terça-feira, 31 de julho de 2012

Sarau BPP - Vitor Ramil- Notícias Biográficas



(Publicadas originalmente em Quatro por Quatro, Editora da UFPel, 2005 e atualizadas para o Sarau Poético da Biblioteca Pública Pelotense, em julho de 2012)

Por Gilnei Oleiro Corrêa
Professor de Literatura do IFSul - Pelotas

Em 07 de abril de 1962 nasceu em Pelotas, RS, o compositor, cantor e escritor Vitor Hugo Alves Ramil. Fez seus estudos iniciais no Instituto de Educação Assis Brasil. Em 1974 iniciou estudos de violão clássico e piano e compôs suas primeiras canções. No mesmo ano, venceu um concurso nacional de contos, promovido pela Nestlé com um texto intitulado “O Fantástico Mundo do Chocolate”. Com 14 anos, em 1976, criou o grupo “Canto, Contraponto e Fuga” e fez seus primeiros shows. No final da década de 70, ingressou na Universidade Católica de Pelotas, no Curso de Comunicação Social.

No começo dos anos 80, mudou-se para Porto Alegre para continuar estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em parceria com José Fogaça, compõe a milonga Semeadura. Em 1981, gravou seu primeiro disco estrela, estrela, pela gravadora Polygram, no Rio de Janeiro, com a participação de músicos, cantores e arranjadores de destaque no cenário nacional, como Egberto Gismonti. No ano seguinte, trocou o curso de Jornalismo pelo de Composição e Regência, na UFRGS, onde estudou piano e conheceu o professor e músico Armando Albuquerque.

1984 foi o ano de A paixão de V segundo ele próprio, disco experimental e polêmico que contou com a participação de destacados músicos brasileiros. Esse disco apresentou ao público a multiplicidade de caminhos que a inquietude de Ramil o levaria a percorrer. Vinte e duas canções com sonoridades diversas que transitam entre música medieval e carnaval de rua, de orquestras a brincadeiras com instrumentos infantis, de instrumentos eletrônicos ao bombo leguero. As letras misturavam poesia provençal, surrealismo, regionalismo e piadas. Faz parte desse disco a clássica mi longa Semeadura, que foi gravada pela grande intérprete argentina Mercedes Sosa.

Entre 1984 e 1985, compôs Loucos de Cara, em parceria com seu irmão Kleiton Ramil, e Ramilonga, canção que só viria a ser gravada doze anos depois e que foi definida pelo cantor como “a música que me faz chorar”.

Em 1986, mudou-se para o Rio de Janeiro e gravou o disco Tango, pela gravadora EMI, que teve seu lançamento oficial em 1987. Nesse disco, de repertório reduzido, a mão habilidosa do compositor/letrista se revelou em canções rigorosamente elaboradas e letras fortemente literárias, como a épica Joquim, recriação a partir deJoey, de Bob Dylan.

Na passagem dos anos 80 para os 90 Vitor afastou-se dos estúdios e começou a dividir seu tempo entre os palcos e a literatura. “Vitor Ramil e Nico Assunção”, “midnicht satolep” (com os amigos Paulo Seben, Ben Berardi, Joca D’Avila e Felipe Elizalde) e “Animais” (com Celso Loureiro Chaves) colocaram Vitor definitivamente na estrada e superlotaram teatros pelo Brasil. Começou a escrever a novela Pequod, seu primeiro livro.

Em 1991 voltou ao Rio Grande do Sul, primeiro Porto Alegre, depois Pelotas. De volta a antiga casa de sua infância, Vitor ocupou-se de música e literatura. Em 1992, publicou no livro Nós, os gaúchos, organizado pelos Professores Luis Augusto Fischer e Sérgius Gonzaga, o ensaio A Estética do Frio, reflexão sobre a formação de sua identidade sulista.Em 1995, lançou em tiragem especial, seu primeiro CD à Beça, com memoráveis canções como Grama Verde e Foi no mês que vem. No mesmo ano lançou, pela Editora Artes e Ofícios, a novela Pequod, que lhe rendeu em 1996 seu primeiro prêmio Açorianos de Literatura, na categoria Autor Revelação. A novela foi traduzida para o espanhol, pela Professora Izabela Mozzillo e para o francês, por Luciana Wrege Rassier.

Em 1997, gravou Ramilonga - A Estética do Frio. A poesia e a melodia de onze “ramilongas” percorre o imaginário regional gaúcho. A reflexão acerca da identidade de quem vive no extremo sul do Brasil começa pela recusa ao estereótipo do gauchismo. Rami longa é uma espécie de marco zero na carreira de Vitor Ramil.

