segunda-feira, 30 de abril de 2012

1º de Maio tem Especial do Cineclube - El Baño del Papa

Sessão será as 19 horas no Auditório do Círculo Operário

No dia primeiro de maio, as 19h no Circulo Operário será exibido o filme "O Banheiro do Papa". A sessão é uma homenagem ao dia do trabalhador. A entrada é gratuita.

A comunidade jaguarense pediu e o Cineclube Jaguarão atendeu. O filme "O Banheiro do Papa",que se passa em nossa região fronteiriça vem sendo aclamado pelo público desde que foi lançado nos cinemas. Como a finalidade do Cineclube é justamente o envolvimento entre público e obra,o Círculo Operário será espaço deste encontro nesta terça-feira.

Espaço simbólico inclusive, de organização e protagonismo dos trabalhadores. Sessão imperdível!!

O filme:
Em 1988, o Papa João Paulo II visitou a humilde cidade de Melo - que fica na fronteira do Uruguai com o Brasil. Os moradores mobilizaram-se numa série de preparativos para a chegada do religioso. Estimava-se a visita de centenas de milhares de visitantes e os moradores contavam com esse evento para mudarem de vida. Muitos venderam casas, terrenos e outros pertences para comprar carnes, linguiças, pães e afins para abastecer o público esperado com comida o suficiente. O filme acompanha principalmente o drama de Beto (César Troncoso) e sua família. Ele tem a ideia de construir um banheiro coletivo para o uso dos visitantes.

Esperança:Última fase de obras no teatro de 115 anos

Na primeira etapa do restauro, os trabalhadores encontraram 
uma série de objetos ligados à história do prédio.
 Crédito: arquivo da smct / cp

Palco do Esperança é importante espaço cultural para a região desde 1897

O Teatro Esperança, inaugurado em Jaguarão em 1897, passará pela segunda e última etapa de restauro. O edital de licitação foi publicado pela prefeitura neste mês. A edificação é tombada pelo Estado desde 1990 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade. A fase final terá investimento de R$ 4 milhões, oriundos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e contrapartida municipal de R$ 156 mil. Segundo a diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura e Turismo, Andréa da Gama Lima, estão previstos 18 meses de trabalho. Serão recuperados palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, recepção, piso, forro e lustre. O plano inclui os sistemas de iluminação e sonorização, além de novos banheiros

A primeira parte do restauro foi concluída em 2010, na qual o Iphan investiu R$ 1,1 milhão e a prefeitura, R$ 75 mil. Andréa diz que nessa etapa foram recuperados o telhado, a pintura decorativa de mural e as galerias. Também houve a reforma da estrutura de madeira, dos camarotes e do piso principal. Segundo ela, com a remoção do chão, os trabalhadores encontraram uma série de objetos ligados à história do prédio, como antigos folhetos de espetáculos, moedas e louças. "Esses fatos apontam para a necessidade de se realizar um projeto de prospecção e escavação arqueológica no local, a partir de um convênio entre a prefeitura e a Universidade Federal do Pampa, por meio de parceria no campo patrimonial", explica.

O teatro é um importante espaço cultural para a região Sul desde o fim do século XIX. Conforme Andréa, devido à posição estratégica de Jaguarão, a casa recebeu companhias dos grandes centros do país, que seguiam para Argentina e Uruguai. Também funcionou como cinema e palco de apresentações circenses e bailes. 

Caderno Cidades - Correio do Povo, edição de 29/04/2012

domingo, 29 de abril de 2012

Cieno- Gerardo Ciancio - III Feira Binacional do Livro de Jaguarão


Nos colóquios da III Feira Binacional do Livro de Jaguarão- RS - Brasil, entre os vários autores premiados do Uruguay durante o ano de 2011, a presença de Gerardo Ciancio. Seu livro de poesia "Cieno" foi publicado pela Editora Yaugurú. Este livro foi agraciado com o Primeiro Premio de Poesía Inédita 2010 do Ministerio de Educação e Cultura do Uruguay. Gerardo é Professor de Linguística da Faculdade de Comunicação e Desenho em Montevidéu.


