domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma viagem panorâmica por Jaguarão

Um passeio aéreo por uma das cidades mais lindas do Brasil, tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN


 

Por meio de uma câmera instalado num drone, a Fly Camera Pelotas realizou um vídeo panorâmico sobre a cidade. A sensação é de estar sobrevoando Jaguarão como se o espectador estivesse num avião. Pode-se ver as obras em estágio avançado do Centro de interpretação do Pampa (antigas ruínas da Enfermaria) logo no inicio do voo.  Faça essa viagem!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Grupo Vocal Asas da Liberdade - Se o Mundo me Pudesse Ouvir - Documentário Completo


Documentário sobre o Grupo Vocal Asas da Liberdade, formado por usuários do Sítio Renascer - CAPS Jaguarão ,  comemorando os 15 anos do Grupo e o lançamento do CD "Do sonho à realidade". 

O documentário conta um pouco da história do Grupo, de seus integrantes, e do próprio Sítio Renascer. 

O Projeto de lançamento do CD e do Documentário é de autoria do arte terapeuta Gilberto Isquierdo, coordenador do Grupo Vocal e contou com o apoio da Secretaria de Saúde de Jaguarão e Prefeitura Municipal.

A Produção é da Jaguarão Vídeos.

Mensagem ao “Arcanjo”Rafael Pinto


Batias bem o componedor na caixa dos tipos ao compasso duma melodia surgindo em tua cabeça, enquanto apareciam caracteres de todos os lados.

Mal sabias que, naquela dança animada, a cultura vinha aos borbotões, as palavras e linhas do texto se transformando em nascente pensamento.

Mesmo assim não te descuravas daqueles difíceis significados e interagias pelo ritmo de tua inspiração, em contraponto às rebuscadas frases.

Tuas mãos esculpiam uma harmonia perfeita da forma com o conteúdo, os dedos encardidos de artífice compondo a mais limpa das obras gráficas.

Eras Mestre em corrigir a ortografia nos descuidados originais e eu aquele Aprendiz a quem fazias sem querer pegar gosto pelo idioma pátrio.

Quando cochilavas à beira da bancada, oxalá teus sonhos pudessem alcançar a evolução da prensa de Gutenberg até a atual Era da Informática.

E assim me tornaste um escriba sem maiores pretensões do que jogar com as letrinhas como costumava fazer antigamente nos tipos de antimônio.

Depois de publicada esta “Ode à Tipografia” no blogue do Poeta das Águas Doces, de São Paulo, Luiz Augusto Dutra Resem me chama atenção pela coincidência do dia da postagem, 04 de dezembro, e aponta que, nessa data, em 1937, exatamente há 77 anos, seu avô Cantalício Resem fundava o jornal “A Folha”. Então, o tipógrafo Rafael Pinto já exercia suas atividades em “A Miscelânea” e praticamente me viu nascer, já que sua esposa Dª. Ismaela chegou a ser minha babá, quando passei a ser integrante da família Resem. Um anônimo colaborador da nossa imprensa, de inestimáveis serviços prestados à coletividade, cujo reconhecimento merece ser estendido a todos seus descendentes.

José Alberto de Souza

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 10/12/2014


domingo, 14 de dezembro de 2014

Festa do Interior

Foto Prefeitura de Jaguarão Digital
  
Que noite a de domingo! Depois de um dia nublado e ventoso prenunciando temporal, o entardecer trouxe a calmaria. A chuvarada passou por cima, como faz tantas vezes por aqui. Dizem que a topografia da nossa cidade a protege. Fazia muito calor. Da janela entreaberta olhei para as árvores do canteiro central e nenhuma folha se movia. Também não se movia o ataque do Imortal Tricolor na Fonte Nova. O zagueiro do Grêmio havia sido expulso e logo em seguida o Bahia marcou um gol de falta. Melancólico final de campeonato, só amenizado pela goleada no grenal. Desliguei a TV. Chega de sofrimento. Convidei minha esposa para darmos uma caminhada pelo centro. A cidade fervilhava.

O clima apetecia o saboreio de um sorvete, foi o que fizemos. Enquanto nos deliciávamos com o gelado, olhei para a porta envidraçada da confeitaria e comentei que a 27 de Janeiro estava com cara de “18 de Julio”, a avenida central de Montevideo. Com as devidas proporções, parece mesmo, concordou ela. -Olha, o que mudou esta cidade de uns dez anos pra cá é incrível. Recordo quando vinha dar aula por aqui, era um marasmo total, completou. 
 
