quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Chega de Saudade. Hoje tem baile no cineclube Jaguarão




E o Cineclube segue com a programação voltada à dança. Nesta quinta-feira (20), às 19h30 é a gafieira que ganha espaço na programação com o filme "Chega de Saudade", da diretora Laís Bodanzky. A entrada é gratuita.

Sinopse: Engana-se quem pensa que chegar aos 60 anos é sinônimo de uma vida desinteressante e sem emoções. “Chega de Saudade” conta as histórias de 5 núcleos de personagens que frequentam um baile em São Paulo. Permeadas de amor, solidão, traições, ilusões e desilusões, estas histórias contradizem o senso comum de que estes adolescentes de cabelos brancos são pessoas “em fim de linha” – tudo cadenciado por pérolas da música nacional e internacional.



Elenco:
Tônia Carrero (Dona Alice)
Betty Faria (Elza)
Cássia Kiss (Marici)
Paulo Vilhena (Marquinhos)
Maria Flor (Bel)
Elza Soares (Elza Soares)




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

I Encontro Lazos Binacional Uruguay - Venezuela -Transito Danza Integrat...



A Residência Artístico-Pedagógica Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação faz parte do Projeto Corredor Cultural, que tem proporcionado a circulação de artistas e espetáculos entre Brasil e Uruguai, utilizando a região da fronteira como porta de entrada.

Promoção
É promovido e organizado pela RED Lazos (coletivo composto por bailarinos uruguaios, venezuelanos, peruanos, bolivianos e argentinos), Prefeitura de Jaguarão, Alcaldia de Rio Branco e Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com o Ministério da Educação e Cultura do Uruguai e Embaixada da Venezuela.

Este vídeo registra a apresentação na Casa de Cultura em Río Branco
Espectáculo Artístico/ Transito Danza Integrativa, Grupo da Venezuela, na noite de 14 de outubro de 2011
Imagens Maria Fernanda Rullmann Passos

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sessão comentada de O Liberdade abre programação especial BPP 136 ANOS

CONVERSA SOBRE CINEMA



Cinema é o tema do evento que, nesta quarta ( 19), abre a programação que marca os 136 anos da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) - com atividades que se estendem até 14 de novembro, data da criação da instituição, em 1875. A previsão é de até dez eventos, reunidos sob o titulo geral deConversas sobre Livros, Cinema e Música , com a presença de autores, produtores e ativistas culturais em mesas-redondas com espaço para diálogo com o público. Com o título de Conversa sobre Cinema , a atividade da noite de quarta ( 19:30 horas) inicia com a exibição do primeiro longa-metragem da  produtora pelotense Moviola Filmes, o recém lançado O Liberdade. Na sequência, os realizadores conversam com o público sobre a produção centrada na história dos personagens que transformaram o bar que dá nome ao documentário de 71 minutos num reduto e templo do chorinho em Pelotas. Entrada franca - com retirada de senhas na BPP , no dia do evento.
CONFIRA / SERVIÇO
O QUE - Sessão comentada do filme O Liberdade , da Moviola Filmes. Abertura oficial da programação especial BPP 136 ANOS , da Bibliotheca Pública Pelotense.
QUANDO E ONDE - 19 de outubro , 19:30 horas , no salão nobre da BPP. Entrada franca, com retirada de senhas ( 200 lugares) no dia do evento, na Bibliotheca - Praça Cel Pedro Osório, 103
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Filme "O Liberdade", que lotou o Teatro  Guarani em seu lançamento em Pelotas, será exibido  em Jaguarão, provavelmente durante o mês de novembro. Grande expectativa para conferir mais este belo trabalho da Moviola Filmes.



domingo, 16 de outubro de 2011

“Jaguarão: alguns aspectos de sua história”


          A região onde hoje se encontra Jaguarão, primeiramente foi território indígena. Neste espaço geográfico do Pampa, uma nação viveu, por milhares de anos, sendo classificada pelos estudiosos como Tradição Umbu.  Com o tempo, tornaram-se ceramistas nômades da zona pampiana, e seus vestígios, potes de barro cozido, são identificados pelos arqueólogos como Tradição Vieira.  Com a chegada dos colonizadores passariam a ser chamados de Minuanos pelos espanhóis e portugueses ou Guenoas pelos jesuítas. (1) Deles sobrou apenas a história e os vestígios arqueológicos.
          Com a vinda dos europeus estas terras passam a ser disputadas  pelas Coroas espanhola e portuguesa,  o que acabou forçando a assinatura de vários tratados. O mais importante foi o de Madri (1750) no qual o RS acaba ficando praticamente com o mapa atual, ligado à Coroa Portuguesa. Porém, na prática isto não se concretiza e só em 1801, com o Tratado de Badajós, fica estabelecida a fronteira, tendo o Rio Jaguarão e o Arroio Chuí como limites entre Portugal e Espanha.  Por conta disso, Portugal envia uma Guarda Militar para às margens do Rio Jaguarão,  dando origem ao povoado que mais tarde se tornaria uma das principais cidades gaúchas no século XIX.   De Guarda da Lagoa e do Serrito (1802) se transformará logo em seguida na Freguesia do Divino Espírito Santo de Jaguarão (1812). 