O ano 2000 marca para Vitor a consolidação da parceria com músicos argentinos, especialmente com Pedro Aznar, que produziu Tambong, disco gravado em Buenos Aires com quatorze canções. O cantor Lenine registrou sua voz em parceria com Vitor na canção Só você manda em você.

No primeiro semestre de 2001, realizou temporadas de lançamento de Tambong em várias capitais, destacando Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. No segundo semestre foi a vez de Buenos Aires receber, em duas temporadas, o comentadíssimo espetáculo.

No ano de 2002, acompanhado por uma banda composta por músicos brasileiros e argentinos, levou novamente Tambong em turnê pelas principais capitais do Brasil. Em 2003, Vitor apresentou show solo em Montevidéu, na Sala Zitarrosa, local onde tocara no final de 2002 com o músico uruguaio Jorge Drexler. Ainda em 2003, em turnê pela Europa, apresentou-se em Genebra e Zurique. Em Genebra proferiu conferência no Teatro St. Gervais, tendo por tema a Estética do Frio. Em Paris, participou do evento de lançamento, pela Editora L’Harmattan, da tradução da novela Pequod.

Outubro de 2004 é a data de lançamento de Longes, seu sexto disco, gravado em Buenos Aires e produzido por Pedro Aznar. Nesse trabalho Vitor aprofunda e aperfeiçoa a linguagem que começou a elaborar nos discos anteriores. Simultaneamente ao lançamento de Longes, lança, em edição bilíngue, pela Satolep Livros, A Estética do Frio, texto da conferência produzida em Genebra.

2007 é o ano em que a Estética do Frio estabelece diálogo com o samba. Marcos Suzano, percussionista carioca pertencente ao primeiro time da música brasileira é o seu interlocutor e parceiro em Satolep sambatown. Canções espetaculares comoQue horas não são? e Invento, recentemente gravada por Ney Matogrosso, destacam-se no disco. O Prêmio Açorianos de Música de 2007 consagra à Vitor Ramil e ao disco Satolep sambatown, os prêmios de disco do ano, espetáculo do ano, melhor compositor e melhor intérprete.

Em 2008, Vitor Ramil é o vencedor do Prêmio Tim de Música Brasileira, na categoria Melhor Cantor, por voto popular.

Em 2010 lança délibab, álbum composto de cd e DVD documental, gravado em Buenos Aires em junho de 2009, no estúdio Circo Beat, com 12 milongas compostas a partir de milongas-poemas de Jorge Luis Borges e dos versos de João da Cunha Vargas. O violão inspiradíssimo de Carlos Moscardini fraseou as milongas desse trabalho. Em Milonga de los morenos, Caetano Veloso tem participação especial gravando, pela primeira vez, junto com Vitor Ramil.

Em 2012, Vitor cumpre agenda de shows no Brasil, Uruguai, Argentina e Europa, dessa vez França e Portugal recebem a música de Ramil. Atualmente Vitor trabalha em seu novo projeto Foi no mês que vem, álbum duplo com 30 músicas de sua autoria e do songbook com 60 músicas. O projeto tem financiamento coletivo. Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Carlos Moscardini já registraram suas participações em parceria com Vitor.

Além disso, a obra de Vitor Ramil já foi objeto de várias teses acadêmicas e vem sendo discutida em inúmeros eventos de literatura, como o Festival de Inverno de Paraty e a Jornada Literária de Passo Fundo. Esse ano Vitor é o homenageado especial do Primeiro Festival de Inverno de Pelotas (03 a 12 de agosto).



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Em Agosto, Cineclube Jaguarão celebra o cinema Brasileiro

Documentário de Vicente Ferraz é atração nesta quinta (02) 

Em agosto, a Tela do cineclube Jaguarão celebra o Cinema Brasileiro  com cinco títulos de alta qualidade.

A estréia será no dia 02 de agosto, com o documentário do diretor Vicente Ferraz, "Soy Cuba, O Mamute Siberiano". A exibição é na Casa de Cultura, as 20 horas.


Estudante de cinema em Cuba nos anos 1980, o carioca Vicente Ferraz teve ali seu primeiro contato com um filme famoso, mas pouco visto, Soy Cuba(1964), do russo Mikhail Kalatosov. Apaixonado pelo que viu, Ferraz decidiu resgatar a história do filme, que se tornou maldito nos dois países que o produziram, Cuba e a antiga União Soviética.

O resultado está no documentário Soy Cuba - O Mamute Siberiano, que marca a estréia de Ferraz e foi destaque no Festival de Sundance, além de ter sido premiado nos festivais de Chicago, Guadalajara e Gramado, em 2005.

Ciclo em celebração ao Cinema Brasileiro
02/08 - Soy Cuba - O Mamute Siberiano. Documentário; Direção: Vicente Ferraz.
09/08 - Os desafinados; Walter Lima Júnior.
16/08 - Romance; Direção de Guel Arraes.
23/08 - Estômago. Um filme de Marcos Jorge.
30/08 - Peões. Direção: Eduardo Coutinho.

