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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cidades Históricas - Jaguarão


Para preservar o valor histórico do local, o governo do estado e a Prefeitura Municipal de Jaguarão firmaram parceria com o governo federal e incluíram Jaguarão no PAC Cidades Históricas. Uma das quatro cidades gaúchas a receber parte do montante de R$ 1,6 bilhão da União, a cidade fronteiriça já está com 11 projetos de restauro em andamento. Os investimentos são de R$ 40 milhões, ao longo dos próximos três anos.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Centro de interpretação do Pampa


Uma ruína imponente, assentada no Cerro da Pólvora, “ponto mais alto da cidade“, continuará a guardar a fronteira e o pampa como sentinela avançada.
O edifício da antiga enfermaria será recuperado, mantendo seu aspecto de ruína, que já faz parte da paisagem de Jaguarão. Com novas instalações, deverá abrigar o Centro de Interpretação do Pampa. (Texto do Projeto Brasil Arquitetura)

Projeto de referencia em todo o Brasil e na América Latina, pelo resgate da memória de um povo e de uma região, o bioma pampa. O Centro de Interpretação do Pampa concretiza um sonho acalentado há mais de 30 anos pela população desta cidade, movimento que se inicia na década de 80 com o Projeto Jaguar.

A ousadia da prefeitura de uma pequena cidade de grande história,  de investir em cultura, o apoio da comunidade com o abraço à Enfermaria, a inclusão de Jaguarão no PAC das cidades históricas, a parceria fundamental  com o IPHAN e a Universidade Federal do Pampa, são frutos de um árduo trabalho que tornaram esta obra uma realidade, tendo como  marco a visita da Ministra da Cultura Ana de Hollanda a Jaguarão, demonstrando a importância dos recursos investidos e do lugar que a cidade heróica conquistou no espaço cultural do Brasil.

Quando da visita, foi entregue à ministra, o projeto que urbaniza o entorno do futuro Centro de Interpretação do Pampa, beneficiando 300 famílias moradoras do Cerro da Pólvora.

É a cultura como fator de desenvolvimento para toda a região. (Texto Jorge Passos)

Filme dedicado ao inicio das obras do Centro de Interpretação do Pampa na cidade de Jaguarão. Imagens retiradas do Projeto de Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, e fotos Fernanda Cassel (visita Ministra) e Jorge Passos (vista da enfermaria do lado uruguaio), Alencar Porto (vídeo operários) 
Música incidental, Acrata , do Maestro Juan Pablo Schllemberg.
Narração: Maria Fernanda Passos. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Imagens da visita da Ministra Ana de Hollanda em Jaguarão

Aguardando o começo dos trabalhos no cine Regente

Visita da ministra Ana de Hollanda acompanhada do Secretário de Cultura do estado, Antonio Assis Brasil, Presidente do IPHAN, Luiz Fernando Almeida e superintendente do IPHAN Regional Sul , Ana Meira que contou também com a presença de vários prefeitos de  13 cidades do RS, incluídos em obras do PAC das cidades históricas.

Jaguarão foi contemplada com a assinatura do convênio para conclusão das obras de restauração do Teatro Esperança; assinatura do contrato para as obras emergenciais do Clube Jaguarense. O Prefeito Cláudio Martins aproveitou a ocasião para entregar à Ministra Ana, o projeto para urbanização do entorno do Centro de Interpretação do Pampa que irá beneficiar cerca de 300 famílias no Cerro da Pólvora.

Noite histórica para Jaguarão e região sul.

Artesãs de Jaguarão entregam presente à ministra Ana
Assinatura para início de obras
Na comitiva da ministra, grandes nomes da cultura presentes em Jaguarão

Homenagem à Superintendente Regional do IPHAN, Ana Meira 

Sob as lentes do fotógrafo Nauro Júnior

Tarcísio Zimermann e outros prefeitos presentes 
No Caminhos de si, a presença mágica de Don Quijote

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ato Solene de Entrega da Documentação para o Tombamento Estadual do Clube 24 de Agosto

Diretor de proteção patrimonial do IPHAE recebe documentação do Presidente do 24


No último dia 6 de dezembro o Clube 24 de Agosto viveu um momento de grande emoção e esperança para a comunidade.

Contando com a presença de diversas autoridades locais, professores, pesquisadores, vereadores, secretários municipais e o representante do prefeito municipal, o Clube 24 fez a entrega da documentação exigida no processo de tombamento estadual, junto ao IPHAE, ao diretor do órgão de proteção patrimonial, Eduardo Hahn.

Bem emocionado, Eduardo afirmou aos presentes que esse processo é irreversível e que o tombamento se dará.

O pedido feito pelo próprio Clube, em maio deste ano, teve o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo do Município e de colaboradores agregados à causa.

Entendemos que esse processo de tombamento abrirá caminho para uma resolução da situação judicial da instituição, bem como incentivará que outros clubes negros façam esse pedido de tombamento, contribuindo, assim, para a valorização do patrimônio afro-riograndense e brasileiro.