Fonte: Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão.  Desenho da cidade atribuído a uma equipe francesa, contratada por D.Pedro II, para retratar lugares do Brasil. Desenho de 1817. (Data e autor a confirmar)
      Em 1832 é elevada a Vila, que na época tinha status de município, pela autonomia que possuíam. Neste período havia uma radicalização na província, que geraria em seguida a Guerra dos Farrapos. Nossa Câmara Municipal foi a 1ª a declarar apoio à  República do Piratini.
      A cidade foi se desenvolvendo a partir do comércio e contrabando com o Uruguai, e a partir da 2ª metade do séc. XIX, começa ser edificado o casario que até hoje ostenta sua imponência aos turistas que aqui chegam.
       Em 1845, o então Conde de Caxias determina a construção de várias fortificações no RS para proteção do Brasil, porém só foi erguido efetivamente o Forte D. Pedro II em Caçapava do Sul.  Em Jaguarão, o projeto seria no Cerro da Pólvora,  porém ainda não temos evidência que tenha sido iniciado. O trabalho arqueológico realizado em janeiro de 2011 nas ruínas da Enfermaria, dentro do Processo da  criação do Centro de Interpretação do Pampa, não identificou nenhum registro. No entanto, ainda não está descartada a hipótese, pois esta construção teria sido pensada para mais acima, próximo à torre de TV.
       Em 1846 ganhamos uma sede ecleseástica (Católica), o que levou ao começo das obras da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, concluída em 1867, no local onde se encontrava a antiga Igreja.

    Em 23 de novembro de 1855 Jaguarão é elevada a Cidade.  É considerado o 12º município gaúcho.  Em 1864 são iniciadas as obras do atual Mercado Público, concluído em 1867.    Em 27 de Janeiro de 1865, aconteceu o célebre conflito  com os orientais, dentro do contexto das guerras platinas.  Para desviar a atenção do Brasil sobre Montevidéu, o Cel. Munhós ataca Jaguarão, entrando pelo Paço da Armada. A Guarnição local, em número inferior, sob o comando do Cel. Manuel Pereira Vargas, juntamente com os policiais e a população local, conseguiu resistir, até a retirada dos invasores.  Isto rendeu a Jaguarão o título de Cidade Heróica. 




   Fonte: Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão.  Aquarela achada em um Sebo em Montevidéo e doada ao Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão. Datada de 1880. Autor desconhecido.

          
     Jaguarão se manteve entre as principais cidades gaúchas, tanto na política como na economia, até o início do século XX.  Seu desenvolvimento recuou quando da construção da ferrovia Rio Grande-Bagé e posteriormente Montevidéo-Rio Branco, uma vez que sua economia baseava-se fundamentalmente no comércio com o Uruguai.  A posse de Carlos Barbosa no Governo do Estado em 1909 e a construção da Ponte Internacional Mauá, concluída em 1930, fez com que a cidade ainda mantivesse status político e uma movimentação de capital e trabalho. Contudo, nas décadas posteriores dar-se-á um recuo econômico e a cidade, apesar de ter mantido seu status por longo período, pouco a pouco  vai  perdendo   prestígio e elementos que constituíam sua vida: aeroporto, fábrica de café, atividades culturais, jornais, políticos influentes no Estado, etc.  Isto tudo passou a pesar no inconsciente das pessoas, chegando a formar-se a idéia negativa “Jaguarão do  já teve”.   Este, talvez seja o grande desafio para os atuais gestores, não apenas políticos, mas das mais variadas entidades da cidade.  Resgatar a auto-estima da população, demonstrar que Jaguarão é uma “Jóia rara da arquitetura brasileira” e que estava em processo de hibernação, mais ou menos como nos foi colocado por um fotógrafo da National Geográfica que aqui esteve em setembro de 2009.

Paisagem antiga do Centro Histórico de Jaguarão. Com exceção (infelizmente) da esquina, onde hoje é o Banco do Brasil,  os demais prédios, com algumas variações (o sobrado ganhou mais um andar) e a praça,  que hoje é o Largo das bandeiras, mantém-se tal como eram.

    A publicidade estadual e nacional em torno do Tombamento do Centro Histórico da Cidade, e do tombamento Binacional da Ponte Internacional Mauá, é um dos aspectos que vem demonstrar este novo caminho, ou nova maneira de caminhar. E claro que não chegaríamos a este patamar se não tivéssemos  um grupo  de pessoas certas,  em lugares certos, e no momento certo.   Agora é cuidar e aproveitar aquilo que na maioria das cidades, sobretudo as de grande porte, não existe mais, e que aqui temos em abundância: um patrimônio material e imaterial invejável, prédios, cultura e memória, inclusive na zona rural,  um rio extremamente poético, uma paisagem ímpar, entre outros elementos.  A cidade é capaz de deixar perplexo, positivamente, um turista que por ventura fique algumas horas em Jaguarão, mesmo sem termos ainda infra-estrutura necessária para recebê-los em grande quantidade. Se conseguirmos superar as limitações que possuímos, e partirmos para a ofensiva, seguramente esta cidade, juntamente com seu entorno e a cidade irmã Rio Branco (Uruguai), será parada obrigatória para qualquer viajante ou turista.   “Somos uma pérola que havia ficado perdida.  Agora temos que apossarmo-nos dela, e mostrá-la para o resto do mundo.”

