quinta-feira, 27 de março de 2014

Em legítima defesa da própria honra

A estampa era a do Amigo da Onça,
a genial criação do Péricles

Não sei como apareceu lá em Jaguarão um fotógrafo de Pelotas a fim de retratar os formandos da Escola Técnica de Comércio para que cada um trocasse com os demais colegas as fotos que seriam postadas no seu álbum de lembrança. Esse cidadão tinha uma estampa bastante parecida com o Amigo da Onça, da revista O Cruzeiro - casaco trespassado, ombreiras largas, abotoaduras nos pulsos da camisa, gravatinha borboleta, calças com bainha afunilada, sapatos de verniz de bico fino e a cara então era sem tirar nem por a mesma daquele personagem.

Eu não fazia parte daquela turma de formandos, pois estudava em Porto Alegre, apesar de frequentar os encontros rubiáceos no Café do Comércio, onde a gente ia jogar conversa fora. Eram velhos amigos, companheiros das noitadas nas pensões da zona ou então do futebol de salão, em que alguns costumavam atuar no campeonato local. A gente ali na roda do cafezinho e ele, bom de papo, insinuava-se imperceptível, contando piadas, discutindo futebol e conquistando o pessoal com as suas refinadas maneiras; sabia vender o seu peixe como ninguém e, quando nos dávamos conta, ele já era um dos nossos.

Um dos companheiros, Nico, não era lá muito bem dotado de atributos estéticos, mas apesar do seu porte franzino, tinha o seu cartaz como aguerrido atleta do Esporte Clube Cruzeiro do Sul. Pois esse nosso Amigo da Onça caiu na asneira de garantir a Nico que tiraria uma fotografia artística sua, que ia dar uns retoques aqui e ali, nem o próprio se reconheceria - o Marlon Brando (naquela época era o xodó das gurias) que se cuidasse, pois logo elas iriam trocar as figuras nas paredes de seus quartos.

E lá se foi Nico, faceirito que nem mandalete de donzela, junto com o Amigo da Onça para as poses no seu estúdio instalado dentro do quarto do hotel – spot pra tudo quanto é cantinho, tinha iluminação para tirar qualquer sombra, até mesmo de nariz avantajado, estava caprichando naquela sessão super cansativa a que se submetiam os mais famosos modelos do mundo.

Concluídos os trabalhos de fotografar todos os formandos, voltou a Pelotas para revelar os negativos e tirar as cópias dos mesmos, retornando logo após a Jaguarão para fazer as entregas das encomendas. Encontrando Nico junto com a turma no Café, passou-lhe às suas mãos as respectivas fotos – decepção do dito cujo com a fidelidade ao original – horrorosas em sua opinião, não as quis receber.

Aí, Onça propôs a Nico resolver a pendência numa partida de snooker – ganhasse Nico, esse ficaria com as fotos e não precisava pagar, caso contrário ele Onça receberia o pagamento devido. Nico meio que regateou, mas terminou topando, já que o outro confiava demais no próprio taco e, assim acertados, os demais da turma como testemunhas, dirigiram-se ao Snooker do Darcy ali perto, para esse duelo a fim de lavar a honra ultrajada.

No cara ou coroa, coube a tacada inicial para Onça, seguindo-se depois as encaçapadas sucessivas de Nico até a bola 7, liquidando a fatura numa noite de Rui Chapéu.

Porém, Onça não se convenceu que tinha diante de si um dos mais famigerados caçadores de marreca da região, pedindo revanche mediante aposta do valor das fotografias. Nico meio que sorriu disfarçadamente (eu não quero te massacrar, cara!) e fechou na hora a parada. Desta vez, no entanto, resolveu dar linha a Onça, deixando que ele fizesse as primeiras encaçapadas e esperando a vez da investida fatal e de propósito demorou um pouco para concretizar.

A essa altura, Onça já tinha entregado as fotografias e pago para que Nico as recebesse, tampouco tinha se dado conta da sua conduta de marrecão assumido, vamos para a negra, dou-lhe doble, insistiu, insistiu e lá se foi para o matadouro inocentemente, nem preciso contar o desfecho da história – o coitado não conseguiu recuperar de jeito nenhum a justa remuneração do seu labor.

