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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

PROGRAMAÇÃO DA IV SEMANA DO PATRIMÔNIO DE JAGUARÃO/2022

 



13 AGO 22 (Sábado)


LOCAL : Prédio Tiaraju (Rua 15 de novembro, frente ao Museu Carlos Barbosa)


19:00 h : Cerimônia de abertura comissão organizadora e autoridades


19:15 h : Recepção para a abertura da Exposição do Pompílio Neves de Freitas

Mão Branca-Lucia Passos. A exposição estará aberta a visitações do dia 13 de agosto ao dia 21 de agosto, entrada franca


A exposição das Rainhas Negras do Clube 24 de Agosto

A exposição será na UNIPAMPA, na Galeria Intercultural Magliani – GIM



15 AGO 22 (Segunda Feira)


15:00 h Na Rua Uma Terra Só


Corredores Iluminados (UNIPAMPA) -Momento de Solenidade colocação da placa de Qr-Code do projeto.


20:00 h No Auditório do IFSUL


Olhares sobre o Patrimônio Cultural Uruguaio: uma conversa fronteiriça - Live com os arquitetos-Alberto Leira Regueiro e Rafaela Nieto Marques da Rocha, mediação com as arquitetas Adriana Pagliani Ança e Cláudia Anahí Aguilera Larrosa.


16 AGO 22 (Terça-Feira)


Exposição de fotografias da família de Carlos Barbosa - A exposição será no Museu Dr. Carlos Barbosa, entrada franca e iniciará no dia 16 de agosto ao dia 21 de agosto


09:30 h as 12:00 14:00 as 18:00 na Igreja Matriz do Divino


Visita Guiada - Padre Valdeir da Paixão Silva Marque sua visita: (53) 3261-1978


18:30 h Theatro Esperança


Abertura Oficial da Exposição artesanal - Registros de educação: Arte de rua, patrimônio e as paisagens da fronteira


19:00 h Theatro Esperança


Roda de Conversa: O saber fazer da lida campeira na pampa

Dr. Daniel Vaz-UFPEL e mediação Ma. Miriel Bilhalva HerrmannUFPEL.


17 AGO 22 (Quarta-Feira)


08:30 h Biblioteca Pública


I Simpósio Educação e Turismo nas Escolas - PETE SMED e Organização


14:00- 17:00h Fundação Carlos Barbosa


Oficina Museal com o Dr. Diego Lemos Ribeiro- UFPEL *Vagas limitadas 16 pessoas


18 AGO 22 (Quinta-Feira):


09:00- 12:00 h Theatro Esperança


Visitação a exposição- com a professora Andréa Lima e seus alunos (a)


14:00 h Cemitério das Irmandades


Visitação guiada - Rafael Schranck Chagas e organização - Marque sua visita: (53) 99155-7258


19:00 h Theatro Esperança

ABERTURA DA FALA 2022 - Feira Alternativa de Literatura e Arte da Fronteira. Mesa: Magnum Patron Sória (Presidente da Sociedade Independente Cultural-SIC), Kênya Martins - Coordenadora da FALA 2022 e Carlos José de Azevedo Machado - Prof. IFRS/Bento, vice-presidente da SIC e membro do Fronteras Culturales.


Apresentação do curta-metragem “CASA DE RIO” (do filme Fronteriz@s, uma produção conjunta da SIC e Fronteras Culturales). Bate papo com os seus produtores e organizadores: Temática: Integração cultural fronteiriça - Ricardo Almeida (Consultor em assuntos de fronteiras) da Coordenação do Fronteras Culturales e Produtor Geral do filme, Luiz Alberto Cassol (Diretor do Curta “Casa de Rio”), Maria Fernanda Passos (jornalista e roteirista do Curta), Jorge Passos, Mireya Brochado e outros protagonistas do Curta Casa de Rio.

19 AGO 22 (Sexta-Feira)

09:30 - 12:00 h UNIPAMPA

Talk show Experiências culturais - Unipampa Campus Jaguarão. Coord. Ângela Ribeiro, Kênya Martins /Curso tecnologia gestão Turismo Unipampa - Grupo de pesquisa turismo Fronteira e Desenvolvimento e Prof. Carlos José Machado-IFRS. Público-alvo: 3º ano do Ensino Médio e público geral.

Exposição Itinerante Rainhas Negras do Clube 24 de Agosto - NEABI Mocinha - Unipampa Campus Jaguarão.

