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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pensando o Nu na História da Arte com o Professor Dr. Clóvis da Rolt


Dentro da Programação da II Semana da diversidade Sexual de Jaguarão, acontece neste sábado, 18 de abril, as 16 h, no auditório do Círculo Operário, a Atividade "Pensando a Produção Cultural" com o Tema "Ocultamentos e Revelações: Pensando o Nu na História da Arte" com o Palestrante, Professor Dr. da Unipampa, Clóvis da Rolt e com mediação da Me. Marina Reidel. 

Clóvis da Rolt  é docente na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Jaguarão-RS. Possui graduação em Licenciatura Plena em Artes Plásticas (Universidade de Caxias do Sul), Especialização em Ética e Filosofia Política (Universidade de Caxias do Sul), Mestrado em Ciências Sociais (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) e Doutorado em Ciências Sociais (Universidade do Vale do Rio dos Sinos). Realizou período de estudos de doutorado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Granada (Espanha), mediante bolsa do Programa de Formação Permanente da Fundación Carolina e Junta de Andaluzia. Atua no campo das Artes Visuais e da Antropologia com especial interesse nos seguintes temas: história e teoria das artes visuais, antropologia cultural, processos identitários no âmbito da pós-modernidade, imaginário e hermenêutica.

O Evento é organizado pelo PET Produção e Política Cultural da Universidade Federal do Pampa e Instituto Conex com o apoio do Círculo Operário de Jaguarão.   





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Centro e a Periferia da Arte




Se, no final do século XIX, alguém se perguntasse sobre os lugares nos quais se decidia silenciosamente os novos caminhos das artes visuais, dificilmente ele acertaria. Pois dificilmente alguém imaginaria que devesse voltar os olhos para uma ilha perdida no meio da Oceania, para uma cabana rústica isolada nos campos do sul da França e para uma pequena vila nos arredores de Paris. No entanto, era lá que Paul Gauguin, Paul Cézanne e Vincent van Gogh trabalhavam na reconstrução da linguagem da pintura.

Em um dos momentos maiores de redefinição das artes visuais no Ocidente, foi necessário sair do centro para que algo de fato ocorresse. Foi necessário estar na periferia.

Não se tratava de alguma forma de necessidade patológica de isolamento ou de procura pela força pretensamente evigorante da natureza intocada.

Estar fora do centro era importante porque acontecimentos normalmente ocorrem em contextos de deslocamento, em locais onde uma certa indiferença criadora em relação aos padrões da linguagem torna-se possível.

Atualmente, vários voltam seus olhos para as periferias do mundo a fim de encontrar linguagens artísticas em reconstrução.

Outros desconfiam destas procuras, vendo nelas apenas uma forma de projeção que visa compensar, através da idealização de "novos sujeitos", nossas expectativas criativas frustradas. Um pouco como se procurássemos nas periferias aqueles que, no lugar dos proletários integrados ao sistema capitalista, pudessem nos guiar em direção à realização de uma filosofia da história pensada como redenção revolucionária criadora.

No entanto, não precisamos acreditar em tal filosofia da história para aprendermos a olhar para além de nossos muros. Basta darmos um passo a mais em relação à época de Gauguin, Cézanne, Van Gogh e admitirmos uma teoria da contingência que suspende a própria distinção entre centro e periferia para dizer: "Um acontecimento é aquilo que pode vir de qualquer lugar".

Uma revolta política que perpassa nossa época como um vírus pode começar em uma pequena cidade da Tunísia. Uma experiência literária verdadeira pode estar em gestação na periferia de São Paulo.

Esta dimensão de "lugar qualquer" que um acontecimento é capaz de produzir nos lembra que o pior pecado é não acreditar nos agenciamentos contingentes.

Temos de estar preparados para que eles ocorram em qualquer lugar.

O primeiro passo para isto é mostrar, por ações concretas, que abandonamos de vez a distinção entre centro e periferia. Hoje, a inteligência sempre vem de um "lugar qualquer".