Soy cuba, O Mamute Siberiano
Quinta-feira, 02 de agosto, 20 horas, na Casa de Cultura de Jaguarão
Entrada Gratuita

Comunicado BPS pasivos uruguayos residentes en el exterior



EL BANCO DE PREVISION SOCIAL (BPS) INFORMA A LOS CIUDADANOS URUGUAYOS PASIVOS RESIDENTES EN EL EXTERIOR QUE DEBERÁN RENUNCIAR AL SEGURO NACIONAL DE SALUD (FONASA), EN EL CASO DE NO QUERER HACER USO DE EL, PARA EVITAR EL DESCUENTO CORRESPONDIENTE.

EN EL CONSULADO EN YAGUARÓN OBRAN SOLICITUDES DE RENUNCIA A LA INCORPORACION AL FONASA, SIENDO EL TRAMITE TOTALMENTE GRATUITO.



Xana Gallo no Sarau Poético-Musical BPP


A cantora pelotense Xana Gallo é a convidada especial para o espaço  de música ao vivo da XXIII edição do Sarau Poético-Musical BPP , na noite da próxima terça (31). Na sua segunda participação no projeto da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) , a intérprete leva ao público uma mostra do repertório que tem apresentado em seus últimos shows - centrado em temas assinados por nomes históricos da MPP , de Noel Rosa a Chico Buarque , de Cartola a Vinicius. Além da música de Xana Gallo , o Sarau BPP oferece, em blocos alternados , espaços de poesia recitada ( quatro autores locais) e , na abertura, uma fala sobre o autor em destaque na edição de julho, Vítor Ramil. Evento com entrada franca e inicio às 19:30 horas. No salão térreo da Bibliotheca.

 
CONFIRA PROGRAMAÇÃO E CONVIDADOS
 
O QUE - XXIII edição  do Projeto  Sarau Poético-Musical BPP.
QUANDO E ONDE: 31 de Julho  de 2012, no salão térreo da BPP. Entrada franca. Inicio às 19:30 horas.
 
AUTORES-POETAS CONVIDADOS
Adriana Palma Geisler
Angélica Freitas
Lucas Langie Pacheco
Vinicius Kusma
 
AUTOR EM DESTAQUE
Vítor Ramil
 
CONVERSA SOBRE O AUTOR DESTACADO
Gilnei Oleiro Correa
 
MÚSICA
Xana Gallo
 
 
Parceiros Institucionais
Confraria dos Poetas de Jaguarão
Curso de Relações Internacionais / UFPel
Faculdade de Educação / UFPel
Faculdade de Letras / UFPel
Instituto Estadual de Educação Assis Brasil
RádioCOM.104.5FM
 
Realização
Bibliotheca Pública Pelotense

sábado, 28 de julho de 2012

Jaguarão recebeu Oficina Pontos de Cultura neste sábado

Diversas entidades presentes na Oficina realizada na Casa de Cultura 

Ressaltando a importância da parceria da Prefeitura Municipal de Jaguarão com a Secretária de Cultura do Estado do RS, o Coordenador estadual dos Pontos de Cultura, João Pontes deu inicio à Oficina que reuniu vários grupos culturais da faixa da fronteira sul. Jaguarão é o primeiro município do estado a receber esta ação interiorizada que visa preparar as entidades para capacitação aos editais dos Pontos de Cultura que estão marcados para o dia 24 de Agosto de 2012.

Segundo o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, os Pontos de Cultura, atuam como uma  espécie de "do-in" antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados ou adormecidos no Corpo Cultural do país. Implementada em 2004 em nível nacional, o RS foi um dos dois únicos estados até 2011 a não realizar convenio com o Minc para desenvolver este projeto de política pública. O resultado é que no RS temos apenas 65 Pontos de Cultura,  1,7% dos Pontos do País, muito pouco para um estado como o nosso, de grande importância cultural.  A meta do Governo do Estado na atual gestão é recuperar essa defasagem com os próximos editais.

Entre os presentes, a Secretária de Cultura de Rio Branco - Uruguai, Mireya Brochado, Secretário de Cultura de São Leopoldo, Pedro Vasconcelos, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão e diretor executivo da  Fundação Carlos Barbosa, José Carlos Caetano, Luma Reis, estudante da Unipampa e participante do Coletivo Pédeque, Andréa Lima, da área de Memória e  Patrimônio da Secult Jaguarão, Paulo Roberto Silveira, vice presidente do Clube 24 de Agosto, uma das entidades que pretende concorrer a um Ponto de Cultura em Jaguarão , professores Marco Antonio e Helen da escola São João Batista,  de Herval,  que tem projetos de invernada, dança;  Letícia do Ponto de Cultura Axé Raízes de Arroio Grande. 

