segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um mundo em Jaguarão - Parte 2, por Ju Blasina

No final do sábado, 10, fizemos uma segunda rodada de Poesia no Bar - dessa vez, com a participação de premiados poetas uruguaios: Elbio Chítaro [Palavras rotas], Gerardo Ciancio [Cieno] e Andrés Echevarría [La sombra de las horas].


Conduzindo 'os trabalhos' da noite, estava o grande Jorge Passos - fica aqui o registro de uma de suas leituras - "Lixão" :



Bom, poesia no bar, quando no bar mesmo, tem que ter, entre outras coisas, mto barulho! Assista - e aumente o som para também ouvir - esta Ju Blasina aqui recitando o poema "Saber-se": 


Muito obrigada a todos com quem por lá tive o prazer de interagir!

Fico muito feliz que tenha sido este o primeiro evento cultural em que levei meu rebento, ainda na barriga! Voltei com a mala e a cabeça cheias: de livros, de memórias, de novas coisas adquiridas - todas excelentes!
Posso dizer que voltei renovada!


Foto by Ju Blasina
P.S.: E parabéns ao autor fronteriço Aldyr Garcia Schlee, patrono da 3ª Feira Binacional do Livro de Jaguarão, que acaba de receber mais um Açorianos, na categoria Narrativa Longa com sua mais recente obra "Don Frutos".
Beijos mil
JuB.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Um mundo em Jaguarão - Parte 1, por Ju Blasina

O último final de semana da 3ª Feira Binacional do Livro de Jaguarão foi simplesmente SENSACIONAL - como desconfio que tenha sido todo o evento!

Na sexta [dia 09] à noite, o lindíssimo Bistrô Almazen recebeu um bando de poetas de diversas partes deste pampa e ainda o português Paulo José Miranda, num encontro que entrou para a história da cidade e daqueles que por lá tiveram a felicidade de estar! Eis algumas fotos de um Poesia no Bar especialíssimo:

Daniel Moreira, Valder Valeirão, Alvaro Barcelos (todos 'idos' de Pelotas) e eu, no Menu ;]

[Carlos Di Jaguarão] E as leituras começam!
Carlos José de Azevedo Machado - Jaguarão
Jorge Passos - Jaguarão








Poeta português, Paulo José Miranda

o público...

...atento!
Pedro Gonzaga, Porto Alegre
"Quixote e seu cavalo, com lança e armadura..." - 
O Sonho de Cervantes, por Caminhos de Si [acesse e conheça mais]

Final da performance do Caminhos de Si e do desenho de Jairo Tx
Jairo Lopes - RG

Martim César - Jaguarão










E no sábado à tarde, tivemos um bate papo maravilhoso com a participação dasuruguaias Marisa Bentancur e Virginia Lucca - uns amores! Também estavam presentes na casa de Cultura de Jaguarão: Daniel Moreira e Valder Valeirão [de Pelotas], Jairo Tx e eu, Ju Blasina [por Rio Grande], Jorge Passos e Maria Fernanda, de Jaguarão. Falamos sobre teatro e literatura e fomento às artes e as [duvidosas] iniciativas governamentais de incentivo à cultura e a necessidade de se alimentar o [bom] gosto 'pela coisa toda' e o papel da rede[web, internet] dentro dessa grande rede e do nosso, que dela fizemos uso como leitores e autores, em meio a isso tudo: das responsabilidades da autopublicação, da atenção pelo onde, como e o que se posta.

Foi uma tarde daquelas de se sair tapando os ouvidos: para que tanta coisa boa recém-adquirida não caísse acidentalmente pelos buracos da cabeça!

