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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ciclo de Comédias tem sequência nesta quinta-feira no Cineclube Jaguarão



Dando sequência ao Ciclo de Comédias do mês de Agosto,  o Cineclube Jaguarão em parceria com a Confraria dos Poetas, exibe nesta quinta (14), as 19:30, no auditório da Câmara de Vereadores,  o filme Sete Minutos. 

Baseado na peça teatral de mesmo nome, escrita por Antonio Fagundes e dirigida por Bibi Ferreira, Fagundes interpreta o personagem principal, um ator veterano e bem ranzinza que, em uma montagem do clássico Macbeth, de Shakespeare, interrompe e abandona a sessão por não suportar mais os celulares e bips tocando, as tossidas da platéia e um senhor, na primeira fileira, sem sapatos e com os pés sobre o palco. Exasperado, ele ainda tem de agüentar, nos bastidores, confusões com sua empresária, um ator iniciante, dois espectadores revoltados  e um tenente de polícia.

A situação extrema é usada pelo ator/autor para fazer uma verdadeira declaração de amor ao teatro, desabafar sobre suas experiências no ofício e soltar farpas sobre a crítica especializada e o governo. Os sete minutos do título se referem ao tempo máximo, segundo estudos, que as pessoas conseguem manter-se atentas à televisão, por exemplo. Fagundes soube escrever um texto com conteúdo e, principalmente, com um humor simples, mas cheio de tiradas de bom gosto e originais. Coisa rara nas comédias de hoje em dia. 

domingo, 25 de maio de 2014

Don Quijote -Parte VII


VII - La última batalla de nuestro héroe. Duelo entre los escuderos de Blanca Luna y Don Quijote es de dar muchas carcajadas.

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César


Don Quijote - Parte VI



Sansón Carrasco y su plan para traer don Quijote a la realidad.

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César

Don Quijote - Parte V


V - El combate con los molinos

Em cena: Ema Entenza recita o poema El Hidalgo y los Molinos, de Martim Cesar.
Fernando Petry, como Don Quijote, Sandro Calvetti, Sancho Panza.
Molinos: Juliana Lima, Lorena Feijó, Danielle Pinto, Maria Laura Lucas.

        El hidalgo y los molinos

¿Quién podria hacer frente al furor de los gigantes
Sino el más bravo de todos los caballeros andantes
El más valiente hidalgo que ha cruzado estos caminos?

¿Qué le importa si la magia de un malvado hechicero
Con sus ardides desvirtue el mirar del mundo entero
Para que nadie vea más que el imagen de molinos?

Los siglos venideros se acordarán siempre del día
En que el heroico caballero con pericia y maestria
Enfrentó el más temible y más feroz de los gigantes

Y si afirmaren que se vio derrotado en su intento
Que eran solamente molinos inpulsados por el viento
Ha de ser por esa magia que iludió también Cervantes.

                                    ( Martim César)

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Don Quijote- parte IV


IV - La Taberna, la consagración, el encuentro con Dulcinea, el bendito bálsamo de Fierabrás

Em cena: Magda Burch, recita poema, Fernanda C. de Ávila como bailarina, Fernando Petry, don Quijote, Sandro Calvetti, Sancho Panza, Jorge Passos, Posadero, Giovanna Ávila, pícaro viajero, Nedison Souza, viajero risueño, Michely Gualano, viajero silencioso, Cintia Croucillo, Dulcinea

          Poema:   Por amor a Dulcinea

 Nunca hubo un otro amor más verdadero
 Tal vez ni mismo el de la Penelope de Homero
 Siempre esperando Ulises en su eterna Odisea...

 Tampoco Shakespeare, el bardo incomparable
 Ha narrado uno más bello e inquebrantable
 Que el de Don Quijote por su amada Dulcinea.

 Quiza todas las estrellas que comprende el universo
 O acaso el mejor poeta al escribir su mejor verso
 Puedan expresar ese sentir tan venturoso...

 Porque todas las glorias en batallas desiguales...
 Porque todas las vitorias y hazañas imortales
 Se las ofreció a su señora... Dulcinea del Toboso.
                             
                                  ( Martim Cesar)

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César

Don Quijote - Parte III


III - el reclutamiento de Sancho Panza para fiel escudero del ingenioso hidalgo.

Em Cena Fernando Petry no papel de Quijote e Sandro Calvetti no de Sancho

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.

Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César Gonçalves.

