segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E se


Cópia de Cópia de DSC03598.JPG

E se nos entregássemos
um ao outro
de olhos fechados
no escuro do quarto

E toda certeza fosse o respirar
e se sentir parte de um todo
Lua cheia na janela
ao som de Jorge Drexler na vitrola

E se enlouquecêssemos
antes de trancar a porta
E o mundo lá fora deixasse de existir
pelo menos por um instante    

Todo o meu desejo contido
por aquele beijo mordido
Pediria uma chance
Só uma chance...

Pra te dizer o quanto te amo.


**Esse poema é uma homenagem ao grande amor da minha vida, minha esposa Quélen!


Daniel Moreira  

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Patrimônio histórico - Reparo Necessário


Recebemos mensagem de um leitor deste blog alertando para situação de um dos muros do cais do porto. Como consideramos missão da Confraria zelar pela preservação , tanto do Patrimônio Imaterial  como do material de nossa cidade, solicitamos ao poder público, em nome da comunidade,  que  providencie os reparos, aproveitando as condições favoráveis das margens do rio devido ao período de seca. 

O local é um dos cartões postais de Jaguarão e o problema cremos, de fácil solução, pois o material essencial, as pedras, estão no próprio local. 

O perigo é a erosão alastrar-se na época das chuvas ocasionando maior prejuízo ao cais.



Nosso Imortal


Literatura brasileira perde um mestre: Moacyr Scliar morre aos 73 anos


Ser um escritor não é necessariamente gostar de escrever — alguns nem gostam, dado o quanto sofrem na construção de um texto.
Com Moacyr Scliar, morto à 1h deste domingo por falência múltipla de órgãos devido às consequências de um acidente vascular cerebral (AVC), acontecia o contrário. Poucos escritores terão gostado tanto de escrever — e terão demonstrado tanta facilidade em fazer isso.

Aos 73 anos, o porto-alegrense Moacyr Jaime Scliar havia construído uma obra sólida, com mais de um livro publicado para cada ano de vida, em uma ampla gama de gêneros: contos, romances, literatura infanto-juvenil, ensaios. Além disso, era colunista frequente de uma dezena de publicações, de jornais diários como Zero Hora e Folha de S. Paulo a revistas técnicas. Escrevia em qualquer lugar a qualquer hora, auxiliado pela tecnologia – jamais viajava sem seu laptop. Tal dedicação à palavra e ao ofício que exercia com evidente prazer transformaram Scliar em um dos autores mais respeitados do Brasil.

Scliar morreu no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde estava internado desde 11 de janeiro. O escritor havia sido admitido no hospital para a retirada de pólipos (formações benignas) no intestino. A cirurgia, simples, havia transcorrido sem complicações. Scliar já se recuperava quando sofreu um AVC – obstrução de uma artéria que irriga o cérebro – de extrema gravidade.

Scliar nasceu em 1937, no bairro judaico do Bom Fim, em Porto Alegre, filho de José e Sara Scliar – a mãe, professora primária, seria a grande responsável pela paixão do escritor pelas letras: foi ela quem o alfabetizou. Formado médico sanitarista pela UFRGS, ingressou na profissão em 1962. Casado com Judith, professora, e pai do fotógrafo Roberto, Scliar havia também passado pela experiência de professor visitante em universidades estrangeiras e tinha obras traduzidas em uma dezena de idiomas, entre elas o russo e o hebraico. O trabalho como médico de saúde pública seria crucial na vida e na obra de Scliar – seu primeiro livro, publicado em 1962, foi uma coletânea de contos inspirados pela prática médica, Histórias de Médico em Formação, volume que mais tarde Scliar excluiria de sua bibliografia oficial por considerá-lo a obra prematura de um autor que ainda não estava pronto.

Nos seus livros seguintes, Scliar jamais se permitiria outra publicação prematura. Do mesmo modo como escrevia com velocidade e prazer, Scliar também revisava obsessivamente o próprio texto, a ponto de às vezes reescrever uma obra do zero por ter encontrado um ponto de vista narrativo mais adequado.

