 15 de março de 2011

Implantação de Escola Técnica Federal de fronteira em Jaguarão

terça-feira, 15 de março de 2011

Miriam Marroni e reitor do IFSul debatem implantação de escola técnica federal de fronteira em Jaguarão


A líder de governo, Miriam Marroni (PT), esteve reunida em seu gabinete com o reitor do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Antônio Carlos Barum Brod, para debater a implantação de mais uma unidade da escola técnica federal de fronteira. Desta vez, em Jaguarão.

A intenção da deputada, que ajuda a encaminhar os projetos do governo, é de que o Estado participe da expansão do projeto piloto - inédito no Brasil - da instituição que já conta com um campus em Santana do Livramento. "Com grande interesse no fortalecimento do Mercosul, o governador Tarso entregou, no mês passado, uma lista de propostas ao governo uruguaio para a construção de uma agenda bilateral de desenvolvimento econômico, social e cultural."

Brod afirmou querer repetir o projeto de sucesso da escola técnica federal da fronteira desenvolvido em Santana do Livramento. "Para isso, o apoio da deputada estadual Miriam Marroni e o do deputado federal Fernando Marroni serão fundamentais para as articulações necessárias em Brasília". Participaram ainda da reunião o diretor executivo da reitoria do IFSul, Flávio Nunes, e a assessora de Relações Internacionais, Lia Pachalski.


Cursos binacionais

O campus avançado Santana do Livramento, do IFSul, é a primeira escola técnica federal de fronteira do país, oferecendo dois cursos binacionais. A turma do curso técnico em Informática para a Internet conta com 40 alunos distribuídos nos turnos da tarde e da noite, sendo metade deles uruguaios. Já em Rivera, no Uruguai, as atividades do curso técnico em Controle Ambiental - sob a coordenação da Universidade do Trabalho do Uruguai (UTU) - tem 50% das vagas (15) reservadas para estudantes brasileiros. Ambos tiveram início no mês passado.

O projeto das Escolas de Educação Profissional de Fronteira visa ofertar educação técnica à população das cidades fronteiras, com o objetivo de promover o desenvolvimento, através de cursos técnicos apontados pela demanda local. Além de incentivar a integração entre o Brasil e os demais países da América do Sul.
Fonte: http://miriammarroni.blogspot.com/

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...