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Clube 24 de Agosto Entregará Documentação ao Presidente do IPHAE


Nesta terça-feira, dia 6 de dezembro, o Clube 24 de Agosto receberá novamente a visita do presidente do IPHAE, Eduardo Hahn, para a entrega da documentação do processo de tombamento da nossa querida instituição.

Contamos com a presença de todos nesse dia especial.

O ato solene de entrega da documentação acontecerá às 14:00 horas na sede do Clube que fica na Rua Augusto Leivas, 217.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Telhado do Clube Jaguarense desaba e ameaça estrutura do Prédio

sentimento de desolação afetou a todos os jaguarenses

Há alguns dias sob interdição, apresentando rachaduras, a parte frontal do Salão do Clube Jaguarense teve comprometimento estrutural acentuado com o desabamento do telhado que ocorreu hoje, em torno das 17 horas. Falta de manutenção e excesso de peso devido às goteiras existentes, podem ter sido as causas.  Felizmente, devido ao feriado, não havia pessoas no recinto. 

O Presidente do Clube informou que no dia de  amanhã, quinta feira, seriam iniciadas as obras visando à recuperação da cobertura. Nesse sentido, salientou que a queda ocorrida hoje, pode, de certa forma, ter sido  providencial, pois poderia ocasionar sérios acidentes com os operários contratados para o serviço.

A Prefeitura foi acionada e, através das Secretarias de Obras e Desenvolvimento Rural, providenciou um escoramento emergencial da parte afetada enquanto se aguarda um laudo técnico por parte do IPHAN que já foi notificado. 

A cidade de Jaguarão foi recentemente tombada como Patrimônio histórico Nacional, e o ocorrido com o clube Jaguarense compromete sobremaneira o conjunto arquitetônico do Centro histórico. No mês passado,  a Igreja Matriz também sofreu interdição e o conselho Paroquial pede socorro para o salvamento do telhado. 

É de se perguntar , levando-se em consideração o valor dos recursos a serem investidos para a recuperação desses prédios, se não está na hora dos Bancos, o Banco do Brasil e o Banrisul, engajarem-se nessa empreitada. Pelo menos poderiam  redimir-se pelo prejuízo que praticaram  ao acervo arquitetônico da cidade na década de 70, demolindo belas edificações, verdadeiras relíquias históricas, para construir autênticos monstrengos onde hoje estão instalados. 
         
Escoramento emergencial realizado pela Prefeitura Municipal

DEMOLIDO para instalação do atual Prédio do Banrisul
DEMOLIDO para instalação do atual prédio do Banco do Brasil


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Plano Estadual dos Clubes Sociais Negros é aprovado no 7º Encontro do movimento clubista em Jaguarão/RS

Prefeito, desembargador do Estado, representantes do IPHAE e entidades negras participaram do 7º Encontro Estadual dos Clubes Sociais Negros, no fim de semana, que definiu as diretrizes do movimento clubista
 
Autoridades e representantes de entidades do Movimento Negro do Rio Grande do Sul marcaram presença no 7º Encontro Estadual de Clubes Sociais Negros, realizado no sábado e domingo (18 e 19/06), no Clube 24 de Agosto, em Jaguarão/RS. Na programação do evento, organizado pelo Movimento Clubista do RS com apoio da Prefeitura de Jaguarão, através da Secretaria de Cultura (SECULT),  os clubes sociais negros debateram e aprovaram o Plano Estadual dos Clubes Sociais Negros, que contém as principais diretrizes e estratégias de atuação do movimento para os próximos anos.

A abertura oficial do evento contou com a presença do prefeito de Jaguarão, Claudio Martins, do desembargador do Tribunal de Justiça do RS, Sejalmo Sebastião Neri, dos representantes do RS na Comissão Nacional dos Clubes Sociais Negros, Luis Carlos de Oliveira e Giane Vargas Escobar, dos coordenadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). Robson Dutra Lima e Lidia Richiniti, do líder comunitário do Quilombo Madeira, Jadir Madeira, do diretor estadual de cultura do Movimento Negro Unificado (MNU), Mestre Chico. Também estiveram presentes os secretários municipais de Cultura, Alencar Porto, de Desenvolvimento Econômico, Paulo Vieira, de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Lizandro Lenz, e o vereador Obert Paiva, a diretoria executiva do Coletivo de Clubes Sociais Negros do RS, coordenadores regionais, presidentes e diretores de clubes sociais negros do Estado.

