sábado, 14 de janeiro de 2012

UFMG Educativa: Toque de Poesia - Lau Siqueira

A Rádio UFMG Educativa, no seu programa Toque de Poesia, apresentou em 2011, na voz da prof. Vera Casa Nova, uma semana dedicada à poesia de Lau Siqueira, o poeta jaguarense que mora na Paraíba. Ouça no Player abaixo o primeiro programa da série:


UFMG Toque de Poesia - Lau Siqueira


o que escrevo
é apenas parte
do que sinto

a outra parte
finjo que minto

       e acredito

Lau Siqueira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

El País Cultural: La aventura de los Stein


MATISSE, CÉZANNE, PICASSO
La aventura de los Stein
Rosario Peyrou
(Desde París)

GERTRUDE STEIN fue una figura clave para la "generación perdida" de escritores norteamericanos que vivieron en París en los años 20 (ella misma denominó así al grupo que entre otros, integraron Hemingway y Scott Fitzgerald). Pero antes, su nombre estuvo ligado al núcleo fundador de la pintura moderna: a Picasso, Matisse, Cézanne, Renoir, Delaunay, Juan Gris. Esos dos papeles -el de mecenas y el de "primera lectora" de jóvenes escritores- bastaron para consolidar su lugar en las vanguardias del siglo XX, mucho más que sus experimentos de escritura "cubista", que leídos hoy no pasan de una curiosidad. De fuerte personalidad, segura de sí misma y contundente en sus entusiasmos y rechazos, consiguió incluso opacar el papel jugado por sus hermanos, también ellos coleccionistas y patrocinadores de los nuevos artistas.

El Grand Palais de París, el Museo de Arte Moderno de San Francisco y el Metropolitan de Nueva York han organizado juntos una exposición sobre el legendario acervo pictórico de los Stein, titulada Matisse, Cézanne, Picasso. La aventura de los Stein. La exhibición, que estuvo en San Francisco entre mayo y setiembre de 2011, se puede ver en París hasta el 16 de enero de 2012 y estará en Nueva York entre febrero y junio de 2012.

Entre dos continentes. De origen bávaro, Daniel, el padre de los Stein, llegó a Baltimore en 1841 e hizo su fortuna con la venta de uniformes militares durante la guerra de Secesión. Casado con Amelia Keyser, se instaló en Pittsburg donde nacieron sus primeros hijos Michael, Simon y Bertha. En Allegheny -cerca de Pittsburg- nacerían los dos menores, Leo (1872) y Gertrude (1874).

Gertrude tenía apenas un año cuando el padre, luego de vender la empresa a su hermano, partió para Viena con toda la familia. Luego de una estadía de un año en París, en 1879 vuelven a Estados Unidos donde Daniel funda ahora una empresa de vías ferroviarias con la misma fortuna que con los uniformes. Pero muere joven, él en 1891, tres años después de la muerte de su mujer, dejando a Michael el cuidado de la herencia de sus hermanos. El hijo mayor hará bien su trabajo y en adelante la familia podrá vivir de rentas. Interesado en el arte, Leo estudia en Berkeley, mientras Gertrude hace cursos de Psicología experimental con William James y se decide a estudiar Medicina.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pau Brasil

Escola de Arte - Pedro Oliveira - Taruke e Tarake

Qué habrá sentido Oswald cuando aquella mañana de verano (casi otoño)
abrió sin ningún énfasis las páginas del Correio da Manhá / abrió así de lentamente  con las manitos al desgaire / qué aroma a café dibujaría el aire de su pieza cuando asumió su escritura manifiesta / cuando casi terminaba de leer bárbaros crédulos pintorescos y tiernos, qué escozor de enumeración adjetival le corrió por el espinazo / habría divisado el mundo con sus ojos cariocas libres / o pensaría: “soy un revolucionario”/ heme aquí a mí, la vanguardia / yo-la-vanguardia les cuelgo la poesía en las lianas de la morriña universitaria / le voy a dar por la madre al gabinetismo / o se cogería aquí mismo en la mente (Oswald señala su sien con el dedo índice) a sus negras de Jockey a sus odaliscas en Catumbí / Porque al final de cuentas ( un final sin principio, claro), de qué iba Oswald cuando les gritaba por las páginas del matutino no más brasileños de nuestra época / qué lo ponía tan cabrón después de tanto y tanto /

