sábado, 19 de maio de 2012

III Canto do Jaguar - Nei Lisboa - Telhados de Paris


Show de Nei Lisboa no III Canto do Jaguar - Jaguarão- RS - Março de 2010
Telhados De Paris (Nei Lisboa)
Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito


O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

Novo Espaço: Prefeitura inaugura sala de leitura na Biblioteca Pública Municipal

Prefeito Cláudio Martins e a importância do acesso aos livros - Foto Fernanda Cassel
A partir de agora a comunidade jaguarense conta com mais um espaço dedicado à leitura, onde estão disponíveis para todos, gratuitamente, diversas obras de qualidade além de dvd’s e gibis infantis.

A nova sala de leitura da Biblioteca Pública foi inaugurada na quinta-feira, 19 de abril de 2012,  pela Prefeitura Municipal através da Secretaria de Educação.  “Este espaço tornou-se realidade via Programa da Biblioteca Nacional, dentro do Projeto de Modernização das Bibliotecas, que disponibilizou mobiliário e acervo bibliográfico”, explica a Secretária Adjunta de Educação Roseli Calvete, que informa ainda que em breve a sala receberá o acervo tecnológico.

Durante a cerimônia de inauguração o Prefeito Cláudio Martins falou sobre a importância do acesso aos livros e das políticas de educação de um modo geral, bem como o poder dessas ferramentas na transformação da vida das pessoas. “A nova sala que inauguramos aqui na Biblioteca contribui significativamente com a inserção da comunidade escolar e da comunidade em geral, em um novo cenário de transformação social”, afirma o Prefeito destacando também que esse será um privilegiado espaço de formação de leitores.

Além de diversas autoridades locais, de representantes de escolas e programas sociais, também marcaram presença as crianças do programa AABB Comunidade e das escolas de educação infantil da rede municipal de ensino. “ É uma alegria ver esses pequenos neste momento. A sala vai estar sempre de portas abertas para receber os estudantes. Aqui também tem um espaço bacana para as professoras fazerem a hora do conto com os pequenos, além de poderem usufruir dos DVD’s que já estão aguardando a chegada do nosso acervo tecnológico”, salienta a Secretária de Educação, Maria da Graça Souza.

Antes do ato de inauguração os alunos das escolinhas do município visitaram a Biblioteca e participaram de atividades literárias, encenações e brincadeiras nos brinquedos infláveis com a equipe do PELC e da Secretaria de Educação.

Fonte: http://www.jaguarao.rs.gov.br/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Em solidão... um cantor - Marco Aurélio Vasconcellos no Sr BRASIL.wmv




Apresentação de Marco Aurélio Vasconcellos no programa Sr BRASIL do Rolando Boldrin na TV Cultura, 10 de maio de 2012. Música do CD Já se vieram, Em solidão...um cantor, de Martim César e Marco A. Vasconcellos.

Músicos acompanhantes, Marcelo Caminha e Marcos Azevedo.

A Cultura como eixo de transformação social



Feira Binacional do Livro: Interação da Comunidade em Festa Cultural
O que diferencia os homens dos demais animais? Expressar-se através da arte! O ser humano é o único animal que tem a capacidade de abstrair, de pintar sentimentos, de dançar alegrias, de contar histórias e de inventá-las.

É por isso que os direitos culturais são parte integrante dos Direitos Humanos. É por isso que hoje o acesso aos bens culturais e ao fazer cultural é tão importante quanto a saúde e a educação. Só através do acesso às mais diversas expressões, às mais diversas práticas e saberes culturais é que o ser humano consegue atingir sua essência.

Através da cultura nos conhecemos e nos reconhecemos, e todos sabem que só se ama aquilo que se conhece. Jaguarão é a prova viva desta experiência. Por meio da valorização da cultura e história de nosso município, alcançamos o título de Patrimônio Histórico Nacional. Descobrimo-nos como diversos. Hoje temos a clareza da importância da cultura Afro em nossa cidade. O tombamento do Clube 24 de Agosto, o primeiro clube negro a ser considerado patrimônio do estado e o reconhecimento da Comunidade Madeira como quilombola são alguns dos exemplos desta cidade que se descobre multicultural. A democratização dos espaços e o acesso a bens culturais também é resultado da garantia deste direito. Hoje a comunidade jaguarense, pensa, discute, propõe e em breve terá a oportunidade de criar através do Cineclube e do cineclubismo. Prática essa que nos torna cada vez mais cidadãos. Cidadãos conscientes do seu direito ao lazer e ampliação de conhecimentos.


Aos poucos o cineclube tem reconquistado o público para o cinema

Para além dessa transformação humana e, portanto social, o investimento em cultura gera desenvolvimento estrutural e econômico. Eventos como a Feira Binacional do Livro que projetam a cidade no cenário nacional e Internacional,  obras como o restauro do Teatro Esperança e o Centro de Interpretação do Pampa (Ruínas da Enfermaria) tem gerado centenas de empregos, e com certeza gerarão mais, pois precisaremos de pessoas dando vida a estes espaços.

