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sábado, 31 de março de 2012

Semana da Cerveja em Paisandu começa neste sábado


Nesta Páscoa aproveite para conhecer o oeste do Uruguay e participe da 47 Semana de la Cerveza em Paysandu. Grandes atrações musicais e uma cidade acolhedora. Se for sair por Jaguarão passará por Melo e  Tacuarembó (cidade onde nasceu Carlos Gardel). Shows de No te va a gustar, Vela Puerca, Diego Torres, entre outros. 



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mateando na fronteira com a National Geographic Brasil

Erva do Sul
Como o mate, planta de uso tradicional indígena, se tornou um símbolo de identidade cultural compartilhado por várias nações sul-americanas.

Por Marcelo Macca
Foto de Roberto Linsker


Levadas para a ervateira, as folhas de mate são sapecadas para retirar parte de sua umidade. A seguir, a erva é cancheada -folhas e galhos são cortados e picados. Depois de outra secagem vem o chamado soque, o processo final de trituração. O mate enfim está pronto para ser empacotado e vendido.

Apesar de não gostarem de consumir a bebida na rua, os argentinos inventaram um jeito de tomar mate em público - os chamados bares de mate. No bairro de Palermo Viejo, em Buenos Aires, é possível ver, em um domingo, amigos em torno de uma mesa sorvendo de cuias modernas, coloridas, de alumínio anodizado a água quente suprida por chaleiras - que os argentinos chamam de pavas - do mesmo material.

O empresário Santiago Olivera é dono de três bares na capital argentina, e um dos precursores dessa nova modalidade de se tomar mate. "Tudo começou na época em que eu era universitário", diz. "Os estudantes bebem mate para virar a noite em véspera de prova e entrega de trabalhos."

É manhã de sexta-feira, e em seu bar Volviste Clara, no centro da cidade, todas as mesas estão ocupadas por grupos de alunos com livros abertos, cadernos e laptops - ao lado, é claro, de cuias de erva-mate. "É bem mais íntimo que o café. Como a cuia é compartilhada, o mate aproxima as pessoas, cria laços", explica a jovem Arantza Olagues. "O mate aconchega. É um ritual de confiança", completa seu colega Matías de Vicenzi.

Jaguarão, na fronteira entre Brasil e Uruguai, fica às margens do rio de mesmo nome. A cidade histórica, famosa por suas casas antigas, de altas portas entalhadas, platibandas e bandeiras bem preservadas, deverá ser declarada patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) em 2011. Na margem oposta fica Rio Branco, no Uruguai. Na verdade, Jaguarão e Rio Branco são praticamente uma só cidade, cujas duas metades por acaso estão em países diferentes. Natural de Jaguarão, embora hoje more em Pelotas, o escritor Aldyr Garcia Schlee me acompanha em uma visita à região. Ele é autor de vários livros sobre as tradições sulistas e a vida na fronteira.

Sobre o rio Jaguarão estende-se a ponte internacional Mauá, com seus arcos elegantes refletidos sobre a superfície da água. Nesse domingo, há um vaivém frenético na ponte, pois Rio Branco é na verdade um enorme free shop que atrai nos fins de semana milhares de brasileiros ávidos por compras. "Aqui eles podem ir ao exterior sem sair do interior", observa Schlee com um sorriso.

Sacoleiros e turistas passam o domingo nas lojas do outro lado da fronteira, e a cidade mantém seu ritmo tradicional. A praça diante da Igreja Matriz está cheia de pequenos grupos, acompanhados de suas garrafas térmicas, tomando chimarrão. Chegamos ao cerro da Pólvora, onde se encontram as ruínas de uma antiga enfermaria militar construída em 1883. Ali, conta Schlee, será erguido o futuro Centro de Interpretação do Pampa, que deverá ser inaugurado em 2012, um grande museu dedicado às tradições pampeanas - como seu hábito de tomar mate.

Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Recanto das Letras : Desvendando Jaguarão

Igreja Matriz do divino Espirito Santo
Jaguarão se apresentou diante de mim, num sábado gelado, mas o frio não dirimiu meu deslumbre diante da nobreza daquela cidade gaúcha, tranquila e limpa, adormecida às margens do rio que leva o mesmo nome que o seu e que a separa do efervescente free shop de Rio Branco no Uruguai.

Seu início remonta a 1802, quando foram deixados 200 homens à margem do rio, ao terminarem os conflitos ente portugueses e espanhóis pela posse da terra.