Artigo do Professor Vladimir Safatle - Filosofia USP 

Fonte: http://diariogauche.blogspot.com.br

domingo, 28 de outubro de 2012

Maximiano e o dom da Pintura

Maximiano da Rosa Ferreira, 29 anos e a arte como expressão dos sentimentos 
Maximiano Rosa Ferreira dedica-se à pintura desde os 13 anos. Nunca fez nenhum Curso ou frequentou Escola de Arte. "Faço minhas pinturas expressando um dom" diz Maximiano. Sua inspiração vem de seu pai, Maximiano Silveira Ferreira que era corredor de motocross,  a quem considera alguém que foi dotado de criatividade e arte. Além do agradecimento à sua mãe, Maria Inez, falou de sua gratidão ao  arteterapeuta Gilberto Izquierdo pelo estímulo e apoio , não só no aspecto técnico, pessoal,   mas também na organização e divulgação do seu trabalho. 

A Exposição das obras de Maximiano continua até o dia 31 de outubro no hall do Banrisul.



Além da família, Maximiano agradeceu apoio da Secretaria de Saúde e do CAPS






terça-feira, 10 de abril de 2012

Cinema: arte ou divertimento?


Do Blog do André Setaro 


No seu excelente Ponto de Encontro, coluna que saia todo domingo no Mais! (que acabou) da Folha de S.Paulo, o Professor Jorge Coli, que sempre escrevia coisas pontuais e interessantes, tocou num assunto fundamental, qual seja o do "cinema de arte". Não resisto à transcrição. Saiu no dia 21 de setembro de 2008. O tempo decorrido não desatualiza o que está dito.


"Inácio Araujo, com seu sentido certeiro das formulações, escreveu outro dia em uma de suas críticas na Ilustrada: "Mas, ainda assim, não mais que um "filme de arte'".
É uma frase que abala convenções. Se fosse "não mais que um blockbuster" ou "não mais que um filme de shopping", tudo pareceria coerente. Do jeito que ficou, tem o aspecto de uma contradição: a noção "filme de arte", em princípio, elevada, foi percebida como pejorativa.


É que o chamado filme de arte deixou de ser o campo da invenção e da ousadia, como era percebido até algumas décadas atrás. Existe agora uma concepção preestabelecida que enquadra "filme de arte", com algumas receitas mais ou menos explícitas. Passou a existir o academismo do "filme de arte". Ele cumpre parâmetros e se submete a convenções implícitas, que restringem o espírito criador em benefício de um trabalhinho bem feito.


A razão principal não é cinematográfica.  Ela formou-se a partir de um pacto entre público e diretores culturalmente sofisticados, pacto que se estabelece por meio de sinais exteriores de reconhecimento, espécie de feromônios sem cheiro. Tudo isso substitui a criação cinematográfica mais autêntica.


Sim, perfeito, digo eu, passou a existir o academismo do "filme de arte". Os pseudo-cinéfilos que se deliciam com tudo que passa em sala alternativa da cidade, a pensarem, eles, que se trata de "filmes de arte", estão a trocar bolas, a misturar alhos com bugalhos. É interessante observar o comportamento dos pseudo-cinéfilos quando nas citadas salas alternativas. O Professor Coli foi preciso e tocou no ponto certo, quando diz da existência de um pacto entre público e certos diretores sofisticados, da "moda". Mas, por outro lado, pode advir do chamado cinemão (da indústria cultural hollywoodiana) filmes de grande expressão cinematográfica (Sangue negro, de Paul Thomas Anderson, A árvore da vida, de Terrence Mallick, entre tantos). Já vi gente a torcer o nariz para os filmes de Clint Eastwood, o que é revelador de uma grande, profunda, imensa, ignorância. O grande cinema pode existir em qualquer lugar, quer seja pela obra autoral, quer seja pela obra oriunda de um esquema industrial. O resto é besteira. Cinema de arte não existe!


