sábado, 7 de julho de 2012

Pedro Gonzaga, um poeta da cidade - Colóquios da III Feira binacional do Livro



Nos Colóquios da III Feira Binacional do Livro na Casa de Cultura de Jaguarão, dezembro de 2011, Pedro Gonzaga fala sobre Fronteiras, Volver al Sur, a característica de ser um poeta da cidade, um pouco do seu livro, A última Temporada e lê o poema Herança.  Presenças no bate papo do mediador, Jornalista Luiz Carlos Vaz,  de Aldyr Schlee, o patrono da feira,  escritor João Felix Soares Neto, o poeta português Paulo José Miranda e Alfredo Aquino, editor da Ardotempo.

A promoção foi da Secult Jaguarão, Prefeitura Municipal, apoio MEC Uruguay


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fitzcarraldo, o sonho impossível da Ópera na Selva Amazônica


Na próxima quinta-feira (12) A Confraria dos Poetas de Jaguarão prossegue com a Mostra de Cinema “ Sonhos Impossíveis”, exibindo  o filme do premiado diretor alemão Werner Herzog, Fitzcarraldo. Com muitas doses de loucura, trata-se de um épico filmado na inóspita Amazônia Peruana e algumas cenas em Manaus.

Sinopse - O obstinado irlandês Fitzcarraldo (Klaus Kinski) tem um sonho: construir uma casa de ópera em plena selva amazônica. Mas, para chegar a uma área onde poderá explorar borracha e obter o dinheiro necessário, ele terá que transportar um navio morro acima. “Fitzcarraldo” reflete a personalidade do diretor alemão Werner Herzog (1942).

Rebelde por natureza, o alemão tem fascinação por homens que, tomados por uma obsessão, desafiam uma natureza hostil. Baseado em história real do século 19 e ponto alto da parceria entre Herzog e Kinski, “Fitzcarraldo” teve uma das filmagens mais tumultuadas da história. A impressionante cena do navio foi feita sem efeitos especiais. 


Antes do Longa, será exibido o curta Gaúchos Canarinhos, documentário que conta a história do homem que criou a camiseta da Seleção Brasileira, o jaguarense Aldyr Garcia Schlee. No curta, muitas imagens e histórias de Jaguarão e uma entrevista no Campo do Cruzeiro com José Nunes Orcelli falando sobre os primórdios do futebol em nossa cidade. A produção é da Estação Elétrica e direção de Rene Goya Filho.

Fitzcarraldo
Quinta-feira, 12 de julho, 20 horas, na Casa de cultura de Jaguarão
Entrada Gratuita



quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Estátua

Arte: J. Passos

O louco Deixaqueeuchuto parou em frente à estátua e, sem atentar para o respeito que aquela imagem deveria representar, sentou-se em seu pedestal. Arrumou a sua perna torta como pôde. Tirou, então, do bolso uma garrafa de cana e tomou um gole fazendo a careta costumeira. Com um gesto ofereceu a garrafa para o seu novo companheiro. 

No começo não gostara daquela intromissão em seus domínios, afinal, a praça era sua. Sua e dos pássaros; porém, com o tempo, fora se acostumando. Já os pássaros... esses, sim, não se acostumaram nunca: desde a inauguração, afastaram-se dali. Primeiro os colibris, depois as pombas e, por último, até mesmo os pardais. Os pardais que a tudo se adaptavam. Nem eles ficaram. Nenhunzinho. Talvez achando que estavam sendo vigiados, talvez por algum outro fenômeno que a sua mente simples não conseguia entender muito bem. Percebera, também, outra coisa: desde o dia da inauguração as crianças também foram rareando. Rareando... e um dia ocorreu de não voltarem mais. Isso o incomodou bastante, porque ele sempre gostara daquelas algazarras na sua praça. Gritos e correria. De vez em quando algum choro passageiro. Gostava disso. Só ficava um pouco chateado quando elas mangavam da sua perna: “Aí vem o Deixaqueeuchuto... aí vem o pé-pé do Deixaqueeuchuto” – gritavam. Aí ele tentava correr atrás delas... mas era só de brincadeira... ele gostava de crianças. Inclusive uma vez um grupo de meninos fez aquela gozação de mau gosto e - por azar - o menorzinho se enredou com o chinelo-de-dedos e caiu. Ele poderia ter agarrado o menino e, assim, dar-lhe uma lição. Mas qual? Ele não saberia o que fazer. Sabia xingar. De longe. Mas não era esse o caso... por isso parou de correr e esperou que o menininho levantasse e desse no pé. Aí, sim, xingou. Eles correndo e ele xingando. Nisso era bom. “Gurizada de uma figa”.