Neste vídeo ele lê os poemas B e C do Capítulo I 


Tríptico Trance - b.
¿Cuál es la infancia mejor? ¿Do La hallares, palafrenero?
¿Aqueste mar es tu mar de marear / tu aguja?
¿Luce asé el tiempo tan campante sin su niño?
Los huesitos paternales: ¿dónde fueron a heder?
¿O es sólo tuyo el pater canto al pie de la muralla, Don Jorge? 
¿Debiere volver a tu villa de Paredes de Navas tras tu muro en Castilla tan castellana?
¿Funge mi padre guerrero encastillado / me obligas? /
Un tiempo el suyo sin su adarga sin su albarda sin su Fausto
Apenas te concedo el ronroneo de un tango sin quebrar aprisa la madrugada
Los albores no esrecordarse al gallo pues su alba labor va puerta al puerto
Proa a su triste edificio de su fugaz Montevideo ya ni cruel
¿Y si suda mi padre su sudario?
c.
Una pequeña gota de ese mar río marrón que entorna mi conciencia
muy fina a su intangibilidad porque la gota de agua escasa ya es la idea 
Una traza sin huella casi osada de sí / entrada en los años desde su nacencia quebrada / Una minúscula canción engotada nocturna aún sin componer
Si fuere certero una gota gárgola que suministra la muerte 
Porque no fueras a creer que cualquier dribling elude la insistencia de su porfia funesta / es decir sin temor a descubrir su desembocadura sin mayores mohines que sólo pueden empeorar las cosas
Uno puede pasársela mejor agotado en su luz reflejada mejor en términos comparativos / no creas / que de vivir bajo la pendencia de un cabello
tu gota mi gota la gota / incluso / que vertiera mi padre (y que aún fulge en sus ojos ya no vistos entre nuestros pinos) trocarían en espadas, Damocles. 


Gerardo Ciancio

sábado, 28 de abril de 2012

Prefeitura de Jaguarão - RS abre concurso para 61 vagas




A Prefeitura Municipal de Jaguarão, Estado do Rio Grande do Sul, abriu inscrições para a realização de concurso público a ser realizado pela empresa organizadora Pontua Concursos, destinado a selecionar candidatos para provimento de 61 vagas para todos os níveis de escolaridade, mais cadastro de reserva nos cargos efetivos do quadro geral de servidores da Prefeitura.

Os vencimentos oferecidos variam de R$ 584,38 a R$ 1.971,22. A jornada de trabalho será entre 20 e 40 horas semanais.

Além do vencimento a Prefeitura disponibiliza, nos termos da LC 03/2003: auxílio-alimentação, auxílio-família, adicional de insalubridade, adicional por tempo de serviço, premio por assiduidade, promoção de classe e, para os cargos com vencimento inferior ao salário mínimo nacional (R$ 622,00 hoje), complementação para o atingimento deste piso.

As inscrições via Internet podem ser realizadas a partir das 9h00min do dia 26 de abril até as 24h00min do dia 10 de maio, pelo site www.pontuaconcursos.com.br Os valores das inscrições para os cargos previstos ni Edital são os seguintes:

Ensino fundamental incompleto R$ 30,00
Ensino fundamental completo R$ 40,00
Ensino médio R$ 50,00
Ensino superior R$ 70,00

A Prova Objetiva para todos os cargos tem caráter eliminatório e classificatório, sendo composta de no máximo 40 questões para todos os cargos. As questões da Prova Objetiva são do tipo múltipla escolha e cada questão conterá 5 alternativas de resposta sendo somente 1 correta.

As provas objetivas serão realizadas no dia 27 de maio, para todos os cargos, os locais e horários das provas serão divulgados.

O Gabarito Preliminar (antes da análise dos recursos) será divulgado no primeiro dia útil após a realização da prova objetiva e, ao término da análise dos recursos, será divulgado o Gabarito Definitivo.



Localização do Município de Jaguarão – RS


Fonte: http://concursoseempregosabertos.blogspot.com.br
            http://www.jaguarao.rs.gov.br/ 

BIBLIOTHECA PÚBLICA PELOTENSE: Poesia no Primeiro de Maio



XX Sarau Poético-Musical  lembra obra de Mário Lago
 
Poeta-letrista que assina clássicos da MPB e multiartista mais conhecido do grande público por sua longa trajetória como ator, o carioca Mário Lago ( 1911-2002) é o autor destacado na XX edição do Sarau Poético-Musical da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP), no feriado de primeiro de maio. Com início às 19:30 horas, no salão térreo da BPP , o evento abre com uma breve fala que destaca  vida e obra  do autor  que, ao longo de uma atividade literária de quase sete décadas, publicou 11 livros. Getúlio Matos é o convidado para falar sobre o poeta  que , desde a década de 30 , marcou sua passagem também como ativista político e figura de destaque no rádio, tv, cinema e teatro.

Após a fala sobre Mário Lago, o Sarau BPP segue o modelo adotado desde a criação do projeto, em maio de 2010: blocos alternados de música ao vivo e poesia recitada de autores de Pelotas e região. A intérprete Claudia Braunstein responde pela parte musical . Daniel Almeida da Silva, Gabriel Borges da Silva, Juliana Nunes e Marco Antônio Chaves são os autores-poetas convidados da XX edição do Sarau Poético-Musical da Bibliotheca Pública Pelotense. Entrada franca, como é regra nos eventos da Casa.
 
