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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Juca Ferreira defende política cultural para as fronteiras

Uma política cultural para as fronteiras e medidas para lançar um edital específico para pontos de cultura de fronteira. Estas foram algumas propostas anunciadas no último sábado (30) pelo ministro Juca Ferreira, em Jaguarão (RS), na divisa do Brasil com o Uruguai, onde participou de uma roda de conversa chamada Diálogo da Fronteira, com artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura locais. A ministra da Educação e Cultura do Uruguai, Maria Julia Muñoz, também participou do debate.

Ministros Juca Ferreira e Maria Julia Muñoz ressaltaram
                importância de políticas culturais para a fronteira -Foto Lia de Paula    
       

O ministro defendeu a construção, na fronteira, de um território de "amizade, parceria, vivência cultural e integração com países irmãos". O anúncio do possível lançamento do edital para pontos de cultura nas divisas já em 2016 arrancou aplausos dos participantes da roda de conversa.

"Pretendo construir uma política cultural para fronteira e Jaguarão é um ícone, um ponto de partida para isso", afirmou. "É preciso ser uma política que dê conta da diversidade presente nessas regiões e que, ao mesmo tempo, estimule a integração e as parcerias. Pensem no Ministério como um parceiro para apoiar esse processo que vocês já vivem", destacou.

A proposta recebeu apoio da ministra da Educação e Cultura do Uruguai. "Vamos estar sempre atentos a fomentar a cultura de fronteira. Ela nos une entranhavelmente. Nossos povos têm sonhos em comum", afirmou Maria Julia Muñoz.

Pontos de Cultura


Pontos de Cultura são entidades culturais ou coletivos culturais que, por desenvolver ações de impacto sociocultural em suas comunidades, são certificados pelo Ministério da Cultura, recebendo dele apoio institucional e financeiro. O Plano Nacional de Cultura - PNC (Lei 12.343/2010) estabelece em seu Plano de Metas o fomento de 15 mil Pontos de Cultura até 2020.

Em Jaguarão, o ministro ressaltou a importância dos Pontos de Cultura para o fomento da cultura de base comunitária no país. "Historicamente, as comunidades acharam uma forma de qualificar seu ambiente e superar a ausência do Estado. Muitas vezes, em um ambiente degradado e submetido à violência, as pessoas produzem um ambiente mágico que só a arte e a cultura são capazes de fazer", comentou.

Ferreira enfatizou, ainda, que os Pontos de Cultura são "parte insubstituível" da Cultura brasileira, presentes em todo o país, desde a periferia até as comunidades indígenas. "É preciso reconhecer o direito do povo brasileiro de ter apoio do Estado para que se desenvolva. Nós vamos trabalhar para ampliar essa experiência", frisou.

Outras demandas


Ao longo do evento, participantes puderam expor seus pontos de vista e fazer demandas. Luta contra a intolerância religiosa, maior acesso à cultura, investimentos para o setor do audiovisual da região e a cultura vista como vetor de integração e de desenvolvimento regional foram alguns dos temas tratados.

Outro pedido de destaque foi a necessidade de descentralização na distribuição de recursos para a área cultural. Em relação a esse aspecto, mais uma vez, o ministro foi enfático ao defender a reforma da Lei Rouanet.

"A lei Rouanet representa 80% do dinheiro que o governo tem para aplicar na cultura. É mal aplicado porque, em última instância, quem define o uso é o departamento de marketing da empresa. E a empresa se associa a quem pode dar retorno de imagem a ela, então, a restrição é imensa", lamentou.

Além de Juca Ferreira e da ministra da Educação e da Cultura do Uruguai, estiveram presentes à roda de conversa o prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e o diretor do departamento de Relações internacionais do MinC, Gustavo Pacheco, entre outros.

O Diálogos da Fronteira foi um dos compromissos cumpridos pela comitiva do Ministério da Cultural em Jaguarão ao longo do último sábado (30). Ao longo do dia, o ministro visitou espaços culturais e participou de cerimônia de celebração do reconhecimento da Ponte Barão de Mauá como primeiro bem binacional reconhecido como Patrimônio Cultural pelos países do Mercosul.