Don Quijote - Parte II


II - Las preocupaciones de la familia y amigos, la censura de la biblioteca

Ama: Cristiana Duarte
Sobrina: Elenisse Mederos
Cura: Denis Leal
Barbero: Nedison Souza
Quijote: Fernando Petry
Aldeano: Paula Pierina

Nesta segunda cena, ainda se ouve o bombardeio em La Mancha, Na noite de 13 de julho de 2002, em plena comemoração da Semana de Pelotas, bem perto do Teatro Sete de Abril,  ocorria uma queima de fogos de artificio. Atrapalhou um pouco no inicio, mas depois, fez-se o silencio essencial. 

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César Gonçalves.

Trilha sonora: Paulo Timm e Fabricio "Pardal"Moura

Don Quijote - Parte I


Cena I - Donde se introduce a don Alonso y su fervor por los libros

Don Quijote - Fernando Petry
Ama- Cristiana Duarte
Sobrina- Elenisse Mederos

Nesta primeira cena, um acaso nos proporcionou um belo efeito sonoro que não estava no script. Na noite de 13 de julho de 2002, em plena comemoração da Semana de Pelotas, bem perto do Teatro Sete de Abril,  ocorria uma queima de fogos de artificio que na peça criou um clima de guerra, com bombas e canhões, bem no momento em Don Alonso faz um discurso inflamado e se transforma em Don Quijote, um cavaleiro em busca de aventuras e proteção aos fracos e oprimidos.

Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.
Guión, textos y diálogos:   Jorge Passos y Martim César Gonçalves.

Trilha sonora: Paulo Timm e Fabricio "Pardal"Moura

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Don Quijote de La Mancha - Bastidores


Numa Produção do Grupo Ala de Cervantes, formados por alunos de Letras da UCPel, Extensão Jaguarão, Don Quijote de La Mancha, El Ingenioso Hidalgo,  de Miguel de Cervantes. Adaptação para o teatro por Jorge Passos e Martim César Gonçalves.
Apresentação no Teatro Sete de Abril , Pelotas, em 13 de julho de 2002.

Guión, textos y diálogos:   Jorge  Passos y Martim César  Gonçalves.

Poemas: Martim César Gonçalves.

Elenco

Don Quijote:      Fernando C Petry
Sancho:               Sandro Calvetti
Ama:                    Cristiana Martinez Duarte
Sobrina:               Elenisse M Garcia
Cura y Escudero Narigón :  Denis Caetano Leal
Barbero y viajero 3 :   Nedison R Souza
Posadero, Sansón Carrasco: Jorge L N Passos
Viajero 1 :     Giovana L de Ávila
Viajero 2:     Michely A. V. Gualano
Dulcinea:     Cíntia  Brum
Aldeano :     Paula Pierina  Noble
Bailarina:     Fernanda C. Silveira de Ávila
Molinos:      Juliana O Lima
                   Lorena S de Paula
                   Danielle O  Pinto
                   Neusa Marilú Duarte

Constructor de molinos:   Gunther  ....................
Recitación  poemas:    Ema Pica
                                   Magda B de Faria
Vestuário y Escenário:               Maria Laura C. Lucas
Fotografia y divulgación:             Neusa Marilú Peres Duarte

Dirección e iluminación :  Alencar Porto

Trilha sonora: O Sonho de Cervantes, música de Martim César e Paulo Timm.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Elegia a Sancho Pança



                Por ti, Sancho Pança, foi criada a palavra lealdade
                E foi mais alto e mais real o valor de uma amizade
                Que uniu dois seres na mais insólita aventura...

                Por ti, que eras ninguém e, no entanto, tudo eras         
                (Pois fostes a terra que sustentou as vãs quimeras)
                Nasceu a lenda do Cavaleiro da triste figura...

                Eternamente andarás pelos caminhos de Espanha
                Junto a D. Quixote, a acompanhá-lo em sua façanha
                De sagrar-se, dentre todos, o maior dos cavaleiros
               
                Pois desde então, na alegria, na tristeza ou no perigo
                Sempre que alguém quiser saber o que é um amigo
                Recordará a Sancho Pança,o mais fiel dos escudeiros.