— Se o escritor não tiver prazer escrevendo, o leitor também não terá — comentou em uma entrevista concedida quando completou 70 anos, em 2007.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Los fantásticos barrocos



Reproduzimos resenha de Soledad Platero publicada hoje no Suplemento Cultural do El País - UY  sobre ensaio literário de Carlos Gamerro.


BORGES DECÍA QUE el primer acercamiento en lengua inglesa a Chuang Tzu (800 a.C.) fue el de Oscar Wilde, en el Speaker, en 1889. Mucho tiempo después de que Wilde diera su opinión sobre el "peligrosísimo" autor chino, el propio Borges, Adolfo Bioy Casares y Silvina Ocampo incluyeron una versión en español de la brevísima historia de la mariposa que soñaba, en su Antología de la literatura fantástica (1965). El texto es conocido: "Chuang Tzu soñó que era una mariposa. Al despertar ignoraba si era Tzu que había soñado que era una mariposa o si era una mariposa y estaba soñando que era Tzu". Dos oraciones bastan para tener una ficción barroca.
Para Carlos Gamerro, lo barroco puede manifestarse en el nivel de la frase -y ese sería el barroco más reconocible- o en el nivel de la anécdota, pero nunca en ambos. La frase barroca es la que todos entendemos como tal, y sus ejemplos más ricos pueden rastrearse en el Siglo de Oro español -en las complejas construcciones de Góngora o en la ramificada arquitectura de Quevedo-, y descubrirse con vigor renovado en el siglo XX latinoamericano -en la prosa de Lezama Lima y en la poesía "neobarrosa" de Néstor Perlongher, por ejemplo. Pero cuando hablamos de ficción barroca las cosas pueden no ser tan claras.                                        
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Carnaval 2011 Ensaio da Aguenta



Depois da Exposição na Casa de Cultura, o samba no pé da Corte de Carnaval no ensaio da Aguenta.

Clube 24 de Agosto- Exposição "Somos o Suco do Carnaval"

Sucesso total na abertura da exposição do trabalho de Juliana Nunes sobre a história do 24 de Agosto. Também foi apresentada monografia sobre o Maestro, educador, músico, Mestre Vado por Joel Fernando Brum da Silveira, graduado em música pela UFPel.

A comunidade, diretoria do Clube 24, Vereador Oberte, a corte do carnaval 2011 e o Prefeito Municipal prestigiaram o evento. 

Devemos destacar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secult desde 2009 na valorização e apoio da cultura afro-descendente, a realização da Semana da Consciência Negra, o incentivo ao Clube 24 de Agosto na sua inserção dentro da Associação dos Clubes Negros, a promoção das religiões afro-brasileiras, entre outras atividades.

Os trabalhos seguem expostos à visitação na Casa de Cultura. 

Admirando o  passado

 O Cordão União da Classe

O bloco dos que fazem o hoje

A historiadora e a memória do Clube 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Somos o Suco do Carnaval - Exposição na Casa de Cultura

Hoje as 20 horas, na Casa de Cultura de Jaguarão acontecerá  a abertura da Exposição "Somos o o Suco do Carnaval, fragmentos carnavalescos do Clube Social 24 de Agosto", pesquisa histórica e roteiro da Historiadora Juliana dos Santos Nunes.  


Em novembro de 2010, durante a Semana da Consciência Negra, tivemos a oportunidade de assistir à palestra da Juliana, então acadêmica de História,  sobre sua tese tratando da história do Clube 24 e da importância de resgatar essa memória, tanto para a comunidade negra como para toda a sociedade Jaguarense. 

"O Cordão de mão dada" , prática funerária trazida pelos escravos, em que o defunto é levado em cortejo com as pessoas cantando ao seu redor, provavelmente deu origem  ao nome da Rua do Cordão e aos Cordões Carnavalescos.   Esta e outras tantas histórias interessantes sobre o carnaval, poderemos conferir na noite de hoje.

Fotos da Palestra

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Frontera Uruguay Brasil - Arboles de Piedra -



Complementando a postagem "Marcos de Fronteira" sobre o trabalho de Andrés Álvaro Rodriguez, Diários de Bicicleta, o belíssimo vídeo Árboles de Piedra.