Ahora Oswald agarra su pluma amaga a tachar a corregir a emborronar el diario  recién abierto / se detiene medita se frunce sorbe café lee: La poesía existe en los hechos

Gerardo Ciancio

Poesia retirada do Livro ArquitrabePARÉNTESIS editora – Colección aedas

O autor, Gerardo Ciancio (Montevideo, 1962), é docente, ensaísta e crítico literário. Publicou: La crítica literária integral (1998), La ciudad inventada (1999), Nada es igual después de la poesía. 50 poetas uruguayos del medio siglo (2005). El amplio jardín. Poesía joven de Uruguay y Colombia (coautoría), Entretextos, 1993. La cultura en el periodismo y el periodismo en la cultura. De Mario Benedetti a Maldoror  - coautoría (2007)
Em 2010 obteve o Primeiro Premio de Poesía Inédita do Ministério de Educação e Cultura Uruguay,  por seu livro Cieno 
 
O escritor esteve presente na III Feira Binacional do Livro de Jaguarão em dezembro de 2011 quando leu este poema nos Colóquios da Feira.      

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

vc repórter: arquitetura é principal atração de Jaguarão, RS

Enfermaria Militar é uma das quatro edificações tombadas em Jaguarão (RS)
Foto: Ubirajara Moura/vc repórter
Com cerca de 30 mil habitantes, a cidade de Jaguarão, a cerca de 400 km de Porto Alegre e localizada no extremo sul do País, não está entre os principais destinos turísticos do Brasil. Mas para os interessados em arquitetura, o município é de grande valia cultural, com mais de 800 prédios com fachadas conservadas com diferentes estilos arquitetônicos.

A principal atração são os portais de cada prédio clássico. O mais famoso é a Enfermaria Militar, localizado no ponto mais alto de Jaguarão, e um dos únicos que não foram reformados, sendo considerado Patrimônio da União, por pertencer ao Exército Nacional. A edificação é uma das quatro construções tombadas no município: somam-se a ela o teatro Esperança, o Mercado Municipal e a Casa de Cultura.

A Enfermaria Militar foi construída em 1880, com estilo neoclássico, e se localiza na região do Cerro da Pólvora. Tinha como objetivo servir como enfermaria para soldados e, depois, como prisão para presos políticos. Hoje, como está em ruínas, estuda-se a possibilidade de utilizá-la como museu ou com outros objetivos culturais. (já está em andamento a construção neste local, do Centro de Interpretação do Pampa, clique aqui para ver o projeto)

O teatro Esperança, construído em 1897 e também de estilo neoclássico, é considerado o terceiro melhor do País em acústica. Já a Casa de Cultura possui quase 200 anos e, atualmente, oferece cursos artísticos, além de abrigar a pinacoteca de Jaguarão. O último prédio tombado, o Mercado Municipal, data de 1864 e tem estilo colonial português, com formato lembrando o da letra "U".

Durante todo o ano, Jaguarão recebe eventos festivos. São eles: Motofest, em janeiro; Festa Crioula, em fevereiro; Exposição Internacional Meia-Lã, em março; Exposição de Cavalos Crioulos, em abril; rodeio, em maio; Semana Farroupilha, em Setembro; e Semana de Jaguarão, em Novembro.

Está na linha reta que liga Porto Alegre e Montevidéu, capital do Uruguai. De Porto Alegre, o acesso é via BR-116.

O internauta Ubirajara Moura, de Porto Alegre (RS), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Jaguarão: A Ouro Preto do Sul


Jaguarão, no extremo sul do país, encabeça investimentos de mais de R$ 6 milhões do Iphan via Ministério da Cultura como proposta de revitalização econômica a partir do patrimônio histórico da fronteira

Felipe Sáles
Casas históricas bem preservadas em Jaguarão.Fotos: Felipe Sáles
“A ‘Ouro Preto’ do Sul” é como o jornalista e historiador Eduardo Souza Soares gosta de definir sua terra natal, Jaguarão, cidade do Rio Grande do Sul que faz fronteira com o Uruguai. Nada, porém, que remeta às formas barrocas da cidade mineira. 

