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Cine Rio Branco - Martim César

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  Dedicado a la família Bittar y su pasión por el cine. CINE RIO BRANCO (Martim Cesar) Sabemos que já faz tempo Mas parece que foi ontem Quando Jaguarão em peso Cruzava os arcos da ponte O cine Río Branco anunciava Outro êxito em cartaz E três sessões não bastavam... Todos queriam bem mais Tinha o porteiro Patrón Y aquel hombre del ‘franfrut’ E após duas matinés A famosa sesión ‘Vermut’ Ver algum beijo na tela E nas poltronas também.. No intervalo em que a lanterna Relampeava mais além Quantos encontros vividos No entrevero de idiomas... Quantos romances nascidos Dos olhares nas poltronas! De vez em quando se ouvia Nomear fulano de tal ‘Su presencia se exigía... Fulana estaba en el hall’ E ano 50... quem estava Jamais esquece um segundo Parou o filme... o locutor gritava: Uruguay... ¡Campeón del mundo! Um dia a enchente invadiu Grande parte da plateia... Parecia até que o rio Também vinha ver a estreia! O mundo ali foi conhecido Num balão de Júlio Verne E o outro mu

MERCEDES SOSA Y UN FRONTERIZO EN PORTO ALEGRE

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      El “Gigantinho”, estadio cerrado del club INTERNACIONAL de Porto Alegre, contiguo al “Beira Rìo” perteneciente a la misma institución, estaba abarrotado por mas de quince mil personas, ochenta por ciento de las cuales èramos argentinos y uruguayos en aquel turismo de mil novecientos ochenta. Nos había convocado la presencia allì de la cantora tucumana Mercedes Sosa, quien iba a brindarnos un èpico recital. Meses antes, se había producido la reapertura democrática en Brasil. En cambio, los países del Plata seguían atosigados por feroces dictaduras. Escuchar a un ícono de la lucha de nuestros pueblos contra los dictadores, en vivo y directo no era un espectáculo que se presentara todos los días. Mercedes había padecido en carne propia la política represiva instalada en su país por Videla y los demás genocidas. Amenazada por la organización paramilitar TRIPLE A, debió partir al exilio para salvar su vida, convirtiendo ese destino errante en una trinchera de denuncia a los salvajes

PESADELO - Hélio Ramirez

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Considero essa música uma das obras primas do paisano. Lembro que ela surgiu lá pelos anos setenta e a cantávamos nas serenatas. Alguns insinuavam que o autor deveria estar muito louco ao compor a letra. Esses afoitos não imaginavam a tremenda capacidade criativa do Hélio em processar o cabedal de leituras, filmes e vivências e transforma-las em arte poética e musical. Com elementos do surrealismo, psicanálise, apocalipse, referências a Andy Warhol, Salvador Dalí e outros, além do ambiente persecutório da ditadura Militar à época, a letra é um assombro que nos leva em turbilhão como bem diz o paisano. A música faz parte do CD Caminhos de Si junto com o poema Delírio do Martim César. Fizemos, Ana Julia Breunig de Freitas , Santiago Passos e eu, as imagens em agosto na Casa Azpiroz que, além de moradia, arte e hospedagem, também é Cine. Espero que lhes guste! Ficha técnica: Do CD CAMINHOS DE SI. Música e letra: Hélio Ramirez Arranjo: Leonardo Oxley e Fabrício Moura Baixo eletroacústico,

CASA AZPIROZ - Hospedagem na Fronteira Jaguarão - Rio Branco

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Um novo local de hospedagem surgiu na fronteira Jaguarão Rio Branco: Casa Azpiroz, uma casa rodeada de natureza e também inserida na zona comercial fronteiriça, ideal para quem busca se hospedar em um entorno histórico, cheio de memória e estar a poucos passos do Rio Jaguarão.  Aqui,  o hóspede poderá disfrutar de ambientes aconchegantes e inspiradores, sentar ao calor da lareira disfrutando un vino uruguayo, relaxar na rede à sombra da goiabeira, ver um filme na sala de cinema ou mesmo tomar um chá na varanda com as ervas medicinais da horta orgânica que os donos da casa cultivam.  Suas paredes contam um pouco da história que esta casa e o rio têm, através de arte, fotos antigas e outros recuerdos. A antiga morada da família Passos virou um Curta Metragem , "Casa de Rio" ,   dirigido por Luiz Alberto Cassol e faz parte do longa Fronteiriz@s participando de vários Festivais de cinema Latino-americanos.  A Casa, localizada no Parque Remanso, na cidade de Rio Branco,  se encon

FRONTEIRIZ@S | Observatório Iecine

Soterrados - Martim Cesar

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"O Grito" pintura de Edward Munch SOTERRADOS Sobre meu corpo uma pedra Sobre a alma uma montanha Em volta, uma estranha guerra Que em lama e sangue se banha Guerra surda e disfarçada Como se fosse inventada Ou fosse em outro país Guerra com luzes maquiada Com brindes comemorada, Sob o espocar dos fuzis Mas aqui, sob a pintura, Resta o quadro verdadeiro A tarde clara é escura E é intenso o nevoeiro Nem a certeza do sol Que voltará algum dia Cala essa dor de estar só Sobre uma terra vazia Vazia, mas não de homens, Nem de mulheres vazia, Carente, mas sim da fome Da vida amena e sadia Que entenda meu sentimento Povo do chão de onde eu vim Esse infindável lamento Que cresce dentro de mim Represa em mar rebentando Punhal cortando a mordaça Um afogado respirando O ar que passa... e não passa! Da gente que é minha gente Pois de seu barro fui feito Nascidos do mesmo ventre Com igual bondade no jeito Por isso, povo, não cales Minha voz saindo da tua Se vivo em teus mesmos bares Se ando

*UMA CHARLA SOBRE O EPISÓDIO ALÉM DA FRONTEIRA*

  A partir de hoje, até a próxima sexta-feira, dia 30 de julho, vamos publicar diariamente cinco bate-papos sobre a criação dos roteiros, ouvir depoimentos de convidados e curiosidades sobre a produção e as filmagens dos episódios que fazem parte do longa-metragem *Fronteriz@s*. A primeira charla é sobre o episódio *Além da Fronteira*. Participação de Alexandre Mattos Meireles (diretor e corroteirista), Adry Silva (corroteirista), Cintia Langie (Assistente de Direção e Montadora) e Hilton Oliveira (ator). Mediação de Ricardo Almeida, produtor geral do longa *Fronteriz@s*. Já está lá no portal: www.fronterizos.org