No Largo das Bandeiras, que eu gostaria de chamar de Largo Mestre Vado, pois ali é o espaço dedicado às manifestações populares e à arte, estava acontecendo a terceira noite da IV Feira Binacional do Livro. Sucesso total. O povo tomou conta de todos os lugares. Aqui uma nota. Merecida homenagem ao escritor jaguarense Eduardo Alvares de Souza Soares agraciado com o patronato da Feira. Seus livros sobre a Igreja Matriz, Ponte Internacional Mauá, Olhares sobre Jaguarão, Coletânea de crônicas na antiga Folha, sobre o Poeta Lobo da Costa, além de vários artigos nos Cadernos Jaguarenses, são de valor inestimável para a história de nossa cidade e o resgate de seu patrimônio cultural. 
 
A nossa Feira voltou para alegria de todos. Ela tem características peculiares. Engloba no mesmo espaço, o livro, a música e a gastronomia. Elementos inseparáveis. Une o popular e o erudito. 
 
Quase meia noite e a festa continuava. Resolvemos voltar para casa. Observamos que o movimento não era concentrado somente na praça central. Em toda a avenida principal o trânsito de automóveis e pessoas caminhando, continuava. Na Comendador Azevedo, os trailers estavam repletos. Gente que “gosta mais de ouvir o silêncio e prefere mais o sossego do que o juntamento”, como diria minha avó, pensei. Não importa. Estavam fazendo parte da paisagem dessa noite de domingo numa Jaguarão que vibra. E que noite de domingo!

Jorge Passos

Publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 03/12/2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Calhandra de Ouro da 38ª Califórnia da Canção Nativa do RS vem para Jaguarão com Martim César


38ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, de Uruguaiana, encerrou a sua programação na noite deste domingo, (7), no Teatro Rosalina Pandolfo Lisboa. A grande vencedora do maior festival de música nativista do Estado, que recebeu o Troféu Calhandra de Ouro, foi a canção O Homem Dentro do Espelho. A letra é de Martim César. Música Pedro Guerra.

 

A interpretação foi de Guerra Pimental e Cassiano Mendes. A vencedora também recebeu as premiações como melhor arranjo, melhor melodia, melhor letra, canção inédita e melhor música linha livre.

Das 18 composições que participaram do evento, 12 foram escolhidas pela Comissão Julgadora para participarem da final, dividida em três linhas: Campeira, Manifestação Riograndense e Livre. O vencedor da Calhandra de Ouro é responsável pela integridade do troféu até o momento do próximo concurso, onde fará a sua entrega e, simultaneamente, receberá uma réplica do troféu Calhandra de Ouro.

O presidente da 38ª Califórnia da Canção Nativa, Luis Carlos Stabile, declarou emocionado “estamos com o coração satisfeito, com um acolhimento muito grande dos participantes. Podemos dizer muito obrigada Uruguaiana, com muita gente nova, um conjunto de gerações fazendo a nova história, neste palco é sedutor, o fato de ter sido pioneiro continua dando qualidade.”

As apresentações de hoje à noite, (7), foi com o uruguaianense Felipe Azevedo & Trio com o show “Tamburilhando Canções” e do cantor, compositor e acordeonista, Luiz Carlos Borges.
Resultado da 38ª Califórnia da Canção Nativa do RS

A Comissão Organizadora enquadrou as composições em três linhas distintas:
MELHOR MÚSICA DA LINHA CAMPEIRA: FLORZITA DE CAMPO ABERTO
MELHOR MÚSICA LINHA DE MANIFESTAÇÃO RIO-GRANDENSE: Piratas da Chalana
MELHOR MÚSICA DA LINHA LIVRE: O Homem Dentro do Espelho.

Os prêmios instituídos em forma de troféus são:
CALHANDRA DE OURO (troféu máximo do evento, trabalho do artista Paulo Ruschel doado pela Ordem dos Musicos do Brasil, aos autores da canção vencedora): O Homem Dentro do Espelho.

PAULO RUSCHEL (criado pelo artista e doado por sua família ao vencedor do Festival): O Homem Dentro do Espelho.