Caminhar pelas ruas da cidade de mais ou menos 30.000 habitantes, é fazer um passeio pelo passado. Na rua XV de Novembro, conhecida como Rua das Portas, maravilhada com as fachadas de vários estilos (neoclássico, art nouveau, colonial português) e as portas artesanais de madeira nobre, entalhadas à mão, dos casarões construídos com materiais europeus do século XIX, eu tinha a sensação de que, de repente, ao meu lado, pararia uma carruagem e dela desceria uma jovem que me convidaria para um chá em sua casa.

Jaguarão possui um dos maiores acervos de arquitetura eclética preservados do Rio Grande do Sul. Impressiona a riqueza de elementos decorativos e de materiais e técnicas utilizadas. Muitas construções que datam do século XIX, conservam ainda as fachadas originais. A arquitetura da cidade segue os estilos espanhol e português.

O Instituto do Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul tombou quatro prédios: As ruínas da Enfermaria Militar, em estilo neoclássico, que serviu como enfermaria do Exército e como prisão para presos políticos. Entre suas paredes, pensei na injustiça de não poder expor o pensamento e em quantas mentes inteligentes foram impedidas de brilhar; o Teatro Esperança também em estilo neoclássico, fundado em 1897, considerado o terceiro melhor teatro do país em acústica, onde cada nota musical soa límpida; o Mercado Público (concluído em 1867), em estilo colonial português, barroco, em formato de “U” e um pátio interno, à moda das antigas casas portuguesas; e o prédio do antigo Fórum.

Em 2011, o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou o conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão, abrangendo mais de 800 prédios do centro da cidade, incluindo a ponte Barão de Mauá, inaugurada em 31 de dezembro de 1930, que liga o Brasil ao Uruguai. Este é o primeiro monumento binacional tombado. A Ponte Mauá foi construída como pagamento de uma dívida assumida no século XIX. D. Pedro II concedeu vários empréstimos ao Uruguai, recém-emancipado, porque o general argentino Juan Manuel de Rosas ameaçava sua liberdade. Para acertar os cinco milhões de pesos que o Uruguai devia ao Brasil, as duas nações fecharam o “Tratado da Dívida”. Após três anos de obra, a dívida virou ponte. Atravessei-a com o pensamento descuidado, brincando de adivinhar o que me esperava na outra margem: outro país, amigo, sim, mas muito diferente.

No meu passeio pela cidade, ainda me marcaram três prédios.
A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, localizada na frente da Praça das Bandeiras, templo católico em estilo barroco, com altares de madeiras esculpidos à mão, lindíssimos vitrais e um parlatório de mármore de Carrara. As imagens sacras, que datam da época de sua conclusão (1875), vieram de Portugal, e a imagem do Altar Central é em tamanho natural. Dentro dela assolou-me uma aura de bem-estar e paz. Outro mundo, sem chão e sem sofrimento.

O Museu Carlos Barbosa, prédio construído em 1886, em estilo neoclássico, que foi residência da família de Carlos Barbosa Gonçalves. Vestuário, roupa de cama e banho, mobília, louças e objetos variados tudo original e conservado, como se a qualquer momento alguma pessoa da família pudesse chegar e dar vida outra vez àquelas peças. Fui tomada do mesmo deslumbramento de quando vi pela primeira vez o Palácio Imperial em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

A Igreja Matriz Imaculada Conceição, templo católico, mandado construir pela Sra. Minervina Carolina Corrêa, iniciado em 1909 econcluído em 1912, em estilo gótico. O parlatório e os altares são de mármore de Carrara branco. A imagem da Virgem Maria que está no altar-mor, feito de mármore colorido, é em tamanho natural, e suas medidas são exatamente iguais às de Dona Minervina. Em 1953, ela doou seu patrimônio ao Bispado.
Registro aqui uma história da tradição oral sobre a qual não encontrei nenhuma referência:

Minervina foi devolvida aos pais pelo marido depois do casamento, teve que se vestir de luto e não podia frequentar as missas da Igreja, que é hoje a matriz do Divino Espírito Santo. Por isso, mandou construir ao lado de sua residência esta Igreja. Ela entrou em contato com o Papa e prometeu doá-la com a condição de que no altar-mor houvesse uma reprodução dela e que seus restos mortais fossem enterrados dentro dela. Isso conseguido, ela deu o prédio para a Igreja. O fim da história é para refletir: é comum ver-se pousado, na época da arribação, no campanário da Igreja, um falcão dourado.

