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sábado, 16 de julho de 2011

Passeio Turístico: Visita ao Museu da Posta Del Chuy


Há perto da terrinha um lugar que apresenta o encanto natural da geografia local e narra um momento importante na história desta fronteira, este lugar fica aproximadamente a setenta quilômetros de Rio Branco e é chamado La Posta del Chuy.

Lá por 1855, sendo necessário o intercâmbio comercial na fronteira Brasil-Uruguai com a exportação de gado aos saladeiros do Rio Grande do Sul, o Uruguai precisava normatizar o translado dos animais ao longo do território nacional e definiu estratégias políticas de controle através da criação de impostos com a cobrança de pedágios por pontes, balsas, botes ou calçadas públicas, delimitando -desta forma -algumas localidades de passo obrigatório para os vaqueiros e as diligências que transitavam pelas estradas rurais.

Foi assinada então, uma parceria público/privada com os donos das propriedades que utilizaram seus comércios como hospedarias para os viajantes e que recaudariam os impostos exigidos pelo estado. Neste caso uma destas pontes era chamada de “ Puente de los vascos Etcheverry”. Conforme sugere o nome,  a propriedade era de um casal de vasco-franceses de sobrenome Etcheverry.  A ponte, assim como o edifício, é considerada única na América, pois está construída a base de pedras unidas sem cimento; a ponte possui quase 85 metros  de comprimento.   
Hoje, como Museu, exerce a importante missão de contar - na maneira como foi planejado e nos espaços que ainda preserva- a forma de vida dos peões e viajantes que viviam nas estradas da época.  

Há algumas limitações quanto ao uso dos espaços físicos da casa, porém o povo local utiliza o parque para passar suas tardes de descanso e sempre há alguém que pode ajudar a gente com uma térmica de água quente para o mate. A Posta do Chuí fica a pouco mais de 70 quilômetros de Rio Branco pela Ruta 26. Pode ser um pouco difícil o acesso à estrada de terra que leva até o local, mas, tomando cuidado e prestando atenção, encontram-se (POUCAS) placas indicativas. Existem dois acessos para a ponte, ambos com entrada pela Ruta 26; então se você perder a primeira entrada ande mais um pouco que encontrará o segundo acesso para quem vem de Rio Branco. Dias e horários de visitação podem ser vistos através do site da Intendência Municipal de Cerro Largo.
O convite está feito. Para aqueles que gostam de passeios de lazer e culturais eis aí uma boa pedida.

Abraço pessoal e agasalhem-se bem porque faz muito frio no sul!

Carina Lopez

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional , edição do dia 07/07/2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Coluna Gente Fronteiriça : Turismo Local

Carina Lopes

Oi gente! Espero que tenham tido uma boa semana... hoje quero propor um passeio turístico que, além de resultar em uma excelente opção de lazer familiar para um final de semana curto, pode ser realizado de maneira bem econômica.

O destino está aproximadamente a noventa km da fronteira Jaguarão- Rio Branco pela Ruta 18; chegando em Vergara, o melhor é entrar no primeiro trevo de acesso à cidade e segui-lo até o cruzamento da via do trem que tem uma placa indicativa com o nome: General Enrique Martinez. Continue pela estrada de terra indicada, que normalmente está em estado muito bom, por mais uns cinqüenta km e chegará a seu destino.


                              Foto-de-Giovani-Girolometto


Ainda que o nome do povoado seja oficialmente esse, o povo local o chama de “La Charqueada” – nome resultante da existência de um antigo saladeiro- e esse pitoresco lugar define através do Rio Cebollati a fronteira natural entre os departamentos de Treinta e Tres y Rocha.
No Cebollati podem ser praticados esportes náuticos como natação, Ski aquático, canoagem (um evento turístico que acontece anualmente é a Regata Internacional de Treinta y Tres) ou, para os amantes da boa pesca, encontram-se abundantemente: traíras, bagres, pintados, patíes, entre outros.
La Charqueada possui uma zona de camping que dispõe de água potável, churrasqueiras, banheiros públicos e duchas para receber o turista que gosta de acampar, sendo que, para aqueles que preferem um pouco mais de conforto, há também as Cabanas Municipais que podem ser alugadas por preços muito módicos durante todo o ano. No inverno há sempre a possibilidade de acender a lareira e tomar um vinho a dois; e no verão, as áreas verdes e o rio permitem ao turista descansar em um ambiente tranquilo e muito acolhedor.
E se você quiser atravessar o rio e continuar caminho até o Chuí ou até a Lagoa Mirim é só usar a balsa que, ademais de ser gratuita, permanece em funcionamento durante todo o dia. Vale perguntar ao pessoal que faz o translado, o horário em que é encerrada a travessia.
O povoado possui todos os comércios que - por ventura - possam ser necessários ao turista: mini mercados, farmácias, posto de gasolina, padarias, açougues e restaurantes que servem comidas simples, mas muito saborosas, além da insubstituível cervejinha!
O convite está feito e se gostarem da proposta e resolverem se aventurar por aquelas paragens contem-nos, nosso e-mail de contato é carina.gentefronteirica@gmail.com

Abraço e até a próxima semana! 