CONFIRA
 
O QUE - XX edição  do Projeto  Sarau Poético-Musical BPP.
QUANDO E ONDE: Primeiro  de maio  de 2012, no salão térreo da Bibliotheca Pública Pelotense - Praça Cel Pedro Osório, 103. Informações ( 53) 3222 3856.
Entrada franca. Inicio às 19:30 horas.
 
Parceiros Institucionais
Confraria dos Poetas de Jaguarão
Faculdade de Educação / UFPel
Faculdade de Letras / UFPel
Instituto Estadual de Educação Assis Brasil
RádioCOM.104.5FM
 
Realização
Bibliotheca Pública Pelotense
Centro Regional de Arte e Cultura desde 1875
 
Coordenação Projeto Sarau Poético BPP
Daniela Pires de Castro
Getulio Matos
Mara Agripina Ferreira
Pedro Moacyr Perez da Silveira



sexta-feira, 27 de abril de 2012

BIBLIOTHECA PÚBLICA PELOTENSE - PROJETO SARAU POÉTICO-MUSICAL


Convite

Juntamente com os parceiros institucionais , a Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) convida para a XX edição doProjeto Sarau Poético-Musical BPP , no próximo PRIMEIRO DE MAIO, a partir das 19:30 horas - conforme programação abaixo detalhada.

Coordenação Projeto Sarau Poético BPP
Daniela Pires de Castro
Getulio Matos
Mara Agripina Ferreira
Pedro Moacyr Perez da Silveira

O QUE - XX edição  do Projeto  Sarau Poético-Musical BPP.
QUANDO E ONDE: 01 de maio  de 2012, no salão térreo da BPP. Entrada franca. Inicio às 19:30 horas.

CONVIDADOS

Autores-poetas
Daniel Almeida  Silva
Gabriel Borges da Silva
Juliana Nunes
Marco Antônio Chaves

Música
Claudia Braunstein

Poeta em destaque
Mário Lago ( 1911-2002)

Parceiros Institucionais
Confraria dos Poetas de Jaguarão
Faculdade de Educação / UFPel
Faculdade de Letras / UFPel
Instituto Estadual de Educação Assis Brasil
RádioCOM.104.5FM

Realização
Bibliotheca Pública Pelotense
Centro Regional de Arte e Cultura desde 1875


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mostra Cultural Mob Art


Na Natureza Selvagem de Sean Penn é a atração de hoje no Cineclube Jaguarão


Ousadia de Sean Penn é recompensada em drama estrelado por Emile Hirsch


Sean Penn  é um ator ousado, que não tem medo de arriscar na hora de compor um personagem. Como todo mundo, às vezes erra, mas quando acerta, o resultado enche tanto os olhos quanto as telas. Como diretor, carreira que vem desenvolvendo sem pressa, ele entrega agora o seu melhor filme, e tudo isso seguindo à risca a ousadia que o tornou conhecido.

Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2007) é inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer, sobre a vidade Chris McCandless. Aos 22 anos, o jovem largou sua estável vida de bom aluno e classe média-alta para partir em busca de liberdade e aventura. Deixou para trás também a sua própria identidade, rebatizando-se Alexander Supertramp. Com um destino em sua mente, o longínquo e desabitado Alasca, ele foi cruzando o continente e as vidas de muitas pessoas que lhe davam carona, casa ou um emprego temporário.

Além de criar um road movie, gênero típico das descobertas e reflexão do personagem, Penn vai também mostrando um pouco do seu país tanto nos aspectos geográficos - passando por corredeira, deserto e neve - quanto humanos. Supertramp vai vendo e entendendo os diferentes níveis de relacionamento que podem haver entre as pessoas, como os hippies Rainey (Brian Dierker) e Jan (Catherine Keener) e o solitário veterano de guerra Ron Franz, papel que rendeu uma justíssima indicação ao Oscar a Hal Holbrook.

Para ajudá-lo a mostrar as paisagens, é imprescindível a participação do diretor de fotografia Eric Gautier (Diários de Motocicleta), que passa o filme equilibrando a importância do protagonista com as paisagens ao seu redor. E para acentuar este trabalho, entra ainda a bela e emotiva trilha sonora criada por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, em seu primeiro projeto solo.

Mas nada disso teria a mesma força sem o ator certo. Para interpretar toda essa catarse física e psicológica enfrentada pelo protagonista, Penn escalou Emile Hirsch. Mais conhecido pelos papéis de adolescentes que fez recentemente em Alpha Dog, Os Reis de Dogtown e Show de Vizinha, Hirsch amadureceu junto com seu personagem e inicia agora uma nova fase na sua carreira, como adulto. Torçamos para que as cores e a velocidade enfrentadas no Speed Racer dos irmãos Wachovsky não o façam perder o bom caminho que já o levaram tão longe.

