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quinta-feira, 26 de junho de 2014

La Celeste entrará mordida

La Casa Embrujada



El Uruguay tiene un fantasma: 1950. El Uruguay tiene un zombi: Álvaro Pereira, desmayado, despertado y reenganchado contra Inglaterra. El Uruguay tiene un vampiro: Luis Suárez, mordedor en serie, de caninos vivos contra Itália. El Uruguai es, además de un conjunto brillante de improbabilidades, una Casa Embrujada.

No lean en esta exaltación al Uruguay-Levanta-te-y-Anda un elogio a lo que hizo Suárez, no: Suárez debe ser punido. Si una mordida, filmada y captada con precisión odonto y criminologica, no representa conduta antideportiva, nada más significará – e inversores se apresurarán a inaugurar un buffet de fêmures.


Aún así, y por eso mismo, que absurdo es este Uruguay. En las orígenes de este equipo, en su fortalecimiento, repito, improbable deste Uruguay, hay algo que desafia cualquier cartelera estatistica. En la proyección de un frío analista de imperios y civilizaciones, el Uruguay talvez ni existiera más, quizás tendría una seleción fuerte. Y con todo ahí está: el Uruguay de 2014 es un poema de Benedetti con banda sonora de death metal.

Pisa los campos Uruguay para vencer? A morir – pero, para mi, hay algo más allá : ningun cuadro recuerda más del porque a mi me gusta el futbol. La tragedia y la vuelta de tuerca, la gloria chueca de los héroes que erran y de los que se sacrificam errando, el reconocimiento de los límites y el manejo de las parcas fuerzas: el Uruguay monta su tablado sobre el abismo – y no hay nada más humano.

Un país vazio. Campos abiertos al viento que susurra. Un equipo de muertos e vivos. El Uruguay tendría que ser esta Casa Embrujada.


Y cuanto a Suárez? Que Lars Von Trier dirija su cinebiografia.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Tradução ao Espanhol : Confraria dos Poetas de Jaguarão

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A Incrível Odisseia de um cão uruguaio rumo à Copa do Mundo no Brasil

O  "cachorro da Copa" é uruguaio. Chegou ao Brasil faz poucos dias e a historia de sua travessia é incrível. No balneário Solís, Uruguai, juntou-se a um grupo de torcedores ingleses e os acompanhou  no trajeto de 600 quilômetros a pé até Porto Alegre.

Os ingleses com carrinhos de golfe e "Jefferson" ao lado, pelas estradas do Uruguai e Brasil
EDUARDO DELGADOjun 5 2014 - El País Digital - UY

