domingo, 4 de dezembro de 2011

Ode à Confraria - Martim César



Versos falados sobre caranguejos, poetas e baldes. Participação de vários atores novatos, entre eles o Djalma do Megafone. A poesia tratada como assunto do cotidiano.
Músicas incidentais do TOM ZÉ, do CD Postmodern Platos.  Sem esta trilha, este vídeo não seria possível! 








Ode à Confraria


Como  quadra a um poeta que vasculha o cotidiano
Deve estar um Confrade ao seu entorno sempre atento
Fazer de qualquer brisa, vendaval; de uma gota o oceano
(Saber caçar um seguidor também requer algum talento!)


Nenhum assunto está a salvo, nem o poema mais insano
Sujeito ao crivo dos mortais há de postar-se o seu intento
Airoso sairá desse combate ou terá sido apenas mero engano?
Eis a sua hora da verdade! Eis o seu grande julgamento!


Por Confraria tem o nome e este, por certo, está bem posto!
Cabeça acima da manada, mesmo que a foice cobre o preço
Pois uma ideia vale a vida e nenhum sonho está debalde...


Que tudo afinal é permitido; exceto, é claro, o que é imposto
A liberdade é o escudo contra os que o querem pelo avesso:
O poeta, enfim, é um caranguejo que se libertou do balde!


Martim César

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