José Alberto de Souza

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 19/03/2014


Cronica retirada do Livro Digital    O VELHO “CHATEAU” DAQUELES RAPAZES DE ANTIGAMENTE

terça-feira, 25 de março de 2014

"Os Estatutos do Homem", indignação do poeta contra o arbítrio, também faz 50 anos

Em 1964, logo depois do golpe, Thiago de Mello renunciou ao posto de adido cultural no Chile. E escreveu o seu poema mais famoso. Prepara-se para lançar o último livro de poemas, com 100 inéditos
Desde que voltou ao Brasil, o poeta decidiu viver na Amazônia, longe de problemas urbanos
por Vitor Nuzzi, da RBA
São Paulo – Thiago de Mello já avisou há tempos: “Não tenho caminho novo./ O que tenho de novo/ é o jeito de caminhar”. O poeta, que completará 88 anos no próximo dia 30, já percorreu muitos caminhos. Agora, prepara o que considera seu último livro de poemas, Ajuste de Contas. O trabalho, com 100 inéditos, deverá ser publicado em até três meses. Outros dois, de prosa, ainda devem vir.
Um ajuste com ele mesmo, explica, em um final de tarde paulistano, sempre de branco, enquanto se preparava para voltar à floresta – desde que voltou ao Brasil, em 1978, mora à beira do rio Andirá, no Amazonas, onde, como conta, gaviões e urubus não costumam deixar chegar a internet. Thiago é filho da floresta. Nasceu na cidade de Barreirinha, a mais de 300 quilômetros de Manaus.
O golpe de 1964 fez com que Thiago renunciasse ao posto de adido cultural no Chile, cargo que ocupava na ocasião. Ele tomou a decisão, segundo conta, em resposta ao Ato Institucional número 1 e por ver a tortura se institucionalizar como método de interrogatório. E essa indignação resultou em seu poema certamente mais conhecido, Os Estatutos do Homem, que também está completando 50 anos.
Quando o golpe aconteceu, Thiago morava em La Chascona, casa de Pablo Neruda, em Santiago. Em 1º de abril de 1964, ouviu pronunciamento de João Goulart (que ainda estava em Brasília) ao lado do poeta chileno e do futuro presidente Salvador Allende. Em entrevista dada em 2009 à revista do Movimento Humanos Direitos, ele narra o diálogo que se seguiu.
Pablo Neruda: Tu pueblo, compañerito, no va a salir a las calles. Eso jamás pasará en Chile. El dia en que los militares intenten levantar la cabeza, hasta las amas de casa saldrán a las calles, con sus escobas, en defensa de la democracia.
Allende: Lo que yo siento es que ese golpe militar en el Brasil va a desencadenar una ola de levantes en países de nuestra América. Y hasta Chile podrá ser alcanzado.
“Fiquei silencioso. Nem preciso falar agora. A história já falou”, comentou Thiago.
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)

Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade. 
agora vale a vida, 
e de mãos dadas, 
marcharemos todos pela vida verdadeira. 

Artigo II 
Fica decretado que todos os dias da semana, 
inclusive as terças-feiras mais cinzentas, 
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 

Artigo III 
Fica decretado que, a partir deste instante, 
haverá girassóis em todas as janelas, 
que os girassóis terão direito 
a abrir-se dentro da sombra; 
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, 
abertas para o verde onde cresce a esperança. 

Artigo IV 
Fica decretado que o homem 
não precisará nunca mais 
duvidar do homem. 
Que o homem confiará no homem 
como a palmeira confia no vento, 
como o vento confia no ar, 
como o ar confia no campo azul do céu. 

Parágrafo único: 
O homem, confiará no homem 
como um menino confia em outro menino. 

Artigo V 
Fica decretado que os homens 
estão livres do jugo da mentira. 
Nunca mais será preciso usar 
a couraça do silêncio 
nem a armadura de palavras. 
O homem se sentará à mesa 
com seu olhar limpo 
porque a verdade passará a ser servida 
antes da sobremesa. 