Marcos de Fronteira

Reproduzimos matéria do suplemento Ciudades do El País digital- UY do dia 23/02/2001

Visitó en bici más de 1.000 marcos de la frontera

Rivera. 
Es traductor, tiene 53 años y va colgando las fotos -cientos- en su Facebook

RIVERA | FREDDY FERNÁNDEZ


Andrés Álvaro Rodríguez, de 53 años, recorrió en bicicleta por la línea divisoria el extenso, sinuoso, panorámico y, a veces, complicado camino que va desde Masoller -en el límite con Artigas- hasta San Luis, donde comienza Cerro Largo.
La frontera, esa línea imaginaria que une o separa Brasil y Uruguay, tiene una dimensión distinta según el lugar dónde viva quien hasta allí llega. Para un lugareño es sólo un paisaje cotidiano. En cambio, para alguien del Sur representa un territorio extraordinario, donde los "árboles de piedra" (marcos) aparecen vigilantes, definiendo límites.
Andrés Rodríguez no es geógrafo ni explorador. Es un traductor público con una historia marcada: "la línea, desde mi niñez, ejerció un encanto mágico sobre mí".
En su aventura, Rodríguez descubrió algunas cosas que bien pueden calificarse como insólitas, tal es caso del productor que alambró el espacio que figura como camino internacional, convirtiéndolo en dos potreros. Mención aparte merece el cementerio ubicado en plena línea fronteriza, allí los cuerpos están enterrados sobre dos jurisdicciones, dos soberanías. También llama la atención "una iglesia perdida en el medio del campo", y otra situación que lo sorprendió fue que "en Capón Alto pintaron la escuela y el marco fronterizo de rosado".




Fonte: el Pais Digital : http://www.elpais.com.uy


Quem  deseje conhecer com mais detalhes o material recopilado por Andrés Álvaro Rodríguez deverá entrar no Facebook e buscar por: Andrés Álvaro Rodríguez - Diarios de Bicicleta-  e no You Tube o vídeo com o nome: "Frontera Uruguay Brasil. Árboles de piedra" de Nabuko505.


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A pesquisa realizada pelo Riverense Andrés é de suma importancia para o estudo histórico da demarcação das fronteiras com o Uruguay, tema que acreditamos será de interesse para o curso de História da Unipampa e para o futuro Centro de Interpretação do Pampa  . Na foto abaixo, marco na Foz do Jaguarão com a Lagoa Mirim.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Chacarerita do Telho

                                                                                A Don Luiz e aos colegas da Senzala


Passando por turbulência
A bordo de um avião,
Descobri porque o Papa,
Quando chega, beija o chão!

Dotor, cosa mais linda
É ver um homem lendo,
Tenho uns livros lá em casa,
Quem sabe um dia aprendo!

Falava com Deus por señas
E recebia legendado,
Dizia: Não vingarás!
E o campo ficava queimado!

Chacarera , Chacarera,
Chacarerita do Telho
Nos pequenos dou de tapa...
E nos grandes dou de relho!

O Tito chegou dizendo,
Faz 36 horas que eu bebo!
Eu, só quarenta anos,
respondeu o Jader, sem medo!

Um Índio de bicicleta
fugindo de raio acolherado,
Dava um clarão, fechava os olho,
Chegou em casa estropiado!

Tomava mais caña
do que um renegado por Cristo,
Quando o patrão reclamava
dizia sempre: “tá visto”!

Chacarera , Chacarera,
Chacarerita Do Telho
Nos pequenos dou de tapa...
E nos grandes dou de relho!

Trabalhando como um Mouro,
sem sestea e dando o suor,
Me conformo com aquele ditado:
Podia ser pior”!

O olhar daquela loira
é como as águas do Lago,
Vais nadando tranqüilo,
quando vês, tás afogado!

De tanto andar embretado
no meio de um baita Eixão,
As vezes me dá vontade,
de rumbiar pra Jaguarão!

Chacarera , Chacarera,
Chacarerita Do Telho
Nos pequenos dou de tapa...
E nos grandes dou de relho!