Fonte: Cecília CoelhoMinC

Ministro Juca Ferreira caminhou pela Ponte Mauá
Cerimônia de descerramento de Placa na Ponte Mauá, Patrimônio Cultural do Mercosul


 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Linha Imaginária – Documentário da Moviola sobre a Fronteira será lançado na TVE RS


Lançamento do novo filme da Moviola – A Linha Imaginária – ocorrerá no dia 23 de abril, quarta-feira, às 20h, na TVE RS (canal 7 – TV aberta) para todo o Estado do Rio Grande do Sul. A Linha Imaginária, novo documentário da produtora Moviola sobre a fronteira Brasil-Uruguai. Gravado em 2013 nas cidades de Aceguá, Chuí, Santana do Livramento e Jaguarão e financiado pelo Procultura-RS o média-metragem de 26 minutos aborda o universo cultural do território fronteiriço. Em Pelotas, haverá simultaneamente uma sessão do filme no Grande Hotel, com entrada franca.  



Fonte: http://www.ecult.com.br

segunda-feira, 15 de abril de 2013

JAGUARÃO/RIO BRANCO – PRÓXIMOS E DISTANTES


A fronteira Brasil-Uruguai, especificamente no caso de Jaguarão/Rio Branco, foi – e, em parte, ainda é – objeto de uma visão tradicional e geopolítica de ambos os Estados. Este fato se torna mais notório por ser ela a única, relativamente importante, entre esses dois países, que possui uma Ponte Internacional unindo-os, ou até mesmo, separando-os, pois acaba sendo um gargalo que impede, de certa forma, uma melhor integração entre os dois lados, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com as fronteiras Livramento/Rivera, Aceguá Brasil-Aceguá/Uruguai ou Chuí Brasil/Chuy Uruguai. Por ser a única fronteira com um rio por meio, acaba sendo, muitas vezes, prejudicada; justificando assim os versos de um compositor uruguaio de Rio Branco, Duca Marins (música do Jaguarense Hélio Ramirez): “Hay un río que nos une, y un puente que nos separa”.

Historicamente, desde a luta pela sua demarcação, as tentativas de expansão luso-brasileira e de resistência uruguaio-espanhola acabaram caracterizando esta região como uma área de conflito, onde o outro era visto como adversário na fixação de um território próprio. Essas visões, que deveriam ser ultrapassadas, a partir da estabilidade da linha demarcatória, continuaram fazendo parte do imaginário fronteiriço. Valendo-me do escritor Aldyr Garcia Schlee, cito o seu conto “Braulina”, onde há uma passagem que revela todo o drama - invisível, porém real - que envolve essa questão. O casal protagonista está no meio da ponte Mauá, ela dá um passo a mais e está do lado de lá, ele retém o passo e não atravessa a linha imaginária. Ela está no lado uruguaio. Ele, no Brasil. Ele então comenta: “Que engraçado, nós tão perto um do outro e tão separados!”. Nessa frase; nesse momento; nessa divisão, revela-se toda a barreira que não aparece à primeira vista, mas que está aí: presente no cotidiano de cada ser que vive neste espaço de mundo.

Entretanto, ao buscarmos as raízes históricas e culturais da formação do ser fronteiriço, encontramos, na maioria das vezes, um ser que não se considerava nem de um lado e nem de outro da linha divisória. Que se negava, em sua maneira de agir, a seguir o limite imposto pelos mapas e tratados. E foi esse modo de viver que acabou forjando a alma de muitos que foram se fixando na região da fronteira, desde a época da chegada dos europeus e seus descendentes a estas terras; desde os primeiros conflitos oriundos da busca dos portugueses de levarem os seus domínios até o Rio da Prata e da tentativa da Espanha de manter a posse do que considerava seu baseada nos tratados.

Posteriormente, na formação dos países, houve um processo de separação forçada, imposta pelos governos; e que, inegavelmente, foi necessário para a afirmação da identidade de ambas as nações. Porém, na atualidade, em um momento em que parecem ter sido superadas todas as ameaças de conflitos por limites e que se caminha para uma integração regional, busca-se inverter o sentido. Ou seja, almejar uma visão mais homogênea do mundo em que vivemos. Não somente na questão comercial, cuja integração parece bem mais avançada, mas também na questão cultural. Em suma, tratar de ser possível olhar para o “outro” sem vê-lo como “outro”, confirmando a tese de que “posso ser o que você é, sem deixar de ser o que eu sou”. 