Ao final dos trabalhos, o Secretário de Cultura de São Leopoldo, Pedro Vasconcelos, deixou o convite para a TEIA, Encontro dos Pontos de Cultura que irá ser realizado em agosto em São Leopoldo.



João Pontes, coordenador estadual dos Pontos de Cultura, ministrou a Oficina

sexta-feira, 27 de julho de 2012

EFEITO DA REVERSÃO REVERSA – PARTE I



É uma ideia contraditória, devo admitir. Mas com o passar do tempo comecei a entender que todas as ideias são essencialmente contraditórias. Tive uma discussão certa vez com um grande amigo sobre o que fazia um escritor. Não qual era o seu papel, mas sim, do que ele era feito, pensamentos, influência, imaginação, pontos fixos, pontos variáveis, coisas que fazem sentido depois de algumas cervejas. Naquela mesma noite eu não voltei pra casa.

A noite já havia coberto o céu já há algumas horas, os transeuntes já haviam hospedado os seus passos sob o calor dos seus lençóis, já dormiam também tranquilamente os seus sapatos, quando no meio do caminho eu descobri, havia uma esquina.

E não uma esquina qualquer que tende sempre a curviliniedade. Era uma esquina que vinha depois de uma rua, e dentro dessa rua, daqueles cinquenta metros que abrigavam casas de tijolos e de vento, havia outro mundo. Lá, naquela rua o tempo andava para trás.

Quando na esquina, eu vi um carro, um pequeno carro, menor do que a menor distância e esse carro andava para trás. Em um primeiro momento pensei o mais lógico, naquela rua tudo deveria andar ao contrário, em seguida fui tomado pela complexa ideia de que por algum motivo aquele carro estava dando marcha ré. Mas como quase sempre, acabei por descobrir que a ideia mais simples era a correta, as coisas naquele pequeno receptáculo de mundo, andavam em um sentido oposto.

Emprestei meus passos para o asfalto que separava mundos, e por força de um destino que nunca me será explicado, adentrei a rua em que o mundo se reinventava. Dentro dos meus passos, acompanhantes de minhas meias e do meu suor, encontrei outros passistas, que como eu, estavam naquele instante no mundo reverso que há dentro do mundo. O primeiro com que conversei era um cantor e ele que também tinha um nome ao contrário me disse, chamamos este lugar de “ A ILHA”.

A ilha era linda, havia praias em lugares onde o asfalto parecia ser o proprietário, ilusões de ótica, explicou-me o cantor, havia boa música de onde parecia vir o ruído de britadeiras e liquidificadores, ilusão sonora me explicou o cantor, havia paz onde grades pareciam se erguer e flores em lugares onde eu sempre ouvira dizer, haveria armas, ilusão informativa me disse o cantor. Eu apenas concordei, eu era um jovem desvirginando um mundo novo repleto de realizações silenciosas e sutis.

Uma das coisas mais interessantes que me aconteceu naquele mundo de maravilhas do outro lado do espelho, foi a persecução que sofríamos dos cachorros. Eles nos acompanhavam e há quem diga, neste mundo de onde hoje escrevo minha história, que eles até participavam em coro de algumas canções. Pode ser que sim, acredito nisso. Eram noites de serenata aquelas, havia sempre tempo para serenatas naquele lugar.

Do outro lado dos muros invisíveis as pessoas pareciam caminhar ao contrário.
- Há um nome para isso. - explicou-me o cantor – Chama- se efeito da reversão reversa.
- Reversão reversa? Isso não é contraditório?
- Olhe em volta – replicou o cantor- algo aqui não é contraditório?
Com aquela pergunta em mente segui andando sobre meus passos, eram cumpridos e definitivos , além de terem uma sonoridade interessante, parecia que eu caminhava sobre a chuva.
- Gosta do som dos seus sapatos? – Perguntou-me o cantor
- Sim, é diferente no lugar de onde venho.
- É que aqui nós temos uma lei para sapatos.
- Lei para sapatos? Como assim?
- Os sapatos devem realizar determinado ruído quando estiverem aqui dentro, é uma questão de padronização.
- E os sapatos cumprem? – Questionei com um sentimento de zombeteiro curioso.
- Os que não cumprem não são bem vindos a ilha. Somos iguais por aqui, nossos sapatos devem também o ser.
- Creio que meus sapatos tenham se adaptado.
- Sim, devem ter tido acesso a lei municipal.
- Mas como, eu não vi lei alguma – Disse realmente intrigado.
- Ela está gravada no chão, afinal é uma lei para sapatos não para homens- respondeu-me o cantor em tom depreciativo, acabei por sentir que havia feito a pergunta mais estúpida do mundo. Meus sapatos seguiram caminhando sobre a chuva que não caia, e crianças em esquinas dentro da esquina pintavam sóis com giz. 