Jorge Passos e Martim César


            Estes versos me surgiram numa daquelas caminhadas diárias em Brasília, rumo ao SAS, cruzando a plataforma da rodoviária. A voz e o violão do Cafrune me acompanhavam na melodia e foram surgindo as imagens das figuras pitorescas do Telho e outras mais. Lembro que quando cheguei na Senzala, o pessoal achou muito divertido. O Martim se agradou e me regalou o refrão.  

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Formatura Unipampa - Uma noite para guardar

Reproduzimos do Blog do Luiz Carlos Vaz, Velha guarda do colégio Estadual de Bagé.

O Cine Regente parece ter se erguido um pouco mais do chão ao pressentir...
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... que estava novamente superlotado como nos bons tempos.
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Até a Lua apareceu cheia para fazer parte da festa.
,
A noite de 18 de fevereiro de 2011 ficará guardada para sempre na memória de quase uma centena de alunos da Unipampa, campus de Jaguarão. Ela será lembrada como a noite em que eles receberam o Diploma do Curso Superior. A cidade - sabendo disso, enfeitou-se para os formandos. Foi providenciada temperatura agradável, lua cheia e um local muito especial. As instalações do antigo Cine Regente. Com sua capacidade de mais de mil cadeiras totalmente ocupadas, pessoas na sala de espera e escadas de acesso, o Cine Regente teve novamente uma noite de glória. Além de todo o corpo diretivo superior da Unipampa, lá estavam presentes o prefeito, vereadores e várias autoridades locais e regionais. A belíssima cerimônia movimentou os meios acadêmicos de uma cidade totalmente motivada pela valorização do seu passado histórico, através da implantação do Museu do Pampa nas ruínas da Enfermaria Militar do General Osório, numa ação da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura  e da Unipampa. Jaguarão respira novos ares. É impossível descrever o bem que faz a um lugar a presença de uma Universidade. Creio que até o Cine Regente - fechado - poderá reabrir através de uma ação da Universidade e da Prefeitura nesse sentido. Jaguarão precisa. O povo de Jaguarão merece.

Luiz Carlos Vaz
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Cuevas de Mataojo - Hallazgo prehistórico con repercusión internacional

Salto. Apoyo de España; preocupa desinterés del gobierno


MATAOJO | LUIS PÉREZ


Un equipo de unas 15 personas, entre arqueólogos y otros técnicos uruguayos y españoles, está instalado en carpas en la localidad de Mataojo -a 200 kilómetros de la ciudad de Salto- investigando hallazgos de 9.000 y 14.000 años de antigüedad.
Los primeros resultados de análisis, practicados con carbono 14 en Estados Unidos a algunos de los cientos de elementos descubiertos (puntas de lanzas, cortes que eran usados como herramientas), adelantaron que las evidencias sobre la presencia humana en esta parte de América data de 9.000 y 14.000 años, mientras las expectativas por conocer más sobre su evolución se acentúan con las excavaciones que se hacen con minuciosidad y reserva.
Este descubrimiento que ha alcanzado trascendencia internacional -especialmente en el Ministerio de Cultura de España, que fue el que aportó los primeros recursos económicos y técnicos para la investigación- estuvo a cargo del director del Museo del Hombre y la Tecnología de la Intendencia de Salto, Mario Trindade, quien luego pasó a ser asesorado y a trabajar con el arqueólogo uruguayo Rafael Suárez.
La firma de un convenio en 2010 entre la Intendencia y el gobierno español permitió que se sumaran al proyecto "Mataojo" arqueólogos y especialistas, razón por la cual desde fines de enero pasado se han instalado en el lugar Ana Mateos Cachuarro del Centro Nacional de Investigaciones sobre la Evolución Humana de España, Jesús Rodríguez y Antoni Tarriño que investigan en aleros, canteras y cuevas de Zanja del Tigre junto a los técnicos uruguayos en una tarea que es apoyada por personal del Ejército Nacional, funcionarios municipales y estudiantes de arqueología.
Lo más preocupante para las autoridades departamentales y los técnicos es el desinterés mostrado por el gobierno nacional, que hasta el presente no han atendido las solicitudes de participación y apoyo que se han cursado al ministro de Educación y Cultura. En este lugar se llevan detectados 87 sitios arqueológicos y entre ellos una cueva con una inscripción con un petroglifo (grabado sobre roca), que es única, y no se mencionó su ubicación.
La secretaria general de la Intendencia, Ceclilia Eguiluz, mostró la preocupación que se plantea por lo que pueda ocurrir cuando se retiren los técnicos y el personal de apoyo y el sitio quede sin protección, por lo que interesa saber al gobierno departamental si este proyecto, que ha despertado interés en otros países, culturalmente le sirve a Uruguay. "Para el 3 de marzo tenemos la promesa que vamos a ser recibidos por las autoridades del Ministerio de Educación y vamos a poder ir acompañados de todos los técnicos antes de que regresen a España", dijo la jerarca.
Mateos manifestó que este hallazgo en Mataojo es "muy prometedor, aunque falta mucho trabajo de laboratorio", acotó Mateos, que representa al Ministerio de Cultura español.