E assistimos ainda a alguns vídeos produzidos por Jorge Passos e o povo da
Confraria dos Poetas de Jaguarão [◄ clique e visite o blog] - bateu até uma vontade de me mudar para lá só para fazer parte da trupe! Como diria um deles, ou todos, em uníssono:

"O poeta, enfim, é um caranguejo que se libertou do balde!"
- Ode à Confraria, de Martim César

... continua...
Ju Blasina

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Sobrado

a vetusta janela emoldura a vista desta solene ruazinha de pedras

N
ós nos sentimos lá dentro, no andar de cima da Casa do Barão.  Com o risco de incorrer num critério meramente saudosista, consideramos que as duas ou três lojas do térreo – onde realmente estivemos – representam uma afrontosa ocupação.
            Então é de se inventar, também, que nos abrira a porta um encarregado, homem encarquilhado, baixo e extrovertido. Tão falante que, já ao pé da escadaria de cedro, gesticulando com as chaves na mão, enaltecia os antigos fidalgos que, por mais de meio século, habitaram o casarão; e que, quando lhes convinha, em vez daquela escada, subiam pelo elevador – uma engenhoca (talvez de pau e ferro), com roldanas e cordas puxadas por escravos.
É de se supor, ainda, que lá dentro do sobrado restara um penumbroso vazio em que o bodum úmido do tempo tresandava das tábuas do assoalho e do teto; da escaiola, surpreendentemente conservada; e dos lustres de bronze que, por sorte, ninguém ousara desmontar.

            A Casa das Sete Torres e a Casa do Barão. Ocorre-nos assim, por cotejo, a decadência da nobreza rural – que Hawthorne, em seus escritos de Boston, tão comovidamente descreveu e que, com bastantes coincidências, representa um fato universal: o loteamento costumeiro das antigas e aristocráticas mansões.
            A cidade é romântica, por si mesma E, no momento, nossa alma é suscetível desta síntese: a beleza triste e melancólica do sobrado.
A observação distraída dessas ruas e dessas casas – algumas do século XIX –, a par do encantamento e da compreensão histórica, atiça a curiosidade. Quem foi o Barão?  Seus traços provavelmente quedaram nas sombras. Aquele ali, o da ponte histórica, chamava-se Mauá.
Quando objetivo, o interesse poderá ser contentado pela sondagem perseverante de um historiador. Mas cabe suspeitar que a expectativa muitas vezes se arrefeça com a correção da pesquisa. Além do que, o tom adequado para simbolizar a história desses casarões descuidados é justamente o mistério de seus personagens.
            O declínio da era rural. Cabe admitir que suas peculiaridades se tornem propulsoras de tantas e assombrosas conjeturas. Que o destino mudara o sítio de transcendência dos senhores que viveram nessas casas. Que muitos de seus descendentes estejam aqui. Que outros cruzaram a ponte velha e escultural, motivados por consórcios, partições, ou novos confortos.
Pois há mais, há sempre mais. Existe este horizonte raso, que parece sublinhar a similitude geográfica e definir linearmente entre os viventes dos dois lados uma afinidade anímica quase segredosa – como a afinidade dos que se gostam e que a distinção dos idiomas só consegue sublimar.
Ocorre-nos, lembrando o relato histórico e romanceado de Aldyr Garcia Schlee, que o castelhano Fructuoso Rivera – o Don Frutos – nos meados do século dezenove, sentiu-se em casa aqui em Jaguarão, enquanto se revigorava para reassumir o poder na banda oriental desta terra sem limites.

            Pois lá dentro do sobrado – onde pensamos estar –, ao escancarar-se na imaginação do abandono, a vetusta janela emoldura a vista desta solene ruazinha de pedras, deste antigo mercado, deste posto de saúde e deste céu fraternal que açambarca ainda um trecho do rio – que percorre o tempo celebrando a unicidade do pampa – e acaba naquela tira de campo arborizado que já é do Uruguai.
            E então, um de nós três visitantes, que somos cúmplices dessas esparsas especulações da realidade e de tantas fantasias – que são razoáveis, considerando-se o pertinente desfecho de certas tradições – imaginou o parecer de outro forasteiro, que estaria perto de nós:
            – O escritor jaguarense tem sortidas razões. Essas fronteiras demarcadas por alambrados e rios são convenções carentes de sentido. E a paisagem que ora se descortina é realmente – na nitidez dos sentimentos – a paisagem de uma terra só.
Uma terra só. O livro denomina, agora, esta rua curta que pode ser plenamente avistada pelos fantasmas do casarão. Não se trata de mera homenagem de reconhecimento, senão que um anelante propósito de alcançar todos os significados que transcendem este nome: Uma terra só.
Nada mais caberia dizer. Mas a curiosidade é impaciente e teimosa: que será da Casa do Barão? Admite-se, por hora, prescindir da resposta, porque o foco é o batismo da rua. Mas, amanhã ou depois – como se deu hoje com o fim do anonimato deste estreito e solene caminho de pedras –, aquele sobrado gris haverá de celebrar algo também importante: o desfecho de seu abandono.

