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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Marta Suplicy - O "soft power" brasileiro


Londres conseguiu, no período da Olimpíada, construir uma imagem bastante positiva da Inglaterra. Trabalha agora para manter e ampliar esta conquista. Foca nas parcerias e presença cultural que possam gerar este tipo de dividendo no mundo.

Assim como as pessoas desenvolvem -às vezes com muito esforço- uma forma de expressão e conexão com o mundo, os países também constroem imagem e cara.

Podem provocar simpatia, implicância, admiração, desinteresse ou repulsa. No caso de países, esses sentimentos são formados pela atratividade de sua cultura, ideais e práticas políticas externas e internas. Quando essas políticas aparecem como legítimas aos olhos dos outros, o "soft power" daquele país cresce.

Além de suas capacidades militares e técnicas mesuráveis e visíveis, os países, cada vez mais, se esforçam para mostrar qualidades imateriais -veja a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) premiando o frevo como patrimônio imaterial.

Isso se chama "soft power". Se for suficientemente atraente, funcionará como uma luz que conquistará visitantes, investidores e sonhadores. Quando o conjunto é de tal monta consistente, pode exercer extraordinário poder (soft power) como Hollywood em relação aos EUA, a moda e a gastronomia na França, os monumentos históricos da humanidade na Itália e na Grécia...

Trata-se, porém, muito mais que cinema, comida ou monumentos. São valores, posições históricas, políticas externas e autoridade moral que, no conjunto, geram admirações e sonhos.

Com a projeção internacional do Brasil como nova potência econômica agregada ao já admirados futebol e Carnaval mais o interesse despertado por um país que diminuiu a desigualdade social ao eleger um operário para presidente e logo após uma mulher, temos a oportunidade única de fortalecer nosso "soft power" no cenário internacional.

Esse conceito foi criado por Joseph Nye, professor da Universidade Harvard, que define a capacidade de um país influenciar relações internacionais, exercer um papel de encantamento e sedução através de qualidades "softs", em especial manifestações culturais fortes e diversas. O termo se contrapõe ao poder militar chamado "hard power".

Países que já entenderam este "poder" investiram na transmissão de sua língua e presença cultural no exterior. A Inglaterra com o British Council, Alemanha com o Instituto Goethe, a França com a Aliança Francesa, Portugal com o Instituto Camões, a China com mais de mil institutos Confucio. Instituições que vão muito além do ensinamento do idioma.

Esses investimentos (o que temos de bom, o que produzimos para o mundo como cultura) ocorreram quando a maioria desses países começaram a perder suas colônias e precisavam aumentar seu comércio. Nós somos um país emergente, o único sem poderio bélico, mas que está descobrindo outra forma de inserção.

Essa é, acredito, a grande oportunidade de consolidação e ampliação de nossa força como potência atraente para comércio, investimentos e turismo. Temos, portanto, o desafio de somar e coordenar esforços numa articulação estruturada que tenha a capacidade de envolver agentes públicos e privados.

Com o mundo em transformação tão rápida, o desejo de desvendar o diferente, a procura do lazer pelos povos mais afluentes, a mobilidade e fome por conhecimento, sobretudo pela juventude, vislumbramos a condição de exercermos importante e decisiva atração no mundo. 

O Ministério da Cultura estuda os melhores instrumentos para a potencialização desta oportunidade, agora acentuada pelas janelas que serão a Copa e a Olimpíada.

MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012)


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Jaguarão é incluída no PAC das Cidades Históricas

Foto: Elisabete Alves
Jaguarão é uma das quatro cidades gaúchas contempladas com o PAC das Cidades Históricas


Por Fernanda Cassel

O Prefeito Cláudio Martins trouxe boas notícias de Brasília para a comunidade jaguarense. Uma de suas agendas, na capital federal, foi na quarta-feira (30), no Ministério do Planejamento, onde participou da reunião de trabalho conduzida pela ministra da pasta, Miriam Belchior, pela ministra da Cultura, Marta Suplicy e pela presidente do Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.

Jaguarão foi um dos 44 municípios selecionados em todo Brasil e está entre as quatro cidades gaúchas que receberão recursos do PAC das Cidades Históricas.

De acordo com o Prefeito Cláudio, foi anunciado no encontro que o governo federal prevê a liberação de R$ 1 bilhão para restauração de monumentos e edificações de uso público e para requalificação de espaços públicos. Além desses recursos foi confirmada a destinação de R$ 300 milhões em linha de crédito para restauro de imóveis privados.

“ É um orgulho para nós ver o nosso município entre os quatro únicos do Rio Grande do Sul que irão receber esses recursos, exatamente pelo fato de termos priorizado as políticas de valorização do patrimônio cultural e histórico do município. A nossa dedicação com projetos e ações nessa área ,sem dúvida, foram decisões acertadas que hoje estão trazendo grandes benefícios para nossa cidade”, destaca o prefeito.

Ainda segundo Cláudio Martins ele retorna a Brasília no mês de março para apresentar os projetos de prioridade no município, na área do patrimônio histórico. “ Neste momento vamos focar na garantia de recursos para restaurar a Matriz do Divino Espírito Santo e também o Mercado Público, importante prédio na história do nosso povo e fundamental para se consolidar como mais um espaço de potencialização do turismo em nossa cidade”, observa.

No Rio Grande do Sul, além de Jaguarão, conquistaram recursos do PAC, as cidades de Porto Alegre, Pelotas e São Miguel das Missões.

Fonte: http://decomjaguarao.blogspot.com.br

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...