sexta-feira, 1 de março de 2013

26 anos de SIC- Sociedade Independente Cultural

junho de 1988 - Encontro de Corais no Esperança - Regência Jarbas Taurino
com  todos os Corais em Conjunto no final - Foto acervo Maninho

Em 16 de fevereiro de 1987 a cidade vivenciou o nascimento oficial da SIC- Sociedade Independente Cultural.  Naquele momento tratava-se de aglutinar os ativistas culturais em torno de uma entidade não governamental, e que possibilitasse espaços para discussão de temas quase proibidos nas rodas oficiais.  Também buscar reavivar o "espírito" que norteou muitos jaguarenses  sete anos antes, que foi o Projeto Jaguar.   Isto se efetivou através dos Seminários Socioculturais, do Coral da SIC, do Grupo Cênico Contranestesia,  do Jaguararte, Exposições,  Palestras, Apresentações Musicais, entre outros. 
          
O pontapé inicial se deu através do maestro Jarbas Taurino que organizou um manifesto destinado aos ativistas. Houve algumas reuniões antes da Assembleia que culminou com seu nascimento.  Destaco a que houve na casa da Dona Solange D'Avila (vó da Deputada Manoela D'Ávila).  Nela estavam ainda a professora Eloiza Timm e o amigo Danilo Brum. Ambos já nos deixaram, porém percebemos o quanto possibilitaram para Jaguarão.  Gostaria de citar os demais, porém, corro o risco de deixar alguns de fora.  Agradeço o amigo Luis Xavier (que lá estava) que rememorou este momento.

No dia 16 de fevereiro de 1987, no salão Episcopal, aconteceu a grande Assembleia que formalizou o nascimento da Sociedade Independente Cultural.  Estive orgulhosamente presente neste momento (à época, estudava Filosofia em Pelotas). Cito as presenças dos saudosos Cléo Severino e Mestre Vado (sempre presentes nas atividades da SIC), além da reverenda Carmem Etel (esta eventualmente sempre dá um pulinho por Jaguarão) que além de ajudar na construção, nos cedeu o local, onde por muitos anos ficou a sede da entidade, que hoje está no Círculo Operário de Jaguarão.


Quero ressaltar ainda, a relação entre os avanços que tivemos nos últimos anos no campo governamental e os agentes que estiveram à frente da pasta da Cultura (mas não só),  que não deixa dúvidas:  "A base para este trabalho esteve na Sociedade Independente Cultural".    

Por isso a importância de resgatar este momento e já deixar o convite para todos os ativistas culturais que em breve teremos uma grande Assembleia para traçarmos os novos rumos da entidade. 

Carlos José de Azevedo Machado ( Prof. Maninho)

Duo Americando (Hélio Ramirez e Claudio Vieira) com particip. especial de Jorge Passos 
(da 1ª formação do Americando), mais Alencar (percussão) e Pardal no Baixo.
                        
Texto Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 20/02/2013



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