Martim César Gonçalves

Núcleo de Teatro da UFPel: temporada 2012-2


  
20 de setembro

Espetáculo: Piratini canta os Farrapos

Sinopse: Bento Gonçalves, um dos principais articuladores do movimento Farroupilha, acaba de morrer. O ano é 1847. Após saber da morte de seu líder, o povo de Piratini se reúne na sede do Governo da primeira Capital da República Rio-Grandense para prestar sua última homenagem. Em vez de chorar, os Piratinienses se juntam em coro e contam e cantam a história da República Rio-Grandense como um tributo a Bento Gonçalves.  A sede do governo serve de cenário para que o ideário Farroupilha seja lembrado como herança não apenas a Piratini, mas ao povo de todo o Rio Grande. Cada memória serve para que, ao final, todos compreendam que os ideais de Bento fazem parte de todos os presentes. Com isso, o rito termina em comemoração, pois Bento vive em cada um dos presentes e Piratini é seu principal símbolo, pois guarda em seu imaginário a herança do bravo general e dos ideais Farroupilhas: a liberdade, a igualdade e a humanidade.

Interpretação: Núcleo de Artes Piratiniense

Texto e direção: Adriano Moraes e Elias Pintanel

Local: Museu Barbosa Lessa (Piratini)

Horário: 15h

27 de setembro

Espetáculo: Quando as máquinas param, de Plínio Marcos

Sinopse: Zé e Nina são casados. Moram em um barraco em uma região de uma periferia qualquer. Zé está desempregado. Nina faz pequenos trabalhos como costureira: única renda do casal. A relação desse casal é permeada por um misto de amor conjugal e repulsa pela situação de crise econômica. A crise vence quando Nina declara a Zé que está grávida. É nesse momento que o tempo para os dois fica estático: como uma máquina que para repentinamente.

Interpretação: Elias Pintanel e Giovanna Hernandes

Direção: Adriano Moraes

Local: I Semana Acadêmica de Estética Moderna e Contemporânea

Horário: 22h

28 e 29 de setembro

Espetáculo: Pós-Fausto, de diversos autores

Sinopse: Fausto é o mito moderno do homem em busca do conhecimento supremo. O que impede essa façanha é outro conjunto mítico: o dogma da existência de Deus. O mito de Fausto é revisitado a partir de textos de Goethe, Paul Valèry, Fernando Pessoa, Nietszche e Jorge Luis Borges. O Pós-Fausto é um homem ainda em busca de conhecimento, não mais de um conhecimento absoluto, mas de fragmentos como totalidade de conhecimento. Pós-Fausto é uma tragédia subjetiva.

Interpretação: Elias Pintanel

Direção: Adriano Moraes

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h

05 e 06 de outubro

Espetáculo: Quando as máquinas param, de Plínio Marcos

Sinopse: Zé e Nina são casados. Moram em um barraco em uma região de uma periferia qualquer. Zé está desempregado. Nina faz pequenos trabalhos como costureira: única renda do casal. A relação do casal é permeada por um misto de amor conjugal e repulsa pela situação de crise econômica. A crise vence quando Nina declara a Zé que está grávida. É nesse momento que o tempo para os dois fica estático: como uma máquina que para repentinamente.

Interpretação: Elias Pintanel e Giovanna Hernandes

Direção: Adriano Moraes

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h

11 e 12 de outubro

Espetáculo: Alívio imediato, de diversos autores

Sinopse: O que fazer quando a fala é espontânea apenas em lugares em que a espontaneidade é quase nula? Esse é um espetáculo de um ator com Asperger: o que é dificuldade no dia a dia torna-se um alívio no jogo teatral. Aliviar-se é sinônimo de fala aberta, de gritos, de risos, de choro... enfim, de tudo aquilo que a síndrome de Asperger impõe como limite: o uso fluente da comunicação verbal e não verbal. Os textos ditos não tem tanta importância quando o que realmente importa é a comunicação direta, rápida, imediata.

Interpretação: Carlos Eduardo Pérola

Direção: Elias Pintanel

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h

19 e 20 de outubro

Espetáculo: “O mentiroso”, de Jean Cocteau

Sinopse: Um homem quer sempre dizer a verdade. No entanto, por intimidade com os discursos do cotidiano, é sempre impelido a mentir. Entre a mentira e a verdade está a aparência daquilo que o tecido social deseja. Entre mentir e dizer a verdade há um abismo chamado diálogo. O mentiroso é constituído de uma série de histórias que procuram revelar o suave limite entre o que aconteceu e aquilo que poderia ter acontecido. Trata-se mesmo de um jogo de imaginação em que o dito é mero pretexto para as cenas que configuram o dia a dia de todos nós.