Agora estava ali, sentado. Tomando cachaça e pensando que a praça ficara mais triste. Ele não gostava muito dos pássaros, mas agora concordava que eles faziam falta. Eram tão donos da praça quanto ele. Onde estariam? Perguntava em pensamento. Mas o pior mesmo era a história das crianças. Sentia falta até mesmo das gozações. Olhava para a perna e ficava lembrando: “Aí vem o Deixaqueeuchuto... aí vem o pé-pé do Deixaqueeuchuto”. Não!... Agora elas não vinham mais, e - como não vinham - não tinha a quem xingar; nem de quem correr atrás. Por isso aquela estátua se tornara a sua única companhia; ainda que ela, talvez, tenha sido a causa dessa sua solidão. Pensava isso porque notara que as crianças, invariavelmente, abriam o berreiro quando se defrontavam com a imagem. E não adiantava os pais tentarem fazê-los se acalmar. Só quando se afastavam é que cessavam a choradeira. 

Tomou outro gole, secou os lábios com a manga esfarrapada da sua camisa xadrez, e, então, uma ideia lhe veio à cabeça. Sim... porque não pensara nisso antes? Claro! Era tão simples.
No dia seguinte o louco Deixaqueeuchuto apareceu na praça principal de San Cervando. Não era tão bonita quanto a sua praça, porém lá estavam os pássaros. Centenas deles. Muitos. E estavam as crianças. Elas, ao vê-lo, gritaram: “Aí vem o Deixaqueeuchuto... aí vem o pé-pé do Deixaqueeuchuto”. 


Sentiu-se feliz. De uma felicidade infantil. Feliz como as crianças e os pássaros que antes habitavam a sua praça. Correu atrás de um grupo de pivetes... meio rindo, meio chorando. Correndo e xingando: “gurizada de uma figa... gurizada de uma figa”. Ouviu ainda uma zombaria de um adulto engravatado que, desde a porta da prefeitura, olhava a cena: Ô louco! Resolveste mudar de praça? Sem parar de correr, o Deixaqueeuchuto se virou e respondeu-lhe: Sou louco sim, mas não sou burro. E seguiu correndo.

Martim César Gonçalves

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia  26/06/2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

04 de Julho: Votação de Prioridades para Jaguarão e nossa região!

Atenção, votação pela Internet prorrogada até as 18 horas do dia 05 de julho




LOCAIS PARA VOTAÇÃO EM JAGUARÃO:

Relação de Urnas e seus respectivos números

5941 – Banrisul
5942 – Câmara de Vereadores
5943 – Colégio Joaquim Caetano da Silva
5944 – Itinerante – Zona Rural
5945 – Santa Casa
5946 – Presídio Regional
5947 – Colégio Marcílio Dias
5948 – Colégio Castelo Branco
5949 – Delegacia da Polícia Civil
5950 – Corpo de Bombeiros
5951 – Zona Rural 2
5952 – RCMEC – EB
5953 – Banco do Brasil
5954 – Caixa Econômica Federal
5955 – Colégio Pio XII
5956 – Estação Rodoviária
5957 – Supermercado Paraíso da Ponte
5958 – Sociedade Espírita Allan Kardec
5959 – Centro Comunitário da Carvalho
6215 – Sociedade Jaguarense
6216 – Sindicato dos Comerciários
6223 – Casa de Cultura
6224 – Policlínica Municipal
6225 – Posto de Saúde da Vencato
6226 – Posto de Saúde da Bela Vista
6227 – Posto de Saúde da Pindorama
6228 – Posto de Saúde da Vila Kennedy
Posto de Saúde Boa Esperança 



