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domingo, 10 de abril de 2011

Considerações sobre Realengo

Publicamos a seguir,  carta do leitor Arnaldo D'Ávila sobre tragédia de Realengo.


Temos que refletir... por que isso aconteceu? O que você está ensinando para o seu filho? Quais valores você está passando para ele? Você ensina ele a respeitar as diferenças?

Ah! aquele dali é estranho... ah! aquela ali é maçaneta... ah! aquele ali é gordo... ah! aquele outro dali é preto, amarelo, azul, aquele outro é mulherzinha, bicha, viado... ah,  a mãe dele é puta... dizem que o pai dele é maconheiro e por aí vai... O que estamos fazendo com as nossas crianças heim? Quem está criando esses monstros? Revejam seus conceitos, pois isso pode ser apenas o começo.
Nos Estados Unidos já passam de 20 chacinas como essa. Tomara que essa fatalidade faça as pessoas refletirem sobre suas passagens na terra e sobre o que elas estão fazendo para que se tenha uma sociedade verdadeiramente humana e igualitária. Agora, se as pessoas contiuarem pensando somente nos seus umbigos, nos seus bolsos, suas casas, seus carros, seus mundinhos particulares e de futilidades, não se espante se você ou alguém de sua família ou círculo de amizades for a próxima vítima, no cinema, na escola, no parque.
Não quero causar pânico em ninguém, apenas suplico que as pessoas reavaliem seus conceitos, porque a maior culpa é da sociedade e a sociedade somos nós.
Atenção! Eu falo de fazer alguma coisa verdadeiramente! Não é mudando seu status no ORKUT ou no Facebook, trocando sua foto por um símbolo de luto ou entrando na comunidade A, B ou C relacionadas à tragédia que as coisas vão mudar, É hora de nos abraçarmos e sentirmos o amor verdadeiro e incondicional e respeitarmos uns aos outros, termos compaixão, praticarmos a caridade, quem pratica a verdadeira caridade não sai divulgando, isso é outra coisa,  é marketing pessoal. E não leva a lugar nenhum. Respeito, amor, solidariedade, amizade, inclusão... é disso que precisamos, não exclua o outro por ele ser diferente, por pensar diferente, por ser calado, etc. etc. etc.
No fundo o que todos querem é serem amados, portanto ame para ser amado também e lute contra as injustiças.
Agora,  só nos resta orar pelas crianças mortas nessa tragédia, por suas famílias e por todos que estão traumatizados por sobreviver e presenciar esse horror.
                                                                          Arnaldo D'Ávila

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...