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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Clubes Negros: Patrimônio Cultural?

Fotos J. Passos
No dia 18 de novembro, no Clube 24 de Agosto, teve sequência a programação da Semana da Consciência Negra.

A Profa. Dra. Rosane Rubert – Departamento de História e Antropologia, ICH.,UFPel falou sobre a temática: “Clube Cultural Fica Ahi Pra Ir Dizendo: o processo de transformação em Centro de Cultura Afro-brasileira.”



“Entre o Diário e a Folia: fragmentos carnavalescos do Clube 24 de Agosto” foi o assunto abordado por Juliana Nunes – Acadêmica do Curso de História – UFPel .
Numa palestra que emocionou os ouvintes, por estarem presentes muitas pessoas que fazem parte da história dos Cordões que deram origem ao Clube 24 de Agosto. A pesquisadora encerrou sua fala com a frase: "O Clube é o nosso Quilombo".


Luis Carlos de Oliveira, Rep. Comissão Nacional de Clubes Socias Negros, Conselheiro do CODENE , Secretário de Relações Institucionais do Coletivo de Clubes Sociais Negros do RS, falou sobre a importância do espaço dos clubes negros não ficar restrito ã recreação, mas sim estar aberto à comunidade para projetos de desenvolvimento social e humano, por exemplo, a inclusão digital.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Agenda de hoje na II Semana da Consciência Negra

Arte Jonas Santos ( Na mesa do restaurante do Sales)




Programação de hoje, 18/11 19h

Mesa - Clubes Negros: Patrimônio Cultural? Local: Clube 24 de Agosto

Luis Carlos de Oliveira - Rep. Comissão Nacional de Clubes Socias Negros . Conselheiro do CODENE - Secretário de Relações Institucionais do Coletivo de Clubes Sociais Negros do RS

“Entre o Diário e a Folia: fragmentos carnavalescos do Clube 24 de Agosto”.

Juliana Nunes – Acadêmica do Curso de História – UFPel.

Não perca. As palestras têm sido muito qualificadas!

Aurélio Virissimo de Bittencourt e “Uma casa, seus muitos lados, e os lados de seus lados”.

Prof. Paulo Moreira - Foto J. Passos

Registramos a palestra ocorrida ontem, no segundo dia da programação da Semana da Consciência negra no Clube 24 de Agosto: “Entre Irmandades e Palácios: a trajetória de um negro devoto e burocrata” sobre o fascinante personagem jaguarense e quase desconhecido para nós, Aurélio Virissimo Bittencourt, pesquisa que está sendo desenvolvida pelo Prof. Paulo Moreira da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Coordenador do Programa de Pós-graduação em História.
Braço direito dos Governadores Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, a vida de Virissimo deve ser editada em livro no ano que vem pelo pesquisador da Unisinos.
"Destacamos a intensa troca de cartas e bilhetes com seu secretário, Aurélio Virissimo de Bittencourt. A série “Aurélio Viríssimo de Bittencourt”, escolhida para inaugurar a publicação desse acervo, revela a atividade política no Rio Grande do Sul, entre o final do século XIX e o início do século XX, bem como a influência e liderança exercida por Castilhos, mesmo após a sua saída da Presidência do Estado, quando permaneceu como Presidente do Partido Republicano Rio-Grandense até sua morte, em 1903. O burocrata, devoto, abolicionista, literato, tipógrafo Aurélio Viríssimo de Bittencourt, era um indivíduo negro, ou pardo segundo seu atestado de óbito, ou preto segundo o artigo escrito por Borges de Medeiros nas comemorações realizadas pelos seus cem anos de batismo, em 1949. Aurélio nasceu em outubro de 1849, na cidade de Jaguarão, interior do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Filho de uma escrava liberta e de um Capitão da Armada, foi batizado na Matriz local como exposto, filho de pais incógnitos. No período republicano, a correspondência trocada entre Aurélio e Julio de Castilhos revela que, no dia a dia da vida palaciana, Aurélio foi fundamental na administração central, uma vez que permanecia a maior parte do tempo na secretaria da presidência, enquanto Castilhos mantinha-se mais afastado em sua chácara. A proeminência do burocrata também estava assentada na liderança que possuía sobre os pequenos empregados das secretarias, a sua aproximação com a vida religiosa na capital e a sua ascendência entre os populares. Em 1919, quando morreu, cego, na capital do Estado do Rio Grande do Sul, cercado por numerosa família e pelo carinho dos governantes, deixou um considerável patrimônio material (em imóveis, dinheiro e ações) e uma herança imaterial invejável, alicerçada em um currículo de extensos e preciosos serviços públicos prestados."
( Contribuição César Steimbruch)

