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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Aldyr Garcia Schlee - “The Beautiful Game: O Reino da Camisa Canarinho”


Renegada, camisa canarinho hoje orgulha criador: "Símbolo nacional"

Aldyr Schlee com a criação que desdenhou por mais de 50 anos 
(Foto: Gilberto Perin/Divulgação)  

Exposição em Porto Alegre relembra o feito do gaúcho Aldyr Garcia Schlee, que criou a camisa canarinho em 1953, após o Maracanazo



Aos 79 anos, Aldyr Garcia Schlee finalmente reconhece o feito que conseguiu aos 19 anos de idade. O gaúcho de Jaguarão é o criador do icônico uniforme da seleção brasileira: camisa amarela com detalhes em verde, calção azul e meias brancas, apresentado ao mundo pela primeira vez em 20 de janeiro de 1954. Nesses 60 anos, a camisa canarinho virou sinônimo de futebol e um dos maiores símbolos nacionais, mas por pelo menos cinco décadas foi praticamente renegada por seu criador.

Camisa canarinho da década de 60 igual ao modelo original 
(Foto: Vinícius Guerreiro/GloboEsporte.com)  
Eu nunca dei muita importância para essa criação. Recentemente que fui convencido da importância. Me orgulha ter colocado as cores da bandeira nacional no uniforme - discursou Schlee na abertura da exposição “The Beautiful Game: O Reino da Camisa Canarinho”, aberta ao público na noite de terça-feira, em Porto Alegre.

Quem não conhece a história deste escritor, jornalista, desenhista e professor pode estranhar a postura do idealizador de um dos maiores símbolos do Brasil. Schlee era um garoto quando começou a trabalhar em jornais ilustrando gols de partidas de futebol. Aos 19 anos, resolveu participar de um concurso feito pelo jornal carioca “Correio da Manhã”, que escolheu o novo uniforme do Brasil em 1953. A ideia era substituir a camisa branca do trágico Maracanazo.

Schlee recebe cumprimentos na inauguração da exposição 
(Foto: Vinícius Guerreiro/GE)  
- Na verdade eu era muito jovem quando ganhei esse concurso, há 60 anos, mas há 50 anos eu não desenho mais profissionalmente. A maior parte destes anos eu me dediquei ao magistério e à literatura, que são sempre coisas muito importante na minha vida. Eu coloquei a camisa canarinho num plano secundário – admitiu.

Foi um inglês que começou a convencer o criador da camisa canarinho da relevância do feito que ele realizou há 60 anos. Há alguns anos, Schlee foi procurado pelo escritor britânico Alex Bellos, autor do livro “Futebol soccer, the brazilian way”, que traz na capa um dos esboços do gaúcho para o uniforme da seleção.

- Na medida que eu fui convencido pelo Alex Bellos de que eu tinha criado um símbolo nacional, isso em um jogo entre Brasil e Uruguai em Montevidéu, eu tive que assumir essa condição. Hoje realmente eu vejo a importância que isso teve. Não pela qualidade do desenho, já que ela se tornou um símbolo nacional pelos craques que fizeram história e consagraram o uniforme.


Esboços inéditos da camisa da seleção brasileira feita por Schlee em 1953 
(Foto: Vinícius Guerreiro/Globoesporte.com)  
Se deixava em segundo plano a criação da camisa canarinho, Schlee tem bem claro que a imaginação usada para desenhar os gols quando era jovem tem um fator importante no universo literário que criou no decorrer dos anos. Na época, a Copa do Mundo não era transmitida pela televisão, mas sim pelo rádio.

- Imagina que em 50 eu desenhei todos os gols da Copa a partir do rádio. Ouvindo as partidas, contadas através da Rádio Sarandi, de Montevidéu, pelo locutor Carlos Solé. Esses desenhos me fizeram exercitar minha imaginação para criar o meu pequeno mundo literário fictício.


A exposição

Aberta nesta terça-feira, a exposição The Beautifil Game: O Reino da Camisa Canarinho ficará até o dia 15 de julho no Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândega. Cerca de 390 pessoas estiveram presentes na inauguração, um número bem elevado segundo a diretoria do Memorial. O projeto foi idealizado pelo historiador José Francisco Alves e conta com a participação de outros 10 artistas, além Schlee.

