quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Quando os índios invadiram a Europa

Quando os índios invadiram a Europa.

Um libelo para os tempos atuais...


Quando os índios invadiram a Europa

“- Como ousavam?”- Se indagaram os brancos reis
Se não tinham mais que armas antiquadas
Se em seus barcos não cabiam mais que três
Se nem sabiam que o dinheiro era preciso
Se não se guiavam nem por regras, nem por leis
Se não exploravam nem o solo, nem os rios
Se não falavam nem o básico de inglês


Quando os índios invadiram a Europa
Todos riram... padres, nobres e plebeus
Se esses loucos não sabiam nem guerrear
E se o faziam, não lutavam por um Deus
Se só comiam o que a terra oferecia
Se não cercavam os domínios que eram seus                             
Se não sabiam transformar a natureza
Como podiam comparar-se aos Europeus?


Mas eles tinham seus poderes invisíveis
E foram, aos poucos, destruindo as cidades
Plantando árvores no lugar dos edifícios
Desnudando as pessoas, chocando a sociedade
Criando um novo mundo onde todos eram livres
E em cada voz só se escutava uma verdade
Onde não havia nem mais ricos, nem mais pobres
Onde se viu o que era, enfim, a igualdade


Sim, eles tinham seus poderes misteriosos
Seus espíritos da floresta,seus remédios naturais                                              
Os conselhos dos mais velhos,
                                  a coragem de seus bravos
E essa força sobre-humana de seus deuses ancestrais
E desde então já não se pôde destruir por destruir
Já não se pôde exterminar ou enjaular os animais
Já não se pôde livremente poluir o céu e as águas
E a terra fez-se pura como há muito tempo atrás
                       

Quando os índios invadiram a Europa
Já não mais se soube o que era lucro ou prejuízo
Pois a prata e o ouro só lhes serviam como enfeites
E o dinheiro, estranhamente,
                                    nunca mais se fez preciso
Agora, depois que os índios invadiram a Europa
Os senhores do mundo já não zombam com seus risos
E a vida passa, livre e bela, sem ter pressa
Pois desde então estamos aqui:
                                                           no paraíso!



Martim César

sábado, 9 de março de 2019

Conhecendo Don Frutos


Os segredos de Don Frutos revelados por Aldyr Garcia Schlee que nos fala sobre o romance, o processo de criação, os personagens, as fontes, as anedotas, o que foi real, o que foi ficção. . Este momento histórico para a literatura do rio Grande do Sul aconteceu após a Palestra "Conhecendo Don Frutos" por parte da Professora Maria Eunice Moreira, da PUC/RS, na III Feira Binacional do Livro de Jaguarão em dezembro de 2011 na qual Schlee foi o patrono.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Memória dos Trens - Jaguarão e Rio Branco


A todos os ferroviários
do Uruguay e do Brasil

Voz inicial: Santiago Passos
Texto: Jorge Passos Voz e texto de Fernando Soares
Voz: Jorge Passos
Voz: Miriam Chafado Texto: Miria Sosa Texto: Leonardo Spilman
Trenes de Afe
Voz: Mangela Britos Texto: Gabriela Duarte Rodríguez Imagens youtube
Daniel Techera
(video antiguo del sodre) Trenes de Uruguay "Carguero hacia afuera" Viaje a Rio Branco_02
Intérpretes: Alessandro Gonçalves
(Cortometraje CEFU) Fabian Iglesias Música Nos trilhos da Infância Alessandro Gonçalves e Maria da Conceição
Jaguarão Vídeos
Locomotiva Blues Engels Espíritos Reportagens e Edição
Jorge Passos

Martim César Lança Livro na Capital


O poeta e escritor Martim César Gonçalves estará em Porto Alegre para o lançamento de seu novo livro "Sangradouro". 

No próximo dia 2 de agosto, a sessão de autógrafos será realizada a partir das 18h, na Livraria Letras&Cia do Shopping Paseo, na zona sul da capital. O evento contará com a apresentação de artistas convidados como Chico Saratt, Marco Aurélio Vasconcellos, Marcello Caminha e Náufragos Urbanos.

O livro de contos, Sangradouro, da Editora Movimento, tem como pano de fundo a história do Rio Grande do Sul, o imaginário fronteiriço e o tempo das charqueadas. No livro, o autor busca retratar um pouco do lugar híbrido e mestiço em que habita; essa região de intersecção cultural, com suas singularidades e com seu pano de fundo mítico e histórico.


Martim César é natural de Jaguarão, divisa com o Uruguai. Também é escritor, poeta e músico, sendo vencedor de mais de 30 festivais de música do RS e de mais de 10 festivais nacionais. 


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lo que realmente Cuesta

Joán Miró


Cuesta más que los cambios
Cicatrizar heridas,
Cuesta más que los cambios
Recuperar la confianza;
Cuesta más que los cambios
Borrar y empezar de nuevo
Con una gota de humedad
Y un gramo de esperanza

Cuesta más que los cambios
Alcanzarlos a la práctica,
Hasta que ellos mismos
Sean imaginarios...
Cuesta más que los cambios
Ver luz jamás esperada. 
Que un dia por milagro
Presencia en las ventanas.

Cuesta más que los cambios
Aceptar la inclemencia
Que el tiempo transitorio
Va transformando el orden.
Cuesta más que los cambios
Aceptar que ya viejos,  
El tiempo futuro
Pertenece a los jóvenes.

Cuesta más que los cambios
contar mi vida muerta,
Mucho antes de la fecha
A ocupar mi féretro.
El tiempo cronológico
Nos cambia por segundos
Y el tiempo psicológico
Jamás fue complacido

Jorge de la Lira
Rio Branco, Septiembre de 2007

La vida prohibida que he tenido,
Es la muerte temprana que me han concedido.

(La vida de los seres humanos no se diferencia por su naturaleza;
Sino, por las injusticias sociales)