JOÃO DA CUNHA VARGAS (criado por Glênio Fagundes, destinado ao vencedor da Linha Campeira): FLORZITA DE CAMPO ABERTO

VITÓRIA (criado por Vasco Prado e oferecido ao vencedor da Linha Manifestação Riograndense): Piratas da Chalana

OSMAR MELETTI (oferecido ao vencedor da Linha Livre): O Homem Dentro do Espelho.
CÉSAR PASSARINHO (criação do artista plástico Ubirajara Constant, oferecido pela Prefeitura de Uruguaiana ao melhor intérprete): Kiko Goulart

APPARÍCIO SILVA RILLO (criação de Rossini Rodrigues, oferecido pela família Rillo ao autor da melhor letra): O Homem Dentro do Espelho.

QUERO-QUERO (música vencedora pelo voto popular): NAS MUNHECAS DA CATALA

TELA DO ARTISTA BEREGA (oferecido pela família Crespo Beheregaray para o autor da Melhor Melodia):O Homem Dentro do Espelho.

A Comissão Julgadora também escolhe:
MELHOR INTÉRPRETE: Kiko Goulart
MELHOR INSTRUMENTISTA: Rodrigo Maia
MELHOR ARRANJO: O Homem Dentro do Espelho.
MELHOR ARRANJO VOCAL: Xote do Tempo Perdido

MELHOR CONJUNTO INSTRUMENTAL: Pepe Caravana
MELHOR LETRA: O Homem Dentro do Espelho.
MELHOR MELODIA: O Homem Dentro do Espelho.
CANÇÃO INÉDITA: O Homem Dentro do Espelho.
POPULAR: NAS MUNHECAS DA CATALA

PROGRAMA GALPÃO CRIOULO ENTREGA O TROFÉU ORIGENS PARA HOMENAGEAR O DESTAQUE DO FESTIVAL

A RBS TV e o programa Galpão Crioulo entregam na 38ª Califórnia da Canção Nativa o Troféu Origens -Destaque dos Festivais Nativistas. Essa premiação surge a partir do desejo do Programa Galpão Crioulo de estar perto da produção da música regional e valorizar os festivais Nativistas que há mais de quatro décadas realizam esse circuito artistico-musical do Rio Grande do Sul. A escolha do vencedor foi feita pela Comissão de Jurados do Festival. O vencedor do Troféu Destaque foi Piratas de Chalana.

           http://jaguarao.net


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

QUAL É SUA PROFISSÃO?

O episódio ao qual quero referir-me é sobre o comportamento de uma autoridade do Judiciário, que veio a público há poucas semanas. Se o participante fosse alguém da chamada “classe política”, por certo não causaria muita surpresa e talvez nem chamasse muito a atenção porque, ultimamente, o “esporte preferido” de grande parte dos veículos de imprensa do País tem sido o de bater em ocupantes de cargos eletivos, mormente os de situação, no âmbito nacional. Isso com, ou sem razão, ressalve-se. 
 
Aqui vacilo, buscando um termo que sintetize a atitude que, no meu entender, acabou, talvez, causando algum estrago na imagem de uma corporação que deveria ser um modelo de comportamento a ser seguido. Opto por reconhecer que a atitude tomada por um senhor juiz em uma barreira de trânsito pode muito bem ser enquadrada no termo “carteiraço” o que é facilmente entendido por todos. Sua Excelência, com isso, passou a ser “vítima” de uma servidora pública enquadrada em “abuso de poder” por tentar cumprir com seu dever de ofício. Não creio que o fato gerador da sanção que sofreu tenha sido uma mera expressão que teria sido emitida pela funcionária.
Abro um parêntese. Do que tenho lido sobre o assunto, julgo que quem melhor conseguiu resumir essa triste passagem de autoritarismo foi nosso mais novo imortal, Zuenir Ventura, que, numa frase antológica, diz: “Nele (o episódio), Deus não aparece ou aparece disfarçado, mas é evocado e confundido com um juiz” (Jornal O Globo, 8.11.14). Fecho parêntese.