Investir e apostar na cultura como eixo da transformação social, é investir e apostar em uma cidade que se desenvolve com bases sólidas, que pensa e planeja seu futuro. Que se olha no espelho, se questiona e caminha firme em direção a um lugar mais justo, com respeito às diferenças, com inclusão e com espaço para todos. Enfim, um lugar mais humano.


Maria Fernanda Passos
Sec. Adjunta da Secretaria de Cultura e Turismo 

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 10/05/2012

Aspectos sobre o Tombamento Histórico de Jaguarão


Restauração do Teatro Esperança - fruto de parceria com IPHAN

Já há alguns anos a cidade de Jaguarão tem discutido questões referentes ao seu Patrimônio. Vamos retornar ao início dos anos 80 com o Projeto Jaguar que sacudiu as ideias da cidade e originou o Inventário do Patrimônio Arquitetônico e outras parcerias (UFPEL – Prefeitura em 1991) bem como serviu de base para o atual Plano Diretor aprovado no Legislativo em 2006. Durante os Seminários de Arquitetura da Costa Doce (2006-08) muitos debates foram desenvolvidos. 

Em 2009 assumiu um novo grupo dirigente na Administração Municipal, e nesta área, particularmente, pudemos participar ativamente, e, até aquele momento, apesar da boa vontade de alguns gestores, sobretudo à frente da cultura, infelizmente não havia nada de concreto além de debates e seminários, isto é, não aconteceu um trabalho mais ousado de aproximação aos órgãos estaduais e, sobretudo federais, os quais detém a maioria dos recursos para este fim. Ora, aquele momento era decisivo. Ou seguíamos no mesmo ritmo ou ousávamos. E no primeiro dia (segunda, 4 de janeiro de 2009) no comando na Cultura, entramos em contato com a responsável do IPHAN, região Sul, Ana Meira. Foi uma conversa que rendeu muitos frutos. Em seguida estivemos em POA onde articulamos para Jaguarão um evento em abril do mesmo ano. Neste encontro recebemos contribuições de várias cidades que estavam em estágio mais avançado nesta área. A comunidade foi convidada e as entidades representativas participaram ativamente. Vieram membros do Iphan de Brasília e de outros órgãos. Nele garantimos o Centro de Interpretação do Pampa, na Enfermaria Militar. 

Visita da Ministra da Cultura deu inicio às obras do Centro de Interpretação do Pampa

O resultado não é balela, convido a todos para verem as obras, com uma verba que jamais se imaginava chegar a Jaguarão. Lembro, inclusive, que alguns incrédulos, acostumados com o “Já Teve”, tentaram frear o processo, mas o abraço da Enfermaria manteve firme a vontade do “Jaguarão volta a ter”. Em seguida vários seminários, em especial o Seminário Internacional do Bioma Pampa (2009), no qual a comunidade, mais uma vez, foi convidada e participou ativamente, bem como no processo de construção do Orçamento municipal nas reuniões de bairros, onde foram levantadas muitas questões referentes ao Patrimônio. Hoje, o montante das verbas recebidas ou já orçadas, nesta área, deve chegar a cerca de 10 milhões. Dinheiro que jamais viria, caso não tomássemos a dianteira.

Contudo, há uma questão: se há bônus, tem que ter algum ônus. Só que o ônus, para o nosso caso, é tão pouco, que quase não sentimos. Por exemplo, até 2006 (Novo Plano Diretor), nossa cidade não gozava de uma legislação mais ampla que protegesse nosso Centro Histórico. Mesmo assim, os jaguarenses (e conheço muitos destes) que habitam estas residências, sempre buscaram cuidar, não modificar nada de forma substancial, preservando naturalmente estes bens. Em consonância com a Constituição Federal e do Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01) foi aprovado o novo Plano Diretor que já estabelecia diminuição e isenção em impostos (IPTU) para quem mantivesse os prédios conforme sua arquitetura original. Intervenções nestes imóveis passavam pelo Escritório Técnico da Prefeitura (a partir de 2007). Com o tombamento, estas mudanças continuam igualmente sendo discutidas em órgãos técnicos, e talvez ainda possamos contar com o escritório do IPHAN. Ora, isto vem para nos auxiliar. O “ônus” segue sendo praticamente o mesmo de antes do tombamento, apenas, há normas da legislação federal que precisam ser respeitadas.