Artigo VI 
Fica estabelecida, durante dez séculos, 
a prática sonhada pelo profeta Isaías, 
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos 
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. 

Artigo VII 
Por decreto irrevogável fica estabelecido 
o reinado permanente da justiça e da claridade, 
e a alegria será uma bandeira generosa 
para sempre desfraldada na alma do povo. 

Artigo VIII 
Fica decretado que a maior dor 
sempre foi e será sempre 
não poder dar-se amor a quem se ama 
e saber que é a água 
que dá à planta o milagre da flor. 

Artigo IX 
Fica permitido que o pão de cada dia 
tenha no homem o sinal de seu suor. 
Mas que sobretudo tenha 
sempre o quente sabor da ternura. 

Artigo X 
Fica permitido a qualquer pessoa, 
qualquer hora da vida, 
uso do traje branco. 

Artigo XI 
Fica decretado, por definição, 
que o homem é um animal que ama 
e que por isso é belo, 
muito mais belo que a estrela da manhã. 

Artigo XII 
Decreta-se que nada será obrigado 
nem proibido, 
tudo será permitido, 
inclusive brincar com os rinocerontes 
e caminhar pelas tardes 
com uma imensa begônia na lapela. 

Parágrafo único: 
Só uma coisa fica proibida: 
amar sem amor. 

Artigo XIII 
Fica decretado que o dinheiro 
não poderá nunca mais comprar 
o sol das manhãs vindouras. 
Expulso do grande baú do medo, 
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal 
para defender o direito de cantar 
e a festa do dia que chegou. 

Artigo Final 
Fica proibido o uso da palavra liberdade, 
a qual será suprimida dos dicionários 
e do pântano enganoso das bocas. 
A partir deste instante 
a liberdade será algo vivo e transparente 
como um fogo ou um rio, 
e a sua morada será sempre 
o coração do homem.
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

domingo, 23 de março de 2014

Yami , a música de Angola pelo mundo

Ouvi pela primeira vez o músico Yami ( Angola) em Brasília, março de 2010, no Projeto Nossa Língua Nossa Música que trazia Vozes do Brasil, Ilha da Madeira, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Portugal para celebrar a língua Portuguesa.

Nascido em Angola, mas há muitos anos radicado em Portugal, Yami é um dos mais recentes e melhores exemplos do caldeirão de culturas – mestiças, híbridas, cruzadas – em que Lisboa se tornou nos últimos anos. Misturando na sua música o semba angolano, o zouk das Antilhas, influências do chorinho e do samba brasileiros, da música moçambicana e cabo verdiana, do jazz e da pop.

Aqui uma pequena amostra com as músicas Mãe Negra e Kananga de Amor, esta com a fabulosa cantora polonesa Anna Maria Jopek


                

                

quarta-feira, 19 de março de 2014

A SÍNDROME DE SHERAZADE

A jornalista paraibana Rachel Sherazade, apresentadora do SBT, vem despertando paixão e repulsa. Não que isso pareça incomodá-la. Absolutamente. No gênero Bolsonaro News, ela é top-midia e parece realizada. Não está onde está gratuitamente. Sua credencial é o que defende e o que difunde. Serve a uma corrente ideológica muito bem definida. Representa as maquiagens de uma tribo ressentida e amargurada com a persistência democrática. Afinal, o Brasil elegeu um operário presidente e depois uma ex-prisioneira política. Não que isso tenha transformado profundamente a cultura dominante. Se assim fosse, estaríamos punindo os barões do crime muito antes de acorrentar adolescentes negros e pobres, acusados de pequenos furtos. Mas, a elite nunca engoliu isso.

Em 2014 teremos eleição. A violência será pautada com o cinismo de sempre. Pouco se falará do assassinato de mulheres. Menos ainda, da violência cotidiana dos machos em alguns lares. A banalização midiática encobrirá a erotização da infância e a pedofilia. Os debates não pautarão os assassinatos por homofobia ou racismo. Pouco se falará do extermínio de jovens negros nas periferias. A direita clássica irá se reportar ao adolescente pobre que rouba o celular, o tablet ou a bolsa da classe média. Não vamos nos iludir. Em 2014, mais uma vez, a verdade terá morte súbita. As ideias sobre Educação e Saúde públicas, salvo as exceções, serão velhos engodos. Fatos corriqueiros nas grandes cidades serão pinçados e mais uma vez a redução da maioridade penal revelará o rosto e o discurso de uma direita que odeia e combate a diversidade humana.