Bem, até aí tudo normal. O carteiraço é uma instituição nacional reconhecida como benéfica para quem a utiliza e maléfica para quem sofre seus efeitos. Sua avaliação depende da posição em que se encontram seus protagonistas. Ela é praticada por indivíduos pertencentes aos mais diversos segmentos sociais. É usada até por quem, eventualmente, não tem uma posição que possa utilizar a malandragem. Às vezes com igual sucesso. Para quem se julga mais importante do que seu semelhante, o objeto da humilhação é, na verdade, uma pessoa de menor valor e certamente precisa “ser colocada em seu devido lugar”. Há quem diga que esse tipo de preconceito remonta aos tempos da nefasta escravidão que manchou a história deste País. Está, portanto, consagrada em nossa cultura.
Desculpem os leitores, mas, depois dessa introdução o que quero mesmo é registrar minha preocupação com o que considero o mais grave dessa situação. Refiro-me ao fato de que o “inventor” dessa estupidez autoritária foi consagrado por seus pares do Judiciário quando foi aplicada uma sanção pecuniária à servidora que cumpria seu dever. Isto significa que, se o autor for vitorioso até o final da querela, provavelmente a ser definida pela mais alta Corte da Justiça apropriada para dirimir a questão, a própria instituição estará consagrando a atitude de Sua Excelência como correta e, portanto, quem abusou da autoridade foi realmente a funcionária ao interpelar um membro do Judiciário que não portava os documentos que os demais cidadãos comuns precisam ter consigo quando conduzem um veículo automotor. Parece-me que isso seria abrir um precedente para que outras tantas “autoridades” possam utilizar o tradicional carteiraço sem qualquer risco de sofrerem reprimenda de suas corporações.

Vou mais longe ainda: se todas as corporações se movimentarem em torno de privilégios vai ser necessário elaborar-se listagens daqueles que estiverem isentos de punições e imagino que poderiam ser incluídas outras profissões nesse rol, como jornalistas, médicos, parlamentares, etc. Qualquer ação do servidor nesse tipo de atividade ficará, então, sujeita à censura dos deuses que, eventualmente, estejam dirigindo um automóvel quer a serviço ou em merecido lazer. Sugiro, também, que, antes de qualquer providência, o funcionário de serviço, ao constatar uma infração, formule uma pergunta que pode passar a ser freqüente: “Qual é sua profissão”. Assim pouparíamos tempo e dinheiro para o Estado e algum vexame e sanção para o servidor, é claro.

Wenceslau Gonçalves

Publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional em 26/11/2014


sábado, 6 de dezembro de 2014

Os Anos de Chumbo em Pedro e os Lobos


 Vai chegando ao final mais uma Feira Binacional do Livro em Jaguarão. Aqui vai uma dica literária da Confraria. 

Conheça os Anos de Chumbo em todos os seus detalhes e sempre narrados pela ótica da guerrilha no livro Pedro e os Lobos de João Roberto Laque.

"Esta é uma biografia que eu queria ter escrito"
 Fernando  Morais (Olga, Chateau, o rei do Brasil) 

Você sabia que existiu um tresloucado movimento guerrilheiro chamado Guerrilha de Três Passos e que a Guerrilha de Caparaó foi um retumbante fracasso da esquerda armada em Minas?

Que muitas das ações armadas foram verdadeiras cenas de comédia, cheias de desencontros e trapalhadas? Ou que um dos maiores mistérios deste período é o desaparecimento do ex-sargento do Exército e líder da VPR Onofre Pinto?

Pelo menos, você sabe quem foi Pedro Lobo de Oliveira? Então, leia Pedro e os Lobos.

No livro estão, a renúncia de Jânio, a posse de Jango, o golpe de 1964 e a resistência armada, com destaque para a origem das organizações clandestinas e um completo relato de seus atentados a bomba, assaltos a banco e sequestros de diplomatas estrangeiros.

Pelas 640 paginas de Pedro e os Lobos vão esmiuçados ainda os bastidores do poder, a edição do AI-5, a tortura imposta pela repressão política, a luta pela anistia, as greves do ABC e a redemocratização do Brasil.

De quebra, ao longo do livro está a vida louca de Pedro Lobo de Oliveira, um ex-sargento obstinado que largou tudo para mergulhar de cabeça no caldeirão fumegante da guerrilha.

Companheiro do lendário capitão Carlos Lamarca, Pedro assalta bancos, invade hospitais militares, explode quartéis e fuzila, para comemorar o aniversário da morte de Che Guevara, um capitão norte-americano que havia se tornado herói de guerra no Vietnã.

A obra gerou um documentário que está sendo filmado e foi considerada um dos cinco melhores lançamentos na categoria livro-reportagem pelo júri do Prêmio Jabuti 2011.

João R. Laque, Fernando Morais e Pedro Lobo - 3ª Bienal do Livro de S. J. dos Campos

Se você não encontrar Pedro e os Lobos nas Bancas da Feira do Livro peça seu exemplar diretamente pelo e-mail  laque@ibest.com.br 

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Neste Natal, faça um elogio a quem você gosta:
DÊ UM LIVRO DE PRESENTE
 

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...