Nicolás Gonçalves

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do jornal Fronteira Meridional do dia 11/07/2012 


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vítor Ramil é o autor em destaque no XXIII Sarau BPP




Poeta-letrista com uma obra consolidada ao longo de uma carreira de mais de três décadas, Vítor Ramil é o autor em destaque da XXIII edição do Sarau Poético-Musical da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) , na próxima terça (31). Gilnei Oleiro Correa é o convidado para falar sobre a obra do cantor, compositor e escritor pelotense, que tem sua produção reunida em nove discos e três livros. Conforme modelo adotado desde a criação do projeto , em maio de 2010, o Sarau BPP contempla também blocos de música ao vivo e de poesia recitada de autores da cidade e região. Na edição de julho , a convidada para a parte musical é a intérprete pelotense Xana Gallo. Evento com entrada franca e início às 19:30 horas, no salão térreo da Bibliotheca. 


terça-feira, 24 de julho de 2012

SECRETARIA DE CULTURA DO RS REALIZA OFICINA SOBRE PONTOS DE CULTURA EM JAGUARÃO



A Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Diretoria de Cidadania Cultural (no âmbito do programa Mais Cultura RS), está realizando uma série de oficinas para capacitação de grupos culturais da sociedade civil em relação aos editais para composição da Rede RS de Pontos de Cultura.

Neste sábado, dia 28 de julho, a oficina será realizada na cidade de Jaguarão. A atividade começa às 09h15min, e será realizada na Casa de Cultura (Praça Dr. Alcides Marques, 89). São convidadas as organizações culturais da região, sendo destacados os grupos em cidades de fronteira.

Os editais são produto de convênio firmado com o Ministério da Cultura (MinC), a partirda Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, dentro dos programas Cultura Viva e Mais Cultura. O total de recursos investidos neste convênio chega a R$ 18,13 milhões, contemplando grupos culturais da sociedade civil, sem fins lucrativos, com pelo menos 3 anos de atividades e 3 anos de CNPJ.

No total, serão selecionados 160 projetos culturais. Destes, 100 serão reservados para iniciativas de entidades oriundas de municípios com até 10 mil habitantes, que receberão R$ 60 mil para os próximos três anos (edital SEDAC nº 10 / 2012). Nas cidades com mais de 10 mil habitantes, serão selecionadas 60 propostas para receber R$ 180 mil, em três anos (edital SEDAC nº 11 / 2012). Os editais prevêm a seleção de, pelo menos, 6 Pontos de Cultura em cidades de fronteira com Uruguai e Argentina, bem como 16 Pontos de Cultura em Territórios de Paz.

Ambos os editais estão disponíveis no link www.cultura.rs.gov.br. Clique aqui para acessar os editais.
Maiores informações poderão ser obtidas através do telefone (51) 3288.7520, do e-mail pontosdecultura@sedac.rs.gov.br. 
Na fan Page http://www.facebook.com/RedeRsPontosDeCultura e no site do programa Cultura Viva /MinC (http://www.cultura.gov.br/culturaviva). As inscrições no edital poderão ser realizadas do dia 25 de junho até 18h do dia 24 de agosto de 2012.

PONTOS DE CULTURA

Os Pontos de Cultura são grupos culturais da sociedade civil que envolvem comunidadesem atividades de arte, cultura e educação, estimulando a criatividade e propiciando o exercício da cidadania pelo reconhecimento da importância da cultura produzida em cada localidade. Funcionarão como instrumentos de pulsão e articulação de ações e projetos já existentes nas comunidades do estado do Rio Grande do Sul. Depois de selecionadas, as organizações recebem recursos para potencializar suas ações, com a compra de material e contratação de profissionais, entre outras necessidades. O Ponto de Cultura não tem um único modelo - nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade, sendo o principal elo de ligação entre as comunidades e as políticas públicas culturais.

São diretrizes fundamentais do programa (e presentes no edital) a gestão participativa, a educação popular, a comunicação comunitária, a economia solidária, a cultura digital, a sustentabilidade ambiental e os Direitos Humanos. Além destas dimensões, a Rede RS de Pontos de Cultura terá como objetivos a promoção da diversidade cultural, o empoderamento, o protagonismo, a autonomia, a articulação em rede (produção colaborativa, compartilhamento de saberes e gestão compartilhada entre sociedade civil epoder público).