Quatro "mochileiros" ingleses que viajaram para Mendoza, Argentina, em março, com o propósito de continuar a pé a travessia para assistir ao Mundial de futebol no Brasil, percorreram o território uruguaio caminhando, e na sua passagem pelo balneário Solís lhes saiu ao encontro um cachorro.
Assim conheceram o "Negro", uma cruza de Labrador, que começou a seguir os torcedores.
Os ingleses, ao notar que o cão não lhes perdia a pisada, deixaram de dar-lhe comida. Porém, o "Negro", que talvez somente buscasse um pouco de carinho, os seguiu até o Chuy e atravessou com eles a fronteira para o Rio Grande do Sul, até chegar a Porto Alegre.
No caminho, os torcedores se afeiçoaram ao animal, incorporaram-no à viajem, batizaram-no com o nome de "Jefferson" e o vestiram com uma camiseta da seleção inglesa.
Enquanto isso acontecia, Ignacio Etchetchury, proprietário do cão, começou a preocupar-se ao ver que o "Negro" havia desaparecido. O jovem, que estuda agronomia em Montevidéu e que estava acostumado aos desaparecimentos esporádicos de seu cão (seguindo às fêmeas no cio), estranhou que passassem os dias sem que o " Negro" voltasse. O havia criado desde filhote, desde que o ganhou de presente na Escola Agrária de Rocha onde estudou por um tempo.
Alguns dias depois, um amigo avisou-o que lhe parecia "ter visto o cachorro" numa matéria que um canal de TV de Maldonado fez com os ingleses em sua passagem pelo departamento. O "Negro" é muito chamativo já que, por seu cruzamento, nasceu e conserva o pelo meio grisalho.Etchetchury viu logo depois uma foto num jornal de Piriápolis, na qual identificou o "Negro" junto com os ingleses.
Assim, soube onde e com quem estava seu cachorro de estimação. contactou-os pelo Facebook -onde os ingleses criaram a página Walk to the World Cup- ( Caminhando para a Copa) e a meia noite de ontem (04 de junho) partiu com destino a Porto Alegre para reencontrar-se com o animal e trazê-lo de volta à casa. O jovem tomou um ônibus no Terminal das Tres Cruces para chegar a Jaguarão, na fronteira, e dali seguir caminho até Porto Alegre, onde deverá chegar antes da segunda -feira. Até esse dia estarão na capital gaúcha os quatro torcedores ingleses: Adam Burns (27), David Bewick, (32), Pete Johnston (30) e o jornalista Ben Olsen (31), o qual, em Buenos Aires se somou a essa travessia a pé.
Em Porto Alegre,os ingleses procuravam uma família para alojar o cão, quando o dono legítimo os contactou pelo Facebook, intercambiando mensagens. Agradeceu-lhes que tivessem cuidado do animal e combinou que iria buscá-lo. A historia do cão e sua incrível travessia foram recolhidas nos últimos dias pela imprensa de fala inglesa.
Os quatro ingleses levam suas bagagens em carrinhos de golfe, para evitar o peso demasiado nas mochilas, e em sua jornada procuram arrecadar 20.000 libras para a Fundação J de V Arts Care Trust (que segue os ideais da escultora Josefina de Vasconcellos), indica a página desta organização beneficente e a dos próprios viajantes. Pretendem que esse dinheiro seja destinado a construir um poço d'água numa zona da Bahia " que está sofrendo a pior seca em 50 anos", dizem eles.
"Somos fanáticos torcedores ingleses, desesperados por ver a Inglaterra na Copa do Mundo do Brasil , mas também ver o Mundial 2014 como uma oportunidade para ajudar uma mui digna causa, como a de J de V Arte Care Trust, uma organização beneficente que está muito perto de nossos corações", disse David Bewick à página da FA (Associação Inglesa de Futebol).
"A seca no nordeste do Brasil já afetou 10 milhões de pessoas e na Bahia, um milhão de cabeças de gado vacum, o equivalente à metade do rebanho do norte, morreu", acrescentou Adam Burns.
Os ingleses, na sua longa travessia para o Brasil, pela Argentina e pelo Uruguai, caminharam três dias pelo deserto de San Juan, dormiram em duas estacões de trem abandonadas, foram detidos pela policia em três ocasiões e jogaram cinco partidas de futebol em diferentes lugares (perderam duas e ganharam três).
"Os dias no deserto (de San Luis, Argentina) foram os mais difíceis até agora. Não havia sombra, tivemos que lidar com serpentes, tarântulas, mosquitos gigantes e dormir em estações de trem abandonadas ", escreveu Adam Burns no seu diário de viajem no FaceBook. A travessia dos ingleses se fez mais amena quando chegaram ao território uruguaio, onde recorreram a costa a pé, de Colonia a Rocha, e terminaram encontrando no caminho o seu mascote que os acompanha fielmente.
Chamaram-no de "Jefferson", depois de ter discutido outros nomes possíveis para o cão, como "Bobby Charlton" e "Wayne Rooney".
Mas o cachorro celeste, na realidade, chama-se "Negro", como Andrade, como Obdulio Varela, o "Negro Jefe", capitão da esquadra que calou o Maracanã em 1950.

Fonte: http://www.elpais.com.uy
Tradução: Confraria dos Poetas de Jaguarão

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...