Os candidatos conservadores deveriam topar os inúmeros debates convocados pelos movimentos sociais. Deveriam realmente nos convencer que o problema da violência é tão banal que basta criminalizar a infância e tudo se resolverá. Todavia, duvido muito. Não resistiriam uma discussão mais densa. Por isso, insistem na mentira, ancorados na manipulação da opinião pública. Principalmente porque uma coisa é certa: a punição sequencial da maioria pobre e negra não é problema. Mas, os delinquentes de classe média continuam um brindando em ‘habeas-cópus’.

Todavia, é a impunidade como forma de dominação que precisa ser debatida. Punir quem já é punido desde o nascimento é fácil. Outro dia ouvi a poeta e filósofa Viviane Mosé dizer que atualmente, em nosso país, basta alguém levantar a mão e dizer algo em nome da verdade e já consegue adeptos. É a Síndrome de Sherazade! Estamos à beira do fascismo. Quem não for contido pela reflexão, será engolido pelo obscurantismo. Pensar nunca pesou no bolso. Mas, pode fazer estragos na consciência.


Lau Siqueira
lau-siqueira.blogspot.com.br


Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 12/03/2014


Nesta quinta-feira, Cineclube na Câmara de Vereadores


Nesta quinta-feira , dia 20 de março de 2014, as 19:30 horas, acontece na Câmara de Vereadores de Jaguarão mais uma sessão do Cineclube, com a exibição da comédia Domésticas, de Fernando Meirelles e Nando Olival. A promoção é da Secult com apoio da Câmara de Vereadores de Jaguarão.


Filme Domésticas - No meio da nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um Brasil formado por pessoas que, apesar de morar dentro de sua casa e fazer parte de seu dia-a-dia, vivem como se não estivessem lá. Cinco das integrantes deste Brasil são mostradas em "Domésticas - O Filme": Cida, Roxane, Quitéria, Raimunda e Créo. Uma quer se casar, a outra é casada mas sonha com um marido melhor. Uma sonha em ser artista de novela e outra acredita que tem por missão na Terra servir a Deus e à sua patroa. Todas têm sonhos distintos mas vivem a mesma realidade: trabalhar com empregada doméstica. 

Dirigido por Fernando Meirelles e Nando Olival
Com Claudia Missura, Graziela Moretto
Comédia - Brasil/2001

Assista o trailer e vá ao Cinema



terça-feira, 18 de março de 2014

Lenine aporta em Rio Grande e traz show com entrada franca

Música e sustentabilidade numa só nota: Lenine percorre projetos socioambientais pelo Brasil e aporta em Rio Grande, no dia 27 de março, às 19h no Largo da Prefeitura.