Marcelo Forlani

CLIQUE AQUI  para ler mais sobre o filme: "A decisão de Christopher McCandless (interpretado pelo ótimo Emile Hirsch) de viver no Alasca em meio à natureza não se dá por uma opção política." ( Júlio Bezerra- http://cinekinos.blogspot.com.br)


O Uruguai, por Eduardo Galeano


Montevideo

Do Carta Maior
por Emir Sader 
Até um certo momento o Uruguai só era mencionado no Brasil por duas coisas: ricos iam se divorciar e/ou casar e ter lua-de-mel em Punta del Este e pela derrota no fatídico dia 16 de julho de 1950 para a seleção Uruguai no Maracanã, de virada, na Copa do Mundo feita para o Brasil ser campeão. Alguns haviam passado por Montevidéu e diziam que ficava a meio caminho entre Porto Alegre e Buenos Aires.

“Os uruguaios temos certa tendência a crer que nosso país existe, embora o mundo não o perceba”, diz Galeano. “Os grandes meios de comunicação, aqueles que têm influência universal, jamais mencionam esta nação pequenina e perdida ao sul do mapa.”

Um país de poucos milhões de habitantes que, como diz ele, tem população similar a alguns bairros das grandes cidades do mundo, mas que provocaria algumas surpresas para quem se arriscasse a chegar por ali. 

Um país que aboliu os castigos corporais nas escolas 120 anos antes da Grã-Bretanha. O Uruguai adotou a jornada de trabalho de oito horas um ano antes dos Estados Unidos e quatro anos antes da França. Teve lei do divórcio setenta anos antes da Espanha e voto feminino quatorze anos antes da França.

O Uruguai teve proporcionalmente o maior exílio durante a ditadura militar, em comparação com sua população. Assim, tem cinco vezes mais terra do que a Holanda e cinco vezes menos habitantes. Tem mais terra cultivável que o Japão e uma população quarenta vezes menor.

O país ficou relegado a uma população escassa e envelhecida. Tristemente Galeano diz que “poucas crianças nascem, nas ruas vêem-se mais cadeiras de rodas do que carrinhos de nenês”.

Ainda assim, Galeano consigna bons motivos para gostar do seu país: “Durante a ditadura militar, não houve no Uruguai nem um só intelectual importante, nem um só cientista relevante, nem um só artista representativo, único que fosse, disposto a aplaudir os mandões. E nos tempos que correm, já na democracia, o Uruguai foi o único país do mundo que derrotou as privatizações em consulta popular: no plebiscito de fins de 92, 72% dos uruguaios decidiram que os serviços essenciais continuaram sendo públicos. A notícia não mereceu sequer uma linha na imprensa mundial, embora se constituísse numa insólita prova de senso comum.” Talvez por esses “maus exemplos” tentam desconhecer o Uruguai, apesar da insistência dos uruguaios de afirmar que seu país existe. 

Por tudo isso, Galeno se orgulha do seu “paisito”, “este paradoxal país onde nasci e tornaria a nascer”.


Integração na fronteira sul


Rio Grande de Sul busca melhoria de atendimento ao turista dos países do Mercosul

25/04/2012

Fomentar a cooperação e a integração com os países do Mercosul e qualificar o atendimento ao turista internacional que visita o país. Esses são os objetivos da ação que a Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Sul lançou, esta semana, em nove postos de informações turísticas do estado, localizados nas fronteiras com o Uruguai e a Argentina.

Equipes da secretaria percorrerão, até o dia 27 de abril, os postos localizados em Quaraí, Chuí, Jaguarão, Bagé, Santana do Livramento, Uruguaiana, São Borja, Porto Mauá e Porto Xavier. As visitas têm como foco identificar e quantificar as necessidades de investimentos e infraestrutura nos locais. A criação de Centros de Atendimento ao Turista e a qualificação dos Postos de Informações Turísticas na fronteira são medidas a serem implementadas pelo estado.

A partir de um diagnóstico, o projeto irá oferecer soluções que garantam a melhoria na capacidade, segurança e qualidade de atendimento ao turista, além de criar condições para a implantação de equipamentos adequados às atuais demandas do mercado turístico”, explica a responsável pelo projeto de Infraestrutura Turística Receptiva na Linha de Fronteira da Secretaria Estadual do Turismo, Mariana Milani.

Segundo a secretaria, a ação ocorre em sintonia com o Plano Nacional do Turismo e contribui para a integração entre os países do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina). O estado quer garantir investimentos e criar condições para tornar-se referência nos segmentos de negócios e eventos com vistas à Copa de 2014.  




