Cuesta más que los cambios Cicatrizar heridas, Cuesta más que los cambios Recuperar la confianza; Cuesta más que los cambios Borrar y empezar de nuevo Con una gota de humedad Y un gramo de esperanza Cuesta más que los cambios Alcanzarlos a la práctica, Hasta que ellos mismos Sean imaginarios... Cuesta más que los cambios Ver luz jamás esperada. Que un dia por milagro Presencia en las ventanas. Cuesta más que los cambios Aceptar la inclemencia Que el tiempo transitorio Va transformando el orden. Cuesta más que los cambios Aceptar que ya viejos, El tiempo futuro Pertenece a los jóvenes. Cuesta más que los cambios contar mi vida muerta, Mucho antes de la fecha A ocupar mi féretro. El tiempo cronológico Nos cambia por segundos Y el tiempo psicológico Jamás fue complacido Jorge de la Lira Rio Branco, Septiembre de 2007
La vida prohibida que he tenido,
Es la muerte temprana que me han concedido.
(La vida de los seres humanos no se diferencia por su naturaleza;
No me diga Usted, solo acepto ché, Yo soy la conciencia del que empieza otra vez; El niño que soñó y pedió su identidad, De donde aprendió todo menos, el educar No me diga Usted, aún no he madurado, El tiempo no me ha dado la esencia del honor; Yo soy el aprendiz cual me sigo ilustrando, La razón me ha indicado que está todo al revés. Debo de reparar mi estructura interior, Ser solo el que espera de la luz del sol; Que en todas las jornadas que pasan por mi vida, Debo exponer mi estima como un gran pizarrón. Y que el aula me responda con la experiencia viva, Con que la biografia dirá quién soy yo; Y que mañana indaguen los que quieren historia: Yo soy la misma estirpe que floreció y murió. El tiempo es transitorio pero tiene sentido: Todos los seres vivos tienen una realidad, Qe explica su existencia por todos los motivos, Que nunca se hace olvido por más que há de callar. Hay sapatos en tierra que van dejando huellas, Por donde el ser humano llegó, vivió y se fué; Y que luego los arqueólogos rastrean los vestigios, De aquellas impresiones que quedan por saber. ¿Todo el tiempo devora... Todo lo traga el tiempo? La grandeza aparente es la gran pedanteria, Maquillaje de arlequin aplaudido en un dia, Donde el vicio evapora la lealtad y la decencia. Así nunca logramos vivir lo que queremos, Soñar lo que aprendemos de la propria experiencia; Que el poder del dinero no es el que tememos, Sino, lo que nos imponen con el pavor al fuego. No me diga Usted, solo acepto ché, Porque aún en estos dias con medio siglo encima: Sigo tratando el mundo con la misma inocencia, Donde logro entender que cambiarlo me cuesta. Jorge de la Lira Rio Branco, abril de 2017. Inspirado en el libro de Paulo Freire, Pedagogia de la Autonomia (Nadie es sujeto de la autoridad de nadie)
Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul
vencem Mostra Competitiva de Música do XII Festival de Inverno da Serra de
Meruoca
Foi finalizada, neste fim de semana, a 12ª edição do Festival de Inverno da
Serra de Meruoca, que teve como vencedores o Ceará e Minas Gerais. O evento
marcou o retorno do festival ao calendário cultural do Estado e do Brasil.
O
festival, iniciado no último dia 15 de junho, apresentou sua tradicional mostra
competitiva de música, reunindo grande público no Estádio Municipal para
acompanhar e conhecer os trabalhos de músicos, compositores e intérpretes
cearenses e de outros estados do Brasil. Estima-se que 20 mil pessoas tenham
comparecido ao encerramento.
Confira os vencedores: 1º –Dá-me a Ti – Edu Asaf (Sobral-CE) 2º –Casa dos Viajantes – Zebeto Corrêa/Martim
César (Belo Horizonte – MG- Jaguarão – RS)) 3º –Prece – Eudes Fraga (Pedra Branca – CE)
Música de aclamação popular – Forró do Luiz – Cumpade Barbosa
Melhor intérprete: Lúcio Ricardo (Pedra Branca–CE)
Após a
premiação, o palco recebeu o show do cantor Raimundo Fagner. Juntos, Fagner e
Guilherme Arantes dividiram o palco cantando músicas de seus repertórios e
prestando homenagem também ao cantor Belchior.