Os filmes resultam cheios de bons sentimentos, os temas são definidos de antemão como profundos; têm boa iluminação, boa filmagem, boa montagem. Os espectadores se encantam com algumas metáforas fáceis ou alusões que se querem densas. No fim, sai do cinema levemente entediado, mas com a satisfação de um dever cultural cumprido. Tudo isso é bastante simbólico e meio cerimonial. Cinema é uma arte, e a noção "cinema de arte" não é um título de nobreza, mas um pleonasmo. Ninguém consegue dizer de onde vai brotar a criação artística.


Mas voltando às palavras do Professor Jorge Coli: “Clint Eastwood, que nasceu de um cruzamento entre filmes baratos de Hollywood e o western spaghetti, tornou-se um artista maior na história do cinema. As seqüências dos "Alien", dos "Batman", para além da discussão sobre cada filme, formam magníficas sagas. É bobagem multiplicar os exemplos: um filme não é bom apenas porque é "de arte" ou ruim porque blockbuster.
A sensação de tédio, nada boa em princípio, pode, curiosamente, ter um papel valorizador no campo da arte. É um fenômeno perverso. Espera-se das obras que elas ofereçam prazeres superiores, mas não muito bem definidos, que elas tragam revelações preciosas, que agucem a sensibilidade. Em nome deles, suporta-se estoicamente o tédio, imaginando-se que, de algum modo, a recompensa virá mais tarde. Muita gente faz uma distinção nítida entre arte e divertimento, como se divertir com arte fosse quase um pecado.


Existe, por sinal, uma história filosófica desse pecado, que Hans Robert Jauss retraçou em sua "Pequena Apologia da Experiência Estética". A cultura norte-americana, com sua forte pregnância classificatória, insiste muito na separação entre "art" e "entertainment". Simplificando: se é arte, é chato, se é gostoso, não é arte. Esse jogo preconceituoso é péssimo: ele faz engolir gato por lebre e recusar lebre por gato. Há certas obras que são apaixonantes, mas consideradas difíceis. É que o espectador não encontrou as boas chaves para elas. Procurá-las é um desafio: dificuldade não quer dizer tédio, mas estímulo. As artes foram feitas para oferecer prazeres dos tipos e gêneros diversos. “Se eu me aborreço, é que alguma coisa está errada”.


SOBRE ANDRÉ SETARO

Crítico de cinema do jornal Tribuna da Bahia desde agosto 1974, 
pesquisador, professor de Cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA 
e autor de Escritos sobre Cinema – Trilogia de um tempo crítico

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br

sábado, 22 de outubro de 2011

Exposição do Jaguarão Garden Club vai até as 22 horas de hoje no Clube Harmonia


Prossegue até hoje a Exposição de Horticultura e Desenho Floral "Embarque nesta viagem" do Jaguarão Garden Club na Sociedade Harmonia Jaguarão. O Garden de Jaguarão é filiado ao The Garden Clubs of Uruguay e ao National Garden Clubs Inc. e tem como sua atual presidente a Senhora Rosa Nizoli Aguilar.

A exposição é aberta à visitação do público em geral e compõe-se de várias seções dedicadas às diferentes modalidades de arranjos e temas, ao tipo de cultivo, a plantas e flores específicas, aos efeitos decorativos, entre outros que, sem dúvida, encantam às pessoas admiradoras da arte. 

O Garden tem uma categoria Júnior que incentiva o amor ao paisagismo, à horticultura, ao desenho com as plantas, à proporção e harmonia dos arranjos. Esta atividade se insere numa concepção de que  paisagismo não se restringe aos efeitos estéticos. A educação voltada para formação ambiental e sustentável, abre novas novas possibilidades que podem ser integradas aos hábitos de vida contemporâneos. 

Além de conferir a exposição, você também  pode saborear um delicioso chá e as tortas doces e salgadas servidas na Copa do Harmonia, cuja renda será destinada à Liga Feminina de Combate ao Câncer.

Um belo passeio para esta tarde/noite de sábado em Jaguarão.

