domingo, 28 de abril de 2013

Hidrovia do Mercosul: Empresa realiza medições para dragagem do Rio Jaguarão


Barcos da Empresa Água e Solo realizam batimetria da Bacia da Lagoa Mirim  
Sr Júlio Andrade, piloto da nave mãe
Duas embarcações da empresa Água e Solo encontram-se no Porto de Jaguarão realizando serviços de medição da profundidade do rio (batimetria), para posterior dragagem. 

O trabalho faz parte do Projeto de Ativação da Hidrovia do Mercosul que deve iniciar sua operação em 2014. Conversamos na manhã deste domingo com o Sr. Júlio Andrade, piloto da Nave Mãe e funcionário da Empresa. Relatou-nos que há 45 dias estão embarcados. Na Lagoa Mirim farão os estudos de profundidade que possibilitarão avaliar a necessidade de dragagem para possibilitar a navegação. Ela  possui cerca de 180 km de extensão e profundidades que variam de 1,00 m, no norte, a até 6,00 m, na porção mais ao sul.  O batimento do Rio Jaguarão deve ser finalizado até terça feira e é muito minucioso e detalhado. São realizadas medições de 10 em 10 metros. O próximo destino dos dois barcos é o Rio Cebollati no Uruguay, Puerto de La Charqueada, onde prosseguirão os trabalhos. 

Hidrovia do Mercosul ligará sa duas Lagoas e vários portos
Conforme publicado no Jornal do Comércio, o começo do transporte de cargas pela hidrovia Brasil-Uruguai, também chamada de hidrovia do Mercosul, deve ocorrer no próximo ano. Para isso tornar-se  realidade, a obra mais importante será a dragagem do canal do Sangradouro, localizado ao Norte da Lagoa Mirim. O superintendente da Administração das Hidrovias do Sul (Ahsul), José Luiz Azambuja, detalha que a ação permitirá a ligação com a Lagoa dos Patos. A expectativa é de que a dragagem seja licitada ainda neste ano e concluída antes do final de 2014. O dirigente estima em cerca de R$ 15 milhões o investimento necessário para concretizar o empreendimento. O recurso será proveniente do governo federal. “Em um ano e meio queremos ter essa espinha dorsal funcionando”, afirma Azambuja.

O projeto da hidrovia Brasil-Uruguai prevê ainda outras melhorias, como mais dragagens e sinalizações. No entanto, superado o obstáculo do canal do Sangradouro, já será possível que embarcações uruguaias tenham acesso a portos gaúchos como o de Rio Grande e Estrela. O calado mínimo da Lagoa Mirim será de 2,5 metros, adequado, principalmente, para barcaças com capacidade para movimentar cerca de 3 mil toneladas em cargas. O presidente da Ahsul acrescenta que a hidrovia, tornando-se operacional, deverá acelerar os projetos de terminais que estão sendo desenvolvidos no Uruguai.

Em breve, embarcações como essa poderão ser vistas na Lagoa Mirim e no rio Jaguarão

Fontes: Jornal do Comercio, http://hidroviasinteriores.blogspot.com.br
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