Para a
participação na mostra competitiva de música, a organização recebeu número
recorde de 177 canções dos mais variados estilos, inscritas oriundas de
diversos estados do Brasil – Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, São Paulo,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e também de 20 cidades
cearenses, entre as quais, Meruoca, Sobral, Tianguá, Viçosa do Ceará, Ipu,
Crato, Juazeiro do Norte, Barro, Ocara, Pacajus, Maracanaú, Aquiraz, entre
outras.
Um dos mais premiados compositores/intérpretes dos festivais nativistas e o principal letrista gaúcho dos anos 2000 unem novamente suas forças e gerações em um arrojado projeto poético-musical: o álbum Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, que está sendo lançado hoje ( 02/06) no Teatro do Sesc.
Marco Aurélio Vasconcellos e Martim César inauguraram a parceria em 2011 com Já se Vieram!, disco dedicado ao universo das carreiras de cavalos no interior do Estado. Desta vez vão bem mais longe, mas sem sair do lugar. Escritor e pesquisador de grande erudição sobre a história deste pedaço do mundo formado pelo Rio Grande do Sul, o Uruguay e parte da Argentina, Martim teve a ideia de resumir em música a formação cultural dos habitantes da região no que ela tem de mais remoto, as raízes ibéricas.
- Quantos sabem que as receitas de doces que fazem a fama de cidades como Pelotas são açorianas? Que as alpargatas e boinas que muitos gaúchos usam, bem como a tecnologia de construção de mangueiras e pontes de pedra, são de origem basca? Que muitas canções e danças que integram nossa cultura têm origem nos primeiros povoadores? - pergunta Martim.
Depois de mergulhar nos livros e deles extrair lugares, paisagens, personagens, lendas e aventuras da dimensão das grandes navegações, ele imprimiu-os nas letras que Marco Aurélio musicou.
- Nunca fui fã do fado, até que em certo momento, antes deste trabalho, me dei conta de que minhas composições nativas tinham algo de fado - conta Marco. - Como explicar isso? Atavismo, talvez. E, agora, as melodias iam brotando ao natural, também não sei explicar...
Com tudo pronto, em 2014 os parceiros viajaram para Portugal e Espanha em busca da cor local para depurar o que haviam feito. Andaram pelo Alentejo, o Algarve, Coimbra, Lisboa da Mouraria e Alfama, o Porto, os rios Mondego, Tejo e Ebro, a Galícia, Santiago e seus caminhos, Astúrias, Catalunha, o País Basco, Andaluzia, Sonharam com Cabral, Dom Pedro e Inês de Castro, Colombo, El Cid, Cervantes, singraram o imenso mar - o encarte do CD, com 28 páginas recheadas de fotos da viagem, inclui muita informação extra e citações de Camões, Eça, Saramago, Antonio Machado, Florbela Espanca. Mas não se pense que as canções sejam mero registro histórico - o que já seria interessante. Nada disso. Elas têm vida própria, são moldadas com o olhar, a inspiração, a sensibilidade e o amor de hoje. Martim se supera.
O primeiro lançamento foi no Teatro Esperança em Jaguarão - 26/05/2017
MELANCOLIA PORTUGUESA, DRAMATISMO ESPANHOL
A música de abertura do álbum, Sobre os Telhados de Lisboa, termina assim: "A nave-mestra deixa o cais/ Com esse olhar de unca mais/ Que Portugal gravou em mim/ Devo partir, içar as velas/ Rumar ao porto de outras eras/ singrar o azul do mar sem fim". Alguns títulos: Velhas Casas de Coimbra, Onde o Vento faz a Curva, España, Cuando Te Nombro, Céus de Castilla y León, Antes de Ser Marinheiro, O Fado se Faz ao Mar.
Marco Aurélio e Martim: parceria dos músicos chega ao seu momento alto
A melancolia portuguesa e o dramatismo espanhol, unidos no Novo Mundo, fazem a essência do trabalho, que se encerra com o humor de Notícias da Terra Brasílis, gaiata versão da carta de Pero Vaz de Caminha, contando ao rei que permanecerá no Brasil para "dar início à mestiçagem". Aliás, deve ser parente dele o brilhante Marcello Caminha, referência de violonista na música gaúcha, produtor e arranjador do álbum, que chamou para ajudá-lo o não menos Elias Barboza (bandolim) e Marcelo Caminha filho (baixo, percussão).
Uma obra tão significativa, histórica mesmo, merece todos os créditos: produção executiva de Elis Vasconcellos e Martim César, fotos de Elis e Regina Lopes d'Azevedo, projeto gráfico (impecável) da Nativo Design, técnico de gravação Érlon Péricles, masterização do mestre Marcos Abreu. Parabéns!