Elisangela Vasconcellos
Acadêmica de Pós Graduação em Cultura, Cidades e Fronteiras 

Publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 03/04/2013


terça-feira, 12 de março de 2013

Fronteira - Além dos Limites


A fronteira, no seu sentido tradicional, vista como limite, como uma linha divisória fixa que separa duas regiões ou países, é uma concepção pouco perspicaz da realidade e, portanto, errônea. Ela, na verdade, é móvel e compreende um espaço bem mais amplo que o limite, abrangendo-o; sendo maior ou menor conforme a efervescência humana das suas margens, sobretudo nas chamadas “fronteiras vivas”, que no dizer de Enrique Padrós (1994), “são aquelas caracterizadas por uma presença demográfica relativamente importante, manifestando uma integração informal que sobrevive às conjunturas políticas de fechamento e de corte” (p. 76). Esse aspecto da relação humana que se forma entre os habitantes de um lado e de outro, também é ressaltado por Benedikt Zientara:

A ideia, universalmente difundida, de fronteira como linha que separa duas regiões diferentes, é errada.[...] as populações que vivem numa zona de fronteira dão origem a uma comunidade fundada em interesses particulares, mantêm entre elas, do lado de cá e do lado de lá da fronteira, uma intensa comunicação. (1989, p. 307-309)

Como intersecção entre dois espaços separados politicamente, conformando, portanto, um “terceiro espaço”, a fronteira apresenta características próprias, sendo um local de contato onde as diferenças se encontram e um lado interfere no outro. No caso das fronteiras entre nações, especificamente onde convivem aglomerações humanas, há uma situação bastante complexa, onde uma linha imaginária divide por vezes as famílias, mas não consegue desfazer a margem de fronteira que, independente das nacionalidades, faz com que uma boa parte dos indivíduos que ali habita viva de uma maneira própria, transformando, de certa forma, aqueles dois confins de países distintos em uma pátria particular.

Mas fronteira é uma região, que envolve a linha limítrofe. Região que pode ser geográfica, mas é, sobretudo, cultural e simbólica.(...) é um portal que muda o status das pessoas e das coisas. Uma zona de transição. Com este poder quase mágico, uma fronteira pode libertar ou aprisionar. Pode antagonizar. Mas pode também integrar. (AXT in GARCIA, 2010, p.13-14)

O termo “fronteira” advém do latim fronteria ou frontaria, significando o território in fronte. Provém do período de expansão do Império Romano e denominava a margem do território a ser defendida e projetava o que deveria ser conquistado. Processo semelhante ocorreu na China Imperial, que estendeu suas fronteiras até encontrar a resistência dos povos do norte, resultando na construção da grande muralha. Nas margens, ou seja, na fronteira que avançava na conquista ou estacionava na defesa, havia sempre o conflito, em maior ou menor grau, inerente ao encontro de culturas diferentes.

Outro enfoque importante, ao se definir a fronteira, é a questão geopolítica. Segundo Zientara:

a doutrina pseudo-científica dos confins naturais, chamada geopolítica (...) atribuía aos fatores naturais uma função determinante na história política (...) afirma que a própria natureza apontou aos vários povos as direções que deve tomar a sua expansão. (1989, p. 308-309)

Essa análise se torna relevante por ter sido a geopolítica, historicamente, usada repetidas vezes como argumento de Portugal, e depois Brasil, para estabelecer a fronteira sul no natural confim do Rio da Prata.

integrar não deve significar perda de identidade nacional, e sim, contato com outras identidades nacionais. É claro que a ideia de integração entre Estados implica também a transformação de mentalidades. (1994, p. 66)

A visão tradicional, que ocasionou uma separação cultural relevante, muito utilizada para a questão política de formação da identidade dos países, então em fase ainda de nascimento, e que perdurou até bem pouco tempo atrás é, portanto, uma perspectiva ultrapassada. A mentalidade que se busca, hoje em dia e doravante, é a de uma integração efetiva, em muito baseada na convivência educacional mútua, que leve a uma real integração cultural dos seres que habitam este espaço territorial: a fronteira.