Li não me lembro onde que Jaguarão é uma “pérola cultural”. Essa metáfora define ricamente esta cidade escondida no extremo sul do Brasil. 

Referências:
http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=1&noticia=36715
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=431100#
http://www.brudam.com.br/informativo/ver.php?id=702
http://www.riogrande.com.br/jaguarao_jaguarao_jaguarao_uma_cidade_estrategica-o11165-en.html
Foto: Mardilê Friedrich Fabre
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2011
Código do texto: T3058525

domingo, 26 de junho de 2011

Tristán Narvaja: O Bestiário Do Outro Amon


Pero sabed que la poesía se encuentra en todas
 las partes donde no está la sonrisa estupidamente
 burlona del hombre con cara de pato. (Lautréamont)


Todos os domingos, la Calle Tristán Narvaja em Montevideu, abriga uma feira de pulgas famosa onde se pode encontrar de tudo. Pregos, botões, qualquer tipo de antiguidade, livros raros, o que se puder imaginar.
Mas não era domingo, era uma sexta feira e, mate na mão, saímos a buscar alguns títulos nas livrarias e sebos que estão dispostas quase lado a lado,  nesta  rua tradicional da capital uruguaia. A faina era localizar a Invenção de Morel do Bioy Casares e uma edição dos Cantos del Maldoror  de Isadore Ducasse, o Conde de Lautréamont. Súbito,  nos deparamos não apenas com os Cantos de Isadore, mas com os próprios seres fantásticos de Lautréamont.

El guardián de la casa ladra sordamente, porque le parece que una legión
 de seres desconocidos  se filtra por los poros de las paredes
y traen el terror a la cabecera del sueño. (Los Cantos de Maldoror) 

Tais esculturas estão expostas nas Babilonia Livros da Tristán Narvaja. São obras do artista   Jorge Añon  livremente inspiradas nos seres fantásticos descritos pelo Conde. Este poeta uruguaio nasceu em Montevideo em 1846 e envolto em mistério e sombras radicou-se em Paris onde se auto concedeu o título de Conde e sua alcunha  Lautréamont  referir-se-ia a um outro Amon, (Le autre Amon).  Isadore Ducasse teve uma breve existência, vindo a falecer em 1870 com 24 anos.   



Ademais do que buscávamos, rebuscamo-nos com um Alejo Carpentier, "Reinos deste mundo", um Vargas Llosa, "Tia Julia y el escribidor", "Apocalipticos e Integrados" de Umberto Eco e uma Antologia de la Literatura Fantástica organizada por Silvina Ocampo, Borges e Bioy Casares. 
Finda a jornada, regressamos para o encontro com nossas musas que também se fartaram nas Lojas da 18 de Julio,  abrigando-se contra a brisa fria que vem do rio da Prata. 



Jorge Passos e Sérgio Christino 

sábado, 15 de janeiro de 2011

MARIA VOLONTÉ EN LA BIBLIOTECA CAFÉ

Los Sábados de enero a las 21

MARIA VOLONTÉ

OLOR A MUJER

De vuelta en Argentina, la cantante y compositora María Volonté
nos invita a compartir una noche íntima y sensual,
celebrando la creatividad femenina.

Este nuevo espectáculo une obras de las grandes compositoras latinoamericanas,
Gracias a la Vida, La Flor de la Canela, Bésame Mucho
y canciones inspiradas por mujeres inolvidables, Naranjo en Flor,
Los Mareados, etc. con las propias composiciones de María,
que forman parte de su flamante disco 9 Vidas.

María Volonté voz y guitarra, Kevin Carrel Footer armónica

Para maiores informações veja : http://www.labibliotecacafe.com.ar/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

La Recoleta

Escultura interior mausoleo - La Recoleta - foto J. Passos


Calle Corrientes

O paraíso para os amantes da literatura em Buenos Aires se chama Calle Corrientes.
Forramos o poncho a preços baratíssimos.
Só pra exemplificar, o Quijote completo em capa dura, 12 reais!
Dica, libreria de las Ediciones Libertador!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Buenos Aires, Caminito, Biblioteca Café y Boquitas Pintadas


Chegamos ontem a Buenos Aires, viagem muito confortável de uma hora e quinze minutos pelo Buquebus saindo de Colonia. A cidade estava comovida com o falecimento da grande escritora, compositora, dramaturga e música, María Elena Walsh. "Como la Cigarra", "Las estatuas", são algumas de suas canções mais conhecidas no Brasil por meio da voz de Mercedes Sosa.