João Félix Soares Neto


O arroio-grandense João Félix Soares Neto nasceu em 1936, numa manhã de natal. Vive desde os 12 anos em Pelotas, onde estudou no Colégio Gonzaga, dedicou-se ao jornalismo, trabalhou no BB e chegou a cursar Letras na UCPel. Foi parceiro musical-letrista- de Harry Rosa,Gélson Domingues e Alfredo Allgayer Osório. Depois de 70 anos, três filhos e cinco netos publicou em 2007, seu primeiro livro, “O cigarro ensangüentado”, que são as reminiscências de um guri repartido entre o bulício de uma pequena cidade e o ludismo rudimentar do campo. Lançou este ano em Pelotas,  sua segunda obra, “Na palma da mão – uns contos no sul”, ficção de prevalência realista.   


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Luzes! Câmeras! Poesia! Balde- Ação! Babel!!


Baldeação remete aos idos do transporte ferrocarril. Para mim evoca o trajeto da estrada de ferro Jaguarão-Pelotas. Na Estação Basílio baldeavam-se os passageiros para o trem que vinha de Bagé e que ia para Rio Grande passando pela Princesa. A pequena Basílio – que, na Revolução da Degola, resistiu ao tiroteio maragato em 1895 – era para mim a fronteira entre o trem bonachão, pasmo e o outro, a babel de negociantes que iam tratar de assuntos no Porto de Rio Grande, uma passagem forçada para o frenesi da vida moderna. Para os basilienses a baldeação era, quiçá, a celebração do evento histórico da Revolução Federalista – vinham todos à pequena estação e sempre mofavam um pouco dos passageiros.

Retomo o significado e a sonoridade da palavra baldeação no contexto do vídeo genial de Jorge Passos, que faz a leitura fílmica do poema Ode à Confraria, de Martim Cesar. Na verdade, um belo soneto cuja irônica chave de ouro constata que: O poeta, enfim, é o caranguejo que se libertou do balde.

O balde é o avesso, o que é imposto. Ora o baldear-se é fugir disto, da imposição. Bueno em termos da semântica, se pode dizer que o vídeo arrancou a poesia do balde, baldeou-a, fez do soneto – rimado, metrificado, disciplinado – palavra social. Baldeou-se a Ode. Confesso minha quase fanática admiração pela obra poética de Martim Cesar. Mas aqui é outro trem. A viagem é que é a mesma, a linguagem do cinema é o movimento, circulação de palavra-moeda, palavra sem dono, porém com seu atributo maior que é o valor.

Não se trata de uma arremetida contra a palavra escrita – são coisas diferentes. Não que as rebeldias intramuros de qualquer arte sejam condenáveis, pelo contrário a dialética das formas estéticas é que impulsiona a criação e o surgimento da renovação em novas escolas. A propósito, aproveito para saudar a antipoesia de Nicanor Parra – irmão mais velho de Violeta – que, do alto de seus 97 anos, logrou o Cervantes em 2011. Ele que viveu à sombra e na antítese da poesia bem escandida de Pablo Neruda. Permito-me seu Autorretrato:

Soy profesor en un liceo obscuro,
He perdido la voz haciendo clases.
(Después de todo o nada
Hago cuarenta horas semanales).
¿Qué les dice mi cara abofeteada?
¡Verdad que inspira lástima mirarme!