09:30 – 12:00 14:00 18:00 h Igreja Matriz

Visitação guiada (Padre Valdeir da Paixão Silva) 1 – Marque sua visita: (53) 3261-1978

19:00 h Theatro Esperança

Roda de Conversa - Patrimônio Material e Imaterial com a Dra. Maria de Fátima Bento Ribeiro e Dra. Naiara de Souza

20 AGO 22 (Sábado)

15:00 h Rua João da Costa Chaves e Ilê Axé Mãe Nice D' Xangô

Visitações - Caminhos histórico cultural pelos patrimônios negros de Jaguarão Rua João da Costa Chaves - Profa. Dra. Giane Vargas e Ilê Axé Mãe Nice D' Xangô (Leandro Tavares)

Ativismo e protagonismo negro em Jaguarão/RS, fronteira Brasil-Uruguai - Liziana Farias Neves e familiares de João da Costa Chaves; e roda de Conversa Espaço Ilê Axê - Yalorixa Mãe Nice D' Xangô.

21 AGO 22 (Domingo)

14:00- 17:00 h Mercado Público

Exposição de automóveis antigos e clássicos - Jaguar Car Antigos e Museo de Medios de Transportes de Rio Branco - Organizador: Eduardo Monção Zart




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Jaguarão Recantos e Encantos - TVE 1983 - Parte IV


Programa da TVE do RS sobre a Cidade de Jaguarão, sua Memória, sua Cultura, sua Política. Participação de Valdo Nunes e Jorge Garcia, mentores do Projeto Jaguar. 

Neste segmento, enfoca-se primeiramente a residencia do Presidente da Província, Dr Carlos Barbosa, e que depois seria o atual museu. Vista do interior do Museu ao som de um sarau com Professora Verdina Raffo Soares ao piano, tenor Jarbas Taurino e encenando no papel de Doquinha, Carmem Azevedo.

A seguir, imagens do Theatro Esperança apresentando peças ao violino com o Professor Stefano Roncato.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sul21: O interessante patrimônio de Jaguarão


Por Nubia Silveira do Sul21

Depois de passar por cinco pedágios e pagar mais de R$ 40,00, chega-se a Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. Cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com povoamento datado do início do século XIX, é um ótimo destino de fim de semana ou ponto de passagem para quem pretende ir até Montevidéu. Jaguarão fica equidistante das capitais gaúcha e uruguaia, a exatos 380 quilômetros de cada uma. E é o caminho mais curto entre elas.

Pequena, simpática, acolhedora, banhada pelo rio que lhe dá o nome, Jaguarão conquista o visitante. É com prazer que se caminha por suas ruas de paralelepípedos, admirando o casario construído no século XIX e início do XX. A maioria das casas é baixa, com fachadas trabalhadas, janelas recortadas e, no alto, a reprodução de alguma figura. A rua 15 de Novembro é famosa pelas casas e pelo Museu Dr. Carlos Barbosa, que por si só justifica uma ida a Jaguarão.

Quem passa para o país vizinho conhece outra obra de arte da cidade: a ponte internacional Barão de Mauá, que liga Jaguarão à uruguaia Rio Branco. Construída entre 1927 e 1930, é reconhecida como patrimônio cultural do Mercosul, tendo sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A ponte de 2.113 metros (340m sobre o rio Jaguarão) tem 12 metros de largura. Sobre ela ainda estão os trilhos que ligariam Brasil e Uruguai por via férrea.

Museu– Próximo do Museu Carlos Barbosa estão as casas que chamam a atenção por suas portas e janelas trabalhadas. Há construções em que a entrada tem de duas a três portas em sequência. O mais importante, porém, da rua 15 de Novembro é o Museu, que foi residência do ex-governador do Rio Grande do Sul. Um atestado de inteligência, consciência e responsabilidade da família. A viúva de Carlos Barbosa, dona Carolina Cardoso de Brum, determinou que a casa fosse preservada.  O desejo foi cumprido por sua filha Eudóxia Barbosa de Lara Palmeiro, que a transformou em museu, em 1975, e destinou os bens da família para uma Fundação, responsável pela conservação do local. O objetivo é manter o prédio como foi construído. O verbo restaurar não faz parte do vocabulário da fundação.


O casarão foi construído em 1886 por Martinho de Oliveira Braga, que presenteou a família com pinturas na entrada da residência representando os setores da economia gaúcha. No interior estão totalmente preservados os móveis, a louça, os lustres e os biscuits. 



É interessante ver funcionando as primeiras lâmpadas que chegaram a Jaguarão e foram instaladas na casa de Carlos Barbosa, filho de Pelotas, que governou o estado de 1908 a 1913. Foi ele que deu início à construção do Palácio Piratini.