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mob Art - Invasões culturais em Pelotas e Jaguarão


 Intervenções culturais são realizadas na Região Sul do Estado

Foto Carlos Walker - Especial DP
Nesse fim de semana, a Zona Sul vai ter a oportunidade de presenciar um ambicioso projeto artístico em fase de crescimento. O espetáculo Mob Art - Invasões culturais é a primeira realização do grupo Mob Art no sul do país, depois de dois eventos em São Paulo, e ocorre na sexta-feira (27) em Pelotas e no sábado em Jaguarão, com entrada franca.

Em Pelotas, as invasões serão no Instituto João Simões Lopes Neto: às 19h, o lançamento do oitavo livro do poeta e escritor gaúcho Antônio Carlos Marques, intitulado Jardim sem muros e mostra fotográfica do artista pelotense Alexandre Schlee Gomes; às 20h, show do músico paulista, criador do Mob Art, Carlos Walker, ao lado do pianista e compositor Carlos Rebouças.

O grupo foi criado justamente com o objetivo de unir expressões artísticas distintas, vindas de todo o país. A produtora Ana Carril, que, juntamente com Iná Eloísa Grabin e a Vertentes Filmes, traz o evento a Pelotas, afirma que, para participar, não é necessário nem ser artista. "O que define é o envolvimento com a cultura. Pode ser um apreciador, o importante é integrar esse desejo, é estar aberto para conhecer outras culturas."

Ela diz que o show vai viajar o Brasil e, em cada cidade, integrar artistas locais. O fotógrafo Gomes foi escolhido para representar Pelotas, com a mostra Cenas do cotidiano. Em Jaguarão, a mostra trará o pintor jaguarense Cláudio Viegas e o xilogravurista uruguaio Leandro Barrios.

Lendas do sul

Carlos Walker, músico que já trabalhou com Radamés Gnatalli, Egberto Gismonti e Hélio Delmiro, apresenta obras de Hermeto Pascoal, Lúcio Gregori, Tom Jobim, Piry Reis e outros, além de três canções do futuro disco Lendas do sul. As canções, baseadas em contos do escritor João Simões Lopes Neto e de outros escritores, são parcerias com Rebouças e o letrista Carlos di Jaguarão. As canções serão gravadas não apenas por Carlos, mas por artistas de várias partes do país.

Jaguarão diz que um dos objetivos do trabalho é levar as lendas do sul para cima. Foi esse projeto que integrou a Vertentes Filmes ao Mob Art: um roteiro baseado nas canções está sendo criado e elas vão se tornar videoclipes. A ideia do grupo é produzir, todos os anos, CDs, livros, vídeos, exposições e shows, unindo artistas novos e veteranos.

Serviço
O quê: Mob Art - Invasões culturais
Quando: sexta-feira (em Pelotas)
Onde: Instituto João Simões Lopes Neto, Dom Pedro II, 810
Quanto: entrada gratuita, com retirada de convite no próprio Instituto, das 14h30min às 18h

Por Roberto Soares Neves - Caderno Zoom
Fonte: http://www.diariopopular.com.br

Jaguarenses vencem o Festival 9ª Galponeira de Bagé - 200 anos



Alessandro e Ângelo recebem a premiação das mãos do Prefeito de Bagé Dudu Colombo
A música "Um campeiro sem cavalo", de autoria de Martim César e Alessandro Gonçalves, representando a cidade de Jaguarão, foi a grande vencedora da 9ª Galponeira de Bagé – 200 anos, realizada no último final de semana, de 20 a 22 de abril. O festival contou com mais de 400 músicas inscritas.

A música que é uma homenagem a um conhecido personagem da cidade, Élbio Ramires (tio de Martim e Alessandro), cativou o público presente, sagrando-se a grande campeã da final de domingo. A composição dos jaguarenses ainda obteve a premiação de melhor intérprete para Ângelo Franco.


Fonte: http://nandacassel.blogspot.com.br/


Um campeiro sem cavalo (Martim César - Alessandro Gonçalves)

Aí vai Don Élbio Ramires
Com seu poncho cor de terra
Parece um índio nascido
Alessandro e Ângelo Franco
No tempo antigo das guerras

Nas alegrias bom trago
E nas tristezas também
Gesto amigo para todos
Sem nunca mirar a quem

Pelas carpas de carreiras
Ou na volta de um assado
Aí 'tá dom Élbio proseando:
Ser livre não é um pecado!

Não é preciso um cavalo
Pra conhecer-se um campeiro
Há gente que de tão pobre
Só o que tem é dinheiro

Melhor ser rico no jeito
Ter na alma um rio profundo
Às vezes quem não tem nada
Tem muito pra dar ao mundo

Nos rancherios da Fronteira
Não necessita licença
Pois é um amigo ‘das casa’
Ser bueno tem recompensa!