O processo de seleção levará em conta a aderência dos projetos às diretrizes do programa, a diversidade e a complementariedade de grupos socioculturais, linguagens artísticas e territórios na composição da Rede RS de Pontos de Cultura. Após selecionados, os Pontos de Cultura contarão com inúmeras ações de apoio e acompanhamento, como a realização de seminários anuais de qualificação em assuntos relativos à gestão cultural, oficinas temáticas, prêmios de incentivo ao compartilhamento de tecnologias sociais inovadoras, equipe de assessoramento, uma van contando com equipamentos digitais, audiovisuais e de som, a publicação de cartilhas, revistas, portal virtual, além da realização de encontros de intercâmbio, articulação e mostra de produtos(Teias e outros).


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Páginas da Revolução ou Afirma Pereira na tela do Cineclube



Encerrando a Mostra de cinema, Sonhos Impossíveis, a Confraria dos Poetas de Jaguarão apresenta nesta quinta-feira (26) o filme Afirma Pereira, que no Brasil, por um desses motivos inexplicáveis recebeu o nome de Páginas da Revolução. Baseado no livro de mesmo nome do escritor italiano Antonio Tabucchi, este foi um dos últimos trabalhos de Marcello Mastroianni no cinema.

Sinopse: Em Lisboa, no ano de 1936, sob o regime ditatorial de Antonio de Oliveira Salazar e uma Europa prestes a entrar na Segunda Grande Guerra, Pereira é o editor de um importante jornal. Dentro deste contexto, decide contratar um jornalista para escrever óbitos antecipados de escritores famosos e grandes poetas. Pereira se defronta com um jovem idealista, comprometido com atividades revolucionárias. Esse encontro transforma sua vida. Ele abraça com todas as forças uma causa que o torna um homem vigiado e perseguido. Um fugitivo prestes a escrever suas últimas páginas pela liberdade de expressão.

Antes do Longa, será exibido o curta Gaúchos Canarinhos, documentário contando a história do homem que criou a camiseta da Seleção Brasileira, o jaguarense Aldyr Garcia Schlee. No curta, muitas imagens e histórias de Jaguarão e uma entrevista no Campo do Cruzeiro com José Nunes Orcelli falando sobre os primórdios do futebol em nossa cidade. A produção é da Estação Elétrica e direção de Rene Goya Filho.

Afirma Pereira ou Páginas da Revolução
Quinta-feira, 26 de julho, 20 horas, na Casa de Cultura de Jaguarão
Entrada Gratuita







domingo, 22 de julho de 2012

Arenero del Yaguarón - Brasas del Tiempo


El mate mañanero andaba em la vuelta – Por la ventana del viejo edificio de Aduana, vemos asomar por debajo del puente, como todos los días, uno de los tantos barcos areneros. El compañero y amigo Roni cuitiño, me dijo de pronto...”Alli está el tema que esta faltando...no te parece?” y señala com su mano rumbo a la embarcación que avanzaba rio arriba. Sinceramente nunca lo habia pensado...Yo los miraba desde que era un guri, cuando el motor que los impulsaba, eran los brazos del barquero valiendose de una simple tacuara, pero seguramente... no los veía! Después...los “reclamos” del “negro alaniz”...y para cuando la canción? Fueron quienes me dieron el ánimo necesario para que comenzara a surcar las aguas de mi pensamiento, la idea de escribirle al obrero del Yaguarón.



Arenero

Ahí va esse barco surcando las aguas del Yaguarón
llevando em el la ilusión, del pobre...siempre soñando
año tras año aguantando, lluvia, sol y el duro río
hermanado siempre al rio, su vida em el va dejando.

Te mira el monte aromado, por miel de pitanguerales
por la flor de los sauzales, pasar tristón y callado...
también há sido olvidado, igual que vos, compañero...
te canto barco arenero, del presente y del pasado.

Te canto barco arenero, de un lado al otro del puente
formas parte de la vida de dos pueblos, y su gente
te canto barco arenero, com cantos del corazón
yo le canto al arenero...obrero del Yaguarón.

Arenero...duras manos, por el tiempo encallecidas
de piel reseca y curtida, por el sol de los veranos
hasta tu ayer navegamos, siguiendo tu blanca estela
botes de tacuara y vela... a ese hombre le cantamos.

Gana su pan el obrero, ahora em barco a motor
como el de ayer y el de hoy, igual es barco arenero
que anda el rio, tempranero, rumbo de los arenales
buscando aliviar tus males, hoy te veo... jornalero.

Carolino Correa 


sábado, 21 de julho de 2012

Poema Livre

Arte - Exposição do CAPES - Casa de Cultura -2011

Tuas pequeninas mãos macias tangeram o meu rosto
Com o suave ardor de uma noite de verão
Turbilhando meus pensamentos mais audaciosos
De força, paixão, sedução e frenesi.

O sussurro das tuas cantigas de sempre
Fascinavam meus sentidos de um intenso renascer
Era ali que tu estavas, ao meu lado, o mundo distante!
E diante da arte das letras sobrepostas me abraçavas
No intenso amor proibido, marcavas para sempre nosso sentimento.