Ali também está o primeiro telefone que a cidade conheceu. Ele foi colocado na casa do então presidente do Rio Grande do Sul para facilitar a sua comunicação.

Outra particularidade: a família foi uma das primeiras a ter banheiro dentro de casa. Ali está a banheira que mandaram construir. O autor – o nome se perdeu no tempo – acreditava que tomar banho todos os dias era prejudicial à saúde e poderia até matar. Por isso, esculpiu nas bordas alças usadas em caixões mortuários.


Passadiço – Construída em formato de U, a casa tem um passadiço largo, todo envidraçado, que separa a parte principal da residência do jardim. Esse passadiço ajuda a iluminar e ventilar a casa, dividindo-a em cômodos de inverno e de verão. Neste corredor estão as máquinas de costura usadas por dona Carolina e suas filhas.
No bem cuidado jardim, encontra-se uma cisterna, pronta para recolher a água da chuva e abastecer a casa.

Teatro – No centro de Jaguarão, a restauração do Teatro Esperança está chegando ao fim. De acordo com as explicações colocadas nos tapumes que rodeiam o teatro, as obras começaram em 2010 e deverão estar concluídas em 2014.
O prédio foi tombado pelo IPHAE em 1990 e pelo IPHAN em 2011. O Esperança que costumava receber companhias de teatro vindas dos países do Prata, se prepara para voltar a ser palco de grandes espetáculos.

Jaguarão recebe bem o visitante e tem o que mostrar. Aproveite um fim de semana, siga pela 116 até a entrada de Rio Grande. Não dobre à esquerda. Siga reto. E aproveite para conhecer um pouco da história rio-grandense.

Fonte: http://www.sul21.com.br





domingo, 16 de dezembro de 2012

Recortes de Viagem: Um museu exemplar em Jaguarão. Não deixe de ir!


Por Rosane Tremea

Posso dizer que conheço alguns museus por aí...

Não é coisa de pessoa "entrada em anos"... Quando me mudei para PORTO ALEGRE, com 20 anos, vivia rodando pelos museus da cidade... E olhe que as opções eram bem restritas. Meus preferidos eram o MARGS e o Julio de Castilhos. Conhecia o acervo de cor. E aí passei a montar as estratégias para minhas viagens fora da cidade: segunda-feira, quando os museus em geral fecham, é dia de bater perna... nos outros dias, museus... dia de sol, é dia de bater perna... dia de chuva, museus... A alguns, dos quais gosto muito, se volto à cidade, volto também a eles...

Tudo isso pra dizer que não por falta de referências fiquei impressionada com o acervo e o cuidado do MUSEU DR. CARLOS BARBOSA Gonçalves, em Jaguarão, lá onde o Rio Grande do Sul faz a curva e se encontra com o Uruguai.

                              Começa pelo prédio, lindo, em estilo eclético, do século 19 (1896).

Naquela época, a região vivia seu auge, e as construções refletiam o poder econômico dos produtores de charque.
Foi nesse contexto que foi erguida a construção da Rua XV de Novembro, também conhecida como a "rua das portas". Ela abrigou o médico e político e sua família.


Um pouco sobre CARLOS BARBOSA:

"Nascido numa tradicional família estancieira republicana de Jaguarão, filho de Antônio Gonçalves da Silva e de Maria da Conceição Rodrigues Barbosa, era sobrinho-neto de Bento Gonçalves. Passou sua infância e a adolescência em Jaguarão, onde a família tinha grandes propriedades. Com 15 anos foi estudar no Colégio Pedro II, no Rio, colégio da elite do Brasil Império, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1875 graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, viajando, em seguida, para Paris, onde fez residência e, também, como republicano, buscou os ares de uma democracia. Além de cirurgia geral, fez especializações em oftalmologia, medicina interna e obstetrícia. Em 1879, voltou para Jaguarão, onde exerceu a medicina, envolveu-se na política e casou-se com Carolina Cardoso de Brum, com quem teve oito filhos. Ajudou a fundar o Partido Republicano Rio-grandense em Jaguarão, elegeu-se para a câmara municipal, depois como deputado e chegou a presidir o congresso constituinte. Foi nomeado por Júlio de Castilhos como o primeiro vice-presidente do Estado. O mandato como deputado seria renovado até 1907. Elegeu-se depois governador e dirigiu o Estado até 1913, com obras marcantes em sua gestão: o prédio da Faculdade de Medicina, o cais do porto de Porto Alegre e de Rio Grande, o início da construção do Palácio Piratini e o monumento a Júlio de Castilhos... Ainda elegeu-se senador, mas abandonou a política, aos 78 anos, e voltou a Jaguarão, onde morreu aos 82 anos."