Em Jaguarão prevalece uma arquitetura tão eclética quanto vasta, com direito a um inventário de mais de 700 construções tombadas como patrimônio nacional, sem contar a Ponte Internacional Barão de Mauá, primeiro monumento binacional tombado. A comparação, no caso, remete à abrangência da preservação e à esperança de revitalização econômica da região a partir do patrimônio histórico, que vem sendo reformado com o aporte de mais de R$ 6 milhões do governo federal. Não à toa, o Iphan pretende instalar por lá um escritório técnico, a fim de cuidar da preservação de Jaguarão e de outras quatro cidades do sul gaúcho.

Para chegar até lá, se avança por 390 quilômetros desde Porto Alegre, atravessando uma paisagem sem fim de pradarias, pampas e bosques. Jaguarão se anuncia como uma cidadezinha ainda no século XIX: casas multicoloridas com no máximo três andares. O único sinal de trânsito das ruas, além de ponto de referência, define a calmaria predominante de uma região de rica história. Lá, o orgulho gaúcho toma proporções ainda maiores, baseado numa história recheada de lembranças heroicas.

E Jaguarão defende o Brasil

Igreja Matriz do Divino Espírito Santo: à frente, o mastro que delimitava manobras militares; 
ao fundo, o Rio Jaguarão e a cidade de Rio Branco, no Uruguai
Nem poderia ser diferente em se tratando de uma das cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, que nasceu e cresceu como acampamento militar. Em 1801, a guerra entre Portugal e Espanha mudou o destino da região. Por ordem de D. João VI, o general Manoel Marques de Souza deslocou seus soldados para expulsar os espanhóis que já tomavam a margem norte do Rio Jaguarão. Os militares ficaram por lá junto a uma pequena comunidade rural que, em 1812, deu origem à Freguesia de Serrito. Vinte anos depois, seria elevada a vila, já com o nome de Jaguarão e a primeira Câmara de Vereadores.

Em 1865, uma cavalaria uruguaia de 1.500 homens tentou invadir as terras brasileiras, mas foram duramente repelidas pelo povo de Jaguarão. O episódio ficou conhecido como Batalha do Jaguarão e reforçou ainda mais o ímpeto militar da região – algo que se reflete até hoje na arquitetura da cidade.

A história da fronteira contada pela arquitetura

 Comitiva visita o interior da Enfermaria Militar, 
que será transformada em centro cultural e de pesquisa do pampa
Um exemplo é a  Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, de estilo barroco, erguida em 1875 com altares de madeira esculpidos à mão. Na praça em frente ao templo há um insuspeito mastro que, na verdade, foi colocado para definir as margens de manobras dos veículos militares. Sem contar a antiga Enfermaria Militar, de estilo neoclássico, que fica na região conhecida como Cerro da Pólvora – onde se descortina uma vista panorâmica da cidade. Construída em 1880 para atender a oficiais e praças do exército local, acabou sendo utilizada como prisão política na ditadura militar. O local está sendo restaurado para se tornar o futuro Centro de Interpretação do Pampa da Universidade Federal do Pampa, também sediada lá. A ideia é que o espaço seja um centro de cultura e um local de pesquisa e extensão universitária, tendo por base o estudo da história de vida na fronteira.

Jaguarão guarda ainda outras preciosidades como o Teatro Esperança, também em estilo neoclássico, fundado em 1897 e que só parou de funcionar há cerca de um ano, por conta das obras de revitalização. O espaço, todo feito em madeira, é considerado o terceiro melhor do país em acústica e, no início do século passado, sediou até touradas graças a uma engenharia que permitia os animais passarem por debaixo do palco.