- Percebi que havia essa lacuna na história fantástica da criação plástica da camisa canarinha. Que foi feita por um jovem artista do Rio Grande do Sul. Essa história precisava ser contada por meio de exposição - afirmou o curador.

Esboço original da camisa canarinho feito por Aldyr Schlee 
(Foto: Vinícius Guerreiro/Globoesporte.com)  
A exposição apresenta os esboços feito por Schlee, alguns exibidos pela primeira vez, modelos de camisas utilizados pela seleção brasileira, reportagens feitas com o próprio criador ao longo dos anos e os desenhos dos gols que o jovem jaguarense fazia para os jornais há 60 anos. O amplo acervo agradou ao público que esteve presente na inauguração do evento. Entre os itens que mais chamaram a atenção estão os “álbuns” de várias Copas do Mundo desenhado por Schlee.

- E o mais bonito, com toda a modéstia, é o deste ano que está prontinho. Tem os dois uniformes de todas as seleções – revelou Schlee sobre a obra ainda inédita.

Além dos trabalhos de Aldyr, há diversas obras espalhadas pelo salão. A maioria de artistas gaúchos.

- A partir da arte podemos resgatar a história social do futebol. Há vários elementos e metáforas. A linguagem que facilita uma relação muito grande com a comunidade. Por isso chamou bastante a atenção – disse o diretor do museu, Márcio Tavares.  



Fonte: http://globoesporte.globo.com



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aldyr Schlee: Candidato a patrono da 58ª Feira do Livro de Porto Alegre


Schlee (ao centro) foi Patrono da Feira Binacional do Livro de Jaguarão em 2011  


Fronteiriço de Jaguarão, o escritor Aldyr Garcia Schlee (77 anos) é um autor bilíngue, que escreve e publica sua obra tanto em português como em espanhol. É doutor em Ciências Humanas. Foi desenhista profissional (vencedor de Concurso Nacional para a escolha do uniforme da seleção brasileira de futebol), jornalista (Prêmio Esso de Reportagem), e professor da Universidade Católica e da Universidade Federal de Pelotas (até 1992). Depois atuou como professor visitante do Programa de Pós Graduação em Letras da PUCRS, em Porto Alegre. Foi Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores (1976-77) para a redação final do Tratado da Lagoa Mirim, firmado entre Brasil e Uruguai.

Como ficcionista, venceu a I Bienal de Literatura Brasileira (com CONTOS DE SEMPRE), a II Bienal (com UMA TERRA SÓ), e foi finalista do Prêmio Casa de las Américas, em Cuba (com LINHA DIVISÓRIA). Recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura em 1997, 1998, 2001, 2010 e 2011, primeiro com a tradução de FACUNDO, de Sarmiento; e depois com os livros CONTOS DE FUTEBOL, CONTOS DE VERDADES, OS LIMITES DO IMPOSSÍVEL e DON FRUTOS.

Este romance foi lançado em 2010 e considerado o LIVRO DO ANO, pelo jornal Zero Hora; sendo distinguido o autor como FATO LITERÁRIO DE 2010, em concurso da Rede Brasil Sul de TV.

De Aldyr Garcia Schlee foram publicadas em 2011 as reedições de CONTOS DE VERDADES e de UMA TERRA SÓ (nome este dado a uma rua de Jaguarão, em homenagem ao autor), assim como sua tradução comentada de DON SEGUNDO SOMBRA, de Ricardo Güiraldes.

Aldyr Schlee entre os Patronáveis da Feira de Porto Alegre pela Câmara do Livro 



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Amanhã tem inicio o Congresso Fora do Eixo Cone Sul em Porto Alegre



De 15 a 19 de agosto, o Congresso Fora do Eixo Cone Sul reúne em Porto Alegre (RS) dezenas de produtores, movimentos sociais, iniciativas, formadores de opinião, artistas, docentes e gestores culturais em uma programação que vai ocorrer em espaços diversos da cidade, como o Memorial do Rio Grande do Sul, Museu da Comunicação e Casa de Cultura Mário Quintana.