A partir do mês de março, Lenine dá início a uma turnê por 12 projetos socioambientais pelo Brasil para encontros com as comunidades, gestores, técnicos e, claro, para fazer o que mais gosta: música. “A arte é um instrumento de aproximação poderoso por uma sociedade mais justa, gosto de acreditar que a minha música vai além do que meramente canto”, explica o cantautor, que também é botânico autodidata, colecionador de orquídeas (ou “orquidoido”, como prefere) e apoiador engajado de grupos de preservação ambiental.
Os “Encontros Socioambientais com Lenine” percorrem as 5 regiões do país e já passaram pelo projeto “Floresta Sustentável” na Praia do Forte, Bahia e “Orquestra Jovem” e “Tecendo uma Rede de Cidadania” (MG). As próximas paradas serão: “Centro de Referência de Esporte Educacional” (RS), “Mantas do Brasil” (SP), “Pé de Pincha” e “Bois Vermelho e Azul” (AM), “Caranguejo Uça” e “Projeto Diferentes Talentos” (RJ), “Pesca Solidária” (CE), “Meros” (ES), “Bichos do Pantanal” (MT), “Encauchados” (AC), “Comunidade Produção e Renda” (MA) e “Cerrado Vivo” (GO). Toda essa extensa agenda conta com a parceria e o patrocínio da Petrobras.
Serão dois dias de ações em cada destino. No primeiro dia o cantor visita o projeto anfitrião e no segundo celebra com a comunidade local, conhecendo a história dos vários projetos da região, assim como seus representantes e parceiros locais. O encerramento será com um show gratuito, onde Lenine revisita seu repertório para mostrá-lo ao público de uma maneira intimista, no formato voz e violão. “É a oportunidade de conhecer a canção despida e sem subterfúgios, da maneira como foi concebida”, explica.
O cenário é uma criação do designer João Bird – que viveu e trabalhou durante 10 anos na Amazônia com organizações como WWF (World Wide Fund for Nature) e FSC (Forest Stewardship Council). A ideia veio da própria estrada que Lenine percorre neste projeto: o palco será um trançado de lonas de caminhão usadas, mangueiras de incêndio com validade vencida, ambas recicladas, além de estruturas de bambu. O espaço vai se transformando ao longo da turnê, sendo carimbado por cada projeto visitado. Com sustentabilidade em cada detalhe, a camisa da turnê foi assinada pela designer Marceli Mazur, que desenvolve um trabalho social em comunidades do Rio de Janeiro, e batizou a peça de “Mãe Terra”.

150214lenine 300x191 Lenine aporta em Rio Grande e traz show com entrada francaRobson de Cassia, light designer com formação na escola francesa Scaenica, concebeu o projeto dos encontros com tecnologia ecologicamente correta e inédita num show: a “Waka Waka”, criada por um empreendimento social como solução para famílias que não têm acesso à eletricidade. A organização luta para abolir a pobreza energética em todo o mundo e desenvolveu uma das mais eficientes lâmpadas solares de LED, que provêm cerca de 16 horas de luz após um único dia de sol. Para completar o projeto, entra em cena um outro modelo de iluminação, também abastecida por energia solar, a “N222 Huron”, da Nokero. Como o próprio nome diz: Non Kerosene! Uma alternativa viável para substituir o querosene ou outros combustíveis nocivos que ainda são usados em lampiões nas regiões mais vulneráveis do mundo. Criadas como uma alternativa de alta tecnologia e baixo custo, essas fontes de energia sustentável prometem surpreender no palco.
A primeira tour socioambiental de Lenine tem precedentes. O compositor é colaborador de grupos como o Witness (ao lado do músico e defensor dos direitos humanos Peter Gabriel), Rain Forest Alliance, SOS Mata Atlântica, WWF, Projeto Albatroz Brasil, Orquestra Sinfônica Heliópolis, campanha Ser Diferente é Normal, do Instituto Metasocial, entre outros projetos. Ainda no ginásio, Lenine começou a mergulhar com um colega chamado Cesar Coelho – que se tornaria um dos fundadores do Tamar e aproximaria o músico do projeto de proteção às tartarugas marinhas. “Acompanho tudo desde o começo, faço alguns vídeos promocionais e tenho uma certa culpa pela associação do Tamar com a música. Todo final de semana tem show nos principais polos do projeto, ideia maravilhosa do Guy Marcovaldi, totalmente apoiada por mim e por vários músicos”.
LENINE – turnê “Música e Sustentabilidade numa só nota”
Projeto anfitrião: “Centro de Referência de Esporte Educacional”
Data: 27 de Março de 2014
Horário: 19h
Local: Largo da Prefeitura
Cidade: Rio Grande (RS)
Classificação: Livre
Curta o hotsite do show: ecult.com.br/lenineemriogrande
Confirme sua presença no evento do facebook.