Prof. Edgar Barbosa Neto - Foto J. Passos


O Prof. Edgar Barbosa Neto, da Universidade Federal de Pelotas, discorreu sobre a religião Afro e seus variados e múltiplos matizes com o tema “Uma casa, seus muitos lados, e os lados de seus lados”. Introdução sobre o estudo de alguns terreiros na Cidade de Pelotas em tese a ser defendida pelo pesquisador.

Um dado interessante que foi apresentado na palestra do Professor Edgar, é que o Rio Grande do Sul, pretensamente um estado “branqueado”, possui o maior número de casas de religião Afro no Brasil.

Abertura Semana da Consciência Negra Jaguarão 2010


Música incidental de abertura : Kako Xavier

Pintura: Seu Valdir

sábado, 13 de novembro de 2010

Oliveira Silveira -Semana da consciência negra 2010 - Jaguarão.wmv



"OLIVEIRA SILVEIRA por OLIVEIRA FERREIRA DA SILVEIRA"

Poeta negro brasileiro, nascido em 1941 na área rural de Rosário do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos.

Graduado em Letras – Português e Francês com as respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,UFRGS. Docente de português e literatura no ensino médio. Atividades jornalísticas. Ativista do Movimento Negro.

Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR.

Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – Pêlo escuro, Roteiro dos tantãs, Poema sobre Palmares, entre outros – e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior: Cadernos negros, do grupo Quilombhoje, e A razão da chama, de Oswaldo de Camargo, em São Paulo-SP; Quilombo de Palavras, organização de Jônatas Conceição e Lindinalva Barbosa, em Salvador, na Bahia; Schwarze poesie/Poesia negra e Schwarze prosa/Prosa negra, organizadas por Moema Parente Augel e editadas na Alemanha por Édition diá em 1988 e 1993, com tradução de Johannes Augel; ou revista Callaloo volume 18, número 4, 1995, e volume 20, número 1 (estudo de Steven F. White), 1997, Virgínia, Estados Unidos.


Na imprensa, publicou artigos, reportagens, e alguns contos e crônicas. Participou com artigos ou ensaios em obras coletivas, caso do ensaio Vinte de novembro: história e conteúdo, no livro Educação e Ações Afirmativas, organizado por Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Válter Roberto Silvério – Brasília: Ministério da Educação/Inep, 2002.

Entre algumas distinções recebidas: menção honrosa da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro, pelo livro Banzo Saudade Negra em 1969; medalha cidade de Porto Alegre, concedida pelo Executivo Municipal em 1988; medalha Mérito Cruz e Sousa, da Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa – Florianópolis-SC, 1998; Troféu Zumbi, obra de Américo Souza, concedido pela Associação Satélite-Prontidão, da comunidade negra de Porto Alegre, 1999; Comenda Resistência Civil Escrava Anastácia, da Rua do Perdão, evento cultural negro, Porto Alegre, 1999; e Tesouro Vivo Afro-brasileiro, homenagem do II Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, realizado entre 25 e 29 de agosto de 2002 na Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, em São Carlos-SP – ato em 27 de agosto.

Atuação em outros grupos a contar de meados da década 1970: Razão Negra, Tição, Semba Arte Negra, Associação Negra de Cultura. Integrante da Comissão Gaúcha de Folclore. Conselheiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR, integrando, nesse órgão com status de ministério, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR, órgão consultivo, período 2004-2006.

Alguns exercícios em texto teatral paradidático (cenas, montagens simples) e música popularesca. Poemas musicados por Haroldo Masi, Wado Barcellos, Aírton Pimentel, Luiz Wagner, Marco de Farias, Paulinho Romeu, Flávio Oliveira, Vera Lopes-Nina Fóla, Lessandro e, na Suécia, pela compositora Tebogo Monnakgotla."

Fonte: http://www.geledes.org.br/oliveira-silveira/oliveira-silveira-biografia.html

Veja aqui a programação oficial da Semana da Consciência Negra 2010 em Jaguarão:

http://turismoemjaguaraors.blogspot.com/2010/11/2-semana-da-consciencia-negra-em.html


Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...