São encontros, reuniões livres, plenárias, imersões, grupos de trabalhos, Feira de Economia Solidária e transmissão de debates. Além disso, um percurso cultural percorre os bairros Cidade Baixa, Bom Fim, Rubem Berta e Centro Histórico, com intervenções de artes cênicas, mostras audiovisuais e de artes visuais, performances, projeções em espaços públicos e shows de artistas e grupos independentes do Brasil e da América Latina.

As relações entre pessoas, organizações e redes promovidas pelo encontro promoverá uma grande coalisão de “redes em rede”. Para se inscrever ou propor atividades, basta preencher o FORMULÁRIO  e aguardar o email de confirmação. 

Convidada para o Congresso Fora do Eixo Conesul, Maria Fernanda Rullmann Passos, se diz muito feliz pelo convite. Na quinta-feira, 16, estará na Mesa: Desinventando fronteiras: circuitos culturais no Cone Sul, contribuindo para a discussão com a experiência de Projetos executados em Jaguarão durante gestão na Secretaria de Cultura: Corredor Cultural e RED CCA, junto a convidados de peso: Santiago Turenne, Santiago Neto, Atílio Alencar, Ney Hugo e Luis Quintana Vega. O debate levanta os objetivos de se construir rotas de circulação cultural cone sul e visualiza como podem se dar suas plataformas, em um campo de atuação glocal. 

Clique aqui para ver  a Programação

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee



Homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee inclui lançamento de livros no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) promove, dia 15 de dezembro (quinta-feira), às 19h30min, o lançamento, com coquetel, de quatro livros de autoria de Aldyr Garcia Schlee, em homenagem a este escritor e jornalista gaúcho, que dentre realizações fundou o jornal Gazeta Pelotense e a Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), além de possuir significativa produção literária.

O evento ocorre no auditório Barbosa Lessa, 4º andar, na Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico de Porto Alegre. Com larga experiência no cenário literário e artístico, Schlee construiu uma trajetória profissional que tem lhe proporcionado reconhecimento no cenário regional, nacional e, também, internacional. Uma prova disto é o fato de ser ganhador da 18ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura 2011, com o romance Don Frutos, da editora ardotempo, .

A programação prevê ainda um bate-papo com Aldyr Schlee, Paulo José Miranda e Pedro Gonzaga sobre o romance Don Frutos.

Os livros que serão lançados, edições ardotempo, são os seguintes: Contos de futebol(reedição 2011); Contos de Verdades (reedição 2011) - Prêmio Açorianos de Literatura, 2001 – ambos com capa de Gilberto Perin; Uma terra só (reedição 2011) - Prêmio II Bienal Nacional de Literatura 1984 – capa de Marcelo Freda Soares; Dom Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes - Tradução Aldyr Garcia Schlee (notas e elucidário) - Edição Comemorativa (2011), com capa de Leonid Streliaev.

O Trio Chico será a atração musical da noite, que reúne Andrea Cavalheiro (voz), Pedro Gonzaga (sax e voz) e Rodrigo Rheinheimer (violão), que apresentam em seu repertório composições de Chico Buarque de Holanda.

Sobre Aldyr Garcia Schlee – Um dos contistas e romancistas mais importantes do Brasil na atualidade, que vive de sua literatura.

Gaúcho de Jaguarão, é também tradutor, desenhista e professor universitário. As suas especialidades são a criação literária, a literatura uruguaia e gaúcha, a identidade cultural e as relações fronteiriças. Doutor em Ciências Humanas publicou vários livros de contos e participou de antologias, de contos e de ensaios. Traduziu a importante obra "Facundo - Civilização e Barbárie", do escritor argentino Domingos Sarmiento e fez a edição crítica da obra de João Simões Lopes Neto. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho, sendo um dos símbolos da nacionalidade brasileira mais reconhecidos no Brasil e no exterior. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos de Literatura.

Capa de livro DOM SEGUNDO SOMBRA - Leonid Streliaev

Homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
– Grupo CEEE
Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre – RS
Telefones: (51) 3228.9710 – 3226.5342 – 3226.7974
 imprensa@cccev.com.br www.cccev.com.br 
15 de dezembro - 19h30



sábado, 12 de novembro de 2011

Poeta das Águas Doces: Enfim desvendado o mistério!

