quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Clandestino

Vagou pelo mundo, sem rumo e sem destino,
tendo sempre vivo na lembrança, seu sonho de menino.
Pois quando criança corria livremente em solo pátrio
Eis que de repente assim quis o destino,
Roubaram-lhe o chão e seu sonho de menino.
Quando velho, olha o passado quase em desatino,
Sem entender por que
Em seu próprio lar tornou-de um clandestino.
O que fazer agora se a hora o ponteiro não parou!
O tempo passa, mas o hospedeiro ficou!
Fincou raízes e o lar ser seu jurou!
Disse que o profeta
Nos tempos antigos assim prometeu!
Mas como pode alguém prometer
Algo que nunca foi seu?
E agora o que fazer?
Se o mundo olha e diz:
O problema não é meu!
Mas quando repartiram o chão
Pensando ser seu,
esqueceram daqueles que como ele
tiveram que buscar refúgio em lugares
que jamais poderão chamar de seu.
Said Baja


Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 13/11/2013 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Lançamento do livro Contos da vida difícil de Aldyr Schlee em Jaguarão


Sexta Feira - 18 h - Biblioteca pública de Jaguarão
Lançamento do livro - Contos da vida difícil - Aldyr Schlee
Esquete Dom Quixote de la Mancha
Músicas - Milonga por Don Sejanes e A viúva de Quinteros (Martim César/Paulo Timm)

A viúva de Quinteros
Ninguém sabe o paradeiro
Da viúva de Quinteros
Que se foi sem deixar rastros
Que partiu pra nunca mais...

Restou um rancho deserto
Olhando pra o campo aberto
E já esquecido por Deus
E mil causos na memória
Que tentam contar a história
Como de fato ocorreu

Mas ao certo ninguém sabe
Qual o seu fim ninguém responde
Se morreu, cadê o corpo?
Se partiu, se foi pra onde?

Viu seu marido e seu filho
Partirem na leva um dia...
Mas por que não retornaram
Se tantos sobreviveram?
Onde estão os prisioneiros
Da batalha de Quinteros?

As mulheres que ficaram
Não tinham lenço ou bandeira
Mas muito mais que seus homens
De muitas mortes morreram


Na ponta rubra da lança
Uma tesoura de esquila
Adorna o peito sangrado
De outro Blanco assassinado
E junto ao corpo estendido
Sempre um lenço colorado...

O mesmo lenço encarnado
Que se extraviou em Quinteros
E que reclama em silêncio
A morte dos prisioneiros

Morreram muitos depois
E todos de igual maneira
E viram um lenço rubro
Ao lado da esquiladeira
E – sempre - em seus enterros
A mesma mulher de negro
(Baseado no texto de Aldyr Schlee) Martim César