Abraços delongados, beijos precisos gotejados das mais ricas carícias sonhadoras.
Enternecia, sofregava como um viajante desejoso do destino distante
Ali estávamos nada nos distraia dos carinhos outrora esquecidos
Como flor do campo que contempla o nascer do sol:
Me aquecias, com tuas mãos pequeninas, já vestidas de amanhecer!

Magnus Patron Sória


sexta-feira, 20 de julho de 2012

BIENAL INTERNACIONAL DE ESCULTURA NA ARGENTINA


El Mundial de la Escultura se juega en Resistencia

Doce artistas del mundo han sido seleccionados entre 210 inscriptos de 54 países para trabajar con mármol travertino sanjuanino una obra con “La profecía” como temática. Todos ellos competirán a cielo abierto y enfrentarán el desafío de largas jornadas laborales.


Por Silvina Friera



El hijo del sereno de la plaza 25 de Mayo tuvo una intensa epifanía: “Resistencia es el centro de la Tierra”, le sopló una voz. Fabriciano Gómez, de pantalón cortito, con el asombro desparramado en las cejas, aún no sabía que en el mismo lugar donde trabajó su padre, muchos años después, organizaría concursos de escultura a cielo abierto. Allá por los años ‘50, ni siquiera imaginaba cómo se ganaría el pan de cada día en un futuro por entonces remoto. El despertar de la vocación sucedió lejos de su ciudad natal, en Ushuaia. Estaba cumpliendo el servicio militar obligatorio cuando construyó su primera escultura de nieve; rastros evanescentes de ese hallazgo fortuito que la memoria recupera en el preciso instante en que traza un balance existencial. El joven Fabriciano estudió en la Academia de Bellas Artes del Chaco, donde egresó como profesor de Dibujo, Pintura y Escultura. Más acá en el tiempo, recorrería Europa, Asia y toda América con sus obras. Entre los numerosos reconocimientos y “mimos” que recibió, menciona la Medalla de Oro que obtuvo en 1994, en las Olimpíadas de Arte de Lillehammer (Noruega). “Qué maravilla las coincidencias de la vida, ¿no? El hijo del sereno haciendo arte en la plaza que cuidó su padre, en esta Resistencia que ahora más que nunca estoy convencido de que es el centro de la Tierra”, dice Fabriciano a secas, como lo llaman al presidente de la Fundación Urunday. Esa institución es la organizadora de la impactante Bienal Internacional de Escultura, que empezará mañana en el Domo del Centenario y se extenderá hasta el 28 de julio: un encuentro popular y multitudinario que convoca a artistas de todo el mundo en la Ciudad de las Esculturas.



Domingo tem Especial Elis Regina no Círculo Operário de Jaguarão


Depois da belíssima apresentação, nesta última quarta-feira (18/07) no João Gilberto bar em Pelotas, a pelotense Jana Brasil (Jana Gularte), cantora com uma carreira de sucesso no Brasil e Europa, junto ao RivoTrio Samba Jazz, segue apresentando a turnê do show Especial Elis Regina.


Acompanhe a agenda:
Sexta-feira (20/07) Arroio Grande (Clube Caixeiral às 20h)
Sábado (21/07) Cassino (Larus Bar às 23h)
Domingo (22/07) Jaguarão (Circulo Operário às 20h)


Em de janeiro de 2012, completou 30 anos que o Brasil perdeu a cantora, apontada como uma das maiores vozes da música brasileira. Elis Regina foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira.

Fonte: http://www.ecult.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ressaca


Um certo olhar.
Enigma.
Um sorriso cifrado.
Palavras que se cruzam
e se perdem,
ou palavras que ficam.

Nos vapores da festa
—em sua névoa—
pequeninos espíritus vagueiam
indo e vindo entre nós
com ânforas de orvalho...

É uma lágrima o que brilha nesse copo?
Pende um pingo de éter do teu cílio?...
Lapsus factum.

Ó melancolia das emoções contidas,
dos gestos graves, 
dos silêncios que gritam,
dos espaços abertos ao abismo!

Ó delícia sem fim do pensamento
que refaz com entulhos do que lembra,
das sobras do sarau, a sua conquista!

Dario García
17/06/2012



terça-feira, 17 de julho de 2012

É QUE EU VI DÉRCIO MARQUES...




Em 2002, num Encontro de Cultura no Rio de Janeiro, eu vi e convivi alguns dias com Dércio Marques.


Ali eu vi um brasileiro em música fazer dormir a um negrito. É que eu vi Dércio Marques cantar Atahualpa Yupanqui.

Eu vi um brasileiro matar a sede do povo e salvar o planeta. É que eu vi Dércio Marques cantar a água.

