segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lo que realmente Cuesta

Joán Miró


Cuesta más que los cambios
Cicatrizar heridas,
Cuesta más que los cambios
Recuperar la confianza;
Cuesta más que los cambios
Borrar y empezar de nuevo
Con una gota de humedad
Y un gramo de esperanza

Cuesta más que los cambios
Alcanzarlos a la práctica,
Hasta que ellos mismos
Sean imaginarios...
Cuesta más que los cambios
Ver luz jamás esperada. 
Que un dia por milagro
Presencia en las ventanas.

Cuesta más que los cambios
Aceptar la inclemencia
Que el tiempo transitorio
Va transformando el orden.
Cuesta más que los cambios
Aceptar que ya viejos,  
El tiempo futuro
Pertenece a los jóvenes.

Cuesta más que los cambios
contar mi vida muerta,
Mucho antes de la fecha
A ocupar mi féretro.
El tiempo cronológico
Nos cambia por segundos
Y el tiempo psicológico
Jamás fue complacido

Jorge de la Lira
Rio Branco, Septiembre de 2007

La vida prohibida que he tenido,
Es la muerte temprana que me han concedido.

(La vida de los seres humanos no se diferencia por su naturaleza;
Sino, por las injusticias sociales) 

Ruego de discreción


No me diga Usted, solo acepto ché, 
Yo soy la conciencia del que empieza otra vez;
El niño que soñó y pedió su identidad,
De donde aprendió todo menos, el educar

No me diga Usted, aún no he madurado, 
El tiempo no me ha dado la esencia del honor;
Yo soy el aprendiz cual me sigo ilustrando,
La razón me ha indicado que está todo al revés.

Debo de reparar mi estructura interior, 
Ser solo el que espera de la luz del sol;
Que en todas las jornadas que pasan por mi vida,
Debo exponer mi estima como un gran pizarrón.

Y que el aula me responda con la experiencia viva,
Con que la biografia dirá quién soy yo;
Y que mañana indaguen los que quieren historia:
Yo soy la misma estirpe que floreció y murió.

El tiempo es transitorio pero tiene sentido:
Todos los seres vivos tienen una realidad,
Qe explica su existencia por todos los motivos,
Que nunca se hace olvido por más que há de callar.

Hay sapatos en tierra que van dejando huellas, 
Por donde el ser humano llegó, vivió y se fué;
Y que luego los arqueólogos rastrean los vestigios, 
De aquellas impresiones que quedan por saber.

¿Todo el  tiempo devora... Todo lo traga el tiempo?
La grandeza aparente es la gran pedanteria,
Maquillaje de arlequin aplaudido en un dia, 
Donde el vicio evapora la lealtad y la decencia.

Así nunca logramos vivir lo que queremos,
Soñar lo que aprendemos de la propria experiencia;
Que el poder del dinero no es el que tememos,
Sino, lo que nos imponen con el pavor al fuego.

No me diga Usted, solo acepto ché,
Porque aún en estos dias con medio siglo encima:
Sigo tratando el mundo con la misma inocencia,
Donde logro entender que cambiarlo me cuesta.

Jorge de la Lira

Rio Branco, abril de 2017.

Inspirado en el libro de Paulo Freire, Pedagogia de la Autonomia
(Nadie es sujeto de la autoridad de nadie)



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O país que não se vê




O Brasil dos Invisíveis

        

        Há um caminho estreito que se perde no horizonte
        Por onde passam tantos que se vão país a dentro
        Entre campos e cerrados, por banhados, selvas, montes
E eu também cruzo por eles no olhar dos sentimentos

Vou deixando atrás aldeias, com seus pátios, suas quintas
Em sertões muito distantes dessa pressa das cidades
Onde mesmo o próprio tempo tem mais tempo para a vida
E parece andar tão lento que nem se vê sua passagem

Há um caboclo que se estira numa rede em Altamira
Há um caipira que proseia numa venda em Cambuquira
Há um mambira que não sabe como é que a Terra gira
E um mambembe que encena em plena praça uma mentira

Há um povo de verdade... e que nas telas não se vê!
        E que luta dia-a-dia... igual a mim e a você
        Uma gente que resiste e que no futuro ainda crê
        O Brasil dos invisíveis... o que não passa na Tevê.

Há vilarejos nos fundões com suas ruas empoeiradas
E povoados ribeirinhos com suas barcaças coloridas
De casas velhas resistindo com paredes descascadas
De ranchos toscos, palafitas, abrigando tantas vidas

Continente dos que vivem mais além dos refletores
Nas batalhas invisíveis de mil carências rotineiras
Homens simples resistindo, vida a fora... lutadores
Que jamais negam a mão para uma ajuda verdadeira!


                                                        Martim César

segunda-feira, 31 de julho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul vencem Mostra Competitiva de Música do XII Festival de Inverno da Serra de Meruoca