Muito além de cada organização, Lenine conta que sua motivação são as pessoas. “Com o Sebastião Campello, por exemplo, já são 20 anos de admiração e parceria. Eu fiz parte do Movimento Pró Criança, no Recife e hoje eles estão sendo homenageados pela ONU e pelo Governo Brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo para os objetivos de desenvolvimento do milênio. Recentemente, também, participei das comemorações pelos 40 anosdas comemorações pelos 40 anos da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), em Salvador”, relembra.
Desde as primeiras composições, as questões sociais e ambientais estão presentes. Em Na Pressão tem “Relampiano” (Cadê neném? Tá vendendo drops no sinal prá alguém) e “Rua da Passagem” (Todo mundo tem direito à vida / Todo mundo tem direito igual), além de “Candeeiro Encantado”, do álbum O Dia em que Faremos Contato. Em Falange Canibal, Lenine indaga em “Ecos do ão”: “Mas se nós temos planos e eles são o fim da fome e da difamação, por que não pô-los logo em ação?”. Só no disco Olho de Peixe tem “O último pôr do sol” (A onda ainda quebra na praia / Espumas se misturam com o vento), “Miragem do porto” e “A gandaia das ondas”. Mas nunca a natureza entrou na sua música de forma tão sorrateira quanto em Chão, em turnê pelo Brasil. Ao ouvir uma canção gravada em seu estúdio, ele percebeu que havia sido registrado também o canto afinado de um canário belga. Decidiu assumir o som na gravação, assim como é possível ouvir o coro de cigarras na Urca e outros tantos ruídos do seu cotidiano.
Próximas datas:
2 e 3 de abril: “Mantas do Brasil” em Santos, São Paulo
9 e 10 de abril: “Pé de Pincha” e “Bois Vermelho e Azul” em Parintins, Amazônia
15 e 16 de abril: “Caranguejo Uça” e “Projeto Diferentes Talentos” em São Gonçalo e Rio do Ouro, Rio de Janeiro
18 e 19 de abril: “Pesca Solidária” em Jericoacoara, Ceará
23 e 24 de abril: “Meros” em São Mateus, Espírito Santo
2 e 3 de maio: “Bichos do Pantanal”, em Cáceres, Mato Grosso
7 e 8 de maio: “Encauchados” em Rio Branco, Acre
3 e 4 de junho: “Comunidade Produção e Renda” em São Luis, Maranhão
6 e 7 de junho: “Cerrado Vivo” em Goianésia, Goiás
Fonte: http://www.ecult.com.br

quarta-feira, 12 de março de 2014

A tradição do mate exportada para o Líbano

El mate sudamericano, una infusión con una historia ya vieja en Líbano

El vapor del agua caliente se eleva desde la calabaza llena de yerba mate y Wisam al Halabi bebe un sorbo con la bombilla, sentado en la ladera de una montaña libanesa, donde la infusión sudamericana ya se ha convertido en una tradición local.

Una imagen tradicional de la región, pero en el Líbano: preparar un mate. Foto: AFP
ARUK AFP mié mar 12 2014 04:02

El vapor del agua caliente se eleva desde la calabaza llena de yerba mate y Wisam al Halabi bebe un sorbo con la bombilla, sentado en la ladera de una montaña libanesa, donde la infusión sudamericana ya se ha convertido en una tradición local.
Desde hace ya más de un siglo, los habitantes del lugar han disfrutado de esta infusión ligeramente amarga, a la que llaman "yer-bah mah-tay".

La bebida es especialmente popular entre los practicantes de la fe drusa, cuya doctrina es casi secreta, dispersos en toda la región del Levante, en el Mediterráneo oriental, sobre todo en Líbano y Siria.
"Es originaria de Argentina y se nos dice que llegó aquí hace 'cientos' de años, traída por inmigrantes libaneses que regresaban desde allí", dice Samah Halawi, un jeque druso.

América Latina se convirtió en uno de los destinos principales para los emigrantes económicos del Levante, sobre todo durante el siglo XIX, y aún existe una gran comunidad de sus descendientes, tanto en Argentina como en otros países de la región.

Halawi luce turbante de punto blanco, bigotes gruesos, y los pantalones plisados sherwal (de algodón) sueltos, que son el atuendo tradicional de la clase religiosa en la comunidad drusa. 
Para él, la calabaza, la yerba mate y la bombilla de plata (bahm-bee-Zha), para beber la infusión, son tan tradicionales como su vestimenta.

"El mate es algo muy tradicional aquí, algo con lo que que hemos crecido, y hemos aprendido a beberlo en nuestra familia (...). Es una bebida social. Con los muchachos nos reunimos para beberla juntos, en grupo", explica.