Foi dia de reconhecimento. Caminhamos à tarde no entorno do hotel Esmeralda, que fica na rua Marcelo Alvear a duas quadras da Av. 9 de Júlio. Almoçamos no restaurante Natascha que fica na esquina com Suipacha. Caminhamos pela 9 de Julio e entramos na calle Lavalle. Encontramos uma agência de reservas de shows e espetáculos. Procurávamos algo que não fosse para "turistas". Olhando a cartelera, me atraiu um concerto na Biblioteca Café. Mas isso, contamos depois. Pudemos observar que a capital argentina está literalmente tomada pelos turistas de todas as partes, entre eles, muitos brasileiros.

Acordamos cedo hoje. Destino, Barrio la Boca, mais precisamente El Caminito. Em vez de tomar um táxi, decidimos caminhar até a Praça San Martin e tentar ir de subte. Encontramos amável paisano o qual nos informou que para onde íamos, só havia ônibus, que passava ali na praça mesmo, el 152. A dificuldade foi encontrar moedas para pagar a passagem, concedida por uma máquina ao entrar no coletivo. Custa um peso e 75 centavos, aproximadamente um real.

Transposto esse contratempo, embarcamos e em 15 minutos estávamos entrando na magia de El Caminito. É realmente um passeio fantástico. Assim caminhamos por entre caminitos, enfumaçados pelas parrillas, dançarinos, pinturas, e muito artesanato típico com a temática do tango imperando, além do pampa e de tudo a que se refere aos costumes platinos. O couro, de todas as formas e cores, é o forte da maioria dos objetos expostos a venda, bem como as peles, o que nos lembrou o massacre de pequenos animais como raposas, chinchilas e outros de pele "nobre" .

Este fato parece não incomodar a quem os vende e muito menos a quem os compra, pois por aqui, parece ser normal possuir um casaco maravilhoso de pele legítima! O melhor foi o almoço, em lugar aprazível, pátio sombreado por um paraíso imenso, que dá o nome ao lugar. Lá pudemos apreciar um belo assado, tomar a cerveja Patagonia, com lúpulo daquela região...tudo ao som de don Miguel Córdoba, guitarrero e intérprete de tangos de voz suave... Como dicen los porteños, fenómeno de tarde!

Retornamos de ônibus e tiramos fotos de prédios incríveis, inclusive a Casa Rosada... Descemos no mesmo ponto da plaza San Martin e caminhamos até a Florida, rua famosa por seu comércio de primeiro mundo. Entretanto, sentimo-nos assediados pelos vendedores que ficam na porta das lojas convidando a entrar...um pouco constrangedor, porém insuficiente para diminuir o encantamento da cidade. Ainda assim, vale a pena conferir o preço das chassimires, bolsas e casacos de couro, belíssimos...

No hotel, pequena pausa para descanso e preparativos para a noite. Que noite!!! Maravilha de espetáculo na Biblioteca Café: Boquitas Pintadas, cinco mulheres fantásticas tocando e encantando com o tango! O lugar é simplemente surpreendente, pequeno, aconchegante, atmosfera Borgiana, culinária deliciosa. Alvear, 1155. O café abre diariamente e serve de tudo, desde que se faça reserva de mesa... Vale a pena conferir.

Pra terminar o diário de bordo de hoje, o registro da forma gentil e cortez com que fomos tratados em todos os lugares pelos hermanos porteños! A Confraria está se sentindo em casa!

Jorge e Analva Passos - 12/01/2011

Plaza San Martin - Mephisto y Fausto.
Barrio La Boca - Caminito - El Paraíso
Biblioteca Café - Boquitas Pintadas

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Colônia do Sacramento - Uruguay






Meu coração português
Caminha pelas alamedas
De Colônia do Sacramento.

Da mourisca Plaza de Toros
Ouve-se ainda um grito de Olé!

Aguarda inquieto o Rio da Prata,
A navegação do amanhã.

Jorge Passos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Rumbo al Sur


Zarpamos dia 29 já quando o sol se fazia alto. Problemas no provisionamento de bordo e bagagem da tripulação atrasou o pérola negra. Mesmo assim, contando com ventos favoráveis chegamos a São José do Rio Preto por volta das 22. Ontem , saimos cedo e chegamos a Osório, já nas costas do sul. No momento, aguardamos liberação da ponte sobre o Guaíba. Chegada ao porto de Jaguarao prevista para fim da tarde.

Ass. Alto Almirante- Analva Passos
Imediato- Jorge Passos

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...