Fonte: http://www.jaguarao.rs.gov.br/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Repercussões da SEDA: Maximiliano en Brasil


En la semana del audiovisual 

El integrante del Cine Club Carmelo, Maximiliano García, viajó a Yaguarón, Brasil, a dar charlas sobre cine club, tender puentes culturales con esa zona del país norteño y presentar el corto cinematográfico  Pasaje, que concretó el año pasado junto a Maximiliano Manzino.


Estos detalles los brindó a EL ECO Maximiliano García a su regreso de tierras brasileras, explicando que su viaje tuvo que ver “con la realización en Yaguarón (Jaguarao) de la Semana del Audiovisual, que llevó adelante la Red Cultural SEDA, que hace este tipo de eventos en diferentes lugares de Brasil. Por tanto, de la Dirección de Cultura de Yaguarón enviaron la solicitud a la Red de Circulación de Contenidos Audiovisuales del ICAU (Instituto de Cine y Audiovisual del Uruguay), para que viajara alguien en representación del Cine Club Carmelo, para dar charlas sobre Cine Club, difusión de contenidos audiovisuales y demás. Fui por un día y me quedé tres”, dijo Maximiliano. 

El día que “llegué estaban presentando el Festival de Animación de Pelotas y entregando los premios a los ganadores. Luego, fuimos a un bar donde se hacía la charla de Cine Audiovisual, a la cual asistieron muchos alumnos y profesores de la Universidad de Yaguarón, más la gente común del bar, con los que se logró una muy buena interacción. Una de las cosas que más me impactó fue ver la cantidad de gente joven que está en la Dirección de Cultura, la interacción que hay con los jóvenes y la forma descentralizada de trabajar. Se trabaja en bares, pubs, lugares abiertos, centros comunales”, citó. 

También “hubo un taller de filmación de cortometrajes al cual me pidieron que me quedara y luego se presentó el corto Pasaje que hicimos el año pasado con Maximiliano Manzino. Asimismo, participó la Cofradía de Poetas de Yaguarón, el Círculo de Poetas de Pelotas y hubo un pequeño homenaje a un maestro saxofonista de la ciudad, donde tocó la Orquesta Municipal con artistas invitados”. 

Por otra parte, Maximiliano explicó que “el corto nuestro fue muy bien recibido y causó impresión que un corto uruguayo tuviera música brasilera. Luego, se armó como una peña con poesía, música, cine y un trabajo en equipo fenomenal, tanto de estudiantes como de gente. Es algo para imitar, sobre todo, cuando se trata de una ciudad de no más de 27 mil personas. Pero la interrelación entre la ciudad y las autoridades de Cultura y los estudiantes es digna de imitar. Es gente muy activa. En la Casa de la Cultura se veía gente joven que iba y venía haciendo cosas; un movimiento impresionante”, señaló. 

También llegaron unos ‘graffiteiros’ desde Pelotas a realizar un graffiti inmenso en un muro de Yaguarón, junto al río, y ya me quedé un día más, aprovechando para hacer un documental con entrevistas, filmación e interactuación, el cual quedamos en editarlo en conjunto. La idea es seguir tendiendo puentes. Quedaron las puertas abiertas como para poder hacer algo aquí en Carmelo”, precisó. 