Cruza las líneas de combate en Siria

La yerba mate proviene de las hojas de un árbol de gran talla, el Ilex paraguariensis, que crece de manera silvestre o es cultivado desde hace siglos en regiones tropicales de América del Sur. 
Es particularmente popular en el sur de Brasil, Uruguay, Paraguay y Argentina, siendo este último país el que domina las exportaciones de yerba mate a Líbano y la vecina Siria. 
En 2012, Argentina exportó casi 1.500 toneladas de yerba sólo a Líbano, por lo que es el tercer mayor mercado para el país sudamericano, según datos del International Trade Centre, agencia de las Naciones Unidas, y el World Trade Centre. 
Siria, con una población cinco veces mayor que la de Líbano, es el mayor comprador de la yerba argentina, de la que importó más de 24.000 toneladas en 2012. 
La popularidad de la bebida no se ha visto en nada afectada por el conflicto que vive actualmente el país e inclusive cruza las líneas de combate. Tanto miembros de las tropas del régimen como los combatientes rebeldes beben habitualmente la infusión. 

Para Halabi, quien trabaja en un hotel en el bucólico entorno montañoso de la ciudad de Baruk, en el centro de Líbano, el mate es tan necesario como el café o el té. Por lo que al mediodía para él es normal hacer una pausa para beberlo. 
"Por lo general, si sé que mis amigos se encuentran por la zona, los llamo para decirles que estoy preparando un mate. Ellos vienen y lo bebemos juntos". 
Por la tarde, Halabi se sienta junto a sus amigos alrededor de una fogata rodeada por unos ladrillos que sostienen el recipiente para calentar el agua y, mientras se reparten galletas y panecillos dulces, hablan de sus marcas preferidas de yerba mate y de los beneficios de esta bebida para la salud. 

Por ejemplo, Halabi y algunos de sus amigos prefieren la marca argentina Amanda, puesto que tiene un sabor suave y se puede beber tanto con como sin azúcar. 
Halabi recomienda el mate amargo para ayudar a la digestión tras la comida, e insiste en que la bebida también ayuda a "limpiar los riñones". 

Otra habitante de Baruk, Ghada al Halawi, prefiere tomar mate por las mañanas, en el desayuno, en lugar de café o té.
"¡Sentimos como que no nos despertamos hasta que lo bebemos!", dice con una sonrisa, y afirma que lo bebe tanto dulce como amargo, en el recipiente tradicional que fabrica en forma casera con la cáscara de calabacín.
También posee un mate de cerámica en el que prepara la infusión con leche en lugar de agua, puesto que la calabaza vegetal le cambia el sabor, según ella.

'Noches de Mate-karaoke

Wisam Hamdan, quien también creció bebiendo mate en su pueblo, decidió llevar la bebida sudamericana a un público más amplio. 
En 2005, abrió un restaurante en el pintoresco pueblo de montaña de Aley, cerca de Beirut, al que bautizó 'The mate factory'. 
"Un gran porcentaje de nuestros clientes son personas que quieren probarlo, porque es algo popular sólo en ciertas regiones en Líbano", dijo a la AFP. 

Hamdam importa unas cinco toneladas de yerba al año desde Argentina, y mezclando sus hojas preferidas propone a sus clientes una "versión clásica" u otras innovadoras, como el mate con gusto a melocotón o limón.
Por algo menos de 7 dólares estadounidenses (unos 5 euros), sus clientes reciben una bandeja con todo lo necesario: el mate con su yerba, bombilla, agua caliente y bocadillos para acompañarlo. 

Hamdan afirma que la fórmula ha sido todo un éxito y que los fines de semana también ofrece 'noches de mate-karaoke', durante las que sirve cócteles en los que mezcla la infusión con bebidas alcohólicas.
Pero estas innovaciones están muy alejadas del ritual observado en casa de Ghada. A ella le gusta servir la infusión acompañada de higos secos, pasas y nueces, aperitivos tradicionales de la zona. Sin embargo, añade, los chips y galletas también se han vuelto comunes a la hora del mate. 
Entre cada uno de los bebedores, ella limpia la bombilla con trozos de corteza de limón, lo que le brinda un ligero sabor.