Cuevas de Mataojo son como una "cápsula del tiempo", según experto


Sobre el hallazgo en Mataojo, que se remonta a la época Palioindio, el doctor en geología español Antoni Tarriño opinó que la evidencia de las cuevas o abrigos, que fueron habitados miles de años atrás, obedece a que en el lugar se encuentra un potente extracto de arenisca de unos cinco metros de espesor y que es especial.
"Se ha producido un proceso de endurecimiento de la arenisca con cuarzo porque estas arenas se depositaron sobre los basaltos calientes y eso produjo que se encontraran para formarse una roca muy dura que es la arenisca siglificada, que es más dura que el acero, y este material provoca que aguante la meteorización y con el paso de miles de años se ha formado este alero que a los Palioindios les servía para crear sus herramientas. Es una roca que se puede tallar y genera una herramienta con filos muy agudos y muy duros, y a partir de esta materia prima ellos confeccionaban sus cuchillos, sus herramientas", explicó. En cuanto a los avances de la investigación, Tarriño señaló que lo que se va encontrando son los restos de las tallas estimados en 9.000 y 14.000 años de antigüedad. Según Tarriño, el trabajo de excavación para determinar esas antigüedades demandará al menos un año más, pero eso dependerá de los recursos económicos que tengan.
El arqueólogo uruguayo Rafael Suárez dijo que lo que existe en las entrañas de las cuevas de Mataojo es como una "cápsula del tiempo", porque todo está comprimido en un metro de sedimento con 10.000 años de ocupación humana.

Fonte: 
El País Digital


sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bloco do Janjão

Arte : Cris Peres Astrada

A grande atração do Carnaval 2011 em Jaguarão,  será o Bloco do Janjão!

VOCÊ NÃO ME CONHAQUE, 
NÃO SABE DA ONDE EU VINHO,
ENTÃO NÃO ME CAMPARI
COM QUALQUER RUM.
JANJÃO É SÓ UM.


As camisetas do Bloco estão a venda na C&C briquedos no Valor de R$ 35,00.

Os ensaios da semana que vem serão dia 21 e 23 de fevereiro (segunda e quarta) na frente da casa do Jean, Rua Xv de novembro 522.

Marcelo Ferraz - O novo Museu Brasileiro

Reproduzimos entrevista de Marcelo Ferraz, responsável pelo projeto do Centro de Interpretação do Pampa, o Museu do Pampa, ao Site da AECweb. 



"O que une esses projetos é a nossa linguagem arquitetônica sempre racionalista, econômica, sintética - sem excesso de material ou detalhes, limpa, com muita linha reta - dentro da visão de que a arquitetura carrega em si um conceito de economia".  