Carlos José de Azevedo Machado  (Prof. Maninho)

 1.     Pereira, Claudio Corrêa. Minuanos/Guenoas. Os Cerritos da bacia da Lagoa Mirim e as origens de uma nação pampeana. Porto Alegre: Fundação Cultural Gaúcha-MTG, 2008. (fragmentos)    

 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

El País Cultural: G. K. Chesterton e a narrativa Policial

Publicamos resenha de Elvio E. Gandolfo do El País Cultural UY, sobre o livro CÓMO ESCRIBIR RELATOS POLICÍACOS, de G. K. Chesterton
Detectives, asesinos y la lógica
Elvio E. Gandolfo
LAS RECOPILACIONES de ensayos de G. K. Chesterton son un festival de ingenio, sabiduría y capacidad inventiva. Eso cuando las hace él mismo. Nunca se le habría ocurrido una como ésta, con todos sus textos (o fragmentos de texto) sobre los "relatos policíacos". Inevitablemente, le habría sonado repetitiva. La selección incluye 42 trabajos de diversa medida, publicados entre 1901 y 1936, el año de su muerte. No hay explicación de su orden (que no es cronológico), pero sí se detalla su procedencia en las páginas finales.

El propio Chesterton creó un personaje muy conocido: el padre Brown. Aunque es bastante menos conocido que Sherlock Holmes, a quien dedica varios de los textos, aunque considera a Poe superior a Conan Doyle, justamente por ser poeta, y no a pesar de ello. Para él, además, la mejor novela de todos los tiempos es El último caso de Trent, de E. C. Bentley. Quizás se deba a que el "relato policíaco" al que se refiere Chesterton es básicamente la policial inglesa de enigma. Tanto el padre Brown como, sobre todo, Sherlock Holmes, tenían algunos rasgos de lo que después fue la "serie negra": por eso han perdurado.
Chesterton explica más de una vez que la llamada "literatura seria" le pone los pelos de punta: "yo me quedo con el hombre que consagra un relato breve a afirmar que puede resolver el misterio de un asesinato cometido en Margate antes que con aquel que dedica un libro entero a decir que es incapaz de resolver el problema de las cosas en general".
Unas páginas de su Autobiografía detallan la fuente de inspiración de su padre Brown: un cura real que lo asombró por su conocimiento de los crímenes y pecados humanos: "que la Iglesia Católica supiera más que yo acerca del bien resultaba fácil de creer, pero que supiera más del mal parecía increíble".
Otro tema repetido es el análisis de la lógica de un detective como Holmes. Para él es un invento brillante de Watson y, desde luego, de Conan Doyle: "Sherlock Holmes solo podía existir en la ficción; es demasiado lógico para la vida real. En la vida real habría adivinado la mitad de los hechos mucho antes de deducirlos".
En "La domesticidad de los detectives" admira la capacidad de los franceses para ir al grano y organizar el relato: Dumas le parecía un militar. No creía que Los tres mosqueteros fuera un derroche de plumas y espadas, o de pura aventura. Para él "no son mero derroche, sino más bien una revolución militar, incluso una revolución disciplinada, y, desde luego, una revolución muy francesa".
Una novela policial inglesa que podría haber ocupado un puesto de honor quedó inconclusa por muerte del autor: El misterio de Edwin Drood, de Charles Dickens. Chesterton expone las teorías de otros autores, y subraya su condición excepcional en la obra del autor: "La única novela que Dickens no terminó fue la única que necesitaba un final". El largo texto es de los más absorbentes del libro.
El estado de alerta y diversión que caracterizan a Chesterton desarticula el peso de la repetición. Siempre aparecen frases brillantes o cargadas de humor, paradójicas, inquietas: "Es un hecho bien conocido que le gente que jamás ha tenido éxito en nada termina escribiendo libros sobre cómo tener éxito"; "No podemos aterrorizarnos por una sociedad secreta de asesinos que se han conjurado para matar a un tipo tan aburrido que estaría mejor muerto"; "La mayoría de la gente, de hecho, está del lado adecuado y simplemente lo oculta".
En un texto sobre la lectura de novelas define el "talento de la novela inagotable" de Walter Scott, Thackeray o Dickens por la posibilidad de volver a entrar en esas largas novelas cuando quiere, "como otros entran en su club", siempre con la sensación de descubrir algo nuevo.
Cerca del final declara que una ciudad, al fin, es más poética que el campo: "la Naturaleza es un caos de fuerzas inconscientes, una ciudad es un caos de fuerzas conscientes". Esa convicción no haría más que demostrarse a partir del año 1936 en que terminaron su vida y estas páginas.
CÓMO ESCRIBIR RELATOS POLICÍACOS, de G. K. Chesterton. Acantilado, 2011. Barcelona, 255 págs. Distribuye Gussi.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...