Lembranças de Outras Terras

A arte do reencontro

Reflexos da Arte- 1er premio - Neiva Monteiro
Trabalhos do Garden Júnior
Garden Júnior
Metamorfose - 1er premio- Simone Ensslin

sábado, 17 de setembro de 2011

Carlos Dias e Coletivo Avalanche no Cais de Jaguarão

Armazém do Cais do Porto virou  espaço de arte para Carlos Dias e Coletivo Avalanche

Carlos Dias Ilustrador, pintor e músico, um típico artista multimídia e suas exposições costumam abraçar todas essas formas de arte.


Atualmente morando em Florianópolis, ele foi  a São Paulo mostrar a continuação das suas duas exposições anteriores, “Além” e “Plano”, que aconteceram na capital paulistana, na própria Choque Cultural, e em Buenos Aires, na galeria Hollywood in Cambodia. A nova exposição, intitulada “Outro Plano”, reunirá obras em desenho, pintura, vídeo e instalações.
Juntam-se ao artista Matheus Walter e Virginia Simone, integrantes do coletivo Avalanche, de Porto Alegre, que estarão expondo sua produção em fotos e vídeos. Boa parte desse material foi registrada no caminho para a Argentina percorrido de carro pelos três. O vídeo abaixo, “Plano Cinco”, é um deles, e mostra Matheus e Dias pintando um muro em Jaguarão, na fronteira do Brasil com o Uruguai.




domingo, 4 de setembro de 2011

Don Florindo

O Inverno - Giuseppe Arcimboldo

Hoy les quisiera contar
el caso de un caminante,
buen prosista e hilarante,
que, sin querer ostentar,
me confidencia al tronar,
como el oleaje en un fiordo,
tal vez por creerme sordo
o lento de entendedera:
"¡yo busco una compañera
pa' amarguear y comer gordo!"


Se presenta "soy Florindo,
hijo de Flor y Florencio;
me crié con el silencio
de un tiempo que era más lindo.
Si hoy, memorioso, le brindo
la experiencia de mis canas,
no crea que, por tempranas,
fueron más madrugadoras:
sumé de a miles mis horas
y aun me quedé con las ganas."


"De joven he trabajao
como peón y jornalero
y pa' ganarme el puchero
siempre he sido bien mandao.
A veces, acompañao,
recostado a un mostrador,
más que pierna, formador
lo he sido, sin percatarme,
chupándolo, hasta mamarme,
el fruto de mi sudor."


"Y así, los años pasaron
cimbrando mi lomo al sol,
y ahogadas en el alcohol,
mis vivencias, se nublaron,
o quizá se las robaron
los bares de mala fama...
Por mil veces hice cama
en una plaza vacía
donde algún perro dormía
dando calor a la grama."


"Fui borracho hasta que un día
me tuvieron que internar.
El doctor me vino a hablar,
diciendo que si seguía
con la caña, moriría.
Sin ese trago durmiente
me hallé extraño entre la gente.
Por fin me dieron el alta
y una mujer me hizo falta,
ya estando sobrio y consciente."


"Mis compinches de jarana
los fue aventando la vida.
Quise un vals de bienvenida
cuando, una fría mañana,
sin violines, ni campana,
ni novia sobre el altar...
no supe por quien brindar,
parado frente al espejo,
al ver que me mira, un viejo,
que el tiempo empezó a curvar."


"Porque el reloj no perdona,
cuando nos mete el bozal.
El ritmo de cada cual
su carácter lo sazona,
y ya la vida es dulzona,
agridulce, sin sabor,
o repleta de amargor
y tristona como un tango.
Yo fui un cangrejo en el fango
y mi mente era un sopor."


"¡Quién sabe mi suerte llega!
¿Qué me dice usté, paisano?"
Y al darme fuerte, la mano,
le vi esa esperanza ciega
del que, aun perdido, se niega
a sentirse derrotado.
Gastó tiempo y fue gastado
por el vicio y por la vida.
¡Llegó y se fue sin querida,
solterón y esperanzado!

Darío García - Jaguarão; 29/ 08/ 2011

domingo, 15 de agosto de 2010

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...