domingo, 24 de novembro de 2013

Produtor Cultural- Profissão vem ganhando espaço na Graduação


Aula Magna de Produção e Política Cultural na Unipampa


Programação da 1ª Feira Alternativa de Literatura e Arte em Jaguarão

Programe-se para as atividades da 1ª FALA que acontecerá na fronteira Jaguarão-Rio Branco, de 25 a 30 de novembro.
Dia 25/11 – Segunda-feira
14 h- Gincana e Piquenique Literário l na Praça Alcides Marques (SMED)
Dia 26/11 – Terça-Feira
14h – Contação de Histórias na Praça Alcides Marques
Atividades da Biblioteca Itinerante (SMED)
Oficinas e apresentações de trabalhos nas escolas
17:30h – Colóquios na Biblioteca Pública
19h – Abertura Oficial do FALA
Sarau Poético-Literário na Biblioteca Pública
Participação de poetas e músicos da fronteira Brasil-Uruguai
Lançamento de Livros
Dia 27/11 – Quarta-Feira
15h – Contação de Histórias na Praça Alcides Marques
Atividades da Biblioteca Itinerante (SMED)
Oficinas e apresentações de trabalhos nas escolas
15:30h Oficina com Natália Naoumova (Ufpel) “Recuperação do Patrimônio Cultural pelas cores” na Praça Alcides Marques
17:30h na Biblioteca: Palestra “Valorização do Patrimônio por meio das cores” cores” voltada para Arquitetos e Urbanistas e interessados em geral.
18:30h Colóquio na Biblioteca Pública
Dia 28/11 – Quinta-feira
15h – Praça Alcides Marques:
Contação de histórias
Atividades da Biblioteca Itinerante
Exposição de Livreiros
Exposição de banners
Exposição de Artesãos
Oficinas e apresentações de trabalhos nas escolas
15:30h Exposição Casa Vida e Apresentação do Coral “Asas da Liberdade” – CAPS Sítio Renascer;
17h – Projeto Balbúrdia – na Biblioteca Municipal
18:30h – Colóquio na Biblioteca Pública
19:30h- Fim de tarde Poético Musical na Praça Alcides Marques
Lançamento de Livros: Deco Rodrigues com o Romance “Três contra Todos”
Dia 29/11 – Sexta-feira
15h – Praça Alcides Marques:
Contação de histórias
Atividades da Biblioteca Itinerante
Exposição de Livreiros
Exposição de banners
Exposição de Artesãos
Oficinas e apresentações de trabalhos nas escolas
18 h Lançamento do livro “Contos da Vida difícil” com o escritor Aldyr Garcia Schlee
19:30h – Fim de tarde Poético Musical na Praça Alcides Marques
Escritor convidado: Martim César
Dia 30/11 – Sábado
9h – Oficina de Educação Ambiental. Local à definir.
Mutirão de Limpeza do Cerro da Pólvora.
15h – Contação de histórias na Praça Alcides Marques
Atividades da Biblioteca Itinerante
Exposição de Livreiros
Exposição de banners
Artes Visuais
Artesanato
Feira de Troca de Livros
17h – City Tour – Passeio Turístico (Curso de Turismo Unipampa)
Feira de Antiguidade Artes e Artesanato (Curso PPC-Unipampa)
19:30h – Fim de tarde Poético Musical na Praça Alcides Marques. Apresentação do Projeto “Dos Para Hacer Uno” com Alex Araujo e Felipe Rosales
Lançamento de Livros
Marilu Duarte com lançamento do livro “Revoar de Sonhos”
Antônio Carlos Marques com Lançamento do Livro “Espanta o Espantalho ( A poesia que te espia)”
22 h Poesia no Bar
Promovem: SIC- Sociedade Independente Cultural e Secult – PMJ
Entidades parceiras: UNIPAMPA, SMED, SDRMA, Jornal Fronteira Meridional, Instituto Conexão Sócio Cultural, Coletivo Pédeque, Coletivo Margaridas, Clube 24 de Agosto, CAJUJA, Círculo Operário de Jaguarão.
Obs.:
* Inscrições abertas para o City Tour na Secult ou no evento.
* Durante o evento haverá atividades de City Tour com escolas
* Em caso de mau tempo, as atividades da Praça serão na Biblioteca.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

SHOW COM MARCO AURÉLIO VASCONCELLOS NA BIBLIOTECA PÚBLICA PELOTENSE


Ocorre na quinta feira as 21hs na biblioteca pública pelotense com entrada franca o lançamento do cd "PAISAGEM INTERIOR" de MARCO AURÉLIO VASCONCELLOS em parceria com os jaguarenses MARTIM CÉSAR, PAULO TIMM e ALESSANDRO GONÇALVES. No show serão apresentadas músicas do novo cd, do trabalho anterior Da mesma raiz e grandes clássicos da música nativista de autoria do intérprete e que foram consagrados nos palcos dos festivais do RS. No palco além dos autores estarão os músicos Cícero Camargo, Carlos De Césaro, Nilton Jr, Mano Jr e Gil Soares com as participações especiais de Maria Conceição e Leonardo Oxley. Após o show os autores estarão a disposição do público para sessão de autógrafos do CD que teve financiamento do PROCULTURA da Secretaria Municipal de Cultura.
 
"Uma PAISAGEM INTERIOR não corresponde apenas ao panorama que nossos olhos vislumbram diante dos mais lindos e remotos rincões da terra gaúcha, mas, também, o sentimento que está dentro de cada um que a ama, vibra e pulsa como o mapa-coração dentro do peito".  (Marco Aurélio Vasconcellos) 

Dia 21 nov quinta feira as 21hs na biblioteca pública pelotense lançamento do cd PAISAGEM INTERIOR!!!



III CINE-PET de PRODUÇÃO e POLÍTICA CULTURAL


Alunos bolsistas do PET (Programa de Educação Tutorial) do Bacharelado de Produção e Política Cultural, da Unipampa, campus Jaguarão, realizaram neste sábado 16 de novembro a “III Sessão do Cine-PET”. Em tal ocasião, foi exibido o filme de animação “Hotel Transilvânia”.

Sempre aos sábados, às 15:00 hs., estas sessões procuram aquilatar a imaginação e o gosto do público infantil, reunindo numa sala da Unipampa crianças do bairro Cerro da Pólvora e das escolas localizadas na Kennedy e adjacências.

Como parte do ingresso, gratuito e aberto a todos, crianças e adultos, os presentes recebem suco e pipoca proporcionados gentilmente pelos acadêmicos do PET de Produção e Política Cultural.