Diferente dos museus tradicionais que reúnem objetos e riquezas datadas, para contar ao visitante parte da uma história, os contemporâneos – campo de intenso trabalho do escritório Brasil Arquitetura, de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci – são dinâmicos ao tratar de temas muitas vezes abstratos, outras não. “Os novos museus assumem o papel de contar histórias entrecortadas, entrelaçadas, mas não pretendem ser abrangentes”, diz Ferraz. Polos culturais de forte atração de público utilizam linguagens que falam mais de perto às pessoas, como a do cinema, da música e a tecnologia multimídia. Nesta entrevista ao AECweb, o arquiteto dá detalhes de cada um dos seis projetos de museus, assinados pelo escritório, em fase de construção ou de licitação de obras.
Redação AECweb

AECweb – Quais são os seis projetos?
Ferraz - Estamos fazendo, neste momento, seis museus entre os que estão com obras já licitadas e os que acabamos de entregar. São eles: Museu do Pampa (RS); Museu do Trabalho e do Trabalhador (SP); Museu Nacional da Cana de Açúcar (SP); Museu Cais do Sertão – Gonzaga (PE); Museu do Vinho (RS); e Centro de Referência e Memória de Igatu.
               Museu Cais do Sertão – Gonzaga (PE).


AECweb – Como tudo isso começou?
Ferraz - Esse processo começou com o projeto do Museu Rodin Bahia, em Salvador, corresponde do Museu Rodin, de Paris, projeto de grande sucesso. Veio, em seguida, o Museu do Pão, construído em Ilópolis, cidadezinha na serra gaúcha. Esse projeto foi muito premiado nacional e internacionalmente, inclusive com o premio Rino Levi, a homenagem máxima do IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil -, e publicado em mais de 15 revistas no exterior. Fomos, então convidados para fazer o Museu do Pampa, em Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, com 2,5 mil m². As obras estão sendo iniciadas com verba do Ministério da Cultura e Universidade do Pampa, através do Ministério da Educação.

AECweb – Do que trata o museu?

Ferraz - Começa que essa é uma cidade linda, que está sendo tombada pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - com 800 imóveis classificados. Diferente dos museus tradicionais, a idéia é que seja um centro de interpretação do pampa, ou seja, é o pampa concentrado, do bioma à história, suas guerras e lutas de fronteira, passando pela visão antropológica da formação do gaúcho – música, literatura, dança. Apesar de menor em dimensões, ele segue o conceito do Museu da Língua Portuguesa, inclusive seu conteúdo está sendo preparado pelos mesmos profissionais que fizeram o do museu paulistano.

AECweb – O Museu do Trabalho veio depois?

Ferraz - Por encomenda do presidente Lula, fizemos o projeto do Museu do Trabalho e do Trabalhador, a ser construído no terreno do antigo mercado municipal, no centro de São Bernardo do Campo, ao lado da prefeitura. Importante: as obras, num total de 6 mil m², estão sendo licitadas neste momento e serão pagas através de convênio entre a prefeitura da cidade e o Ministério da Cultura. Nesse museu, vamos tratar do trabalho do homem numa dimensão ampla, com foco na região do ABC. Ele poderia estar em qualquer lugar do mundo, mas está em São Bernardo – cidade ícone do trabalho. Porém, não será o memorial do metalúrgico.

               Museu do Trabalho e do Trabalhador - (SP)


AECweb – O presidente Lula fez outra encomenda...
Ferraz - Sim, o presidente Lula nos pediu o projeto para o Museu Luiz Gonzaga, no marco zero de Recife, onde nasceu a cidade, com 7,5 mil m². A verba é do Ministério da Cultura e do governo de Pernambuco – o presidente saiu, mas tem dinheiro para tocar a obra. Em 13 de dezembro de 2012 é o centenário de Gonzaga, portanto, será fundamental inaugurar o museu em sua homenagem. A reforma em curso naquela região da cidade levará o porto para fora dali e os antigos armazéns serão requalificados – transformados em shopping centers e edifícios públicos. Em nossas mãos, o projeto transcendeu a proposta original de um memorial a Luiz Gonzaga, passando a ser o museu do sertão, por isso o nome ‘Cais do Sertão – Gonzaga’. É o sertão que chegou na beira da água. O conteúdo, ciceroneado por Luiz Gonzaga, é uma imersão no universo do sertão: a seca, a natureza, a tradição e a cultura, o imaginário do homem da caatinga. O visitante sai dessa imersão para entrar em contato com a discografia e o acervo do músico.

AECweb – O projeto do Museu do Vinho é ousado do ponto de vista construtivo?