Aí vem Don Élbio despacio
Se arrimando a uma bailanta
Campeando sonhos pra alma
E uns traguitos pra garganta!


terça-feira, 24 de abril de 2012

Domingo tem Show de Lançamento do CD Essência no Circulo Operário


No próximo domingo (29/04), em Jaguarão, o compositor Alessandro Gonçalves e a cantora Maria da Conceição fazem o lançamento do CD ESSÊNCIA. O novo trabalho do compositor apresenta canções que representam sua trajetória no circuito dos festivais nativistas nos últimos anos.

As 14 faixas de “Essência” são identificadas por uma linha musical “nativista-poética-literária” contemplando questões sociais, ambientais e históricas do RS, além de questões do cotidiano. Na obra, o autor possui diversas parcerias, dentre elas cabe o destaque para as com o irmão Martim César e o companheiro de estrada musical Paulo Timm. Essência possui como produtor musical, Éverson Maré, e conta com as participações especiais de Frederico Viana, Marco Aurélio Vasconcellos, Robledo Martins e Jota Martim (pai do compositor).

O show, que ocorrerá às 20h no Teatro do Círculo Operário, da cidade heróica, com destaque para a grande intérprete Maria da Conceição, contará com a presença dos seguintes músicos: Éverson Maré(violão solo), Alessandro Gonçalves(violão-base), Mano Jr. (Acordeón), Carlos De Césaro (baixo) e Nilton Jr. (piano), além das participações especiais de Paulo Timm (violão), Robledo Martins (voz) e Jota Martim (recitado).

O compositor define o título escolhido para o seu 2º CD, intitulado “ESSÊNCIA” - como aquilo que constitui o ser e a natureza da alma e do coração

Show de Lançamento do CD Essência
Quando: Domingo, 29/04/2012 as 20 horas.
Onde: Teatro do Círculo Operário de Jaguarão - Rua Mar. Deodoro - 377
Ingressos: Antecipados: R$10,00 na Casa de Cultura, Boutique LG, Tabacaria tulipa

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Publicado no DOU licitação para 2ª Fase da Restauração do Teatro Esperança


 Teatro Esperança, patrimônio da Cultura Nacional, será completamente restaurado

PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARÃO

AVISO DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA Nº 2/2012

A Prefeitura de Jaguarão, conf. Lei 8.666/93 e alterações, torna público a abertura da Licitação em epígrafe. Objeto: Contratação de empresa para execução dos serviços necessários à obra de restauração do Teatro Esperança, em Jaguarão/RS. Abertura: 21/05/12, às 10h. Maiores informações pelo telefone (53) 3261- 1321.



JOSÉ CLÁUDIO FERREIRA MARTINS
Prefeito

Para visualizar diretamente na página do DOU, Clique AQUI



domingo, 22 de abril de 2012

Bobby Fischer: a explosão de um gênio


Sobre esta partida, considerada a “partida do século”, publicamos a seguir, fragmento do texto "El pequeño Bobby, 3a.parte"  de E.J. Rodríguez,  retirado da revista Nuestro Círculo, Semanario de Ajedrez, editado na Argentina e que você pode acessar por completo clicando AQUI


(...) Pero ya tan pronto como en el decimo-primer movimiento comenzaron las sorpresas inesperadas. Fischer dejó un caballo indefenso en un extremo del tablero, en lo que a primera vista parecía un regalo a cambio de nada… pero Byrne no podía capturar la pieza, porque tras analizar el extraño “regalo” se dio cuenta de que haciéndolo se arriesgaba al desastre. Aquel sacrificio de caballo que Byrne no podía aceptar —según escribió después el campeón mundial Mihail Botvinnik, un “movimiento pasmoso y sensacional” y según el ajedrecista y famoso escritor especializado Fred Reinfeld “una de las jugadas más poderosas en la historia del ajedrez”— hizo que la partida adquiriese un súbito interés añadido. Apenas habían empezado a jugar y ya estaban pasando cosas extrañas sobre aquel tablero. Aquel chico sabía tender trampas demoníacas tan intrincadas como las de un maestro adulto. El talento de Fischer estaba gestando su propio Big Bang.