Luiz Osório, o “Barão”, autor da misteriosa Porto sol
Alcides Gonçalves- Porto Sol

Nesta última quinta-feira, estive na concorrida sessão de autógrafos do jornalista da Rádio Guaíba, Marcello Campos que estava lançando, na 57ª. Feira do Livro de Porto Alegre, “Minha Seresta – Vida e Obra de Alcides Gonçalves”. Na ocasião, tive oportunidade de rever velhas e novas amizades como Dª. Ema Peña Gonçalves, viúva do biografado; Fernando Rozano e Lúcia Jahn, editores da obra; Izabel L’Aryan e Ayrton Pimentel, dirigentes do Sindicato dos Compositores do R.G.S.; os irmãos Guilherme e Gilberto Braga, antigos cantores do nosso rádio; o pianista Paulo Pinheiro e os escritores Luiz Arthur Ferrareto (“História do Rádio no Rio Grande do Sul”) e Paulo César Teixeira (“Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão”).

Através desse último fiquei sabendo que, ao folhear a obra, se deparou com a letra de uma música incógnita gravada por Alcides Gonçalves, reconhecendo-a como sendo aquela intitulada “Porto Sol”, de autoria do seu pai Luiz Osório, o “Barão”, editor do jornal alternativo “Krônica” desta Capital, falecido em 2008. Paulo César me revelou ainda que era vizinho de Marcello Campos e que não tinha conhecimento do esforço infrutífero empreendido nessa pesquisa, concorrendo assim para que permanecesse a aura de mistério até a publicação de “Minha Seresta...” por uma incrível ironia do destino.

Em 2008, publiquei no portal “Caros Ouvintes”, de Florianópolis, três artigos intitulados “Lá se vão 21 anos sem Alcides Gonçalves” e “A Gravação Misteriosa de Alcides Gonçalves”, relatando todo o nosso périplo na procura de esclarecimentos, desde a surpreendente descoberta de uma gravação de Alcides Gonçalves que encontramos em antigas fitas de rolo do acervo do companheiro de noitadas inesquecíveis – Paulo Antônio Coimbra Bastos – grande cantor apenas conhecido daqueles mais íntimos, assim evitando o grande público. Um som impecável na cópia para CD foi obtido pelo técnico Paulo Roberto, da gravadora ACIT.

Nessa fita constavam as faixas: 1) “Alto da Bronze” (Plauto Azambuja/Paulo Coelho); 2) “Cidade Baixa” (Alberto do Canto); 3) “Minha Cidade” (Lupicínio Rodrigues); 4) “PORTO SOL” (LUIZ OSÓRIO); 5) “Porto dos Casais” (Jayme Lubianca); 6) “Praça Quinze” (Alberto do Canto), e 7) “Correio do Povo” (Alberto do Canto). Com exceção de “Minha Cidade” captada na voz do próprio Lupi, as demais melodias foram interpretadas por Alcides Gonçalves. Em contato com Alberto do Canto, prontamente reconheceu as músicas de sua autoria, apesar de não ter se lembrado da existência dessa fita. Também Jayme Lubianca ignorava essa gravação de “Porto dos Casais”. E nem mesmo Lupinho conhecia a melodia original de “Minha Cidade”.

Lupicínio Rodrigues Filho até me contou que fora procurado pela cantora Naura Elisa para obter a partitura de “Minha Cidade” a fim de incluí-la no CD que estava gravando. Procurando atender o prometido pelo velho Lupi, esse seu filho teve de se valer de vários fragmentos da canção conhecidos por alguns artistas para montar as cifras correspondentes. Inclusive, o arranjador de Naura, Marco Farias, chegou a declarar que seria bem mais fácil seguir o original.

Paulo César Teixeira também me falou que só tinha ouvido a música de Luiz Osório num acetato gravado na própria voz do “Barão”. Ontém, acabamos trocando figurinhas quando lhe mandei o áudio dessa “gravação misteriosa” e os textos postados em Caros Ouvintes e ele me repassou gentilmente uma foto do seu pai da época em que atuava como radialista do turfe, além de imagens que escaneou das páginas datilografadas com data de 9 de setembro de 1971 que comprovam plenamente a autoria e o título de “Porto Sol”. Dessa maneira, podemos encerrar as “árduas investigações” que pareciam não ter deixado rastro...