Foi finalizada, neste fim de semana, a 12ª edição do Festival de Inverno da Serra de Meruoca, que teve como vencedores o Ceará e Minas Gerais. O evento marcou o retorno do festival ao calendário cultural do Estado e do Brasil.
O festival, iniciado no último dia 15 de junho, apresentou sua tradicional mostra competitiva de música, reunindo grande público no Estádio Municipal para acompanhar e conhecer os trabalhos de músicos, compositores e intérpretes cearenses e de outros estados do Brasil. Estima-se que 20 mil pessoas tenham comparecido ao encerramento.
Confira os vencedores:
1º – Dá-me a Ti – Edu Asaf (Sobral-CE)
2º – Casa dos Viajantes – Zebeto Corrêa/Martim César (Belo Horizonte – MG- Jaguarão – RS))
3º – Prece – Eudes Fraga (Pedra Branca – CE)
Música de aclamação popular – Forró do Luiz – Cumpade Barbosa
Melhor intérprete: Lúcio Ricardo (Pedra Branca–CE)
Após a premiação, o palco recebeu o show do cantor Raimundo Fagner. Juntos, Fagner e Guilherme Arantes dividiram o palco cantando músicas de seus repertórios e prestando homenagem também ao cantor Belchior.
Para a participação na mostra competitiva de música, a organização recebeu número recorde de 177 canções dos mais variados estilos, inscritas oriundas de diversos estados do Brasil – Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e também de 20 cidades cearenses, entre as quais, Meruoca, Sobral, Tianguá, Viçosa do Ceará, Ipu, Crato, Juazeiro do Norte, Barro, Ocara, Pacajus, Maracanaú, Aquiraz, entre outras.
Repórter Ceará – Fotos: Alcides Mota

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Os gaúchos e sua raíz Ibérica

MARTIM CÉSAR E MARCO AURÉLIO VASCONCELLOS apresentam um disco histórico
Acordeonista dos fados e a amiga cozinheira num cantinho azul de Lisboa , em registro do
colunista no ano de 1973 
Por Juarez Fonseca no Paralelo 30

Um dos mais premiados compositores/intérpretes dos festivais nativistas e o principal letrista gaúcho dos anos 2000 unem novamente suas forças e gerações em um arrojado projeto poético-musical: o álbum Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, que está sendo lançado hoje ( 02/06) no Teatro do Sesc.

Marco Aurélio Vasconcellos e Martim César inauguraram a parceria em 2011 com Já se Vieram!, disco dedicado ao universo das carreiras de cavalos no interior do Estado. Desta vez vão bem mais longe, mas sem sair do lugar. Escritor e pesquisador de grande erudição sobre a história deste pedaço do mundo formado pelo Rio Grande do Sul, o Uruguay e parte da Argentina, Martim teve a ideia de resumir em música a formação cultural dos habitantes da região no que ela tem de mais remoto, as raízes ibéricas. 

- Quantos sabem que as receitas de doces que fazem a fama de cidades como Pelotas são açorianas? Que as alpargatas e boinas que muitos gaúchos usam, bem como a tecnologia de construção de mangueiras e pontes de pedra, são de origem basca? Que muitas canções e danças que integram nossa cultura têm origem nos primeiros povoadores? - pergunta Martim.

Depois de mergulhar nos livros e deles extrair lugares, paisagens, personagens, lendas e aventuras da dimensão das grandes navegações, ele imprimiu-os nas letras que Marco Aurélio musicou.

- Nunca fui fã do fado, até que em certo momento, antes deste trabalho, me dei conta de que minhas composições nativas tinham algo de fado - conta Marco. - Como explicar isso? Atavismo, talvez. E, agora, as melodias iam brotando ao natural, também não sei explicar...

Com tudo pronto, em 2014 os parceiros viajaram para Portugal e Espanha em busca da cor local para depurar o que haviam feito. Andaram pelo Alentejo, o Algarve, Coimbra, Lisboa da Mouraria e Alfama, o Porto, os rios Mondego, Tejo e Ebro, a Galícia, Santiago e seus caminhos, Astúrias, Catalunha, o País Basco, Andaluzia, Sonharam com Cabral, Dom Pedro e Inês de Castro, Colombo, El Cid, Cervantes, singraram o imenso mar - o encarte do CD, com 28 páginas recheadas de fotos da viagem, inclui muita informação extra e citações de Camões, Eça, Saramago, Antonio Machado, Florbela Espanca. Mas não se pense que as canções sejam mero registro histórico - o que já seria interessante. Nada disso. Elas têm vida própria, são moldadas com o olhar, a inspiração, a sensibilidade e o amor de hoje. Martim se supera. 

O primeiro lançamento foi no Teatro Esperança em Jaguarão - 26/05/2017
MELANCOLIA PORTUGUESA, DRAMATISMO ESPANHOL

A música de abertura do álbum, Sobre os Telhados de Lisboa, termina assim: "A nave-mestra deixa o cais/ Com esse olhar de unca mais/ Que Portugal gravou em mim/ Devo partir, içar as velas/ Rumar ao porto de outras eras/ singrar o azul do mar sem fim". Alguns títulos: Velhas Casas de Coimbra, Onde o Vento faz a Curva, España, Cuando Te Nombro, Céus de Castilla y León, Antes de Ser Marinheiro, O Fado se Faz ao Mar.

Marco Aurélio e Martim: parceria dos músicos chega ao seu momento alto
A melancolia portuguesa e o dramatismo espanhol, unidos no Novo Mundo, fazem a essência do trabalho, que se encerra com o humor de Notícias da Terra Brasílis, gaiata versão da carta de Pero Vaz de Caminha, contando ao rei que permanecerá no Brasil para "dar início à mestiçagem". Aliás, deve ser parente dele o brilhante Marcello Caminha, referência de violonista na música gaúcha, produtor e arranjador do álbum, que chamou para ajudá-lo o não menos Elias Barboza (bandolim) e Marcelo Caminha filho (baixo, percussão). 

Uma obra tão significativa, histórica mesmo, merece todos os créditos: produção executiva de Elis Vasconcellos e Martim César, fotos de Elis e Regina Lopes d'Azevedo, projeto gráfico (impecável) da Nativo Design, técnico de gravação Érlon Péricles, masterização do mestre Marcos Abreu. Parabéns!

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...