Da biografia de Carlos Barbosa dá para entender melhor o bom gosto da construção, dos móveis e objetos do casarão da Rua XV de Novembro.

Para preservar sua memória, a última herdeira, Eudóxia Barbosa de Iara Palmeiro, teve a ideia de deixar tudo como está. E, desde 1978, sob o comando de uma fundação, ele abre as portas para visitação.

A minha visita foi muito, muito rápida. Para dizer a verdade, implorei para conhecê-lo quando já não era horário. Não tinha data para voltar à cidade e queria muito conhecer o lugar.

Nesse sobrevoo, muitas coisas me chamaram a atenção: o primeiro telefone residencial do Estado, a banheira de mármore com as alças de um caixão porque o responsável por instalá-la acreditava que banho fazia mal à saúde (e ter banheiro dentro de casa, o que não era nada comum na época), os minúsculos sapatos de uma das filhas, uma das primeiras lâmpadas instaladas em território gaúcho ainda em funcionamento (com 112 anos de vida!) e muito mais...

São 23 cômodos e 600 metros quadrados. Mas o que me impressionou mais foi o cuidado com a casa e com o acervo. E a qualidade das informações da pessoa que me guiou, com conhecimento de causa e gosto.

Inclua o museu na sua visita à cidade. Ainda mais nessa época do ano, quando muita gente viaja pra ali para fazer compras no outro lado, o uruguaio, em Rio Branco.

Ah, não tenho fotos internas porque elas não são permitidas.

SERVIÇO
Rua 15 de Novembro, 642
Fone:  (53) 3261-1746
Visitas de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h
Ingresso a R$ 5

Fonte: Blog Recortes de Viagem de Rosane Tremeahttp://wp.clicrbs.com.br



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Acervo preserva a história da família de Carlos Barbosa

Foto: Carlos Queiroz

A sensação de quem entra na casa do doutor Carlos Barbosa Gonçalves é de que a família acabara de deixar o local para uma viagem. Toda mobília e pertences pessoais estão no mesmo lugar que as herdeiras Eudóxia Barbosa Palmeiro e Branca Barbosa Gonçalves deixaram há mais de 37 anos. 

Relíquia da fronteira de valor incalculável e acervo histórico que chama a atenção de turistas brasileiros e estrangeiros, o Museu Carlos Barbosa foi um presente da família não só a Jaguarão, mas ao Rio Grande do Sul. Numa breve volta ao passado, o Estilo mergulha nos hábitos e costumes do médico e político que fez história no Sul do Brasil.

Serviço
O quê: Museu Carlos Barbosa
Quando: aberto a visitação de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h (domingo por meio de agendamento de no máximo dez pessoas)
Onde: Rua 15 de Novembro, 642, Jaguarão - distante 383 km de Porto Alegre, 140 km de Pelotas e 183 km de Rio Grande
Quanto: ingresso custa R$ 5,00 por pessoa
Contato: (53) 3261-1746 

 
Por: Cíntia Piegas - cintiap@diariopopular.com.br


quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Confraria celebra mais uma boa noticia para a Cultura

Acesso ao museu será totalmente urbanizado

Tivemos o prazer de conversar rapidamente com o nosso amigo e escritor Roberto Carriconde, novo gerente da Corsan em Jaguarão. Funcionário concursado da empresa há muitos anos, Roberto conhece a fundo as necessidades da cidade e as prioridades que devem orientar o trabalho em saneamento básico.

A boa noticia é que amanhã, com a presença do Prefeito Municipal e demais autoridades,  haverá solenidade  comemorando o inicio das obras de  canalização do esgoto pela Corsan, do extenso trecho da Rua XV de novembro,  da Br 116 até onde termina o calçamento na rua Independência.

A concretização dos trabalhos de saneamento possibilitará a posterior pavimentação da rua XV, urbanizando totalmente o acesso ao Museu Carlos Barbosa, uma das principais atrações turísticas de Jaguarão.  

Parabéns à Corsan e à Prefeitura pela captação dos recursos para a execução deste projeto de grande importância para a infraestrutura da cidade.

E falando em "Saneamento Básico" este é o nome do filme que reabre as sessões do Cineclube nesta quinta feira na Casa de Cultura. Compareça e prestigie!

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...