Elisangela Vasconcellos
Acadêmica de Pós Graduação em Cultura, Cidades e Fronteiras 

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional no dia 27/02/2013 


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EXASPERADO

(no livro Sem Meias Palavras, 2002, Editora Ideia-PB, 
foto da Ponte Internacional Mauá, que une o Brasil ao Uruguay)
nasci e vivo
nas fronteiras
nos limites


que conduzem
ao espanto

e me revelam
em riso
silêncio
e pranto

Lau Siqueira




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Governo gaúcho e o Uruguai debatem intercâmbio para as áreas de fronteira

A parceria permitiria ao Governo gaúcho chegar de forma 
mais efetiva nas regiões de fronteira


O secretário Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, recebeu representantes do governo uruguaio, nesta quarta-feira (17), para debater parcerias entre o Governo do Estado e a União nas áreas de fronteira entre Brasil e Uruguai. A reunião ocorreu durante o Seminário Internacional de Cooperativismo, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, e teve a presença do diretor de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura do Uruguay, José Olascuaga, da superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Brasil, Dalva de Oliveira, entre outras autoridades. 

O objetivo da reunião, segundo o secretário da SDR, foi iniciar o processo de instalação de um intercâmbio de experiências entre os dois países, visando, também, o atendimento e o desenvolvimento das áreas de fronteira. Ele afirmou que os representantes do governo uruguaio querem conhecer e trocar experiências sobre programas desenvolvidos no Rio Grande do Sul, como o de extensão rural, o Programa de Irrigando a Agricultura Familiar, ambos executados numa parceria da SDR com a Emater, que poderiam ser implantados no país vizinho. 

Além disso, "eles querem apresentar programas uruguaios que podem ser aproveitados no Rio Grande do Sul. A parceria pode fazer com que o Governo gaúcho chegue de forma ainda mais efetiva nas regiões de fronteira", disse o secretário. 

No dia 14 de novembro, uma nova reunião deve ocorrer, em Porto Alegre, com a presença de técnicos e membros do governo do Uruguay da área do desenvolvimento rural com integrantes da SDR. A idéia é começar a montar um cronograma para iniciar o intercâmbio. 

IICA 
A reunião contou ainda com a presença de representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), tanto do Uruguay como do Brasil. Eles informaram que há um plano de desenvolvimento da fronteira encaminhado junto a MDA/BR. O processo deste plano está em tramitação no ministério e permite que se avancem as propostas de cooperação entre os dois países para o desenvolvimento da agricultura familiar e, inclusive, do cooperativismo.

Texto e foto: Roger da Rosa



quinta-feira, 14 de junho de 2012

PL dos Free Shops é aprovado em Comissão no Senado

De autoria do deputado federal Marco Maia, atual presidente da Câmara, o projeto de lei prevê a criação das lojas francas nas cidades que estão "coladas" às cidades estrangeiras.   Fonte: Rodolfo Stuckert

Foto da agenda do dia 14/03 - Comitiva gaúcha pede agilidade ao presidente 
Marco Maia para votação do PL dos Free Shops  

A matéria foi aprovada na manhã desta quinta-feira (14) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), do Senado Federal. O Projeto de Lei 6316/2009, de autoria de Marco Maia, está tramitando no Senado como Projeto de Lei de Iniciativa da Câmara (PLC 11/2012), que permite a instalação de free shops nas fronteiras terrestres do Brasil, segue agora para apreciação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Após aprovação na última Comissão, o Projeto de Lei segue para sanção presidencial.

Marco Maia é autor da proposta e trabalha junto a várias lideranças para a sua aprovação, uma vez que, a proposta é de extrema importância para o desenvolvimento das cidades ‘gêmeas’. "É comum ver moradores atravessarem a fronteira em busca de produtos de baixo preço. Muitos brasileiros trabalham e investem nas lojas dos outros países. Então, a proposta é acabar com essa distorção e trazer todos os benefícios dos free shops para os comerciantes e consumidores do nosso país", destaca Marco Maia.

No RS, os que se adequam ao projeto são os municípios de: Aceguá, Barra do Quaraí, Chuí, Itaqui, Jaguarão, Porto Xavier, Quaraí, Santana do Livramento, São Borja e Uruguaiana.