Pelo PET de Produção e Política Cultural,
R. Dario F. García,
Integrante discente.
Unipampa, campus Jaguarão.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Bolsa Família: dez anos que mudaram a face do Brasil


Uma grande nação, justa e forte, se faz pela capacidade de inclusão - dos miseráveis à alimentação básica; dos pobres ao consumo; dos pequenos, ao mercado; das minorias, ao seu direito de viver diferente; dos pequenos empresários, à oportunidade para desenvolver seus negócios. É por meio da inclusão que uma nação se forma e captura, para o bem geral, a energia individual esmagada em cada falta de oportunidade, o talento que pode estar escondido em um barraco nas palafitas ou nas favelas, os futuros campeões que podem estar nascendo em uma microempresa.

É por meio da solidariedade que se criam os laços sociais e econômicos que vão tecendo a grande rede do desenvolvimento e os grandes processos civilizatórios.

Mesmo assim, cada capítulo é uma guerra entre a modernidade e o atraso, entre o novo e o velho carcomido. Nos Estados Unidos, o maior processo de inclusão - a libertação dos escravos - resultou na mais sangrenta guerra do século 19. Na Europa, os grandes movimentos de urbanização, dos anos 20, resultaram em intolerância e no florescimento de doutrinas autoritárias.

Por isso mesmo, esses movimentos sempre refletem a luta da barbárie contra a civilização, da selvageria contra a solidariedade. Os heróis sempre terão seu lugar na memória nacional; os recalcitrantes, no lixo da história. O país reconhece José Bonifácio, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças, Luiz Gama como seus fundadores. Os contrários tornaram-se apenas "conservadores" ânonimos, anacrônicos, menores.

Não será necessário distanciamento histórico para que esse mesmo reconhecimento ocorra em relação ao Bolsa Família. Para sorte de seus descendentes, os trogloditas que enxergaram no programa a "bolsa esmola", o estímulo à preguiça, que previram o desastre fiscal, que se escandalizaram com pobres adquirindo geladeiras, ou com fazendeiros não podendo mais pagar salário de fome aos seus colonos, serão tratados apenas como "conservadores"., símbolos da parcela mais atrasada, colonial, desinformada e insensível, uma espécie de sub-elite intelectual impermeável a qualquer sopro de cidadania.

A história brasileira do século 20 têm episódios relevantes. Provavelmente nenhum desses episódios sobrepuja em relevância e alcance, a criação do Bolsa Família.

São 11 milhões de famílias atendidas, 40 milhões de pessoas incluídas e o desenvolvimento de uma metodologia incorporando os mais avançados modelos estatísticos com os avanços da Internet. Tornou-se padrão mundial.

Mas é apenas o início. As políticas sociais trouxeram nova dimensão ao mercado interno, novas demandas, nova escala de produção às empresas. Mais que isso. Sair do nível da miséria mudou totalmente a natureza social e pública desses 40 milhões de brasileiros. Eles se tornaram cidadãos, alguns tornaram-se empreendedores. Entendendo seus direitos, tornar-se-ão cada vez mais exigentes, rompendo a inércia histórica do setor público e político. E se tornaram cidadãos sem tutela política. Quem quiser conquistar seu apoio terá que demonstrar o que têm a oferecer daqui para diante.

Luis Nassif
jornalggn.com.br

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 06/11/2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

1ª Feira Alternativa da Literatura e das Artes de Jaguarão


Mandinga na 41ª Feira do Livro de Pelotas


Sábado, 16/11

18h - Lançamento do livro “Sobre amores e outras utopias” de Martim César | Torre dos autógrafos no Mercado Público. 

19h - Poesia na Mesa – América Latina – Amor, Revolução e Liberdade|BPP

21h - Sarau com Mandinga, Arte e Literatura | Tenda Cultural

22h - Show de encerramento das atividades mandingueiras | vicentepimentero, vuelo libre & candombejazz | Tenda Cultural

Realização: Mandinga Arte Literatura 


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Lançamento e sessão de autógrafos do livro "Sobre amores e outras utopias" de Martim César, a partir das 18h na Torre de Autógrafos do Mercado Público na 41ª Feira do Livro de Pelotas/RS.

Pontos de venda:

- Livraria Vanguarda
- Livraria Mundial
- Livraria Cia dos Livros
- Livraria Monquelat

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Mandinga apresenta mais um Poesia na Mesa na 41ª Feira do Livro de Pelotas. Debate em torno da poesia na América Latina conta com escritores e pesquisadores sobre o tema

A poesia na América Latina uniu ao longo do tempo poetas, cancioneiros, compositores e militantes da história que, através de suas mãos, palavras e alma, descreveram a liberdade, o amor e a revolução de forma significativa na memória da arte latino-americana.