La bebida se disfruta mejor con las visitas, dice, y comienza a calentar agua tan pronto como éstas llegan a su casa, cercana a un bosque de cedros de Líbano.
"Cuando alguien viene a tu casa, tienes que prepararle un mate", insiste. "Si no se lo ofreces, es como que si no le hubieses brindado absolutamente nada", añade.



terça-feira, 11 de março de 2014

Caminhos de Si no 5º Levante da Canção


Entre a última sexta-feira e sábado, 7 e 8 de março, em Capão do Leão, foi realizado o 5º Levante da Canção, juntamente com a 10ª Festa da Melancia. O grupo jaguarense Caminhos de Si fez o show na segunda noite do Festival. Paulo Timm, Martim César, Hélio Ramirez formam o grupo, desta vez reforçados por Gil Soares na flauta, Nilton Jr ao piano, Fabricio “Pardal” Moura no baixo, Sandro Calvetti e Fernando Petry fazendo Sancho e Quixote. Músicas como Temporal de Santa Rosa, Cristina louca das ervas, Cruz do Sul, entre outras, foram apresentadas para um público de aproximadamente 500 pessoas. Além das canções, houve poesia e teatro, com destaque para o esquete de Dom Quixote de la Mancha. Mais uma vez o grupo, que este ano completa 10 anos de trajetória e que já se apresentou em diversas cidades do Rio Grande do Sul e do Uruguai e que, no final do ano passado, esteve em Concórdia-SC, fez-se presente em um grande evento, representando a arte que se produz nesta fronteira.



Foto Elis Vasconcellos

domingo, 9 de março de 2014

Fotos del Carnaval de Rio Branco 2014

Los Piratas del Lago invadieron la pasarela 

Comparsa Caritas Pintadas

Tronar de Tambores con Julio Cesar Kanela fué la gran
atracción

Murga La Operária, renacimiento para maravillar el Carnaval

sexta-feira, 7 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO DO CARNAVAL DE RÍO BRANCO


En conferencia de prensa brindada hoy, 6 de marzo, se realizó el lanzamiento del Carnaval 2014 de Río
Branco, con la presencia de Julio "Kanela" Sosa, quien estará presente junto a Tronar de Tambores en el carnaval local el próximo sábado (8).
En la oportunidad se aprovechó para brindar la programación de los desfiles y actuaciones en el tablado ubicado en la Plaza Gral. Artigas.

Viernes 7 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Grupo de Lubolos Asociación Nuestro Hogar
  • Barco pirata del carnaval del Lago Merín
  • Caritas Pintadas
  • Murga La Operaria
  • Murga Hijos de Momo, de Melo
Escenario
  • Caritas Pintadas
  • Grupo Identidades
  • Inauguración del carnaval
  • Murga La Operaria
  • Murga Hijos de Momo

Sábado 8 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Barco pirata del carnaval del Lago Merín
  • Murga La Operaria
  • Tronar de Tambores
Escenario
  • Caritas Pintadas
  • Reina Identidades
  • Tronar de Tambores
  • Murga La Operaria

Domingo 9 - 22:00 hs.

Desfile
  • Reinas de Carnaval de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Grupo Glamurosas, de Vergara
  • Batucada El Rancho, de Vergara
  • Nación de Luz Vergarense, de Vergara
  • Escuela de samba y reinas del Carnaval de Yaguarón
  • Comparsa Camundá, de Melo
  • Banda Tamiflú
  • Escenario
  • Reinas de Río Branco
  • Escuela de Candombe Identidades
  • Caritas Pintadas
  • Premiación
  • Banda Tamiflú
Texto y foto: Portal del Lago Merín.-

quarta-feira, 5 de março de 2014

Jaguarão - Fotos Carnaval 2014

Aguenta se Puder na #Copadascopas 

Naiara, madrinha de Bateria da Aguenta

Close nos foliões do Trem Bala

Maracatu pelos Ares - Palestina

Atrás do Trio Elétrico com muita alegria

Destaque da Estrela Dálva