Y qué les sugieren estos zapatos de cura
Que envejecieron sin arte ni parte.
(fragmentos)

Sérgio Christino
Jaguarense, radicado em Pelotas, servidor público, advogado, especialista e mestre em Filosofia, tem trabalhos publicados em periódicos científicos nacionais, nas áreas de Ética, Filosofia Moral e Filosofia Política; dedica-se à pesquisa do Idealismo Alemão, donde traduziu, em co-autoria, o ensaio de Hegel sobre o Direito Natural, obra até então inédita em Português.  Militou no teatro amador, por dez anos, no grupo "Cabe na sacola", que se notabilizou pela proposta de um teatro pocket. Perfila-se com a Confraria dos Poetas de Jaguarão
Artigo publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 15/12/2011

Premios anuales de literatura del MEC- Uruguay

Gustavo Espinosa ganó con su obra "Carlota Podrida"

Ayer tuvo lugar la ceremonia de entrega de los Premios Anuales de Literatura 2011, edición Bicentenario, en el Museo Nacional de Artes Visuales, del Parque Rodó. La actividad contó con la presencia del ministro de Educación y Cultura Ricardo Ehrlich, la subsecretaria de Educación y Cultura María Simon, el director nacional de Cultura Hugo Achugar y la coordinadora del Área Letras Virginia Lucas. Escritores destacados y emergentes fueron distinguidos en este edición, que contó con más de 400 inscriptos y 60 artistas e intelectuales premiados.
En la categoría Narrativa el primer premio fue para el docente y escritor olimareño Gustavo Espinosa, por su libro Carlota podrida. El artista viene desarrollando una actividad sostenida desde tiempo atrás, que ahora se está haciendo más pública a fuerza de premios y ediciones de sus obras.
El segundo premio (siempre dentro de la categoría Éditos) fue para Damián González Bertolino por El increíble Springer, mientras que el tercero lo cosechó María del Rosario González, por Pégame que me gusta. También hubo una mención para el talentoso Roberto Echavarren, por Yo era una brasa. En el rubro Inédito el primer premio fue para Marisa Silva Schultze, el segundo para Marina Rodríguez Velázquez, y el tercero para Martín Arocena Segovia.
En la categoría Ensayo de Filosofía, Lingüística y Ciencias de la Educación, Sandino Núñez se hizo con el primer lugar del podio (en el área de Éditos) por Cosas profanas, mientras que en Ensayos de Historia, Biografías y temas afines, la profesora Ana María Rodríguez Aycaguer ganó el primer premio de trabajos éditos por Un pequeño lugar bajo el sol: Mussolini, la conquista de Etiopía y la diplomacia uruguaya, 1935-1938.
En teatro édito premiaron a Carlos Maggi y Santiago Sanguinetti, y en inédito, a Agustín Silveira Möller, por Olor a pobre.
CLIQUE AQUI  para ler mais sobre a obra de Gustavo Espinosa, "Carlota Podrida"

Fonte: El País Cultural http://www.elpais.com.uy

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Memórias da Feira



Retornar a Jaguarão e desfrutar da 3ª Feira Binacional do Livro foi uma grande satisfação. Poder circular na excelente estrutura da feira, folhear livros incríveis nas estantes, ter o livro autografado num espaço aconchegante, escutar todos os dias música de primeira qualidade saboreando um petisco em frente ao palco, além de conviver com o Patrono Aldyr Schlee e autores consagrados daqui , de Montevidéu e de Portugal, nos Colóquios da Feira, ficarão para sempre em minha memória, por toda troca de informação e cultura proporcionadas por pessoas “poderosas” e de alto astral.

Gostaria também, de registrar algumas sugestões para a próxima edição . A primeira diz respeito aos estandes, convocar as editoras das universidades, livros técnicos e científicos merecem estar presentes na Feira. Por ter uma característica Binacional, deixo em estudo a proposta de que alguns eventos, principalmente literários, aconteçam do lado da lá da Ponte. Creio que isto incentivaria a participação de alunos e professores hermanos cuja presença sentimos falta, principalmente quando grandes autores uruguaios sim , com importantes aportes à literatura, se deslocaram de Montevidéu, com o apoio do MEC uruguaio, para divulgar seu trabalho.