Seguindo este raciocínio, poucos (se existem aqui, desconhecemos) gostariam de modificar/mexer em uma construção datada do início do Séc. XX, quando não anterior, sem consultar um especialista. E que bom se tivermos um grupo que possa fazer esta análise. Será que alguém arriscaria a estragar um bem seu, que talvez sua família tenha preservado com tanto afinco, e que, além disso, é um bem cultural que pode ser partilhado por todos? (o que, na minha ótica é um privilégio). A mentalidade de destruir o “velho” e colocar uma arquitetura “moderna” (o que não atrai visitantes) até foi normal nos anos 60, mas aqui, ainda bem, poucos desapareceram. Prédios onde hoje é o BB, o Banrisul, a Caixa, o Hotel Sinuelo e os postes de iluminação da Ponte Mauá, são as marcas dessa fase. 



DEMOLIDO para construção do Banrisul

Para os estudiosos, o fato de que 80% do patrimônio se manteve praticamente como foi concebido é uma grande vantagem da cidade, o que inclusive, levou ao seu tombamento Nacional e demonstrou que nossa comunidade sempre se orgulhou de seu Patrimônio Histórico. Isto é um indício de que Jaguarão convive com sua história. Agora é investir na ampliação dos conhecimentos na área do Patrimônio, tanto material como imaterial, para que possamos todos, ganhar com o Turismo histórico e paisagístico. Assim, exorcizaremos a ideia do “Já teve” para a do “Volta a ter e mais”. 



Carlos José de Azevedo Machado (Prof. Maninho)
Ex-Secretário de Cultura e Turismo (2009-2010)

Texto publicado no Jornal Fronteira Meridional, edição do dia 16/05/2012. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Projeto AudioVisual Na Unipampa faz Oficina de Atuação neste sábado


A oficina de atuação com o Prof. e ator Paulo Olmedo, da cidade do Rio Grande, será realizado no sábado dia 19, as 9h. Para oportunizar a participação do maior número de pessoas nas primeiras oficinas do projeto, a oficina de atuação consistirá numa conversa sobre o atuar diante de câmeras e trará exemplos (com alunos voluntários) de exercícios a serem realizados. Em outros momentos, oficinas puras de atuação (com expressão corporal, improviso, etc) serão realizadas com pequenos grupos.

Inscrições somente pelo e-mail:   somimagemunipampa@gmail.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

Novo projeto de Vitor Ramil conta com participação do público


Foi no mês que vem será algo único na carreira de Vitor Ramil. Concebido para marcar o lançamento de um songbook com sessenta músicas do compositor, letrista e intérprete brasileiro, o projeto prevê a gravação e lançamento de um álbum duplo com trinta dessas sessenta canções e milongas, e ainda a documentação em vídeo de todas as sessões de estúdio para disponibilização na Internet.
Como o nome do álbum sugere, o repertório será escolhido a partir das composições que Vitor Ramil considera determinantes, em distintas fases de sua carreira, para a consolidação de sua linguagem artística, que é cada vez mais particular e está em intensa fase de desenvolvimento. Haverá canções bem conhecidas do público e outras nem tanto, todas escolhidas dentre aquelas que foram gravadas por Vitor em seus discos anteriores (à exceção das milongas que aparecem exclusivamente no disco délibáb, por se tratarem de gravações muito recentes).
A motivação de Vitor Ramil para gravar Foi no mês que vem está também em ter a oportunidade de registrar suas composições de uma forma muito próxima a de quando elas foram compostas ou de como o público se acostumou a escutá-las ao vivo. O violão e voz serão o centro dos arranjos. Mas apesar dos inúmeros momentos solos, haverá uma série de participações especiais, músicos e cantores que têm colaborado com Vitor ao longo dos anos ou com quem ele tem grande afinidade artística.
Para quem quer aprender a tocar as músicas de Vitor Ramil, o lançamento de Foi no mês que vem, alinhado ao do songbook, será a ferramenta certa. O livro revelará acordes, arpejos, afinações preparadas ou melodias, entre outras coisas, enquanto o disco servirá como referência. Para quem começa a descobrir agora o trabalho do artista, será a oportunidade de entrar em contato direto com o melhor de sua produção através de versões, em muitos aspectos, superiores às originais.
Foi no mês que vem será gravado em Buenos Aires, Rio de Janeiro e Porto Alegre, e tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2012.
Como convida Vitor Ramil no vídeo desta campanha, seja mais que um consumidor desse trabalho, seja um agente dele. Vitor entende que, no crowdfunding, mais importante que o financiamento em si, é o espírito de união e autodeterminação que se estabelece em torno de uma ideia. Trata-se de uma oportunidade de reação, tanto por parte do artista como do público, às imposições da grande mídia, do mercado e de outros poderes, e também do fortalecimento da Internet como meio de comunicação direta, sem atravessadores, entre o artista e seu público. O Traga Seu Show se orgulha de fazer parte dessa mobilização que aponta para o futuro.
CLIQUE AQUI  e faça parte deste projeto.
Fonte: http://www.tragaseushow.com.br

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...