En las jugadas siguientes, Fischer comenzó a organizar un ataque que a los espectadores de la partida les parecía tan inconexo e incierto como intrigante. El niño logró su objetivo inicial de impedir que Byrne se enrocase para proteger a su rey. Si la undécima jugada, aquel sacrificio de un caballo, ya había despertado asombro y había regalado a los presentes un momento de espectacularidad digna de Hollywood, lo que estaba a punto de suceder iba a desbordar las posibles expectativas no ya de los asistentes al torneo, sino del mundo del ajedrez en pleno. Conforme avanzaba la partida, metido en inesperados problemas cuya naturaleza no acababa de entender, Byrne se esforzaba por defenderse del difuso pero amenazante plan de su insignificante adversario. Amenazó la dama de Fischer, pensando —como lo pensaban todos en la sala— que cualquier jugador, y muy especialmente un jugador tan joven, haría cualquier cosa por salvar a la más valiosa de sus piezas ofensivas.

Pero con su dama en peligro ante un maestro consagrado, el ajedrecista que aún acudía al colegio hizo algo que en aquel mismo instante nadie excepto él pudo entender. Renunciando a salvar a su dama como hubiera sido de esperar, movió un alfil en una jugada a primera vista sin mucho sentido, iniciando una de las combinaciones más famosas de la historia del ajedrez (y teniendo en cuenta de quién provenía y cuál era su edad, también una de las más geniales). Era tal la profundidad de la jugada, que ni siquiera los maestros que contemplaban el juego pudieron captarla. Los jugadores presentes intercambiaron miradas de perplejidad y decepción: ¡qué lástima! El chaval lo había estado haciendo de maravilla pero finalmente había sucumbido a la presión y se había equivocado, entregando su dama a cambio de un ataque más bien incierto. Ahora, todo lo que Donald Byrne tenía que hacer para salir de apuros era capturar esa dama y sacar provecho de la superioridad de piezas.

Que un chaval talentoso ganase a un maestro en un descuido, entraba dentro de lo posible. Pero que lo hiciera con jugadas dignas de un genio resultaba sencillamente impensable.
Eso fue un juicio equivocado, emitido a primera vista por quienes contemplaban la partida pero no la estaban jugando. Pues Donald Byrne, el rival de Bobby, no respondió rápidamente a aquella jugada que a los espectadores les parecía tan clara. De hecho, pasó más tiempo del esperado pensando su siguiente movimiento, con el rostro contraído en una mueca de intensa concentración. El maestro estaba atónito: al buscar las implicaciones del extravagante movimiento de Fischer —un movimiento tan inesperado que lo había obligado a volver a analizar todo el tablero— él también lo había visto. Resulta difícil imaginar lo que sintió un ajedrecista importante en el irreal instante en que, ante sus propios ojos, un chiquillo de trece años desplegaba un plan de ataque no ya digno de un gran jugador, sino sencillamente de un genio con mayúsculas. Después de aquel movimiento de alfil, el tablero parecía haberse teñido completamente de negro ante los ojos de un atónito Donald Byrne.

El maestro descubrió que aceptar el insólito sacrificio de dama su jovencísimo rival era una mala idea, pero que rechazarlo ¡era una idea todavía peor! De manera casi inexplicable, un jugador de prestigio internacional se encontró con que no tenía salidas buenas frente a un simple escolar que no llevaba pantalones cortos de milagro. Byrne, tras mucho meditar, optó por la opción menos mala, esto es, capturar la reina que su rival le ofrecía. Pero para entonces ya no había remedio: Fischer, sin importarle haber perdido su más importante pieza, inició una serie de jaques consecutivos con los que diezmó las defensas de su adversario, mientras los asistentes observaban completamente incrédulos al espectáculo, dándose cuenta de que aquella partida había estado escapando a cualquier concepto preestablecido. Byrne, aun entendiendo que iba a perder, no se rindió y siguió jugando… probablemente para que el joven Bobby pudiera lucirse llegando al jaque mate final, cosa que inevitablemente hizo.

Al terminar la partida, una vibrante excitación flotaba en el recinto. Todos eran conscientes de haber sido testigos de un momento único; ya podían intuir que lo que aquel endemoniado Bobby Fischer acababa de hacer sobre un tablero tenía tintes posiblemente históricos. Le hicieron reproducir la partida ante las cámaras y de hecho terminaría ganando el premio a la partida más brillante del torneo (no es que fuera una de las más bellas de aquella competición, ¡es una de las más bellas de la historia!). 