José Alberto de Souza

segunda-feira, 25 de julho de 2011

JÁ SE VIERAM - Lançamento do Cd de Marco Aurélio Vasconcellos e Martim César na CMQ em Porto Alegre nesta quarta feira, dia 27 as 20 hs.


Molina campos

            
Canções que registram as imagens desse povo que ainda vive nos fundos de corredor, ou nos ranchos de beira de estrada. Tropeiros, alambradores, posteiros, esquiladores, bolicheiros, peões de estância, domadores. Personagens reais que o tempo insiste em apagar, mas não consegue. Basta um domingo de carreiras e lá estão eles. Nas margens das canchas retas, improvisando um jogo de tava  e soltando seus versos onde a balaca de cada paisano é pura poesia pampeana. 'Não é só butiá que dá em cacho', 'Água que se queima o rancho' e por aí afora. E – de repente – já está na hora de mais uma penca... ainda hoje posso divisar nos caminhos da memória um Dom Segundo (já no fim da vida) mal e mal se segurando em riba do seu pingo e apostando os pilas, que trazia dobrados na guaiaca, com um 'gaucho' chamado Torquato Flores, mui conhecido por pajador e calavera. O coimeiro, finalmente dá por terminadas as apostas. O tempo parece que para nesse momento... os parelheiros aparecem no partidor... e – como acontece há mais de dois séculos nessas lonjuras da fronteira – ouve-se a frase famosa, que parece haver nascido com o primeiro campeiro, mescla de índio, negro e branco, que povoou estas bandas:  "Já se vieram!".


Já se vieram!

Melodias e interpretação: Marco Aurélio Vasconcellos


Arranjos: Marcello Caminha

Lançamento oficial: dia 27 de julho, teatro Bruno Kieffer, Casa de Cultura Mario Quintana – Porto Alegre – RS – 20:00

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pedro Munhoz lança Dez Canções Urgentes em Porto Alegre

Pedro Munhoz na VII Feira Nacional da Agricultura Familiar e reforma Agraria -
Brasil Rural Contemporaneo. Ministerio do Desenvolvimento Agrario.
Cais do Porto, Porto Alegre, 2010. Foto: Fabricio Barreto/BP

Convite lançamento CD Dez Canções Urgentes, do músico e compositor Pedro Munhoz
Nesta quarta – feira (20/07),  às 20h30, no Comitê Latino Americano – Espaço Cultural, na Rua Vieira de Castro, 133 (entre Venâncio Aires e Jerônimo de Ornellas), Porto Alegre.  O CD estará à venda, com ingresso no valor de R$ 5,00.
Dez Canções Urgentes é o novo Cd. Mantendo o formato voz e violão, Pedro Munhoz lança o seu quinto trabalho discográfico, onde procura manter a linha musical que sempre o marcou, com canções que questionam a Sociedade e  propõem a reflexão e a discussão de temas que estão na pauta do dia. Inquietudes deste mundo assolado pelo invidualismo, pela tecnologia, pelo quanto desumano que o Capitalismo é.
Pedro está entusiasmado com esta nova possibilidade de manifestar o que sente e pensa por meio deste novo trabalho, que conta com a  participação de Raul Ellwanger na canção "Midia e Noite". E na canção "Recortes" conta com a participação do poeta Bira Cunha. Pedro é um trovador de muitas andanças, de sonhos e caminhos. O seu CD é assim.  Segundo ele, o caminho às vezes exige do autor uma certa pressa. Assim surgiram as canções deste trabalho.
Conheça a música "Somos filhos da mãe da terra" publicada AQUI

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Rumbo al Sur


Zarpamos dia 29 já quando o sol se fazia alto. Problemas no provisionamento de bordo e bagagem da tripulação atrasou o pérola negra. Mesmo assim, contando com ventos favoráveis chegamos a São José do Rio Preto por volta das 22. Ontem , saimos cedo e chegamos a Osório, já nas costas do sul. No momento, aguardamos liberação da ponte sobre o Guaíba. Chegada ao porto de Jaguarao prevista para fim da tarde.

Ass. Alto Almirante- Analva Passos
Imediato- Jorge Passos

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...