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça -Jornal Fronteira Meridional.
Edição do dia 26/05/2011 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Gente Fronteiriça


Plinio silveira, Hélio Ramirez e Thadeu gomes
Jaguarão tem sido - ao longo dos anos- terra que deu origem a compositores, músicos e poetas de diversas expressões. Sempre orgulhando sua gente; seu nome tem sido levado aos mais recônditos lugares deste e  de outros países de América Latina. E não é exagero, a cidade e a forma fronteiriça de viver deste pequeno universo são cantadas em prosa e verso e os refrões mais populares inspiram vozes de todos os cantos.

Quem não fica orgulhoso quando escuta alguém cantando em seu violão versos dos artistas locais; hinos que acompanham o sentir dos Jaguarenses em qualquer lugar que vão...  deixem-me  citar alguns deles...

“ ...Virgem Maria, que céu bonito, que claridade no Cerro da Pólvora...” (Thadeu Gomes)

Ou

“... Maria nasceu à noite, banhada pela geada, com gritos de quer- quero,  em meio de risos e festas...” (Hélio Ramires)

Ou

“...Me bate uma saudade de tomar um mate na beira do rio... ao cair da tarde...” (Martim César e Paulo Timm)

Pois é, tenho certeza que neste momento muitos são capazes de lembrar diversas outras músicas que causam essas sensações mencionadas e que nasceram aqui mesmo, na terrinha.
O que me motivou a escrever sobre isto, nesta semana, originou-se  em Porto Alegre,  durante o feriado da Páscoa. No prédio em que me encontrava tinha um rapaz (depois viemos a descobrir que é da cidade de Pelotas) que passou suas noites tocando violão e cantando um repertório bem refinado e de bom gosto. Nós, sem percebermos, acabávamos por fazer silêncio quando era tocada alguma música da nossa preferência. O que me trouxe boas e queridas lembranças de uma época em que éramos nós que cantávamos para os vizinhos... já aconteceu de dizerem para a gente quando nos mudávamos de casa: - Que pena que vão embora! Quem vai fazer serenata para a gente, agora. ( Nunca soube se era sincero ou se, no fundo, estavam dando pulos de alegria porque, por fim, teriam um pouco de sossego nos finais de semana...)
Mas, voltando ao assunto, a gente cantava e compunha. Sonhávamos em cantar a nossa música em palcos pelo mundo a fora. Foi naquela época  que surgiram as primeiras composições da parceria Martim César e Paulo Timm...  primeiro criamos o grupo Urunday (madeira com que eram feitas as lanças de algumas tribos) e faziam parte dele os parceiros acima citados , Alessandro Gonçalves e eu. 
E é sobre esses três queridos amigos que quero falar hoje, em uma parceria de Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves nasceu o projeto do CD “ Da mesma raíz” interpretado pelo consagrado cantor nativista Marco Aurélio Vasconcelos. Este trabalho foi indicado ao maior prêmio do Rio Grande do Sul para o ano de 2010, o Prêmio Açorianos nas categorias:

Compositor: Martim César;
Intérprete: Marco Aurélio Vasconcelos;
Instrumentista: Carlitos Magallanes (Bandoneón);
 E Melhor disco regional 2010.

Os resultados saem na terça feira, dia 26 de Abril de 2011 – escrevo este texto na segunda feira – Poderia ter esperado os resultados da premiação para escrevê-lo,  mas não é o prêmio que quero validar aqui; quero validar o talento, a dedicação, a luta por um sonho, a esperança de realizá-lo e, principalmente, dizer  a esses amigos que os admiro com ou sem prêmio Açorianos e que esta cidade agradece pela inteireza e responsabilidade com que sempre levaram seu nome a todos os lugares em que estiveram. Parabéns e obrigada por deixar-nos tantas histórias para contar e para cantar.
Carina Lopez

 Texto publicado na Coluna "Gente Fronteiriça" 
 Jornal Fonteira Merdional do dia 28/04/2011

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...