Interpretação: Rodolfo Furtado

Direção: Elias Pintanel

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h

26 e 27 de outubro

Espetáculo: Sylvia, de diversos autores

Sinopse: Uma mulher revela suas paixões, suas fraquezas, seu senso de humor diante daquilo que mais a aflige: o espelho. A condição de ser mulher faz com que transite entre muitos papéis em que a fragilidade, a força, a memória de sua tradição são os elementos mais importantes. Nesse jogo com o espelho vai expondo um a um todos os seus desejos. Enquanto faz isso, possibilita que cada um de nós também remexa nessa noite escura que é a memória.

Interpretação: Giovanna Hernandes

Direção: Elias Pintanel

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h

09 e 10 de novembro

Espetáculo: Lua Nua, de Leilah Assunção

Sinopse: Essa comédia retrata as histórias de Silvia, Lúcio e Dulce: mulher, marido e empregada. O tempo é o de uma manhã em que tudo dá errado: a empregada se atrasa no mercado, o filho ainda dorme e pode acordar aos berros por causa da fome, o carro está na oficina, ambos têm reuniões importantes... Essa tensão é tomada como pretexto para que os papeis de mulher, mãe, marido, pai, empregada sejam discutidos por meio de um rápido jogo de diálogo em que o riso é fruto da própria experiência com cada uma dessas situações que se fazem presentes na maior parte das casas.

Interpretação: Vívi Famil, Rodolfo Furtado e Carlos Eduardo Pérola

Direção: Adriano Moraes e Elias Pintanel

Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves, 1149)

Horário: 23h


terça-feira, 19 de junho de 2012

Dia 23 de junho, Oficina de Técnicas de Teatro na Casa de Cultura


Estão abertas na Secretaria de Cultura e Turismo inscrições para a Oficina de Técnicas de Teatro: a criação, a produção e a apresentação teatral, a realizar-se na Casa de Cultura no dia 23 de junho, às 14h. Serão disponibilizadas 30 vagas, gratuitas, para maiores de 14 anos.

O projeto é uma iniciativa da Incubadora de Artes Cênicas da UFPel,  um programa de extensão do Centro de Artes, em parceria com o  Núcleo de Teatro da Universidade e o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Processos Criativos em Artes Cênicas. Participam do projeto 22 municípios que integram a AZONASUL e que receberão as primeiras oficinas nos próximos meses. 

Maiores informações podem ser obtidas pelo email secult.pmj@gmail.com ou pelo telefone 32615100.


Fonte: http://secultjaguarao.blogspot.com.br



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A realidade de Quixote

Fernando Petry como don Quijote na Peça encenada com o Grupo Alas de Cervantes

Que sabem os que o vêem tão somente como um louco?
De aventuras, quase nada; da história, muito pouco
Do mundo só conhecem o cinzento cotidiano...

Que sabem os que se riem da sua ingênua insensatez?
Se envelhecem em seus leitos, invejando-lhe a altivez
E morrem sem viverem (que é o destino mais insano!)

Acaso há melhor sina do que ser nobre entre os nobres
Humilde entre os humildes,  benfeitor dos pobres?
A quem jamais faltaste, destemido paladino...

D. Quijote de La Mancha, que em sua heróica epopéia
Ofertou todas as glórias à sua amada Dulcinéia
Sem buscar maior riqueza que o seu elmo de Mambrino.



                               Martim César Gonçalves

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Espetáculo Roda Viva em Jaguarão




Chico Buarque é considerado um dos grandes nomes da nossa cultura. Sua música é admirada por um público cada vez mais abrangente, ávido pela redescoberta da boa música brasileira.

Desde 2005 o Grupo RODA VIVA tem se dedicado a trabalhar e difundir a obra de Chico Buarque. Formado por jovens músicos no intuito de reunir amigos e celebrar sua obra, o grupo vem se apresentando em diversas casas noturnas e teatros de Porto Alegre e do interior do estado.

A RODA VIVA conta, atualmente, com mais de 80 canções de Chico Buarque em seu repertório. Efetuando uma cuidadosa reelaboração musical da obra, o conjunto se apresenta em espaços e situações diversas podendo adaptar seu repertório para cada situação.