Por: Amanda Miguel 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Reunião no Consulado do Uruguay em Jaguarão sobre Saúde nas cidades gêmeas de fronteira

Reunião no Consulado Uruguaio discute ações  integradas para a saúde na fronteira 


Ante ofrecimiento del BID de créditos para implementar proyectos de infraestructura en ciudades gemelas, se llevo a cabo una reunión en el Consulado del Uruguay en Yaguarón con el fin de dictaminar cuales son las áreas prioritarias para implementar la inversión en infraestructura de la salud. Participaron de la reunión la Secretaria de Salud de la Prefeitura de Jaguarao Sra. Elaine Nunes, el Director de la Santa Casa de Caridad Dr. Marcelo Steimbruch, la Directora del Hospital de Río Branco Obstetra Yamila Bondad, y el Sub Director del Hospital de Río Branco Dr. Ernesto Vanegas y el Cónsul de Uruguay Daniel Botta.

De la reunión surgieron áreas prioritarias a ser estudiadas en la próxima reunión del 31 de mayo así como la creación de un Comité Binacional de Salud de las ciudades gemelas.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Integração na fronteira sul


Rio Grande de Sul busca melhoria de atendimento ao turista dos países do Mercosul

25/04/2012

Fomentar a cooperação e a integração com os países do Mercosul e qualificar o atendimento ao turista internacional que visita o país. Esses são os objetivos da ação que a Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Sul lançou, esta semana, em nove postos de informações turísticas do estado, localizados nas fronteiras com o Uruguai e a Argentina.

Equipes da secretaria percorrerão, até o dia 27 de abril, os postos localizados em Quaraí, Chuí, Jaguarão, Bagé, Santana do Livramento, Uruguaiana, São Borja, Porto Mauá e Porto Xavier. As visitas têm como foco identificar e quantificar as necessidades de investimentos e infraestrutura nos locais. A criação de Centros de Atendimento ao Turista e a qualificação dos Postos de Informações Turísticas na fronteira são medidas a serem implementadas pelo estado.

A partir de um diagnóstico, o projeto irá oferecer soluções que garantam a melhoria na capacidade, segurança e qualidade de atendimento ao turista, além de criar condições para a implantação de equipamentos adequados às atuais demandas do mercado turístico”, explica a responsável pelo projeto de Infraestrutura Turística Receptiva na Linha de Fronteira da Secretaria Estadual do Turismo, Mariana Milani.

Segundo a secretaria, a ação ocorre em sintonia com o Plano Nacional do Turismo e contribui para a integração entre os países do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina). O estado quer garantir investimentos e criar condições para tornar-se referência nos segmentos de negócios e eventos com vistas à Copa de 2014.  




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Meio ambiente e saúde: fronteira a perigo

Zona de alto risco sanitário a poucos metros do Free Shop
Em fins de janeiro deste ano, a Zona Comercial de Rio Branco, cidade fronteiriça com Jaguarão no RS, foi declarada de alto risco sanitário por casos de leptospirose que acabaram vitimando vários operários que trabalhavam numa obra encravada a poucos metros dos Free-Shoppings. Um dos operários não resistiu à doença e veio a falecer.

Segundo informações do Jornal El País, por ordem das autoridades sanitárias do Uruguay, o Município de Rio Branco fará um desmatamento e limpeza profunda na zona que está abaixo da Ponte Mauá.

O alerta que se faz às autoridades uruguaias responsáveis pela saúde pública é de que há outros perigos além da leptospirose. O armazenamento inadequado de pneus, conforme pode ser visto nas fotos que ilustram esta matéria, é uma forte ameaça de proliferação do Aedes Aegypti, risco aumentado devido à época de intenso calor e umidade.

La única forma de garantizar que esta enfermedad no se produzca en el Uruguay, es eliminando la presencia del mosquito transmisor: el Aedes aegypti.

Para esto, se deben anular los lugares donde los mosquitos ponen sus huevos y se reproducen: los recipientes donde se acumula agua, envases, cubiertas (pneus), baldes, floreros, tanques de agua, bebederos de animales. Todos estos recipientes deben ser vaciados, tapados o rellenados con arena, para evitar que las larvas se desarrollen en mosquitos adultos.

