quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ONG Pachamama convida para Sarau e Inauguração de Biblioteca em Pelotas



O Centro Cultural Pachamama - ONG Pachamama convida a todos para a inauguração da sua Biblioteca Dionísio Obelar e para o I Sarau da XV - Poesia, música e dança no dia 14 de outubro, sexta-feira, às 20h, na rua Quinze de Novembro, nº 1026. Como convidados, teremos o professor de literatura do IF-Sul-Bagé André Nogueira, o grupo de Porto Alegre Musiqueiros Zen e a bailarina e professora de dança Cátia Reyes Botelho. Traga poesias de sua autoria ou de outros autores e venha compartilhar conosco sua sensibilidade e emoção!! 


Aceita-se doação de livros , CD, DVD e revistas para o acervo
Maiores informações: 3026 2673 ou 8428 7485
www.ongpachamama.org 

Lúcia Marques

3° Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação - Inscrições Abertas


Rodrigo Elste

I Encontro Lazos Binacional Uruguay / Venezuela : Escola de Belas Artes Heitor Lemos

 

Dentro da Programação do I Encontro Lazos Uruguay Venezuela que está sendo realizado esta semana na Fronteira Jaguarão - Rio Branco, apresentou-se no Clube 24 de Agosto na tarde do dia 12 de outubro a Escola de Belas Artes Heitor Lemos de Rio Grande fazendo um ensaio Aberto do espetáculo Carmem de Bizet. A Escola conta com cerca de 150 alunos entre crianças, jovens e adultos relatou-nos o Professor  Otávio Augusto Lima. A Jaguarão veio uma turma de alunos mesclados entre as diferentes categorias para a participação no Encontro de Dança na Fronteira.

Veja o vídeo com alguns momentos do belo ensaio:



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vitor Ramil e Bebeto Alves - Chimarrão.wmv


Show de Bebeto Alves no Teatro Guarani- Pelotas em agosto de 2011. Participação especial de Vitor Ramil

Chimarrão - Vitor Ramil
Composição: Poema de João da Cunha Vargas

Velho porongo crioulo,
Te conheci no galpão,
Trazendo meu chimarrão
Com cheirinho de fumaça,
Bebida amarga da raça
Que adoça o meu coração.

Bomba de prata cravada,
Junto ao açude do pago,
Quanta china ou índio vago
Da água seu pensamento
De alegria, sofrimento,
De desengano ou afago.

Te vejo na lata de erva
Toda coberta de poeira,
Na mão da china faceira
Ou derredor do fogão,
Debruçado num tição
Ou recostado à chaleira.

Me acotovelo no joelho,
Me sento sobre o garrão
Ao pé do fogo de chão,
Vou repassando a memória
E não encontro na história
Quem te inventou, chimarrão.

Foi índio de pêlo duro,
Quando pisou neste pago,
Louco pra tomar um trago,
Trazia seca a garganta,
Provando a folha da planta,
Foi quem te fez mate-amargo.

Foste bebida selvagem
E hoje és tradição,
E só tu, meu chimarrão,
Que o gaúcho não despreza
Porque és o livro de reza
Que rezo junto ao fogão.

Embora frio ou lavado,
Ou que teu topete desande,
Minha alegria se espande
Ao ver-te assim meu troféu,
Quem te inventou foi pra o céu
E te deixou para o Rio Grande.

sábado, 8 de outubro de 2011

Do blog do Cabrita: Poemas do Tranströmer ao português



Tranströmer: pegadas na neve


Tomas Tranströmer. Não calculo o que seja ter nascido com o nome de a quem caiu o céu em cima da cabeça, mas desde que em 2004, em Lisboa, comprei uma tradução que reúne toda a sua obra, Baltiques (Gallimard), que é um dos meus poetas de cabeceira. Também o tinha na excelente tradução em espanhol da Hiperion, mas esse foi-se no bolso de um amigo que tem sempre os bolsos esburacados. Procurei várias vezes um sueco que quisesse fazer comigo uma tradução do poeta, e inclusive nesse intuito escrevi um email a Henning Mankel, que vive a maior parte do ano em Maputo, mas só obtive o silêncio. É pena porque adoraria fazê-lo. Se alguém conhecer um sueco amante de literatura e que fale português diga-me. E Tranströmer fascina-me ainda mais, sabendo-o em silêncio desde Novembro de 1990, quando foi vítima de um derrame cerebral que primeiro o atirou para uma afasia profunda e depois para o silêncio, que mata entregando-se à sua grande paixão: ouvir música.
Aqui vos deixo três pequenas versões e prometo voltar a tentar rapidamente novas versões, aliás como também de Adonis, o poeta sírio que, segundo as notícias, estava com ele na linha de partida para o Nobel, e de quem também gosto igualmente muito. 


1
Farto dos que chegam atulhados
em palavras e nomes – uma algazarra
mas nada de linguagem –
parto para a ilha coberta de neve.

O indomável não tem nomes.

Brancas, as suas páginas
encadeiam em todos os sentidos.
Dou de caras com as pegadas
de um cervo na neve:

nada de palavras mas uma linguagem.


2
Em passo lépido, a árvore sob a chuva
passa ao nosso lado no escorrido da pintura.
Reserva-se uma missão: transborda a vida
na chuva como a um melro num pomar.

Assim que a chuva pára, imobiliza-se a árvore.
e brilha, serena e muito direita na noite estrelada,
esperando como nós pelo instante
em que os flocos de neve farão desabrochar o universo.


3
As orquídeas.
Os petroleiros passam furtivos ao longe.
Lua cheia.

Antonio Cabrita

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Marco Aurélio Vasconcellos - Pintura em quadro de ausência.wmv


Do CD Da mesma raiz, letra de Martim César Gonçalves e música de Paulo José Timm.

El País Cultural: La magistral Flannery O`Connor


DOS NOVELAS VIOLENTAS
Carlos María Domínguez
ADEMÁS DE UNA treintena de cuentos (muchos magistrales), artículos y conferencias, Flannery O`Connor escribió dos novelas que Lumen acaba de editar en un solo tomo, Sangre sabia y Los violentos lo arrebatan. La primera inauguró su camino en las letras y fue publicada en 1952. Varios críticos calificaron de locura el relato de la historia de Hazel Motes, un soldado que al regreso de la Segunda Guerra, luego de hallar su hogar destruido, se dirige a la ciudad de Taulkinham para "hacer cosas que nunca hizo". Frecuentará a una prostituta, perseguirá a un falso profeta y a su perversa hija, se comprará un auto destartalado, predicará en las calles una iglesia sin Cristo, mientras compite con impostores y desesperados. En una nota a su reedición de 1962, O`Connor afirma haber escrito una novela cómica con un tratamiento serio. Su humor es el sarcasmo duro, cruel, inteligente, sobre la soledad y el vacío existencial de personajes que vacilan entre la vulgaridad y la demencia.
Es una novela intensa, eléctrica, colmada de astucias narrativas y personajes complejos, varios siniestros y simpáticos, capaces de encarnar a un tiempo la pureza y el crimen. Una de las muchas perspectivas que abre la historia recuerda que los grandes ingenuos son gente peligrosa. En cierto modo evoca a Dostoievski, sólo que virado a una clave norteamericana, auténticamente sureña. Toda la novela puede leerse en el espíritu del blues, no sólo por la matriz mundana y religiosa de la historia. También y sobre todo por la composición sincopada de un relato que altera los énfasis, pulsa el ritmo sobre dos o tres obsesiones, desplaza los significados y hace oír lo que calla.

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...