O grupo é formado por José Leandro Luz (voz), Felipe Bohrer (violão, flauta e vocal), Juliano Luz (contrabaixo e vocal), Vinicius Ferrão (cavaquinho, bandolim e vocal), Jeferson Azevedo (percussão e vocal) e Lucas Dellazzana (bateria e percussão).

Nesta quinta-feira, dia 09 de fevereiro, as 21 horas, o Grupo apresenta-se no Teatro do Círculo Operário de Jaguarão.  

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cartas de Marear na Reinauguração do Teatro do Círculo Operário



Neste fim de semana, nos dias 17 e 18 de dezembro, o Círculo Operário de Jaguarão celebra a reinauguração do seu Teatro, palco de grandes eventos na memória do povo jaguarense.

Criado pelos Padres Premonstratenses, o Movimento Circulista, criado em 1932, era direcionado para os operários, das classes mais humildes, que à época não dispunham de nenhuma legislação trabalhista que os protegesse, o que veio acontecer com a promulgação da CLT.

Em Jaguarão, o Movimento Circulista foi fundado em 1948 com a implementação do Círculo Operário de Jaguarão situado no prédio construído em 1876 à Marechal Deodoro, 377. Desenvolvendo trabalho comunitário nas áreas da educação (alfabetização de adultos através da Ação Católica), preparação de jovens para o trabalho, na área de produção artística, o Círculo Operário teve uma grande participação no desenvolvimento humano da cidade.

Após um período de decadência e estagnação , com desativação quase completa de suas atividades, em meados do ano de 2001, um grupo de circulistas começou um trabalho de reerguimento do Círculo. Hoje, sob a presidencia da Fabiana Porto, o prédio está sendo recuperado, recebendo pintura nova, dispõe de amplas salas para alugar,  estacionamento capaz de abrigar 58 carros e agora reinaugura seu teatro com capacidade para 220 espectadores.

PROGRAMAÇÃO DE REINAUGURAÇÃO DO TEATRO DO CÍRCULO 

SÁBADO DIA 17/12 as 20h e 30min -  entrada franca

Apresentação de dança dos alunos da Apae( faz parte do projeto)
Coral Municipal
Paulo Timm
Alessandro Gonçalves
Hélio Ramires
Regis Bardini
Alencar Feijó
Gilberto Isquierdo

DOMINGO DIA 18/12 as 21h - R$ 10,00 ingressos limitados
Pré-lançamento do CD de Martim César Gonçalves

CARTAS DE MAREAR, com
RICARDO FRAGOSO
RO BJERK
PAULO TIMM
MARTIM CÉSAR

quarta-feira, 27 de abril de 2011

António Cabrita: Dúvidas de um Professor

Reproduzimos do " Raposas a Sul" , blog do António Cabrita, escritor e jornalista português residente em Maputo.

matta, coigitum: o mundo é complexo, não é?