Al día siguiente, el analista de ajedrez de un periódico local tituló su crónica como La partida del siglo, nombre con la que se la conoce hasta hoy. No sólo por lo mágico de su juego —obviamente, a lo largo de todo el siglo XX hay otras muchas partidas candidatas a ese título— sino por el hecho de que no hubiese sido un Gran Maestro sino un mocoso de trece años el autor de semejante sinfonía ajedrecística. (...)

sábado, 21 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO: Literatura uruguaia na BPP


A Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) convida para o evento que, no Dia Internacional do Livro ( 23 - segunda)  , marca a incorporação formal ao acervo de 140 títulos da literatura uruguaia clássica e contemporânea. A doação é uma iniciativa da familia Berasain Gonella - uruguaios residentes em Pelotas desde os anos 70 - e do Centro de Estudios en Lengua Española. No mesmo ato, os doadores repassam quantidade semelhante de obras também à biblioteca da Secretaria Municipal de Educação, como homenagem aos 200 anos de Pelotas.O evento contempla , ao final, uma breve fala sobre literatura uruguaia. O convite  é dirigido ao público em geral e, em particular , aos uruguaios residentes em Pelotas e região. Início às 18:30 horas, no salão térreo da Bibliotheca Pública Pelotense.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Carta de adeus para um amigo que não tive


Normalmente vem a primeira frase e dela nasce o resto todo. Mas dessa vez tudo parece turvo demais para uma primeira frase que não esta, explicativa, fria, mordaz. Ocorreu-me que quando alguém vai embora, parte para um outro país que existe longe da gente, perdemos não só os momentos que ainda poderíamos compartilhar, perdemos um pedaço de nós mesmos que só existia quando aquela pessoa estava por perto.

Não falo de um amigo, falo de alguém que poderia ter sido mas jamais será, por que o destino em seu viés mais estúpido e mesquinho vestiu-se de vilão e me privou de um pedaço de mim que eu sequer cheguei a conhecer direito.


Esta é uma carta de despedido para alguém que quase não conheci, alguém com quem quase não sorri, alguém com quem quase não partilhei sonhos, angustias, agruras e posicionamentos políticos.

É uma carta para um amigo que não tive, mas que mexeu com tanta gente de quem gosto que me sinto na obrigação de escrevê-lo, de colá-lo no papel, imprimi-lo, quiçá naquele pedaço de mim que seria dele, caso tivéssemos dividido outros copos e outras noites, naquele que sabe apenas ser inventado por sorrisos sinceros, por passos de dança desconcertados, por canções que não se cantam quando se está sóbrio.


É uma carta para aquele pedaço de cada um de nós, que se parte quando parte alguém que não deveria tê-lo feito, é um grito desesperado de quem só tem o papel como aliado, é a voz que ainda tenho nesses dias de ser mudo. É a lágrima da moça de há tempo beijando o chão frio dos teus passos não pisados.


É uma carta, meu velho, meio torta, uma despedida meio errada, mas é tudo o que eu tenho a oferecer, já que aquele pedaço de mim, agora, jamais vai poder ser teu.

Nicolás Balado Gonçalves

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 18/02/2012.


El País Cultural: A saga de Vasco da Gama



El comienzo de un imperio

Jorge Gutiérrez


EN 1497 UNA MODESTA flota formada por cuatro barcos pequeños y alrededor de 150 hombres al mando de Vasco de Gama zarpó de Portugal en busca de una ruta marítima a la India circunnavegando África. La expedición llegó al puerto de Calicut, en la costa sudoccidental de la India, y volvió a Portugal dos años después de la partida con dos barcos y 30 hombres menos. Con el triunfal viaje de Gama, promovido por el rey Manuel I con el doble fin (que él creía predestinado por Dios) de ser "causa de destrucción de los moros" y tantear la posibilidad de monopolizar el comercio de productos del Oriente, comenzó una asombrosa historia de casi doscientos años de presencia portuguesa en tres océanos y tres continentes.
El viaje de Gama fue rápidamente seguido por nuevas expediciones, mucho más poderosas, y la creación del Estado Portugués de la India. Fue también el comienzo de la presencia occidental en el subcontinente: su éxito atrajo otras aves de rapiña y en la estela de las naves portuguesas llegaron, ocuparon territorios y prosperaron los holandeses, los ingleses y los franceses.
La expansión portuguesa había comenzado en 1416, cuando el infante Enrique creó un innovador centro de estudios de navegación y cartografía en la actual Sagres. Desde ese año, expediciones portuguesas habían bajado por el Atlántico (en los viajes más australes, para aprovechar los vientos, describían una curva que los acercaba más a la costa de Brasil que a la de África) hasta que en 1488 una de ellas, al mando de Bartolomeu Dias, dobló el cabo de Buena Esperanza y subió un corto trecho por la costa africana del Índico. Gama debía recorrer el aún desconocido tramo África-India y dejar establecida una ruta marítima directa para el comercio de productos del Oriente. Adicionalmente, debía establecer contacto con todos los cristianos que encontrara (en particular con los habitantes del legendario y fantasmal reino etíope del Preste Juan) y construir alianzas con ellos con el fin de hacerle la guerra a los musulmanes.

DERROTA DE VASCO DE GAMA. EL PRIMER VIAJE MARÍTIMO A LA INDIA, de Isabel Soler. Acantilado, 2011. Barcelona, 228 págs. Distribuye Gussi.