Ferraz - O Museu do Vinho, em Bento Gonçalves, inclui a construção da fábrica de vinhos da Casa Valduga enterrada, em solo de rocha (basalto). Vamos cavar os dois subsolos e usar essas pedras na construção do museu, que ‘abraçam’ dois pavimentos sobre pilotis – área envidraçada, de onde se vê os parreirais. Na parte superior, uma caixa cega de concreto avermelhado é o ambiente mais introspectivo do museu, que receberá tecnologia de ponta para expor o conteúdo multimídia, que vai permitir ao visitante sentir o sabor e o cheiro do vinho. O museu será totalmente integrado à fábrica, tanto que o visitante poderá passear pelo subsolo para conhecer como é feita a fabricação do vinho.

               Museu do Vinho (RS).

AECweb – Cana de açúcar e diamante são os temas dos outros dois museus?
Ferraz - Sim. No caso do Museu Nacional da Cana de Açúcar, em Sertãozinho, ainda em fase de captação de recursos pela fundação que o criou, a proposta é ocupar um engenho abandonado do século 19, belíssimo. Já o Centro de Referência e Memória de Igatu, distrito do município de Andaraí, no sertão da Bahia, perto da Chapada Diamantina, o museu será erguido numa região belíssima, com cerca de 500 m², em meio a uma área abandonada de garimpo de diamantes. Ali vai ser contada essa que é uma história muito bonita, mas que entrou em decadência nos anos 40. O lugar, de uma paisagem incrível, é uma APA – Área de Proteção Ambiental. Sua história forte deixou marcas, basta dizer que ali viveram até 9 mil habitantes e hoje restam somente 380.

AECweb - Tem um fio que liga esses museus?

Ferraz - O fio é a nossa abordagem, a nossa maneira de fazer arquitetura. É também a nossa forma de olhar para cada lugar, fazendo com que o lugar se revele. No museu Luiz Gonzaga, por exemplo, tem um galpão antigo de 2 mil m² e uma construção nova de 5 mil m². Esse prédio novo é todo revestido com cobogó de concreto, em dimensões gigantescas, que obedece ao desenho que criamos, reproduzindo a galhada da caatinga. Remete ao homem que corre a cavalo na caatinga, vendo tudo filtrado pelos galhos secos. O cobogó vai ser todo branco, lembrando uma renda, e tem a função objetiva na arquitetura de filtro de luz. Já no Museu do Pampa, onde estamos usando um edifício de mais de cem anos, que foi a enfermaria da Guerra do Paraguai, a linguagem é outra, porque o clima é frio. É mais introspectiva, tem o lugar da fogueira, é fechado com vidros. Assim, cada projeto tem uma linguagem própria que fala do lugar através dos materiais. O que une esses projetos é a nossa linguagem arquitetônica sempre racionalista, econômica, sintética – sem excesso de material ou detalhes, limpa, com muita linha reta – dentro da visão de que a arquitetura carrega em si um conceito de economia.

AECweb - O que os projetos incorporam de tecnologias sustentáveis?

Ferraz - A sustentabilidade é própria da boa arquitetura, mas que agora vira lei. A casa do meu pai, que projetei há 33 anos, já fiz com água na cobertura: é um técnica conhecida, ou seja, três horas depois da laje concretada, sem qualquer impermeabilização, se enche com água que fecha todos os capilares. O concreto é curado com a própria água. Depois, é só colocar os peixes e uma bóia para controlar o nível d’água. Fiz o mesmo na minha casa e em nenhuma delas apareceu qualquer vazamento. Esse processo resulta num ótimo conforto térmico, assim como os terraços-jardins na cobertura.

AECweb - Tem algum sistema construtivo da sua preferência?

Ferraz -Trabalhamos muito com concreto, mas usamos também estruturas metálicas e alvenaria estrutural. O problema é que o Brasil tem farta produção de minério de ferro, mas não há um parque industrial que ofereça para a construção civil uma ampla gama de peças metálicas como ocorre na Inglaterra, em que se escolhe pelo catálogo. Projetamos a estação rodoviária de Santo André e sua estrutura metálica exigiu que desenhássemos cada peça. É uma pena porque essa solução passa a ser mais cara do que o sistema em concreto. O concreto é ótimo para se trabalhar, é maleável, plástico.