Há situações que nos deixam desarmados, sem saber exactamente como reagir.
Procurava explicar aos meus alunos da universidade, do curso de Teatro, a diferença entre “teatro psicológico” e “teatro metafísico”, segundo o Artaud. E deu-me para exemplificar com a possessão.
Expliquei-lhes, na Europa acredita-se mais na dimensão psicológica: que uma pessoa cresce fomentando uma personalidade própria e que esta é intencional, dotada de vontade própria, pelo que cada um pode moldar o seu destino; enquanto aqui, em África, se acredita mais no agente externo, na influência que um espírito possa exercer sobre nós, apesar de nós e muitas vezes contra nós.
E, continuei, isto implica horizontes virtuais muito diferentes: na Europa as barreiras, os condicionamentos do que nos pode limitar, são tangíveis, são as circunstâncias sociais, as quais podem dificultar mas não impedem o acesso a uma consciência de si, portanto, há a sensação de que moldar, mudar o destino e a vida só depende de nós, i. é, idealmente, a vontade pode controlar o destino.
Aqui as barreiras são mistéricas, invisíveis, sobrenaturais, e não há limites para os efeitos dos espíritos sobre nós (O Espírito sopra onde quer, lê-se no Ezequiel), pelo que estamos mais indefesos e menos capacitados para dizer «eu», no sentido duma potência que se exerça. E então ficamos mais nas mãos do destino, sofremo-lo, não o dominamos.
E por isso, concluía, os africanos estão mais em condições de produzirem um teatro trágico ou metafísico do que um teatro psicológico.
Estou a reduzir muito, aquilo que foi uma longa exposição. Que acabava brincando: «mas como só na semana passada fomos possuídos 3 vezes, e já somos  experts na possessão, podemos passar aos meandros da psicologia, e minuciar agora as suas ilusões…». E vejo que se alastra um silêncio pesado, com velame e fortes rajadas de vento. Com a pulga atrás da orelha, ataco a coisa de frente: já alguém aqui esteve possesso?
E quatro alunos levantam o braço. Quatro em nove.
Peço que me contem como foi, e relatam-me experiências de alteração da consciência mas demasiado vagas e acostadas à crendice. E chego ao último que me diz: eu fui possesso há duas semanas. Peço-lhe então que pormenorize, pois tem ainda a memória fresca do que lhe aconteceu. E diz-me, eu estava no culto… Que culto? Da Igreja Universal, retorque. Fui tomado por uma inquietação e perguntei, há mais alguém aqui da Igreja Universal, e quatro alunos levantam o braço. Fiquei paralisado.
Não é a primeira vez que deparo com este facto, aqui. Normalmente metade da turma vive a cavalo entre duas epistemes, digamos assim, entre dois tempos históricos e cognitivos. Lembro-me, no ano em que cheguei, do longo debate entre os alunos, na universidade onde então dava aulas, porque no noticiário da maior televisão privada tinha passado “uma reportagem” sobre uma mulher que havia parido um bule e três chávenas de chá. E do burburinho, da discussão apaixonada que isso provocou na cidade, com metade da gente a jurar já ter assistido a fenómenos semelhantes. Mas para além do caricato, na verdade, não sei se sei exactamente lidar, enquanto professor, com quem vive entre dois modos de vida e de percepção tão distintos, vestindo um e outro consoante a conveniência. Tento, mas têm sido incertos os resultados.
E posso adquirir, assimilar, aprender uma coisa – o que quer que seja – se a minha gramática emocional pertencer a «outro lugar»? Ou posso ter dois amores, absolutos de manhã, parcelares à tarde, sem estoirar com os dois a prazo? Do ponto de vista da língua este “bilinguismo” não tem sido fértil: há mesmo um fosso de aprendizagem entre quem teve o português como língua mãe desde sempre e quem mamou primeiro noutra língua – o shangana, o ronga, o bitonga –, é uma coisa que qualquer professor isento sente. E pode-se ser um “actor completo” sem, dominarmos a língua a ponto de nos perdermos nela? Podemos de manhã fazer exercícios a partir dos métodos stanilavskianos e à noite participarmos na orgia dos espíritos do bispo Macedo, servindo dois deuses? Como “dar a ver” Picasso por braile? O teatro para eles é uma extensão do rito, ou é ao contrário? Há evidentemente pontos de contacto, mas eu que sempre fui um homem de fé (que se vestisse alguma religião seria budista) pressinto que terei de penar para converter em melhores alunos quatro flechas do Macedo.
Falo disto porque acho mesmo que é um desafio e que deve ser debatido e já decidi: na próxima aula incidirei nesse cruzamento entre teatro e rito.
Teremos de aprender conjuntamente, se calhar terei de me converter para captar o âmbito. Já me vejo de bispo, Bispo Cabrita. Ou será mais vantajoso ser Apóstolo, como o Tadeu? Talvez o Grotowski me promova a cardeal. Mas aí só trilarei ou acederei à palavra?   

António Cabrita  (27/04/2011)

Visite o Blog do Cabrita:   http://raposasasul.blogspot.com

sábado, 9 de abril de 2011

Montevideo - Dolor en el teatro: murió Elena Zuasti

Elena Zuasti - foto Observa.com.uy 

Hacia las 20.30 horas de ayer murió en el Teatro Victoria (Río Negro 1479) la actriz y directora teatral Elena Zuasti, en el momento en que se preparaba para dar la obra Barranca abajo. La artista había llegado al teatro a las 19.15 horas y pasó al camarín, donde se vistió con la indumentaria de Martiniana, el personaje que tenía a cargo representar. Cuando se estaba maquillando, a eso de las 19.45 horas, sufrió un infarto cardíaco, y pese a que fue asistida rápidamente por una unidad de emergencia móvil, falleció. Hoy sus restos serán velados desde las 8 horas en la Empresa Martinelli (sala 104), y luego serán conducidos a las 16 horas al Cementerio del Buceo.