Acúmulo de pneus a céu aberto é foco de dengue
O preço vantajoso é responsável pela grande comercialização de pneus em Free Shoppings de Rio Branco e o descarte dos produtos usados torna-se um problema ao meio ambiente. Fomos informados que a poucos quilômetros da cidade uruguaia, há mais locais com depósito de pneus a céu aberto, o que aumenta o risco nesta época de intenso calor e umidade. Urge um programa de reciclagem e reaproveitamento. A recapagem e a utilização em asfalto tem sido um caminho. 


Nota-se que o desenvolvimento inegável trazido pela implantação dos freeshopps, ironicamente, não tem se refletido em melhorias urbanas na Zona Comercial onde estão instalados.

Recentemente, a playa El Remanso, em Rio Branco, também foi interditada devido aos altos índices de contaminação por coliformes fecais. Desta vez o problema é originado do lado brasileiro. O sistema de esgotos de Jaguarão não recebe tratamento, sendo jogado diretamente no rio, conforme declarações das autoridades sanitárias da Intendência de Cerro Largo. Com relação a este problema, a Corsan anunciará ainda em fevereiro, licitação para construção da elevatória e retomada da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Jaguarão.

O Blog publicou há poucos dias,  artigo de Sérgio Christino abordando a questão da moradia. Aponta reflexões do filósofo Heidegger que nos diz: “ a forma como você é e eu sou, a maneira como nós humanos somos nesta terra, é ... o habitar. Ser humano significa estar na terra como um mortal, significa habitar.” Assim,habitar é ser humano e é, da mesma maneira, pensar, já que o pensamento é próprio da condição humana. E argumenta que somente pelas formas de construir chegamos ao habitar – a ser e pensar.

Construir uma fronteira baseada no respeito ao meio ambiente e no desenvolvimento sustentável. Este o nosso desafio.

Na área de risco. Residencia com acúmulo de lixo atrai roedores.
Seria necessário um local adequado para a coleta de material reciclável.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dança na Fronteira - Encontro reunirá bailarinos de diferentes nacionalidades



De 10 a 14 de outubro a fronteira Jaguarão-Rio Branco será marcada por uma vivência em integração que utilizará o corpo e a arte como ferramenta. O evento Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação, prevê uma semana de intensas atividades em escolas, espaços culturais e universidade.

O encontro tem por objetivo difundir experiências culturais comunitárias e de dança integrativa em populações com capacidades múltiplas, promover a reflexão e formação em torno das linhas teóricas, metodológicas, artísticas e ideológicas que nutram o trabalho comunitário, gerar espaços de vivência onde o intercâmbio entre o fazer e o criar possibilitem um território para a sistematização das abordagens metodológicas em nível comunitário, além de promover a formação de público.

Atividades
O evento será composto por oficinas e mesas redondas que irão debater políticas públicas para a dança, trabalho em rede, dança comunitária, entre outros. “Realizar este evento na fronteira, é trabalhar para além do simbólico. A fronteira é um espaço de integração, que lida com o diferente, com o outro, o que tem tudo a ver com a proposta do encontro”, afirma Tamara Chiz, bailarina uruguaia, integrante da RED Lazos. Tamara ainda salienta a importância de ter representantes brasileiros no encontro, pois o Brasil ainda não faz parte deste coletivo, e há forte interesse nesta integração.

Projeto
A Residência Artístico-Pedagógica Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação faz parte do Projeto Corredor Cultural, que tem proporcionado a circulação de artistas e espetáculos entre Brasil e Uruguai, utilizando a região da fronteira como porta de entrada.

Promoção
É promovido e organizado pela RED Lazos (coletivo composto por bailarinos uruguaios, venezuelanos, peruanos, bolivianos e argentinos), Prefeitura de Jaguarão, Alcaldia de Rio Branco e Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com o Ministério da Educação e Cultura do Uruguai e Embaixada da Venezuela.


Inscrições
As inscrições para o evento são gratuitas. Mais informações pelo telefone (53) 3261-5100 ou pelo e-mail 
secult.pmj@gmail.com





CLIQUE AQUI   para conferir a programação 

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...