quarta-feira, 11 de maio de 2011

Unipampa convida para Conferencia alusiva ao 13 de maio



13 de maio de 1888 – Abolição da Escravidão no Brasil

Passaram-se 123 anos da Abolição da escravidão no Brasil. No dia 13 de maio de 1888, os trabalhadores escravizados, associados aos abolicionistas, anteciparam o fim do regime escravista que vigorava desde 1530. Parte da historiografia brasileira e do movimento negro organizado questiona a comemoração deste fato histórico. Porém, sabemos que, a partir dos anos 1860, cresceu no Brasil o movimento emancipacionista e, a seguir, abolicionista, que poria fim à escravidão, através da convergência das lutas dos segmentos abolicionistas radicalizados com a dos cativos, grandes interessados nessa transição, nos anos 1887-1888. A abolição foi a única revolução social vitoriosa no Brasil, até hoje.
Muitos discursos foram proferidos antes e depois da Abolição dos escravos. Escravistas defenderam a continuidade do sistema, enquanto que os abolicionistas desejavam acabar com o regime servil. Atualmente, percebem-se divergências quanto ao significado do dia da Abolição. Há os que negam esta data e outros que a consideram muito significativa, pois foram os escravos que minaram o sistema através das fugas, insurreições e aquilombamentos.  Sabemos que a linguagem verbal não é imparcial. As línguas naturais não são neutras e são forjadas pela história e pelos contextos sociais nos quais se desenvolvem.
No sentido de ampliar o debate sobre este fato histórico, o curso de História da UNIPAMPA e o grupo PET – História da África promovem conferências alusivas ao dia da Abolição da Escravidão.

Língua, História e Poder com a Dra. Florence Carboni, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1888: A Revolução Abolicionista com o Dr. Mário Maestri, da Universidade de Passo Fundo.

Data: 13 de maio de 2011
Horário: 19h e 30min
Local: UNIPAMPA/Jaguarão

terça-feira, 10 de maio de 2011

Montevideo - Yagurú presenta el CIENO


Yaugurú
presenta el CIENO
de Gerardo Ciancio

(Primer Premio de Poesía Inédita
del Ministerio de Educación
y Cultura, 2010)

La presentación estará a cargo
Hebert Benítez Pezzolano,
y Lautaro Hourcade
en la parte musical.

Miércoles 11 de mayo a la 20 hs.
Espacio Guambia
(25 de Mayo y Juan Carlos Gómez)

Gente Fronteiriça


Plinio silveira, Hélio Ramirez e Thadeu gomes
Jaguarão tem sido - ao longo dos anos- terra que deu origem a compositores, músicos e poetas de diversas expressões. Sempre orgulhando sua gente; seu nome tem sido levado aos mais recônditos lugares deste e  de outros países de América Latina. E não é exagero, a cidade e a forma fronteiriça de viver deste pequeno universo são cantadas em prosa e verso e os refrões mais populares inspiram vozes de todos os cantos.

Quem não fica orgulhoso quando escuta alguém cantando em seu violão versos dos artistas locais; hinos que acompanham o sentir dos Jaguarenses em qualquer lugar que vão...  deixem-me  citar alguns deles...

“ ...Virgem Maria, que céu bonito, que claridade no Cerro da Pólvora...” (Thadeu Gomes)

Ou

“... Maria nasceu à noite, banhada pela geada, com gritos de quer- quero,  em meio de risos e festas...” (Hélio Ramires)

Ou

“...Me bate uma saudade de tomar um mate na beira do rio... ao cair da tarde...” (Martim César e Paulo Timm)

Pois é, tenho certeza que neste momento muitos são capazes de lembrar diversas outras músicas que causam essas sensações mencionadas e que nasceram aqui mesmo, na terrinha.
O que me motivou a escrever sobre isto, nesta semana, originou-se  em Porto Alegre,  durante o feriado da Páscoa. No prédio em que me encontrava tinha um rapaz (depois viemos a descobrir que é da cidade de Pelotas) que passou suas noites tocando violão e cantando um repertório bem refinado e de bom gosto. Nós, sem percebermos, acabávamos por fazer silêncio quando era tocada alguma música da nossa preferência. O que me trouxe boas e queridas lembranças de uma época em que éramos nós que cantávamos para os vizinhos... já aconteceu de dizerem para a gente quando nos mudávamos de casa: - Que pena que vão embora! Quem vai fazer serenata para a gente, agora. ( Nunca soube se era sincero ou se, no fundo, estavam dando pulos de alegria porque, por fim, teriam um pouco de sossego nos finais de semana...)
Mas, voltando ao assunto, a gente cantava e compunha. Sonhávamos em cantar a nossa música em palcos pelo mundo a fora. Foi naquela época  que surgiram as primeiras composições da parceria Martim César e Paulo Timm...  primeiro criamos o grupo Urunday (madeira com que eram feitas as lanças de algumas tribos) e faziam parte dele os parceiros acima citados , Alessandro Gonçalves e eu. 
E é sobre esses três queridos amigos que quero falar hoje, em uma parceria de Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves nasceu o projeto do CD “ Da mesma raíz” interpretado pelo consagrado cantor nativista Marco Aurélio Vasconcelos. Este trabalho foi indicado ao maior prêmio do Rio Grande do Sul para o ano de 2010, o Prêmio Açorianos nas categorias:

Compositor: Martim César;
Intérprete: Marco Aurélio Vasconcelos;
Instrumentista: Carlitos Magallanes (Bandoneón);
 E Melhor disco regional 2010.

Os resultados saem na terça feira, dia 26 de Abril de 2011 – escrevo este texto na segunda feira – Poderia ter esperado os resultados da premiação para escrevê-lo,  mas não é o prêmio que quero validar aqui; quero validar o talento, a dedicação, a luta por um sonho, a esperança de realizá-lo e, principalmente, dizer  a esses amigos que os admiro com ou sem prêmio Açorianos e que esta cidade agradece pela inteireza e responsabilidade com que sempre levaram seu nome a todos os lugares em que estiveram. Parabéns e obrigada por deixar-nos tantas histórias para contar e para cantar.
Carina Lopez

 Texto publicado na Coluna "Gente Fronteiriça" 
 Jornal Fonteira Merdional do dia 28/04/2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Delírio - Martim César - Caminhos de Si.wmv


Deliro! E em meu delírio, feito um doido, eu pressinto
Que hoje me encontro sob as regras de outro plano
Onde só digo a verdade, na verdade, quando minto
Onde o tempo não existe e a vida é um grande engano 



Um minotauro corre a esmo em seu infindo labirinto
Temeroso de encontrar, outra vez, um ser humano
Há milênios não compreende seu destino desumano
De viver em um pesadelo e morrer por ser distinto

Fera ou homem? Neste quadro em que eu me pinto
Pouco importa. São tão iguais logo após cair o pano
E se eu sou ambos, toda a dor que imponho e sinto

É duplicada pelo espelho, onde vejo um ser extinto
Quero voltar à realidade, mas é tarde!... O cotidiano
É um vampiro confundido entre sangue e vinho tinto.



               Martim César Gonçalves

domingo, 8 de maio de 2011

A Presença de minha mãe

Rio Branco - 8 de setembro de 1963
Nas águas do rio
Visitante indesejado
De nossa casa no Rio Branco

Pe. Saravi, Luiz, Eu, Dona Beta, Do Carmo, Seu Ney, Bebete
No som da eletrola
A Dalva de Oliveira
Cantando Lencinho Branco

Tradição da família Miranda Neves - Cortina - Crochet de Dona Beta

No crochet
Distraindo o tempo
Que passou pela janela
E Ela viu.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...