"Ella parecía estar bien de salud, aunque el año pasado había tenido problemas cardíacos. Cuando ensayamos esta obra, trabajé con ella de manera muy delicada, porque ella fue mi profesora de arte escénico en la EMAD, y es muy especial dirigir a alguien que fue tu profesor. Era siempre la primera en llegar al teatro, tanto que yo siempre de decía que era imposible ganarle. Como docente era muy capaz, clara, era parca: hablaba poco pero lo que decía era lo importante. Y como actriz, manejaba muy bien los tiempos en escena: todo el mundo decía que en el personaje de Martiniana estaba brillante", comentó a El País Ernesto Clavijo, director de Barranca abajo.
Nacida en Montevideo en 1935, egresó de la EMAD en 1955, ingresando a la Comedia Nacional al año siguiente y permaneciendo hasta 1976. Luego su carrera se multiplicó por gran número de elencos y compañías, a las que aportó su proverbial profesionalismo, también basados en sólidos fundamentos metodológicos. Paralelamente, su labor docente la convirtió en maestra de más de una generación, enseñando en la Compañía Teatral Italia Fausta y en la EMAD, entre otras instituciones. Apasionada por trabajar con actores jóvenes y ayudarlos a formarse, en los últimos años había desarrollado rol de docente en la compañía Comediantes.com, de la Alianza Uruguay-Estados Unidos.
Más allá de su trabajo como actriz de teatro y docente (actividades que también desempeñó sostenidamente en el Interior), Zuasti se había sumado a varios emprendimientos televisivos (como A cara o cruz, y El año del dragón) y cinematográficos (como La espera, dirigida por Aldo Garay en 2002). También había divulgado sus profundos conocimientos de teatro en radio, además de participar en la introducción de la vanguardia teatral europea a principios de los años ´60, con la escenificación de Samuel Beckett. "Nosotros pensábamos que se iba a llenar de gente, pero no fue nadie", rememoró con humor poco tiempo atrás en una entrevista con El País. "Estoy en paz conmigo misma. No hice nunca nada que alterara mi paz interior. En ese sentido estoy bien. Los sueños no se me realizaron todos. No llegué a ser todo lo que quería, ni en el teatro ni en la vida", comentó en una ocasión.


Estávamos saindo de Jaguarão, a poucos metros da ponte Mauá, rumo a Montevideo para assistir a peça "Barranca abajo", quando recebemos ligação da mãe do Yamandu avisando-nos do cancelamento da função devido ao falecimento de uma das atrizes do elenco. 
A confraria transmite suas condolências e seu pesar por tão sentida perda para o teatro uruguaio.  

sábado, 2 de abril de 2011

Teatro em Montevideo - Yamandú Barrios em "Barranca abajo"

Yamandú Barrios Brochado

Espectáculos

"Barranca abajo" ubicada en los años 50


Original versión de Ernesto Clavijo en Teatro Victoria

El Teatro Victoria está presentando una original versión de la mayor tragedia rural uruguaya. Barranca abajo, de Florencio Sánchez, llegó a la sala de Río Negro 1479 en una curiosa versión del director Ernesto Clavijo, quien ubica las acciones en la década de 1950-60.
Con el apoyo del programa Montevideo Ciudad Teatral (de la Intendencia de Montevideo), la puesta cuenta con un elenco integrado por Pedro Piedrahita, Marta Vidal, Camila Sanson, Virginia Méndez, Laura Barboza, Elena Zuasti, Yamandú Barrios Brochard, Federico Torrado, Enrique Micol y Mario Rodríguez.
El drama del gaucho desposeído, que pierde de un solo golpe sus bienes y sus afectos, ha sido considerado, ya por la crítica del Novecientos, como la mejor obra de Sánchez, y puede verse también como la gran tragedia americana, formulando la aniquilación de un hombre honrado por causa de una sociedad egoísta. Con escenografía de Adán Torres y Carlos Pirelli, la versión busca actualizar un planteo que más de un siglo después sigue vigente.

Las funciones son viernes y sábados a las 21 horas y domingos a las 19 horas. Entradas: $ 180.

El País Digital: http://www.elpais.com.uy

Yamandú é um jovem ator, filho do nosso estimado amigo e artista Leandro Barrios e da Secretária de Cultura de Rio Branco Mireya Brochado. Para quem vai a Montevideo, boa programação assistir esta montagem da peça mais famosa de Florencio Sanchez.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...