Elogiando o trabalho desenvolvido pelo Professor Carlos Rizzon, presença constante em todos os eventos, notei que os alunos e professores da Unipampa compareceram timidamente nos Colóquios da Feira, momento totalmente literário e cultural, bem como a CAJUJA, que pelo que vi, atuou apenas como empreendedora gastronômica no espaço da Feira.

Jaguarão cresceu em todos os sentidos, tem cultura , tradição e memoria, está a progredir, jamais voltará a ser o que era, graças a uma administração eficiente e inovadora.

Parabéns a todos os que trabalharam incansavelmente para o sucesso deste evento!


Analva Passos 


Ministra da Cultura visita início das obras do Complexo do Centro de Interpretação do Pampa



Na manhã desta quinta-feira, 15 de dezembro, a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, visitou o início das obras do Centro de Interpretação do Pampa (CIP), museu vivo sob responsabilidade da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) com foco nos aspectos da singularidade da região do Pampa Gaúcho. Participaram da visita também o Presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, a Superintendente do IPHAN-RS, Ana Meira, o secretário de Estado de Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, e o prefeito de Jaguarão, Claudio Martins. Todos foram recebidos pela reitora, Maria Beatriz Luce, pela pró-reitora de Extensão, Vera Medeiros, pelo pró-reitor de Obras, Cleidi Pinto, pela diretora do Campus Jaguarão, Maria de Fátima Ribeiro e por professores e técnico-administrativos da Universidade responsável pelo CIP.

Apesar da chuva que caiu durante o dia, no momento da visita havia sol e foi possível conhecer a área, caminhar pelo terreno e verificar a necessidade de estabilização das ruínas, primeira tarefa a ser realizada dentro do plano da obra. A Ministra pode conhecer o projeto e elogiou a bonita visão que se tem da frente da Antiga Enfermaria, localizada no Cerro da Pólvora. Uma placa alusiva ao início das obras e à visita da Ministra foi colocada para destacar esse importante momento na construção do Centro.

A agenda da ministra Ana de Hollanda em Jaguarão iniciou na quarta-feira, 14. Durante a noite, foi realizada cerimônia no Cine Regente, com a presença de autoridades do Estado e da região. Ao compor a mesa de honra, a reitora da UNIPAMPA falou sobre o projeto da Universidade que está na fase de início de obras, o Centro de Interpretação do Pampa. Ela salientou a importância do projeto para Jaguarão e para a Instituição, e o presidente do IPHAN agradeceu a parceria da UNIPAMPA com o Instituto para a concretização do projeto. 
A ministra da Cultura disse em seu pronunciamento que a cultura possui uma ação transversal com outras áreas, e por isso a importância de aprofundar ações da cultura com a educação. Além disso, salientou o esforço na aproximação com os países irmãos a fim de trabalhar a cultura na região fronteiriça. “A cultura dialoga com os valores do cidadão”, comentou Ana de Hollanda. Salientou, ainda, a união dos ministérios na construção do CIP, por meio da UNIPAMPA.

O Prefeito de Jaguarão, Claudio Martins, disse que Jaguarão recebe um grande presente com os investimentos do Ministério da Cultura, e um dos mais importantes é o Centro de Interpretação do Pampa. “O projeto é referência no Brasil e orgulha Jaguarão, é um símbolo de resgate da cidade e da região”. Na ocasião, o prefeito entregou à Ministra o projeto de melhoria do entorno da Enfermaria Militar, local onde será erguido o complexo do CIP. ”Será o maior projeto de urbanismo desenvolvido na cidade, vai melhorar a vida do entorno das ruínas”, destacou.

A cerimônia de quarta-feira finalizou com a assinatura de convênios e acordos entre o MinC e prefeituras da Associação das Cidades Históricas do RS e com a apresentação cultural do grupo Caminhos de Si.

Helyna Dewes e Aline Reinhardt para Assessoria de Comunicação Social. Fotos: Helyna Dewes

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...