O anfitrião do Encontro, o presidente do Clube 24 de Agosto, Neir Madruga, saudou a participação de cada representante no evento que também simbolizou o apoio político do Movimento Clubista e da Prefeitura à entidade de 93 anos de história que enfrentou, após decisão da Justiça referente à uma dívida, um leilão para a venda da sua sede social. “Agradeço a todos que se unem a esta luta pela preservação desta história da comunidade negra de Jaguarão”, enfatizou. O clube foi fundado em 1918 por trabalhadores negros que se uniram em classe – a chamada “União da Classe”, no âmbito do Círculo Operário Jaguarense. 
De acordo com o prefeito Claudio Martins, que reafirmou a sua “negritude” diante do público que lotou o salão, a principal ação afirmativa do seu governo foi a certificação do Quilombo Madeira, além da criação da Semana Municipal da Consciência Negra. “Nós avançamos muito, mas temos uma tarefa enorme enquanto ainda tivermos uma criança negra discriminada na sala de aula, pois sou professor e sei que a prática do racismo é velada e, portanto, a melhor solução é a consciência”, avaliou. O prefeito citou o tombamento de cerca de 600 prédios do centro da cidade como o primeiro patrimônio Bi-Nacional reconhecido pelo IPHAN, a Feira Bi-Nacional do Livro, com espaço para a literatura negra, e o Carnaval, que tem uma bonita integração com o candombe uruguaio. Claudio Martins elogiou a garra do presidente e da diretoria do clube 24 de Agosto, que lutam pela salvaguarda e preservação da sede e da história da entidade. 

O exemplo de uma trajetória de superação na vida e trabalho foi demonstrado pelo desembargador Sejalmo Sebastião Neri, que quando criança foi menino de rua e através da dedicação nos estudos e no trabalho obteve diversas conquistas. Sejalmo foi eleito vereador por três mandatos em São Leopoldo e há 10 anos preside uma câmara no Tribunal de Justiça do RS. “Trago aqui minha solidariedade, pois tenho certeza de que o clube vai vencer esta batalha judicial para manter viva esta história”, ressaltou. Natural de Vacaria, Sejalmo é Bacharel em Ciências Sociais e em Ciências Jurídicas e Sociais. Ingressou na Magistratura em 1980, como Pretor e em 1982 foi nomeado Juiz de Direito. Exerceu a jurisdição nas comarcas de Arvorezinha, General Câmara, Ibiribá, São Sebastião do Caí, Rio Pardo e Porto Alegre. Foi Juiz Eleitoral e foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça em fevereiro de 2000.

Após a cerimônia, um jantar de confraternização foi servido pelo Clube 24 de Agosto, com apresentações artísticas e culturais como o Mestre Chico, que abrilhantou o evento com o toque dos tambores e músicas afrobrasileiras. 

Patrimônio Histórico
Uma boa notícia foi trazida à comunidade negra pelo representante do corpo técnico do IPHAE, o historiador Robson Dutra: “Estamos analisando a documentação e temos certeza que nos próximos meses o Clube 24 de Agosto, de Jaguarão, será um dos primeiros clubes sociais negros a garantir o tombamento no Estado”, afirmou. Robson explicou ainda os procedimentos necessários para que os clubes sociais negros busquem o registro como patrimônio imaterial ou até mesmo o tombamento.

Espaços de resistência e memória
A diretora técnica do Museu Treze de Maio, de Santa Maria, e representante do RS na Comissão Nacional de Clubes, Giane Vargas Escobar, agradeceu a parceria da Prefeitura para a a realização do evento de organização do movimento clubista para a construção de políticas públicas. “Nos clubes sociais negros, além de gostarmos de festas e atividades, também gostamos de mostrar organização para manter viva a nossa história e a nossa cultura”.

Para Luis Carlos de Oliveira, vice-presidente da Associação Floresta Montegrina, de Montenegro e integrante da Comissão Nacional, os clubes sociais negros contribuíram, ao longo da história, para a economia, esporte, recreação e cultura dos municípios e do Estado. “Nosso objetivo é deixar este relevante legado histórico e cultural para as futuras gerações e por isso são tão importantes as políticas públicas que auxiliem na salvaguarda e desenvolvimento de atividades nestes redutos da comunidade negra”, enfatizou.

Plano Estadual
O Movimento Clubista, envolve um número aproximado de mais de 100 clubes sociais negros, distribuídos em diversas cidades do Brasil, tendo no Rio Grande do Sul sua maior expressão, com 57 dos clubes cadastrados da federação. Entre estas entidades, algumas já completaram mais de um século de história como reduto permanente da cultura e hábitos dos negros de nosso país.
 
Entre as diretrizes aprovadas no Plano Estadual dos Clubes Sociais Negros do Rio Grande do Sul estão a parceria com o Governo do Estado para o desenvolvimento de projetos em diversas áreas, curso de capacitação dos gestores clubistas, reconhecimento como Patrimônio Histórico e Cultural Afro-Brasileiro, financiamento para os clubes sociais negros, auxílio em questões jurídicas, entre outros. Para a elaboração do documento, os clubistas consideraram a avaliação dos eixos aprovados na II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR), a legislação brasileira, o Estatuto da Igualdade Racial e as principais demandas dos clubes. No domingo, ao final do encontro, as entidades abordaram sobre o contexto estadual e nacional e chancelaram a Associação Floresta Montenegrina como representante do movimento para disputar uma vaga na eleição do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do RS (CODENE) para o biênio 2011-2013. 

Para mais informações e notícias, acesse o Portal dos Clubes Sociais Negros do Brasil no endereço eletrônico: http://www.clubessociaisnegros.com.br . 
 
Por: Lisandro Paim - Jornalista MTE 12878

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