terça-feira, 3 de setembro de 2013

Racionalização do Trânsito – uma necessidade

A edição do Meridional da semana passada abordou uma questão que está preocupando os turistas brasileiros e os próprios moradores de Jaguarão que visitam a cidade de Rio Branco em seus automóveis. Recente incremento de sinalização nas ruas principais da Cuchilla e do Centro Comercial deve deixar o motorista bem alerta e com cuidados redobrados para não cometer alguma infração, pois as penalidades são bem salgadas. Um simples “estar mal estacionado” custará à vitima dos zelosos inspetores de trânsito, que se multiplicam a cada esquina, a multa de 8 unidades reajustáveis do Uruguay, o que transformado em moeda brasileira, significa a bagatela de 600 reais. Na Legislação brasileira, este valor equivaleria a uma infração gravíssima. Não sabemos se estes valores praticados em Rio Branco são válidos nacionalmente ou estipulados pela Intendência de Cerro Largo para o Departamento. Uma verdadeira extorsão segundo expressaram alguns comerciantes do Freeshop, descontentes com o tratamento excessivamente rígido das autoridades, já que essa atuação significa afugentar e amedrontar o turista. Decerto, para uma comunidade que vive do turismo, sempre será mais importante uma política de orientação ao motorista antes do que simplesmente penalizar para que se tenha segurança e disciplina no trânsito.


Em Jaguarão, há pouco tempo, organizou-se audiência pública para tratar da alteração de mão em determinadas ruas da cidade, mais especificamente na Barão do Rio Branco. A proposta apresentada pelo vereador Antônio Carlos, com a alegação de que beneficiaria o ingresso dos turistas pela Ponte Mauá diretamente ao centro da cidade, foi rejeitada pela maioria dos que se fizeram presentes. Creio que o assunto requer mais discussão com um novo e preponderante argumento: a racionalização do trânsito em nossa cidade. 

Sem ser um técnico no assunto, como simples usuário, me atrevo a sugerir algumas alterações para melhorarmos o fluxo de veículos na área central e melhorar a mobilidade. 

Uma delas seria a implementação de mão única em torno da Praça Alcides Marques, ficando a Rua 27 de Janeiro, a partir da Estação Rodoviária, com mão única no sentido Centro- Beira Rio até a Biblioteca Pública e consequentemente, em mão única na General Osório no sentido inverso. Esta medida, creio que traria também maior espaço para estacionamento nessa área. Outra alteração que julgo importante ser avaliada seria a proibição de retorno diante da Ponte Mauá para quem vem pela Rua Uruguai. A saída e entrada na Ponte é um ponto de muita convergência de veículos e extremamente perigoso. O trajeto para quem se dirige ao centro, seria o retorno pela João Azevedo ou acesso pela Beira Rio, passando pelo lado do Presídio e por baixo da Ponte. 

São propostas que exigem estudo técnico e talvez causem outras alterações, entre elas o percurso dos ônibus que se dirigem ou saem da Rodoviária, cuja localização em pleno centro da cidade causa imensos transtornos, sendo premente a construção de uma nova estação em área mais apropriada. Outra medida concernente à segurança do Trânsito em nossa cidade, que deveria ser requerida urgentemente junto à Empresa Ecosul, seria a construção de uma rótula na rodovia BR 116 no acesso à Avenida 27 de Janeiro.

Questões para debate que a Comunidade, Câmara de vereadores e autoridades de trânsito possam talvez aprofundar.

Jorge Passoshttps://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 28/08/2013


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