Eu vi um brasileiro fazer a reforma agrária e matar a fome do povo. É que eu vi Dércio Marques cantar a terra.

Eu vi um brasileiro, numa milonga de andar longe, romper o mapa e formar o mapa de todos: mestiços, negros e brancos. É que eu vi Dércio Marques cantar Daniel Viglietti.

'Nos anos de chumbo perdemos todos, muito', disse o uruguaio Daniel Viglietti neste encontro memorável no Rio de Janeiro.

Depois eu vi um brasileiro cantar a raiva contra o silêncio e, passada a raiva, romper o círculo do tempo. É que, vendo a vida a sua frente e frente a si o seu passado eu vi Dércio Marques virar menino.

Tudo isso eu vi.

Mas hoje o menino, dormindo e grávido de nós, sorriu para morte com a vida no coração. Isso eu não vi. Mas posso imaginar. Foi isso que Dércio Marques veio mostrar para quem soube enxergar.

Enilton Grill
americasgrill.blogspot.com

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 04/07/2012 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Os Sonhos Impossíveis do Herói do Brasil, Policarpo Quaresma, na tela do Cineclube



Dando prosseguimento à mostra “Sonhos Impossíveis”  a Confraria dos Poetas de Jaguarão  apresenta nesta quinta-feira (19) o filme Policarpo Quaresma, heroi do Brasil , adaptação do romance de Lima Barreto. A direção é de Paulo Thiago apresentando o ator Paulo José no papel de Policarpo e Giuliam Gam no de sua afilhada Olga.

Sinopse: O major Policarpo Quaresma é um sonhador. Um visionário que ama o seu país e deseja vê-lo tão grandioso quanto, acredita, o Brasil pode ser. A sua luta se inicia no Congresso. Policarpo quer que o tupi-guarani seja adotado como idioma nacional. Ele tem o apoio de sua afilhada Olga por quem nutre um afeto especial e Ricardo Coração dos Outros trovador e compositor de modinhas que conta a história do nosso herói do Brasil.

Antes do Longa, será exibido o curta Gaúchos Canarinhos, documentário contando a história do homem que criou a camiseta da Seleção Brasileira, o jaguarense Aldyr Garcia Schlee. No curta, muitas imagens e histórias de Jaguarão e uma entrevista no Campo do Cruzeiro com José Nunes Orcelli falando sobre os primórdios do futebol em nossa cidade. A produção é da Estação Elétrica e direção de Rene Goya Filho.

Policarpo Quaresma, heroi do Brasil
Quinta-feira, 19 de julho, 20 horas, na Casa de Cultura de Jaguarão
Entrada Gratuita

A coluna do Lau Siqueira no jornal da Paraíba - Declaração de amor a Jaguarão

Reproduzimos a Coluna do poeta e escritor jaguarense Lau Siqueira no Jornal da Paraíba. Lau há muitos anos está radicado em João Pessoa mas não deixa de visitar Jaguarão e de declarar seu amor a esta terra. "Quem acha que o Rio Grande do Sul se resume em Porto Alegre e Gramado, está perdendo o melhor." Lau Siqueira atualmente exerce o cargo de Secretário Executivo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano da Paraíba. 




sábado, 14 de julho de 2012

Torna a Surriento - Igor Schafer - Concerto Música pela Música na Matriz do Divino



Torna a Surriento (De Curtis) - Tenor Igor Schafer

A Sociedade Pelotense Música Pela Música retomou o percurso de sua locomotiva e levou o projeto Trilha Filarmônica a Jaguarão no domingo, 17 de julho de 2011. Foi o primeiro concerto itinerante desde a assinatura da parceria com a Fibria e o Instituto Votorantim, em abril. O espetáculo esteve a cargo de 54 instrumentistas da Orquestra Filarmônica, 44 cantores do coro e três solistas: a soprano Rosimari Oliveira, o barítono Sérgio dos Santos e o tenor Igor Schafer.

Regencia Maestro Sérgio Sisto

O concerto foi realizado na Matriz do Divino Espírito Santo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Especial Elis Regina com RivoTrio e Jana Brasil adiado devido a acidente com músicos


Acidente automobilístico na BR 116 ontem à noite com integrantes do RivoTrio provoca adiamento dos shows previstos para os próximos dias da Turnê Elis Regina Especial na Região Sul do estado. 

Conforme informações do programa Variedades Ruba na Rádio FM Mauá, 105.5, não houve vitimas fatais e os acidentados, cujo caso mais grave trata-se de uma passageira,   foram hospitalizados no Pronto Socorro em Pelotas. 

A cantora Jana Brasil não estava entre os ocupantes do carro acidentado por já se encontrar em Jaguarão.


O Show foi transferido para nova data a ser divulgada nos próximos dias.