Ponte Mauá, primeiro monumento binacional tombado. Foto: divulgação
A Ponte Internacional Barão de Mauá, oficialmente tombada como o primeiro patrimônio cultural do Mercosul – e também alvo de reformas –, possui nove arcos que se duplicam no reflexo do rio e são adornados por uma bela vista do pôr-do-sol.  Do lado de lá, onde se chega após cinco minutos de caminhada, há ainda o Balneário da Lagoa Mirim, um paraíso ecológico em meio a cassinos e lojas do sistema free shop. Resumindo: nas palavras do desenhista e escritor Aldyr Garcia Schlee, natural de Jaguarão e criador da camisa canarinho da Seleção Brasileira, "os habitantes vão ao exterior sem sair do interior".

A ponte foi inaugurada em 1930 por conta de uma dívida do Uruguai. Isso porque D. Pedro II concedeu vários empréstimos ao país vizinho, cuja recém emancipação era ameaçada pelo general argentino Juan Manuel de Rosas. O Uruguai salvou-se, mas, em compensação, devia cinco milhões de pesos em 1919 – dívida, então, transformada em ponte. Assim como este, vários outros monumentos estão em estudo pelo Iphan para comporem um conjunto arquitetônico do Mercosul.

Jardim da casa de Carlos Barbosa
Destacam-se também o Mercado Público Municipal, que a prefeitura pretende transformar num centro turístico-comercial de vista privilegiada, às margens do rio Jaguarão, próximo à ponte. Sem contar o Museu Carlos Barbosa, na casa do ex-presidente da Província erguida em 1896 – programa imperdível para quem quer, definitivamente, embarcar num túnel do tempo. A impressão é de que os moradores acabaram de deixar a residência. Talheres, roupas, brinquedos, bijuterias, tudo está intacto à disposição dos visitantes. Há, por exemplo, uma banheira de mármore com irônicas alças de caixão – já que, na época, achava-se que tomar banho prejudicava a saúde – e um lustre cujas lâmpadas, reza a lenda, funcionam desde o início do século XX.

Autoestima da fronteira

Na última semana, o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, estiveram na região visitando as obras de restauração. A expectativa é de que as reformas sejam concluídas até 2013. A ministra caminhou pela cidade, visitou os principais patrimônios e mostrou-se encantada com o orgulho da população pela história da região.

“A cultura tem a capacidade da transversalidade com outras áreas e também entre fronteiras, pois dialoga com os valores do cidadão, com sua história e memória. Temos de preservar, reconhecer e incentivar a diversidade cultural”, comentou.

No detalhe, a balança da família Barbosa Gonçalves
O prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, explicou que a valorização do patrimônio é uma aposta na recuperação econômica da cidade.

“Não temos perspectiva de crescimento a não ser no turismo. O último censo mostrou que perdemos mais de 15% da população, justamente porque os jovens aqui não têm qualquer perspectiva. Daí a importância de valorizar a história do pampa, da fronteira, como fortalecimento da nossa identidade e atrativo turístico”, argumenta.

O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, aposta na valorização do patrimônio como resgate econômico da região – além, principalmente, de melhorar a autoestima da população.

“Em Minas Gerais, com a derrocada econômica após o encerramento do ciclo do ouro, várias cidades do interior só se revitalizaram a partir do turismo histórico. E a região do extremo sul gaúcho tem um enorme potencial para ser explorado, que esperamos ajudar com a reforma dos monumentos após décadas de abandono”, lembra.

Circuito histórico da fronteira

Caixa d'Água de Pelotas: uma das quatro do mundo e única ainda em funcionamento
Daí a importância do projeto de montar um escritório técnico do Iphan em Jaguarão, atualmente tramitando no Ministério do Planejamento. O setor ficaria responsável ainda por Piratini, Rio Grande, Magé e Pelotas – mais uma cidade visitada pela comitiva na semana passada.

Os pelotenses comemoraram a reinauguração da Caixa d’Água da Praça Piratinino de Almeida, um conhecido ponto de abandono da cidade. A Caixa d’Água foi importada da França em 1870 e, até 2009, ainda fornecia água para a área central da cidade. O reservatório, com capacidade para armazenar 1,5 milhão de litros de água, pesa cerca de 300 toneladas. É um dos mais importantes exemplares da arquitetura em ferro no Brasil e, como este, há apenas outros três no mundo. A reforma, toda bancada pelo Iphan, custou R$ 2,3 milhões e vem sendo feita desde 2009.