A terceira noite da ação Poesia na Mesa, encerra a Feira do Livro com convidados experientes no tema: o escritor e poeta Martim César, autor do recente livro "Sobre amores e outras utopias", o pesquisador e professor Juan Pablo Berassain e o compositor e músico Vicente Pimentero. Com mediação de Ediane Oliveira, o evento ocorre na Bibliotheca Pública Pelotense, às 19h, do dia 16 de Novembro (sábado) e tem entrada franca. 

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Sarau com Mandinga, Arte e Literatura.

Liberdade, poemas soltos, microfone aberto, pessoas, vozes, palavras. Todos juntos para a expressão e a manifestação da poesia. 

A atividade faz parte da programação oficial da 41ª Feira do Livro de Pelotas.






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Show de encerramento das atividades mandingueiras | vicentepimentero, vuelo libre & candombejazz | Tenda Cultural


domingo, 3 de novembro de 2013

Velhas Brancas - Mário Barbará no La Mancha


Depois de quatro meses apresentando o melhor da música gaúcha e fronteiriça, o Espaço Cultural de Verão La Mancha , inaugurado em novembro de 2012, realizou na noite de 01 de março de 2013, o show de encerramento da sua Primeira Temporada. Considerado um dos marcos da música nativista, Mário Barbará , acompanhado do guitarreiro Sérgio Souza e do percussionista de São Borja, Paulinho Gerard, fez um show memorável e que possibilitou a todos nós, reencontrarmo-nos com seus grandes êxitos, Velhas Brancas, Desgarrados, Campesina e tantos outros.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Achados e Perdidos

 Semana passada aconteceu-me algo que a todos desagrada e traz transtornos. Indo de bicicleta para o trabalho, no meio do trajeto percebi que meu bolso já não trazia o que deveria trazer. Minha carteira com documentos pessoais, cartões e alguns trocados. Voltei rapidamente pelo caminho, mas já não encontrei o que havia perdido. Como de costume nesses casos, pedi aos meus amigos das rádios para colocar os avisos correspondentes. Até o momento em que escrevo esta, de nada tive notícia. Já tomei as providências cabíveis, bloqueio de cartões, registro do famoso BO, solicitação de segunda via de documentos. Um pouco trabalhoso, mas conformar-se com os desígnios da sorte, parece ser o caminho mais adequado.

Porém, essa semana não seria apenas de ocorrências desafortunadas e de perdas. Caiu-me nas mãos um livro que indico por ser leitura que, sem dúvida, os agraciará com reflexões de grande sabedoria sobre a vida e o destino humanos. Trata-se de as Cartas a Lucílio, do filósofo romano Sêneca. O nome do livro de bolso, editado pela LPM, é Aprendendo a Viver e traz uma coletânea de 29 textos dentre os 124 daquela que é considerada a obra prima do filósofo latino e que foram escritas entre os anos 63 e 65 da nossa era.

Nas cartas a Lucílio, personagem talvez fictício, para conformar o gênero literário adotado na época, a epístola, a mesma do Novo Testamento, Sêneca, remetente e ao mesmo tempo destinatário, escreve sobre os temas que devem proporcionar ao homem uma reflexão cotidiana a respeito da vida e não de questões vazias. A filosofia antes de tudo é para ser vivida. Reflexões sobre o tempo, solidão, velhice, sobre as lamentações, a insaciável busca de bens e prazeres, a doença, etc. Reflexões com muita sabedoria e argumentação característica da tradição greco latina.

Neste dia dois de novembro celebramos e reverenciamos a memória dos antepassados. Diz Sêneca na epístola em que aborda o pesar pelos amigos falecidos. “ Para mim, o pensamento sobre os amigos falecidos é doce e brando, pois os tive sabendo que ia perdê-los, e quando os perdi, era como se ainda os tivesse. (…) Por isso, desfrutamos avidamente da presença dos amigos, porque não podemos ter certeza por quanto tempo ainda os teremos. Pensemos que, frequentemente, os relegamos por alguma longa viagem, ou que, muitas vezes não os vemos mesmo morando no mesmo lugar, e compreenderemos que , quando estavam vivos, perdemos muito tempo.(...) Quem amavas morreu, procura outro para amar. É melhor recuperar um amigo que chorar. (…) Pensemos pois, querido Lucílio, logo nós também iremos para onde ele já foi e lamentamos. Talvez, se os sábios dizem a verdade, se há um lugar que nos recebe, aquele que pensamos que morreu simplesmente nos precedeu. Passa bem!”

Perdi uma carteira e achei um filósofo. A fortuna me sorriu sem dúvida!

Jorge Passos

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional  em 30/10/2013