“Nosotros estamos en contacto continuo con el ICAU y el MEC –señaló finalmente Maximiliano- y ellos nos están apoyando mucho. Incluso, vamos a ver si podemos hacer un cortometraje aquí en algún bar de la ciudad, ya que en julio va a venir aquí el Festival del FICU (Festival Itinerante de Cortos del Uruguay) y se va a realizar en el Centro Cultural La Caja, con la proyección de cortos uruguayos”, explicó.


domingo, 1 de julho de 2012

Em julho, Sonhos impossíveis na tela do Cineclube Jaguarão


A Confraria dos Poetas de Jaguarão assume a programação do mês de julho no Cineclube com o Ciclo "Sonhos Impossíveis". Grandes personagens e seus projetos quase inalcançáveis, épicos, vencendo os inimigos invencíveis, voando num limite improvável, tocando, o inacessível chão.

Nesta quinta-feira, dia 05, as 20 horas na Casa de Cultura, com entrada gratuita, a Mostra começa  com o extraordinário filme, O Homem de La Mancha, obra prima com Peter O'Toole no papel de Cervantes e Don Quixote, e Sophia Loren no de Aldonza, ou da imaginada Dulcinéa e mais um grande elenco .  A direção é de Arthur Hiller e o roteiro de Dale Wasserman, baseado em peça teatral de mesmo nome. 


Durante a Inquisição, o escritor Miguel de Cervantes é preso como herege, por propagar pensamentos "subversivos". Jogado em um calabouço, ocupado também por ladrões e assassinos, é "julgado" pelos prisioneiros. Para se defender, conta a história de um homem que passa os dias e as noites lendo e só consegue ver a injustiça e a trapaça triunfarem. Ele se torna um cavaleiro errante, conhecido como Dom Quixote de La Mancha, que decide lutar contra as injustiças do mundo.

O filme ainda tem mais um atrativo especial, a trilha sonora, com a música Impossible Dream, com sequencias memoráveis. A música recebeu uma versão famosa do compositor Chico Buarque para o português com gravação antológica da Maria Betânia.

Antes do filme, será exibido o curta Gaúchos Canarinhos, documentário que conta a história do homem que criou a camiseta da Seleção Brasileira, o jaguarense Aldyr Garcia Schlee. No curta, muitas imagens e histórias de Jaguarão e uma entrevista no Campo do Cruzeiro com José Nunes Orcelli falando sobre os primórdios do futebol em nossa cidade. A produção é da Estação Elétrica e direção de Rene Goya Filho. 

Dentro do Ciclo de julho, estão programados Fitzcarraldo (dia 12), Policarpo Quaresma (dia 19) e Odisseia (dia 26), gente que lutou por sonhos impossíveis!

O homem de la Mancha  
Quinta-feira, 05 de julho, 20 horas, na Casa de cultura de Jaguarão 
Entrada Gratuita
  

Gaúchos Canarinhos. Aldyr Schlee e a Camiseta mítica



Sinopse

Um homem que criou um país. O documentário “Gaúchos Canarinhos” conta a história de um criador e de sua maior criação. Uma criação que deu identidade a uma nação. Estamos falando da camisa amarela da seleção brasileira de futebol criada pelo jaguarense  Aldyr Schlee. O mundo onde Schlee começou a gostar de futebol, a fronteira de Jaguarão -Rio Branco, “Uma terra só”, a entrevista com seu amigo, José Nunes Orcelli, sobre os primórdios do futebol em Jaguarão.

A camiseta criada por Schlee, foi uma peça que ganhou seu significado, bem como sua força mítica, com as conquistas do futebol brasileiro mundo afora, principalmente após a Copa do Mundo de 1970. E ao mesmo tempo nossos heróis, os jogadores que vestiram essa camisa, fala sobre a construção desse mito e o significado dela em suas vidas. Carlos Alberto Torres, Falcão, Tafarel e Larry Passos de Faria, entre outros, são nossos entrevistados em “Gaúchos Canarinhos”.

Ficha Técnica
Empresa Produtora: Estação Elétrica Produção de Cinema e Vídeo LTDA
Diretor: Rene Goya Filho
Produção: Paula Gastaud
Tipo do Filme: Colorido
Formato de Captação: HD



Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...