A Casa Oito, em Pelotas, passa por restauração minuciosa
Só falta, porém, a contrapartida da Prefeitura de Pelotas, que desde o início da obra ficou responsável pelo projeto paisagístico e de reforma da praça, o que até hoje não aconteceu. O prefeito Adolfo Fetter Júnior argumentou que as máquinas que trabalhavam na reforma da Caixa d’Água impediam a realização do projeto, mas que tudo será feito a partir de agora.

“Vamos enviar o projeto ao Iphan, que precisa antes aprovar o que vamos fazer na praça. Não adiantava fazermos nada antes para não atrapalhar a reforma da Caixa d’Água”, justificou o prefeito.

Em Pelotas, a comitiva esteve também na Casa Oito, o casarão mais antigo e refinado da cidade que vai sediar o Museu do Doce e o Museu da Arqueologia, além de cinema, auditório e outros espaços. O local será mantido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Na restauração trabalham técnicos que repassam o conhecimento para os 200 operários envolvidos.
“É uma forma de qualificar e capacitar a mão-de-obra dentro do trabalho de restauro, exemplo de como o patrimônio pode gerar emprego e renda”, explica Luiz Fernando de Almeida.



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Laguna Merín, un balneario ideal para practicar kitesurf


Cerro Largo. Lo eligen referentes regionales de ese deporte


LAGUNA MERÍN | NÉSTOR ARAÚJO

Las características de las aguas y del viento hacen de Laguna Merín un lugar ideal para practicar kitesurf. Este es uno de los motivos que llevaron a instalarse en ese balneario al presidente de la Asociación Argentina de Kitesurf, Alberto Anido.

Laguna Merín -a la altura del balneario Lago Merín en Cerro Largo- vio surgir los primeros adeptos en el año 2006 y rápidamente se ha transformado en un sitio predilecto para la práctica de este deporte acuático. Lo visitan deportistas de Argentina y del Sur de Brasil.
En el lugar encuentran un enorme espejo de agua dulce templada, poco profunda, con playas de finas arenas, sin la presencia de arboledas, cables eléctricos y construcciones cercanas. Quienes lo practican dicen que es el escenario perfecto debido "al régimen de vientos muy favorable, que prácticamente siempre empujan a los deportistas hacia una orilla", dijo Ricardo Pérez Tambasco, radicado en Río Branco, quien entrena sistemáticamente en las costas del balneario junto a una decena de compañeros a los que, este verano, se le sumaron brasileños y argentinos.

"Tales características trajeron a instalarse al balneario al presidente de la Asociación Argentina de kite, Alberto Anido, uno de los mayores exponentes del kitesurf", contó Pérez Tambasco. Explicó que el kite o kiteboarding "es un deporte que nació con el inicio del nuevo milenio y permite deslizarse sobre el agua con una pequeña tabla, mediante la tracción de una cometa (kite), impulsada por la fuerza del viento".

Dijo, además, que el kiteboarding es colorido, rápido, atractivo y lleno de acción y se comenzó a practicar a en la Laguna Merín y motivó a exponentes internacionales, "quienes se han enterado rápidamente de las bondades de esta zona".

De acuerdo a la información aportada por los deportistas que se concentran en Lago Merín los fines de semana, este deporte es practicado en costas o playas de ríos, lagunas o en el mar, que cuenten con espacios abiertos despejados de obstáculos, siendo suficiente que el agua apenas llegue a la altura de las rodillas.


"El kite no distingue género y prácticamente no tiene restricciones de edad. Si bien se practica solo, es un deporte en el que se cultivan los principios de grupo, solidaridad y apoyo mutuo", aseguró Pérez. "Todos escuchamos los consejos de Alberto Anido y siempre está dispuesto a apoyarnos en la zona", sostuvo Pérez Tambasco.

"Él ha sido quien permitió la difusión de la Laguna Merín en Buenos Aires, trajo la primera escuela de kite y nos mantiene al tanto de las últimas novedades del deporte en el mundo", contó.



Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...